06 set17:52

Insônia recorrente pode acarretar complicações nas funções de órgãos vitais

De acordo com o Centro Americano de Pesquisas em Transtornos do Sono, nos Estados Unidos, quase todas as pessoas têm entre uma e duas noites mal dormidas por ano. Quando o problema se torna crônico, o organismo fica sobrecarregado com os efeitos negativos.

Para Mathew Walker, pesquisador da Universidade da Califórnia, após uma noite mal dormida, a amídala cerebral, parte do cérebro que alerta o corpo para ficar preparado para situações de emergência, fica em ação permanente. Isso pode afetar o córtex frontal do cérebro, que é responsável pela nossa lógica racional. Além disso, a piora na capacidade de memória, controle da fala e irritabilidade ficam mais evidentes.

A insônia caracteriza-se pela dificuldade em pegar no sono, continuar dormindo após pegar no sono ou acordar muito cedo pela madrugada. Pessoas com insônia podem apresentar cansaço e sonolência durante o dia, assim como dificuldade de atenção e concentração na escola e no trabalho. E o problema pode afetar pessoas de todas as idades.

O neurologista Leandro Teles alerta que, dependendo do nível de insônia, é possível ter complicações nas funções de órgãos vitais, hipertensão, alucinações visuais ou auditivas.

— A privação do sono também pode funcionar como gatilho para várias doenças neurodegenerativas — adverte.

Por isso, tratar o problema é fundamental. A primeira medida é tentar criar novos hábitos, como evitar cafeína após as 18h, deitar-se mais cedo, apostar em alguma técnica de relaxamento. Se nada disso funcionar, um médico pode ajudar o paciente a identificar as causas da ansiedade e a encontrar mecanismos eficientes para lidar com o problema, já que medicamentos para dormir não são a melhor solução.


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