07 set10:12

Neném, ídolo do alicerce à fundação do Verdão

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Nesta Série C, o meia Neném pode não ser o carregador de piano do time, mas demonstrou que pode virar um operário da Chapecoense. Não apenas por carregar tijolos para aumentar a barreira móvel e assim treinar cobrança de falta. O ídolo da torcida andava meio esquecido, mas aos poucos recupera sua importância junto ao grupo.

É que ele vem sendo importante para o Verdão, tanto nos jogos em que foi titular, quanto naqueles em que sai do banco para ajudar o time. Neném oscila bons e maus momentos. Foi titular em seis jogos, não jogou em dois e saiu do banco em outros dois.

Contra o Vila Nova, iniciou na reserva, mas no segundo tempo ajudou o time a marcar dois gols em sete minutos, garantindo a virada por 3 a 2. Depois, perdeu espaço quando o técnico Itamar Schulle decidiu que utilizaria apenas um meia.

Athos foi o titular em quase todos os jogos. Mas, nos últimos três jogos, Neném saiu jogando, deixando Athos no banco. O jogador, que era considerado um dos diferenciais do time, começa a mostrar suas credenciais em campo.

155 jogos pela Chapecoense.

É a marca que Neném vai atingir no jogo deste sábado

No domingo passado, contra o Santo André, Neném organizou jogadas, deu passes, cobrou faltas, escanteios e só não marcou um gol devido a uma defesa difícil do goleiro Bonan. Mesmo sem ter vencido, Neném disse que a vitória deu confiança ao time, na busca pela vaga na Série B. O time do Oeste está em terceiro lugar do Grupo B da Série C. E, no sábado, enfrenta o Vila Nova, em Goiás.

No clube desde 2009, de onde só saiu no segundo semestre de 2010 para jogar no JEC, Neném já construiu uma relação sólida com a torcida. Nos momentos mais difíceis, ele sempre consegue mostrar sua qualidade e resolver jogos complicados.

Tanto que, quando está na reserva, os torcedores pedem pra o técnico colocá-lo em campo. A torcida já viu muitas vezes Neném entrar e ajudar o time. Como na final do Estadual de 2011, contra o Criciúma, na cobrança da falta que Carlinhos Santos desviou para o próprio gol, dando o título à Chapecoense.

Em Goiânia, Neném pode completar 155 jogos pelo clube.



“O time está competitivo”, confira a entrevista com Neném


Diário Catarinense – Como é recuperar a titularidade no time?

Neném – Estou muito feliz aqui na Chapecoense. Mesmo quando estive no banco, sempre procurei ajudar.


DC – Como está o grupo para este jogo fora após o empate em casa contra o Santo André?

Neném – É um jogo difícil, pois vamos atuar num campo com dimensões maiores do que as do Condá. Temos que ter posse de bola explorar os contra-ataques. Podemos conseguir um bom resultado, pois o time está evoluindo. Contra o Santo André não vencemos, mas fizemos uma das melhores partidas até agora. O time está competitivo, com jogadas pelas alas e boa movimentação e posse de bola.


DC – Então você está confiante que dá para conseguir uma vaga na Série B com este grupo?

Neném – Com certeza. Nós temos um grupo bom coletivamente e também jogadores que podem fazer a diferença em jogadas individuais. Estamos confiantes nesta reta decisiva.


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