13 set12:30

Primavera antecipada exige cuidados de quem sofre da febre do feno

Com o agosto mais seco dos últimos 30 anos em Santa Catarina e o fim do inverno seguindo com temperaturas acima da média histórica em setembro, problemas de saúde relacionados à primavera, como a febre do feno, podem aparecer mais cedo. Considerada um tipo de rinite alérgica, a febre do feno (ou polinose) é induzida pelo pólen das plantas que o vento dissipa pelo ar — o termo foi criado na Europa durante a época de colheita de feno, em que as pessoas começavam a espirrar e o nariz a escorrer.

Processo inflamatório causado pela reação do sistema imunológico ao pólen, a doença ocorre em indivíduos predispostos geneticamente e não tem cura. Os sintomas mais recorrentes da rinite alérgica são crises de espirros, coriza, nariz entupido, dor de cabeça, lacrimejamento, coceira no nariz, nos olhos, na garganta e no céu da boca.

Existem dois tipos de rinite alérgica: a sazonal e a persistente. A sazonal é aquela que varia conforme a estação do ano. Na primavera, por exemplo, pessoas alérgicas ao pólen vão apresentar os sintomas no início da estação. Já se a pessoa tem alergia a mofo, em geral vai apresentar os sintomas no inverno, quando o tempo é mais frio e úmido.

A alergia persistente, por sua vez, é aquela que dura o tempo todo, sem relação com a estação do ano, como a causada pela poeira. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia, 67% da população da América Latina tem rinite persistente e 33% sazonal ou intermitente. Na Europa, 71% têm rinite sazonal e 29% persistente.

— A melhor maneira para controlar a febre do feno, é manter as janelas fechadas e, se possível, usar o ar condicionado para filtrar o ar, além, claro, de trocar o filtro do aparelho anualmente. Como em qualquer outro tipo de alergia respiratória, é importante conservar o ambiente limpo, em especial o quarto, onde as pessoas passam a maior parte do tempo — explica a alergista Ana Paula Moschione Castro, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai) e médica da Unidade de Alergia e Imunologia do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas (USP).

Além das medidas ambientais, um médico poderá receitar medicamentos para controlar os sintomas e a inflamação na mucosa nasal. Nesses casos, os medicamentos utilizados com mais frequência são os anti-histamínicos, descongestionantes, corticosteróides intranasais, entre outros. Alguns anti-histamínicos como, por exemplo, a loratadina, proporcionam alívio dos sintomas alérgicos por 24 horas e não causam sonolência.


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