17 set09:36

Não é o Santo Graal, mas deu vida nova ao Verdão

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A Chapecoense encontrou seu “Santo Graal” na partida de sábado contra o Caxias, venceu por 4 a 0 e revigorou um time que fazia em média 0,7 gol por partida e não marcava há três jogos. Só num jogo o time fez metade do que tinha feito em 11 partidas pela Série C do Campeonato Brasileiro.

O responsável pela mudança dentro de campo foi o estreante Rodrigo Gral, com um sobrenome sugestivo por ter apenas um “a” a menos do que o cálice sagrado que teria sido utilizado por Jesus na Santa Ceita. Lendas celtas anteriores a Cristo também indicavam que o Graal seria um caldeirão mágico capaz de fazer os mortos voltar à vida.

Pois o Gral de Chapecó deu uma nova alma ao time, que correu e jogou e goleou como não tinha feito ainda nesta Série C. A Chapecoense bebeu da experiência e qualidade de Rodrigo Gral. O resultado é que o time voltou ao G4 no Grupo B e volta a sonhar com uma vaga na Série B.


“Estou muito feliz pela estreia, pelo carinho da torcida com a presença da minha família na arquibancada. Pude ajudar o time e o mais importante foi a vitória. Agora é manter a pegada e buscar a vaga na Série B”


OS PODERES DO GRAL OESTINO

1-POSICIONAMENTO- Enquanto muitos jogadores se amontoam na disputa das jogadas Gral mostrou que sabe como se posicionar, procurando se afastar dos zagueiros para receber lançamento ou antecipando para receber a bola. No segundo gol da Chapecoense, estava no local certo quando a bola bateu nele e sobrou para Fabiano marcar o segundo gol.

2-QUALIDADE NO PASSE- Gral mostrou o diferencial de um jogador que atuou em grandes clubes como Flamengo e Grêmio. No seu terceiro toque na bola ele não fez nada mirabolante. Apenas “escorou” a bola para a conclusão de Neném, como fazia nos tempos em que era garoto e jogava futsal em Chapecó. Em outro cruzamento apenas desviou a bola com o peito e ela caiu certinha nos pés de Eliomar. Ele só errou um passe na partida quando escorregou no gramado.

3-EXPERIÊNCIA- Logo no início da partida o atacante Cristiano subiu junto com Gral para disputar uma bola aérea e a zaga acabou afastando. Gral chamou Cristiano e o orientou para que ficasse apenas um na disputa, e o outro ficaria na sobra. Durante todo em que esteve em campo ele gesticulou e deu dicas para os companheiros.

4- CONFIANÇA- A confiança de Rodrigo Gral de que o time iria vencer era tanta que ele contagiou seus companheiros. O time que antes estava abalado por não marcar há três jogos e que atuava com a desconfiança da torcida, no sábado marcou com segurança e atacou com vibração. Até a torcida estava mais empolgada ao ver Gral em campo. Tanto que até uma faixa em sua homenagem já decorava a arquibancada da Ala Norte antes mesmo de iniciar a partida.





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