07 out12:53

Três atos rumo à Série B

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Três é o número mágico da Chapecoense na caminhada da Chapecoense Rumo à Série B do Campeonato Brasileiro. Faltando três jogos para terminar a primeira faze, dois fora (Oeste e Madureira) e um em casa (Tupi), o time catarinense precisa de apenas três pontos para garantir classificação para segunda fase.

No sábado, a Chapecoense fez 3 a 0 no Brasiliense, garantiu três pontos e a liderança do Grupo B, com 26 pontos. Mas pode ser ultrapassada pelo Macaé, que na terça-feira enfrenta o Madureira, em jogo atrasado.

Foi a terceira vez que o Brasiliense levou 3 a 0 da Chapecoense, no Índio Condá. As anteriores foram em 2010, pela Copa do Brasil, e em 2011, pela Série C do Campeonato Brasileiro.

Os gols foram marcados no segundo tempo, por Paulinho Dias, Jô e Wanderson. E quase que o autor do primeiro, Paulinho Dias, não voltou para o segundo tempo.

Num lance no final da etapa inicial, ele tentou alcançar uma bola na linha de fundo e acabou chocando-se contra uma placa. O resultado foi um corte acima do joelho. Para que o jogador pudesse voltar na segunda etapa, o médico Carlos Mendonça precisou fazer três pontos no local.

Mas valeu a pena. –Foi na superação, fiz a anestesia e voltei pro jogo- afirmou Dias. O volante da Chapecoense agradeceu ao pai, mãe e irmão, que acompanharam o jogo. E já imaginava que poderia chegar a sua hora. –Eu vinha jogando bem mas não tinha feito gol, hoje Deus me abençoou- agradeceu.

O passe foi do atacante Rodrigo Gral, que atuou apenas em três partidas, mas ajudou a fazer as três goleadas: 4 a 1 sobre o Caxias, 3 a 1 sobre o Duque de Caxias e 3 a 0 no Brasiliense.

Jô ampliou aos 38 minutos e Wanderson fechou o placar, aos 47 anos. E o esquema com um trio de zagueiros, garantiu a inviolabilidade da defesa. Pelo terceiro ano consecutivo a Chapecoense deve decidir uma vaga para a Série B do Campeonato Brasileiro. Só que, desta vez, a torcida espera não ter a terceira decepção.


TRIO QUE GARANTIU A VITÓRIA

O comandante

O técnico Gilmar Dal Pozzo está invicto no comando da Chapecoense. São três vitórias e um empate em quatro jogos. São 10 gols marcados e apenas um sofrido. Contra o Brasiliense, o primeiro tempo foi difícil, pois o adversário povoou o meio e não deixava espaço. Dal Pozzo trocou o lateral Rafael Mineiro pelo meia Dudu Figueiredo e o time melhorou. Cristiano, que também entrou no segundo tempo, deu o passe para o segundo gol e cavou a falta do terceiro. Prova que o técnico sabe mexer. Além disso ele resgatou o espírito de luta do time. –Aqui não tem bola perdida, isso sempre foi uma característica do clube- afirmou Dal Pozzo.


O herói

Paulinho Dias encarou o papel de herói num jogo difícil. Mesmo com o joelho sangrando em virtude de um choque contra uma placa de publicidade no primeiro tempo, ele fez três pontos no vestiário, voltou para o jogo e fez o gol que abriu o caminho para a vitória. Além de marcar gol ele foi o motor do time, trocando passes, marcando e aparecendo para concluir. Paulinho Dias já conseguiu um acesso da Série D para a C, em 2010. Agora quer um acesso da Série C para a Série B.


A torcida

A torcida da Chapecoense voltou a ser aquela força que empurra o time rumo às vitórias e desestabiliza os adversários. Contra o Brasiliense o apoio das arquibancadas foi durante os 90 minutos. Eles apoiaram Rodrigo Gral, Nivaldo, entre outros. Apesar do empate sem gols no primeiro tempo, continuaram incentivando. Vaiaram o adversário, principalmente o atacante Washington, que chegou a se apresentar em Chapecó e depois foi para o Brasiliense. E no final fizeram até ola, para comemorar mais uma vitória. Foi a sexta vitória em casa na Série C. Há ainda dois empates em casa e nenhuma derrota.

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