23 out19:08

Prefeito de Xaxim é afastado

O prefeito de Xaxim, Gilson Vicenzi, está afastado do cargo desde a tarde de segunda-feira por decisão liminar do juiz Christian Dalla Rosa, da 2ª Vara da Comarca de Xaxim. O motivo teria sido a suspensão de alguns serviços públicos após a eleição de 7 de outubro, onde Vicenzi era candidato à reeleição e foi derrotado pelo candidato da oposição, Idacir Orso (PMDB).

Na semana passada o juiz já havia determinado a retomada de serviços que estavam prejudicados após a eleição, em que o magistrado entendeu ocorrer retaliação política do administrador pelo resultado negativo do pleito. O juiz comparou a ação à postura de monarcas medievais.

Na oportunidade o juiz determinou o reestabelecimento do atendimento às condições anteriores à eleição, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.

As decisões partiram de ação civil pública encaminhada pelas promotoras da comarca de Xaxim, Fabiana Mara Silva Wagner e Diana da Costa Chierighini. Elas argumentaram que houve denúncias de interrupção no transporte escolar, no Pronto Atendimento de Saúde, exames médicos, fisioterapia domiciliar e no convênio com o Hospital Frei Bruno, situado no município.

Como a situação não foi normalizada a promotoria encaminhou uma Ação de Improbidade Administrativa, por entender que o prefeito dava mostras de desprezo pelos poderes instituídos. –O objetivo foi garantir o bom andamento dos serviços e reestabelecer a ordem pública- explicou a promotora Diana da Costa Chierighini. Ela afirmou que os atos de Vicenzi volavam os princípios que regem a administração pública.

E afirmou que o vice, Adacir Araldi, que assumiu o executivo, pode ser responsabilizado judicialmente se não retomar a normalidade dos serviços. Araldi informou através de assessoria de imprensa de que não iria se pronunciar até se interar melhor da situação.


COTRAPONTO


O prefeito afastado de Xaxim, Gilson Vicenzi, disse que está recorrendo da decisão judicial e está confiante em voltar ao cargo. –Houve uma falta de entendimento- argumentou. Vicenzi reconheceu que houve redução dos cargos comissionados, embora não lembre quantos, e de convênios.

Mas nega que tenha ocorrido paralisação de atendimento em represália ao resultado negativo nas urnas. Ele afirmou que as medidas foram tomadas para se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal, que não permite aos administradores deixarem dívidas para seus sucessores.

-Não houve nenhuma paralisação na saúde, educação, transporte escolar ou no atendimento no hospital de Xaxim- argumentou.

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Um Comentário »

  • joão disse:

    Que vergonha…

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