25 out13:28

Capacitação de jovens rurais terá R$ 1,68 milhão

 

Jardel Tolotti é um dos beneficiados pelo curso e pede melhora no seguro rural


O Ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, assinou na quarta-feira, em Chapecó, onde assinou um convênio de R$ R$ 1,68 milhão para a capacitação de jovens rurais. O Curso de Capacitação de Jovens em Agricultura Sustentável, Gestão e Inovação Tecnológica deve beneficiar 4.920 jovens dos três estados do Sul. Inicialmente serão capacitados 120 jovens, sendo 40 por estado. Depois, cada um deles vai capacitar outros 40.

Os cursos serão ministrados pela Universidade Federal da Fronteira Sul. São 200 horas, em 18 meses, que compreendem disciplinas de agroecologia, associativismo, gestão da propriedade, desenvolvimento sustentável e informática, entre outras.

O Ministro Pepe Vargas, que fez a aula magna do curso, onde palestrou sobre “Pronaf Jovem e Sucessão Familiar” disse que esta é uma das iniciativas para fortalecer a agricultura familiar. Afirmou que foram liberados R$ 18 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar e que, se for necessário, serão liberados mais recursos. Citou que existe um programa específico para a juventude, o Pronaf Jovem, com financiamento de R$ 15 mil, com juros de 1% ao ano, três anos de carência e 10 anos para pagar.

O coordenador estadual da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar da Região Sul, Fetraf-Sul, Alexandre Bergamin, disse que desde 2002 apenas 10 mil jovens acessaram o programa em todo o país e espera que agora esse número seja de R$ 10 mil em Santa Catarina. Bergamin disse que o curso vai atender uma exigência que é a capacitação para liberação dos recursos.

O reitor da UFFS, Jaime Giolo, disse que a agricultura familiar precisa também de uma produção sofisticada e imagina que num futuro próximo as propriedades serão administradas por agrônomos e veterinários entre outros. Isso aliado à necessidade de redes de proteção de comercialização.

Os jovens agricultores gaúchos Samira Letícia Schwade, de Humaitá, Jardel Tolotti, de Tenente Portela, e Adriana Herrmann, de Sede Nova, são alguns dos estudantes do curso. Eles afirmam que um dos problemas para o jovem ficar no campo é a falta de uma atividade que garanta uma boa renda.

-Não adianta pegar financiamento e depois não poder pagar- afirmou Samira. Jardel citou que outro problema é que o seguro agrícola não garante renda, sendo que , na maioria dos casos, cobre só o financiamento. Questionado sobre isso o ministro disse que já houve uma evolução no Proagro e que isso deve ser aperfeiçoado.

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