09 nov08:13

Acesso da Chapecoense dá projeção à região e movimenta a economia

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O acesso para a Série B traz conquistas que vão além do futebol. Chapecó e região ganham em projeção nacional e até em movimentação econômica. A cidade passa a ter uma presença mais forte na mídia, atrair mais torcedores da região e receber clubes maiores, inclusive que já figuraram na Série A do Campeonato Brasileiro.

— A Chapecoense passa a ser a embaixatriz de Chapecó — avaliou o prefeito, José Cláudio Caramori.

Ele destacou que cada vez que o time for jogar pela Série B, vai atrair a atenção das pessoas. Isso também pode chamar negócios para a cidade. O prefeito lembrou que o clube estava em baixa em 2005 e, graças ao apoio do poder público municipal, se reestruturou e conquistou os estaduais de 2007 e 2011, além do acesso à Série D em 2009.

— O time está crescendo junto com a cidade — comparou, lembrando que Chapecó está com 189 mil habitantes.

Caramori disse que o clube estimula os jovens à pratica do lazer e, seu sucesso, é o sucesso da comunidade.

— A Chapecoense é nosso orgulho — declarou.

O acesso à Série B também contribui na busca de parcerias com o governo estadual e  federal para a Conclusão da Arena Condá, que já teve construída as alas Sul e Norte.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Chapecó, Gilberto Badalotti, o acesso à Série B vai alavancar o nome da cidade e a economia, a exemplo de Criciúma.

— É um marco na história onde todos vão sair ganhando — afirmou.

Badalotti disse que o clube ganha com mais patrocínios, público e renda. A cidade ganha com a vinda de torcedores de toda a região, que vão movimentar postos de combustíveis, bares e restaurantes. As lojas de material esportivo vão vender mais. E o aeroporto ficará mais movimentado com times dos grandes centros do país.

Além disso, o acesso é um sonho de muitos anos. -A cidade vai ficar mais alegre- avaliou Badalotti. Ele acompanha o time desde 1977, quando seu pai, Arthur Badalotti, foi o primeiro presidente campeão catarinense pelo time. No final da década de 70 a Chapecoense chegou a disputar nacionais, mas de forma efêmera. Agora, Badalotti vê uma cidade mais estruturada que pode manter um time entre os 40 maiores do país.

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