09 nov13:58

Força do Condá foi decisiva para conquista do acesso

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Ele não joga, não faz gol, não defende mas foi tão decisivo quanto o goleiro Nivaldo ou os atacantes Rodrigo Gral e Henrique, na conquista da vaga na Série B. O velho Índio Condá, inaugurado no final da década de 70 e que vem se transformando na Arena Condá, com a construção de duas alas novas nos últimos seis anos, foi decisivo na conquista do acesso.

Foi no Condá que a Chapecoense fez 23 dos 29 pontos conquistados na primeira fase da competição. Também em casa, a Chapecoense fez 21 dos 24 gols da fase inicial. Ou seja, se dependesse dos jogos fora, a Chapecoense estaria rebaixada e não comemorando uma conquista.

Contando o jogo da segunda fase, foram oito vitórias e dois empates em seus domínios. No Condá os adversários tremeram, se afobaram, fizeram gol contra, perderam a cabeça e foram expulsos.

Alguns chegaram arrogantes, e saíram cabisbaixos. Deram a desculpa que o gramado era ruim, mas, no mesmo gramado, a Chapecoense fez belas jogadas. Ninguém comemorou vitória no Condá. Só o Santo André e o Macaé não saíram derrotados, e vibraram com o feito.

O estádio começou a competição sem a cobertura metálica da ala oeste e com um público ainda tímido. Mas nos últimos jogos, já com a nova cobertura, recebeu mais de seis mil pessoas no primeiro jogo da segunda fase, que empurraram a Chapecoense para uma vitória por 6 a 0. A torcida não parou de apoiar o time durante os 90 minutos. E os jogadores responderam dentro de campo com muita vibração. É essa a mágica do Condá. Um templo onde nem times como Cruzeiro ou Atlético-MG conseguiram derrotar a Chapecoense.

Provavelmente porque o estádio leva o nome de um cacique Kaigang, incorporando a energia e o espírito guerreiro dessa tribo. O Condá é um símbolo de Chapecó. E é o trunfo da Chapecoense para fazer bonito na Série B.


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