15 nov17:15

Empresas de câmaras frigoríficas ampliam investimentos no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A crise do milho não afetou o mercado de câmaras frigoríficas para caminhões, que está com grande demanda e levando empresas a novos investimentos e contratação de mão de obra. Somente duas empresas sediadas em Chapecó, a Randon Branctech e a Niju, estão investindo R$ 13 milhões e abriram recentemente 75 vagas para contratação. Isso é um termômetro do setor pois esse tipo de câmara é utilizada para transportar a produção das agroindústiras.

A Randon iniciou nesta semana o segundo turno e para isso contratou 45 funcionários. A partir do dia 19 de novembro, a meta é ampliar em 50% a produção na unidade de Chapecó, passando de duas câmaras frigoríficas por dia para três.

-Queremos antecipar nosso prazo de entrega pois temos encomendas até maio de 2013- afirmou o gerente, Geison Werner. Ele informou que a empresa está investindo R$ 6 milhões em ampliações. A Randon, que tem matriz em Caxias do Sul-RS, adquiriu em novembro do ano passado a Folle Indústria de Implementos Rodoviários Ltda. Na época, a indústria tinha 48 funcionários e a produção era de 0,6 unidade por dia. Agora tem 110 funcionários e fabrica duas unidades por dia.

-Essa aquisição foi um gol senão não teríamos como atender a demanda- afirmou Werner. Ele afirmou que, apesar de alguns problemas enfrentados pelas agroindústrias, os investimentos no setor de frigoríficos continuam.

No próximo ano a Randon deve investir mais R$ 12 milhões na unidade de Chapecó e abrir outras 40 vagas. A atual produção de três câmaras frigoríficas por dia em Caxias do Sul, será transferida para Santa Catarina.

Werner disse que a Randon detém 53% do mercado nacional de câmaras frigoríficas para caminhões. A produção da unidade de Chapecó fica 70% em Santa Catarina. Já a produção da unidade gaúcha tende outros mercados, principalmente São Paulo.

A Niju também está com 30 vagas abertas e investiu R$ 7 milhões em ampliações. De acordo com o presidente da empresa, Sextílio Hans, houve um incremento de 30% na produção no segundo semestre. –Há uma recuperação do mercado que foi ruim no início do ano- explicou.

A empresa está fabricando 65 unidades por mês. E suspendeu as exportações para atender o mercado interno. Os pedidos vão até março de 2013. A meta da Niju é aumentar mais 10 a 15% até o final do ano, chegando a 75 unidades/mês. –Nosso limitante é a falta de mão de obra- explicou Hans.


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