15 nov09:29

Gilmar Dal Pozzo quer seguir no Verdão

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Com a conquista do acesso para a Série B do Campeonato Brasileiro Gilmar Dal Pozzo entrou para a galeria dos treinadores vencedores da Chapecoense, onde recentemente figuraram Agenor Piccinin (campeão Catarinense de 2007) e Mauro Ovelha (campeão de 2011 e comandante do acesso da Série D para a Série C em 2009).

Natural de Quilombo-SC, onde morou até os dois anos antes de ir para o Rio Grande do Sul, Dal Pozzo tem estilo similar ao de Tite, técnico do Corinthians, com quem Dal Pozzo foi campeão Gaúcho de 2000. Na época, ele era goleiro. Atuou também como goleiro do Avaí. Entre 2004 e 2005.

Em 2008, iniciou a carreira de treinador, no Veranópolis. No mesmo ano venceu a Copa RS pelo Pelotas. Foi contratado pela Chapecoense na metade do returno da Série C, quando o time, então treinado por Itamar Schulle, perdeu para o Vila Nova e deixou a zona de classificação.

Dal Pozzo estreou com vitória por 4 a 0 contra seu ex-time, o Caxias. E seguiu vencendo em casa, com cinco vitórias em cinco jogos, todas por goleada. Só o desempenho fora que ainda não está bom, com três derrotas e um empate em quatro jogos. Mesmo assim garantiu a tão sonhada vaga na Série B.

Para o treinador a conquista é reflexo da qualidade do grupo, que adotou uma postura diferente após sua chegada. Ele mudou o posicionamento, reforçou a marcação e incutiu vibração num time que parecia desanimado.

O resultado é que atualmente o treinador já foi convidado para continuar no clube pela atual diretoria, embora ainda ocorra uma eleição no dia 28 de novembro. Para coroar o sucesso, resta agora buscar o título da Série C, o que representaria incluir a Chapecoense entre os times catarinenses com títulos nacionais.


Entrevista com Gilmar Dal Pozzo

Diário Catarinense: Você sendo natural de Quilombo, aqui do Oeste Catarinense, como é conquistar o acesso por um clube da região?

Dal Pozzo: Para mim é a sensação do dever cumprido. A minha família me ligou depois da conquista. Eles estavam muito felizes pois moraram muito tempo na região. Eu saí com dois anos daqui. Comemoramos muito. Mas agora já é hora de trabalhar. Sou irrequieto. Tenho obsessão por conquistas.

DC: Como você vai encarar o Oeste, que é um adversário que a Chapecoense já enfrentou duas vezes, com uma vitória e uma derrota?

Dal Pozzo: As duas equipes já se conhecem e dificilmente terão grandes mudanças. O Oeste tem um sistema diferente de jogar, que é um 3-6-1, que às vezes se transforma num 3-5-2. Tivemos muitas dificuldades contra eles. O que vai fazer a diferença é o foco, o nível de concentração e o nível de eficiência.

DC: A tentativa é novamente de abrir uma boa vantagem no primeiro jogo para administrar nos segundo, como fez com o Luverdense?

Dal Pozzo: A ideia sempre é apresentar um bom futebol. O importante é não tomar gol em casa nos 90 minutos. Uma a zero para nós já é goleada.

DC: Você pretende continuar no clube em 2013.

Dal Pozzo: Tenho uma vontade de continuar e a diretoria também. Mas essa eleição da diretoria não veio numa boa hora. Alguma coisa a gente está conversando. Mas isso não pode atrapalhar a nossa preparação para a semifinal. Não podemos tirar o foco.



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