16 nov07:45

Athos pode ser bicampeão da Série C

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Enquanto curtia a manhã de descanso na quinta-feira, meia Athos recebeu a equipe do Diário Catarinense em seu apartamento, no centro de Chapecó. Ele falou da conquista do acesso para a Série B e da primeira partida da semifinal da Série C, sábado, contra o Oeste, às 19 horas, na Arena Condá.



Athos, com o filho Matheus e a esposa Camila, grávida de Emmanuel.



Athos já venceu a competição em 2006, pelo Criciúma. Agora quer o bicampeonato da Série C para incrementar o seu currículo e também para compartilhar essa emoção com os companheiros de clube. O jogador disse que o clima no vestiário é muito bom e que por isso não ficou magoado nos três jogos em que foi para o banco de reservas. Na época chegou a fechar a conta numa rede social devido aos xingamentos. Athos cresceu nos momentos decisivos. Fez um gol e deu o passe para outros três na vitória por 5 a 0 contra o Tupi, que valeu a classificação para a segunda fase. Na primeira partida da segunda fase, contra o Luverdense, deu o passe para o gol de Henrique.

Athos que está muito feliz por jogar na Chapecoense, pelo grupo que foi montado, além da boa adaptação da família à cidade. Sua mulher, Camila, está grávida de seis meses, de um menino, Emmanuel. E o outro filho, Matheus, de sete anos, que era um bebê quando o pai foi campeão da Série C pelo Criciúma, agora já disputa campeonatos de futsal em Chapecó. Athos disse que o crescimento da Chapecoense é fruto de um trabalho sério e honesto, que é reconhecido pelos jogadores que estão ou que passaram pelo clube.

Duas vezes por semana, Athos toca violão na Igreja Quadrangular. E brinca que é mais afinado em campo.


Confira a entrevista que o jogador concedeu.

Diário Catarinense: Você foi um dos destaques do time na conquista da vaga para a Série B, o que isso representa para ti e para o clube?

Athos: Sempre me envolvi com o time e procurei deixar minha marca nos clubes que passei. Foi assim no Paraná, no Criciúma e no Brasil de Pelotas, onde fui escolhido um dos melhores camisa 10 da história do clube. Na Chapecoense cheguei no meio do campeonato catarinense e fui escolhido o segundo melhor meia do campeonato. Tive outras propostas até mais vantajosas e resolvi ficar. Acho que a Chapecoense está colhendo o que semeou. Nos últimos anos sempre vem decidindo título. Tem uma diretoria séria que sempre paga seus compromissos dentro do mês. Aqui é uma família. E quanto a gente sai fala com o padeiro, o caixa do mercado. É um contato direto com a torcida. Na comemoração teve um senhor que me abraçou e soube que foi um dos fundadores da Chapecoense. Foi muito emocionante.


Diário Catarinense: Depois de conseguir o acesso para a Série B pelo Criciúma a pela Chapecoense como está encarando a possibilidade de se tornar bicampeão brasileiro da Série C?

Athos: É a oportunidade do meu segundo título brasileiro. E título brasileiro são poucos os que têm, independentemente se é da A, B, C ou D. A maioria do nosso grupo não tem esse título. E eu quero dar o meu melhor para ajudar meus companheiros. Eu sei o quanto é bom colocar uma faixa de campeão brasileiro no peito. Se for a Criciúma tá lá a minha foto com a faixa.


Diário Catarinense: Como a Chapecoense deve atuar nesse primeiro confronto da semifinal contra o Oeste?

Athos: Já no início da Série C eu disse que o Oeste era o adversário mais difícil contra quem nós tínhamos jogado, pois foi o único que jogou de igual para igual em Chapecó. Ganhamos o jogo por um a zero e depois perdemos por um a zero em São Paulo, o que mostra o equilíbrio entre os times. Eles têm um time muito bom. Vai ser um jogo muito difícil. Temos que manter a humildade e a marcação forte. Um a zero para nós é goleada.



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