23 nov18:36

Justiça determina afastamento da Diplomata

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O síndico da Massa Falida da Chapecó Alimentos, Alexandre Brito de Araújo, tomou posse do frigorífico de Xaxim que estava sob administração da Diplomata desde 2003. Ele cumpriu uma decisão liminar do juiz da 3ª Vara Cível do Fórum de Chapecó, Marcelo Volpato de Souza, que decretou nulidade do contrato de arrendamento da Chapecó Alimentos para a Diplomata.

A decisão foi baseada num pedido da massa falida da Chapecó, que agiu após pedidos de sindicatos rurais, de trabalhadores, associação comercial, Prefeitura, Câmara de Vereadores e Câmara de Dirigentes Lojistas.

-Eles nos pediram providências já que havia animais morrendo no campo e havia risco de deterioração do capital da empresa- afirmou Araújo.

Ele informou que mesmo com a decisão de afastamento da Diplomata, autorizou a continuidade dos abates pela empresa até o dia 21 de dezembro, já que existem animais no campo. No entanto a Diplomata está autorizada somente a retirar produtos do frigorífico. Nenhum equipamento ou bem móvel pode ser retirado.

A Diplomata entrou com pedido de Recuperação Judicial e vem enfrentando problemas com atraso no fornecimento de ração, atraso no pagamento de funcionários e com fornecedores. Também estava devendo mais de R$ 3 milhões em aluguel.

O síndico da Massa Falida informou que já está conversando com a Aurora Alimentos. –Vamos formalizar um contrato- afirmou. O objetivo é garantir a continuidade da produção.

A assessoria de imprensa da Aurora Alimentos confirmou o interesse em assumir a unidade de Xaxim, desde que não haja passivos. A Aurora vai fazer uma avaliação das condições da unidade. Se estiver em boas condições vai iniciar os procedimentos, recontratando os funcionários e fazendo novos contratos com os avicultores. Mas a Aurora ressalta que só irá assumir quando a Diplomata não estiver mais na unidade.

No entanto a Diplomata vai recorrer da decisão. A assessoria de imprensa da agroindústria informou que considera absurda a decisão judicial, já que existe um contrato de arrendamento com opção de compra.


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