12 dez16:40

João de Ipumirim é medalha de ouro

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A cidade de Ipumirim parou ontem para cumprimentar seu filho ilustre, de apenas 11 anos, que levou o nome da cidade a uma conquista nacional. Com o poema O João de Ipumirim, o aluno João Pedro Artifon Canton, do 5º ano da Escola Núcleo de Educação Municipal Professor Claudino Locatelli, foi um dos 20 alunos premiados com medalha de ouro na Olimpíada da Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro.

A cerimônia foi realizada na segunda-feira, em Brasília, promovida pelo Ministério da Educação e Fundação Itaú Social. Cerca de três milhões de alunos participaram do concurso, que teve cinco etapas. João foi um dos cinco premiados na categoria poema.

A professora que orientou o trabalho, Salete Inês Lecardelli, também recebeu medalha.

João ganhou notebook e a escola vai receber 10 computadores, datashow e livros. Mas o prêmio maior foi chegar na cidade e ver os colegas e professores esperando, com faixas de parabéns. Até o prefeito, Valdir Zanella, estava aguardando a comitiva da escola Claudino Locattelli.

João não quis discursar, mas topou desfi lar pela cidade no carro dos Bombeiros.

– Gostei de tudo – disse, um pouco tímido, ao descer do caminhão. Ele afirmou que não foi muito fácil escrever o poema. Mas lembrou do sino da igreja que tocava todos os dias às 6h e teve seu início. Foi um mês para concluir o trabalho.

A mãe, Kátia Artifon De Marco, que é professora de artes, disse que levava o filho para ver as estrelas e ajudar na inspiração. Ela afirmou que João sempre gostou de poemas e já tinha duas medalhas de ouro em concursos de declamação no município.

A professora Salete Inês Lecardelli contou que não sabia se ria ou se chorava quando foi anunciado o nome de Santa Catarina e de Ipumirim, em Brasília.

João é um orgulho para a escola e para a cidade. A diretora, Ione Farina lembra que, em 2008, uma aluna da escola, Renata Mores Artifon, que é prima do João, já havia chegado na semifi nal do concurso.

Sinal de que a família tem talento. João ainda não sabe se vai seguir carreira de escritor. Mas já está preparando mais poemas para escrever um livro, com ilustrações da mãe.

Esse é o pequeno, porém grande menino João, de Ipumirim, para Brasília.


O JOÃO DE IPUMIRIM

Blém, blém, blém!…

Toca o sino da matriz

São seis horas da manhã

Me acordo, sou o João!

O João da poesia

O João da antiga Vila Harmonia

O João da alegria

O bisneto nona Maria.

O João de Ipumirim

Que cuida do jardim

Que pratica esporte, lazer

Dança gaúcha folclórica, prazer.

O João que ama a escola

Vive chutando bola

Ama a rua onde mora

Não deixa pássaro na gaiola

O João que faz fogo no fogão

Que sapeca o pinhão

Que toca seu violão

Que bebe bom chimarrão.

O João que brinca na praça

Que com os amigo faz graça

Que anda de skate na esquina

Que sua bicicleta empina.

O João que dá bom dia

Pro vizinho, pro amigo, pra tia

Que a vida desafia

Convivendo com alegria.

O João que cultiva o chão

Cuida da terra com a mão

Planta milho, pipoca, feijão…

Divide tudo com o irmão.

O João que anda a cavalo

Que dá comida pro galo

Que no rio Engano pesca

Que com os amigos faz festa.

O João que nasceu nessa cidade

Que cresceu com liberdade

Tem amigos de verdade

Só existe amizade.

O João que aqui é feliz

Que aqui criou raiz

Que toca o sino da matriz

Que desse povo é um aprendiz.

Blém, blém, blém!…

Toca o sino da matriz

18 horas é a hora

Que na família a conversa rola

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