21 dez11:41

Dar um cão de presente no Natal não é brinquedo

Não são poucas as crianças que pedem aos pais um cãozinho de presente no Natal, data que se aproxima. Mas a dúvida se constitui em saber até onde o cão é o presente ideal. O animal de estimação exige do proprietário, muito mais que carinho e atenção.

 A médica veterinária Lúcia Helena Franco questiona se o cão presenteado teria a conotação desejada em virtude dos cuidados que o animal requer. A decisão de se ter ou não um cachorro “deve ser muito bem pensada e analisada pelos pais” recomenda a coordenadora da Escola de Adestramento Agility, Hospedagem e Day Care para Cães Dog Show.

 Lúcia Helena observa que os pais da criança presenteada efetivamente serão os responsáveis pelo futuro do cão. “É preciso ter em mente que um cão dura em média 12 anos” e, portanto, “a criança deixará de ser criança”. Neste tempo muito pode mudar e o “dono” do presente “talvez nem esteja mais residindo com os pais quando o cão for idoso”.

 A veterinária lembra que junto com o cão as pessoas estão adquirindo “o grande compromisso de cuidar da sua saúde física e mental”. Diante disso, a família deve dispor de tempo para se dedicar ao animal e ter uma previsão financeira para atender as necessidades de alimentação, vacinas, medicamentos, consultas veterinárias, entre outras.

 Perda de encanto – “Um cão não pode ser comparado a um brinquedo comprado para agradar as crianças”, enfatiza a especialista. Explica que num primeiro momento quem ganha o animalziinho “fica muito feliz e entusiasmado”, mas que após alguns meses “se cansam de brincar e deixam o cãozinho de lado”. Para evitar problemas com o “desencanto da criança” os pais devem querer o cão “muito mais do que ela”. Tem, ainda, a obrigação de mostrar que um cão “é um ser vivo e um novo membro da família”. Os pais precisam ensinar também que esse convívio “trará muita alegria, muito aprendizado e muitos momentos felizes para todos”.

 A coordenadora da escola acrescenta que a convivência entre cães e crianças “é algo maravilhoso” com benefícios à ambos. As crianças aprendem a ser mais afetuosas, sensíveis e ter responsabilidade perante o outro. Com isso estará colaborando para a formação de um bom cidadão.

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