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22 ago11:55

Clima segue frio e nublado

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O clima continua frio nesta segunda-feira (não deve passar dos 14 graus) e com possibilidade de chuva em todo o estado. Em Chapecó não houve formação de geada. A temperatura pela manhã oscilava entre 4 e 6 graus.

 

Gertrudes Santos de Oliveira, de 57 anos, colocou várias blusas e um xale para sair de casa. –É minha capinha para me proteger- explicou. Mas não reclama do frio.

Já a aposentada Leonilda Seben, de 60 anos, já está enjoando das baixas temperaturas. –Já chega de frio- disse. Ela usou um casaco pesado e touca para ir buscar remédios na Secretaria de Saúde. Depois, voltou logo para casa para ficar próximo ao fogão à lenha.

E tem aqueles que gostam de baixas temperaturas. É o caso de Noeli da Silva, de 45 anos, que trabalha como gari. Ela estava bem agasalhada e com touca, varrendo a rua desde cedo.

-Pra mim está ótimo pois despacha mais o serviço- opinou.

Como o dia amanheceu nublado, alguns já saíram de casa prevenidos. O auxiliar administrativo Gilmar Guimarães saiu de casa e voltou para buscar o guardachuva. –A gente que trabalha na rua tem que estar prevenido- explicou. Por isso não dispensou nem a touca. Ele afirmou que já está acostumado com o frio. Mas está mesmo é com saudade do verão. –A gente fica mais à vontade- lembrou.

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22 ago11:40

Militares retornam de operação no Complexo do Alemão

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

 

Um esquadrão com 116 militares que estiveram atuando na Força Pacificadora no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, retornou na sexta-feira ao quartel do 14 Regimento de Cavalaria Mecanizada (RCMec), em São Miguel do Oeste.

Houve uma formatura de recepção para os militares que ficaram três meses fora. Eles trabalharam para garantir a segurança no complexo de favelas que no ano passado foi tomado pela polícia, com auxílio do exército, para desmantelar quadrilhas de roubo e tráfico que atuavam de forma ostensiva na região. A ação foi numa área de quatro quilômetros quadrados com uma população de 400 mil pessoas.

Para o comandante do 14 RCMec, tenente-coronel Amaro Soares de Oliveira Neto, a atuação do Exército no Rio de Janeiro está entre as atribuições legais, para manter o ordenamento jurídico numa área onde havia a ausência do Estado.

- Houve o resgate de cidadania para uma população que estava sob o jugo do crime- declarou.

O comandante prevê que essas missões de paz ficarão mais freqüentes pelo crescimento da importância do Brasil no cenário mundial. Ela afirmou que a ação também qualifica os militares para outras missões. A expectativa é que em abril do ano que vem mais militares de São Miguel do Oeste estarão numa missão no Haiti, onde o Exército Brasileiro já está presente.

Tumultos em baile funk

O choque cultural foi inevitável para o cabo Sérgio Veit, natural de Itapiranga, quando chegou ao Rio de Janeiro. –Eles são um povo mais individualista- comparou. –Lá todo mundo vive um em cima do outro- lembrou, sobre as construções das casas emendadas uma na outra.

Cabo Sérgio Veit.

Ele afirmou que os momentos de maior tensão foram nas horas em que tinham que encerrar as festas, como baile funk, pois tinham horário determinado para encerrar. –Havia tumulto pois a população reagia contra a atitude da tropa- explicou.

Veit disse que não sentia medo de entrar na favela pois estava preparado para enfrentar o que viesse. Mas os familiares ficaram preocupados. Agora ele estão aliviados pelo retorno do filho.

Veit disse que aprendeu muita coisa nesses três meses. Uma delas é valorizar o lugar onde mora. –Aqui é um paraíso- comparou.

 

 

Tráfico ostensivo foi reprimido

A ação da Força Pacificadora teve como resultado positivo a eliminação do tráfico ostensivo, na avaliação do capitão Diego Morais Duarte. Ele comandou o esquadrão no Rio de Janeiro, em ações de controle de vias urbanas, cercos e escoltas. Os militares receberam treinamento específico para atuar na área urbana, entre eles a utilização de arma não letal.

Capitão Diego Morais Duarte.

Duarte lembrou que um dos momentos mais tensos foi uma abordagem na Praça São Lucas, na Vila Cruzeiro. –Já na chegada um militar levou uma pedrada- lembrou. Em outra ação, houve um disparo de arma de fogo de longa distância, de um ponto do morro, que, por sorte, não atingiu ninguém.

Em algumas ações, os militares tiveram que utilizar gás lacrimogêneo e disparos com arma de borracha. Ele lembrou que, no início, havia um receio da população em relação à atuação da Força Pacificadora. Mas aos poucos foram ficando mais receptivos. –A população passou a ter confiança no nosso trabalho- disse.

Duarte afirmou que a ação do Exército e das outras forças policias permitiu a chegada de serviços essenciais numa área antes dominada pelo tráfico. – Agora chega a empresa de recolhimento de lixo, correio e até postes de iluminação pública- explicou.

O capitão afirmou que o tráfico não foi exterminado completamente, mas já não é quem domina o território, pois a força do Estado se faz presente.

 

 

Ovos e tentativa de atropelamento

Uma das coisas que mais chamou a atenção do tenente Rafael Silva Romani no Rio de Janeiro foi que a população protegia os traficantes. –Eles estão tão acostumados com isso e têm medo- afirmou.

Romani lembrou que os traficantes conhecem a população e por isso muitos temem o que vai acontecer após a saída do exército.

Tenente Rafael Silva Romani.

Romani disse que o Complexo do Alemão era uma área onde não havia regras. Houve apreensões de drogas e produtos roubados. O transporte coletivo era feito por motoristas sem habilitação. Quando o exército chegava numa área, todo mundo sumia. –Os becos ficavam vazios de repente- disse.

As situações mais complicadas eram nas prisões. –Tinha que ser rápido senão acabava formando tumultos- disse.

Numa festa os militares estavam fazendo revista e alguém jogou ovos nos soldados. Os militares prenderam quem jogou os ovos e houve tumulto pois os moradores queriam defender quem foi preso.

-Tínhamos que agir rapidamente para evitar confusão- explicou. Houve até uma tentativa de atropelamento numa blitz. Segundo Romani, um Policial Militar à paisana não quis parar e quase atropelou um soldado. Ele foi parado com um tiro de borracha.

O tenente defende a permanência da Força de Pacificação no local. –Se o Estado tiver vontade acaba com o tráfico- opinou.

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21 ago15:57

Michel Temer presente na abertura da EFAPI 2011

O vice-presidente da República, advogado Michel Temer, estará presente na solenidade de abertura oficial da EFAPI 2011 – Exposição-feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Chapecó – no dia 7 de outubro.

Luciano Buligon, presidente da CCO da Efapi, deputado Celso Maldaner e Michel Temer, vice-presidente.

De acordo a MB Comunicação, a informação foi transmitida pelo deputado federal Celso Maldaner ao prefeito José Caramori, ao coordenador geral e secretário do Desenvolvimento Econômico e Turismo Marcio Ernani Sander e ao presidente da Comissão Central Organizadora (CCO) e secretário de articulação institucional, Luciano José Buligon.

A programação oficial ainda não foi definida, mas o vice-presidente chegará em Chapecó por volta das 13 horas, almoçará no parque de exposições com autoridades catarinenses. Ali mesmo, palestrará para os prefeitos reunidos em assembleia da Federação Catarinense de Municípios (Fecam).

Às 15h30, o vice-presidente Michel Temer participará da abertura oficial da Efapi, ao lado de empresários, expositores e autoridades catarinenses. Ele também cumprirá uma agenda de contatos institucionais e todos os atos serão realizados dentro do parque de exposições Tancredo Neves.

EFAPI 2011

Programada para o período de 7 a 16 de outubro, a feira promovida pela Prefeitura Municipal de Chapecó e entidades empresariais, atrairá um público estimado em 520 mil pessoas, terá 650 expositores e oportunizará um volume de negócios da ordem de 125 milhões de reais.

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21 ago15:21

Chapecó terá primeiro elevado

A obra vai ligar o Contorno Viário Oeste à Avenida Leopoldo Sander, deixando livre o trânsito entre as avenidas São Pedro e Attílio Fontana

O anúncio da construção do primeiro elevado de Chapecó foi realizado pelo prefeito José Caramori, durante a entrega do Troféu ‘O Desbravador’, na última quinta-feira (18). Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura, o elevado vai ligar o Contorno Viário Oeste à Avenida Leopoldo Sander, deixando livre o trânsito entre as avenidas São Pedro e Attílio Fontana, que liga o Centro ao Bairro Efapi. Uma passarela também será construída no local para garantir segurança aos pedestres que precisam atravessar a via. O valor máximo orçado para a obra é de R$ 10.278.000,28, com recursos próprios do município.

No ato, Caramori assinou o edital n° 316/2011 para abertura de licitação, na modalidade de concorrência internacional, destinada a contratação de empresa de engenharia para a execução dos serviços necessários à realização das obras de terraplenagem, pavimentação asfáltica, drenagem, obras de arte corrente, obras de arte especial, de proteção ambiental e complementares, sinalização, iluminação e obras de contenção na interseção das vias. As propostas devem ser entregues no setor de Compras da Prefeitura de Chapecó, na Avenida Getúlio Vargas, até às 9h do dia 08 de novembro de 2011.

Contorno Viário Oeste

Obra orçada em R$ 11.383.549,25 milhões terá 7,8 Km de extensão, ligando a SC 480, na saída para o Rio Grande do Sul, até a Avenida Leopoldo Sander e saída para a BR 282. A nova via vai desafogar o trânsito na região central da cidade, desviando os veículos pesados para o Contorno.

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18 ago16:39

Nova ligação com o RS

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Santa Catarina conta desde segunda-feira (15) com uma nova ligação com o estado vizinho.

Às 8 horas foi liberado o tráfego pela barragem Foz do Chapecó, construída entre Águas de Chapecó e Alpestre-RS.

A rodovia, que passa por cima do barramento, liga a ACH 050 com uma estrada municipal de Alpestre. São 10 quilômetros aslfaltados no lado catarinense e 16 quilômetros sem asfalto no lado gaúcho.

A empresa alerta aos usuários para não parearem os veículos sobre a barragem. O trajeto será monitorado por câmeras.

O prefeito de Águas de Chapecó, Adilson Zeni, disse que já está ocorrendo uma mobilização para asfaltar também o lado gaúcho, pois a nova passagem reduz em oito quilômetros a ligação entre Águas de Chapecó e Alpestre, feito por barca. Em relação a cidades como Passo Fundo e Porto Alegre há uma redução de 50 a 60 quilômetros, já que os moradores de Águas de Chapecó e arredores tinham que ir até Chapecó e atravessar pela ponto do Goio-Ên, que liga Chapecó a Nonoai-RS.

- A expectativa da comunidade é que as condições para o desenvolvimento econômico da região melhorem com este novo acesso- afirmou o diretor superintendente da Foz do Chapecó Energia, Marcelo Wood Chiarello.

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18 ago16:19

Três cavaleiros fazem 200 quilômetros margeando o Rio Uruguai

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Uma aventura que resgatou tradições dos tempos da colonização do Oeste Catarinense, no início do século passado, encerrou na terça-feira (16). Depois de percorrerem 200 quilômetros a cavalo durante nove dias, de Chapecó até o Salto do Yucumã, no município de Derrubadas-RS, três profissionais liberais chapecoenses retornaram ontem para casa.

Chapecoenses resolveram resgatar a tradição dos colonizadores do Oeste

O empresário Auri Casali, 44 anos, o advogado Osmar Macedo, 53 anos, e o professor aposentado João Sebastião Batista, de 78 anos, realizaram um sonho. –Eu me emocionei ao rever os caminhos que percorri a cavalo quando era mais jovem- lembrou Batista.

Os três saíram de Chapecó com chuva. Além dos cavalos, onde cada um levava seus pertences pessoais, duas mulas com 50 quilos cada levou os mantimentos, como charque, salame e lingüiça. Tudo dentro das bruacas, que são compartimentos de couros que eram utilizados pelos tropeiros no século passado.

Mas nem tudo foi bonito. Os aventureiros encontraram muito lixo nas rodovias e um cavalo acabou se cortando com cacos de garrafa próximo a Palmitos. Uma das mulas teve que ser utilizada para transporte.

Os três só tinham definido pontos de parada nos primeiros dias, em casa de conhecidos. Depois, foram conseguindo pousada em centros comunitários, clubes e Centros de Tradições Gaúchas.

- A receptividade foi muito boa por onde a gente passou- disse Auri. No Dia dos Pais, já em solo gaúcho, eles não tinham almoçado quando uma famílias os convidou para almoçar com eles.

Uma das vantagens da aventura foi poder observar mais calmamente as belezas da fauna e flora e os contornos do Rio Uruguai, que ganhavam diferentes tons conforme a intensidade do sol. O advogado Osmar Macedo disse que a viagem permite um olhar para dentro de si, fugindo da rotina dos compromissos profissionais.

Em Derrubadas os três chegaram ao Salto do Yucumã, que é o maior salto longitudinal do mundo, com 1,8 quilômetro de extensão. Este era o grande obstáculos dos balseiros que levavam madeira do Oeste Catarinense para a Argentina, pelo rio. O local somente permitia passagem em épocas em que a cheia cobria o “Salto Grande”, inspiração de muitas músicas. Mesmo com o fim do ciclo da madeira, o local continua a impressionar pela beleza e a inspirar novos aventureiros.

TRAJETO

Chapecó- Salto do Yucumã (no município de Derrubadas-RS, na fronteira com a Argentina.

Saída: 8h30 do dia 8 de agosto.

Municípios percorridos: Chapecó, Guatambu, Planalto Alegre, Caxambu do Sul, Águas de Chapecó, São Carlos, Palmitos, Caibi, Riqueza, Mondaí, Itapiranga, Barra do Guarita-RS e Derrubadas-RS.

Trecho percorrido: 200 quilômetros a cavalo, durante nove dias, e retorno de caminhão.

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18 ago14:14

Hidrelétricas x reprodução dos peixes no Rio Uruguai

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O impacto da construção da Hidrelétrica Foz do Chapecó na reprodução dos peixes é um dos objetivos da pesquisa sobre rotas migratórias dos peixes da Bacia do Rio Uruguai, que está sendo desenvolvido pelo Projeto Piraqué. O projeto do Instituto Goio-Ên, ligado à Universidade Comunitária Regional de Chapecó (Unochapecó), tem o apoio da Foz do Chapecó Energia S.A., como compensação ambiental pela construção da barragem entre Águas de Chapecó e Alpestre-RS.

Com a barragem peixes migradores, como o dourado, que nadam em direção à nascente dos rios para desovar, acabaram por tem um obstáculo à sua reprodução.

- Queremos ver como eles estão se adaptando à essa mudança- disse a engenheira de aqüicultura do Instituto Goio-Ên, Michele Cavalheiro Nunes.

Michele já trabalhou na Usina Hidrelétrica de Machadinho, em Piratuba, onde constatou que ao chegaram na barragem, os peixes procuraram rotas alternativas. Uma delas é o afluente do rio Uruguai, o rio Ligeiro, onde acabam fazendo a reprodução.

Na Foz do Chapecó o objetivo é ver se ocorre o mesmo e assim identificar os pontos de desova.

Para isso estão sendo identificados os peixes. O projeto iniciou há um mês sua segunda etapa. Na primeira etapa, que iniciou em 2008, durante a construção da usina, foram marcados 201 peixes. Os pescadores chamavam os pesquisadores, que implantavam um brinco de plástico de quatro centímetros no animal, com telefone do Instituto. Agora são os próprios pesquisadores que capturam as espécies. A implantação é no opérculo, que é uma placa óssea que cobre a brânquia.

Os pescadores que fornecem informações de onde os peixes foram capturados, o peso e a medida recebem brindes como bonés, camisetas, lanternas e coletes. Com isso os pesquisadores conseguem monitorar o deslocamento e desenvolvimento. Na primeira etapa foi constatado que a reprodução ocorria bem acima da obra, próximo à barragem de Itá, ou abaixo da obra.

Agora a pesquisa que vai avaliar o impacto após a construção. Já foram identificados 10 peixes. E a meta é marcar 600 peixes, das espécies como dourado, suruvi, surubin, piracanjuba, pintado, piava, bocudo e jundiá. De acordo com o assistente técnico em piscicultura do Instututo Goio-Ên, Sidinei Follmann, depois de pesados, medidos e marcados os peixes são devolvidos ao rio, alguns acima da barragem e outros abaixo. Com isso os pesquisadores vão conseguir identificar o comportamento dos peixes tanto no lago, quanto abaixo dele. Tudo para tentar preservar as espécies que durante anos navegavam livremente pelo rio Uruguai e atualmente encontram cada vez mais obstáculos para sua reprodução.

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16 ago14:15

A família Chapecoense aumentou

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br 

Nasceu a segunda filha do técnico Mauro Ovelha, Isadora Vitória Grasel. Ela nasceu às 7h30min, com 2,915 quilos.

-É motivo de muita felicidade- disse Ovelha.

Mauro Ovelha e a filha Isadora Vitória Grasel.

Na verdade a felicidade do técnico começou já no domingo, com a vitória por 3 a 1 diante do Brasil-Pe. E Isadora estava no estádio Índio Condá, torcendo com a mãe, embora ainda não tivesse vindo ao mundo. Mesmo sendo véspera do parto, a mãe, Gisele Raimundo, quis acompanhar ao vivo a partida. -Eu ficaria mais nervosa se estivesse em casa- disse.

O casal marcou a cesariana para segunda-feira pois justamente era o dia de folga do treinador. -Assim pude curtir com a família neste momento de grande alegria- afirmou.

Ele até ficou na sala de parto, coisa que alguns familiares duvidavam.

-Quem aguenta a pressão na beira do campo também agüenta a sala de cirurgia- comparou. Ontem, Mauro Ovelha era a felicidade em pessoa, embora quase não conseguisse expressar tamanha alegria em palavras. A filha até já tem algumas características do pai. Uma delas é o cabelo crespinho. Outra característica é a testa. -Ela franze a testa igual ao Mauro- afirmou a irmã do técnico, Neli Grasel, que veio de Santo Ângelo-RS, para visitar a sobrinha.

Em família: Isadora Vitória Grasel, Gisele Raimundo, Mauro Ovelha e Maria Eduarda Francis.

Resta saber se o técnico com fama de “durão” vai ficar com o coração mais mole após o nascimento da segunda filha. Mauro já tem uma filha de 17 anos, Ane Karoline, do primeiro casamento. Gisele também tem uma filha do primeiro casamento, Maria Eduarda Francis. E a cunhada de Mauro, Karine Raimundo, também mora com a família. -É a casa das cinco mulheres- contou Gisele.

Maria Eduarda diz que são seis, se contar sua cachorrinha de estimação. E sugeriu acrescentar o apelido de “Ovelha” também no nome da irmãzinha. Ontem a família já recebeu as visitas dos jogadores e também do presidente da Chapecoense, Sandro Pallaoro. O ano de 2011 tem sido de muita alegria para Mauro Ovelha, tanto no campo pessoal, quando no profissional. Depois de conquistar seu primeiro título catarinense, agora tem sua segunda filha. -Esperto terminar o ano tão bem quanto ele começou- disse. Enquanto aguarda o confronto do próximo dia 18, contra o Brasil-RS, em Pelotas, pela Serie “C” do Brasileiro, ele vai dividir as atenções da Chapecoense com o de Isadora Vitória. É essa harmonia em casa que ele vai procurar transmitir para o time, que conta agora com mais uma torcedora.

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16 ago10:14

Apreendidos 120 quilos de explosivo em Coronel Freitas

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Uma apreensão de 120 quilos de explosivo foi realizada na manhã desta terça-feira (16) no interior de Coronel Freitas. A dinamite estava numa propriedade rural da linha Monte Alegre. De acordo com o delegado coordenador da Divisão de Investigação Criminal de Chapecó, Augusto Melo Brandão, a suspeita é de que o material seja o mesmo furtado de uma empresa de detonações de Chapecó, no dia 2 de agosto.

A partir daquela data a Polícia Civil de Chapecó, com o auxílio da equipe de Patrulhamento da Fronteira, começou a investigação que resultou na “Operação 16”. O número é referente à posse ilegal explosivo, na Lei de Desarmamento.

O mandado de busca e apreensão foi cumprido a partir das 6 horas da manhã. Três pessoas foram presas em flagrante na propriedade onde estava a dinamite. Um deles, Ivan Bertozo, 34 anos, é suspeito de ser fornecedor do explosivo para quadrilhas. O delegado supõe que ele tenha fornecido o explosivo utilizado na tentativa frustrada de arrombar um caixa eletrônico em Nova Erechim, na semana passada.

Brandão afirmou que o material aprrendido hoje seria utilizado para outros assaltos. –É um volume muito grande que iria fazer um estrago em todo o estado- avaliou.

Berrtozo, que já tem outras passagens policiais, deve ser indiciado por posse ilegal de explosivo, segundo delegado. A pena para este crime é de reclusão de três a seis anos.

Um irmão de Ivan, Adilson Bertozo, foi preso na mesma casa mas a polícia ainda está investigando a participação dele. Já um tio, Iloí Betozo, 54 anos, foi preso por posse ilegar de arma, numa casa vizinha, com duas espingardas, um revólver e uma garrucha. Ele deve ser liberado após pagamento de fiança.

A Polícia Civil vai aprofundar a investigação para tentar identificar outras pessoas que formariam uma quadrilha de assaltantes.

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15 ago12:51

Ilusão de ótica?

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Gêmeas de Xaxim integram a equipe de futsal da cidade

Aquela história de um jogador seria tão rápido a ponto de bater escanteio e cabecear na área pode ser aplicado pelo time da CRE Xaxiense, de Xaxim, no Oeste do Estado. A equipe tem chamado a atenção nos campeonatos que disputa, pois parece ter jogadoras que se multiplicam em quadra. A mesma atleta que lança a bola na defesa parece estar no mesmo momento no ataque. A jogadora que é vista num lado da quadra, logo em seguida parece estar do outro lado. E às vezes o torcedor parece estar vendo dobrado, mesmo não tendo bebido. Seria ilusão de ótica. Não.

– Já somos conhecidos como o time das gêmeas- contou o técnico Andrei Sberse da Xaxiense.

A equipe de base do Xaxiense tem oito irmãs idênticas

Tudo começou com as irmãs Camila e Cândida Baccin, que tem 22 anos, e Andressa e Vanessa de Almeida Batista, ambas com 15 anos, e que desde os nove treinam no time.

O técnico Andrei Sberse gostou da experiência de ter gêmeas no plantel. No início do ano começaram a vir as gêmeas do Rio Grande do Sul fazer teste no time. Em fevereiro chegaram Jéssica e Ketruen Gritti, de Sananduva, e Ana Maria e Maria Isabel Zanatta, de Tapejara. As irmãs Zanatta indicaram as conterrâneas Karen e Kelen Bender.

– Foi um choque quando vi as meninas todas iguais- lembrou Kelen.

- Agora dá para distinguir mas no início era difícil- lembrou o técnico. Para tentar saber quem era quem, ele apelava para os números na camisa e calção. Mas, nos jogos, a confusão ainda é inevitável.

– Às vezes chamo uma e é a outra- diz. As próprias jogadores se confundem. Uma das brincadeiras preferidas das jogadoras e testar as outras para saber se identificam quem é quem. Camila Baccin tenta identificar, mas acaba errando. –Eu só sei quem são as loiras altas- afirma Vanessa, referindo-se às irmãs Gritti. Andressa diz que só reconhece a irmã, Vanessa. –Não diferencio nenhuma – confessa. Kelen é a única que diz conhecer todas.

Mas, ao mesmo tempo que traz confusão, há vantagem em ter tantas gêmeas no time. O técnico Andrei Sbertse disse que em várias vezes utiliza duas duplas delas em quadra. –Isso confunde o adversário que não sabe quem é quem – afirmou.

As meninas são campeãs da microrregional

Jéssica disse que em alguns jogos os adversários nem percebem que fez a substituição com a irmã e falam admirados. –Nossa, como você corre! Nesse caso ela corre por duas. Ana Maria Zanatta disse que é bom jogar em time de gêmeas, pois além de confundir os adversários o entrosamento é melhor. -A gente joga junto desde pequena- completa Vanessa As irmãs Karen e Kelen Bender, de Tapejara, gostam de jogar juntas. –Eu já sei onde minha irmã vai estar para largar a bola- disse Karen (ou será que foi a Kelen?). A única diferença é que a Karen tem a franja para a frente e a Kelen tem a franja para o lado, explicam as colegas.

Fora das quadras as pessoas acham que é a mesma pessoa que estava num lugar e depois já estava em outro. –As pessoas perguntam ô, tu não tava lá dentro – disse Kelen.

Apesar do time ser formado por pessoas tão parecidas, elas têm suas peculiaridades. Tirando Ana e Bel, que são alas, as demais jogam em posições diferentes das irmãs. E nenhuma quis ser goleira. Vai ver que é porque não dá para escalar duas goleiras.

O certo é que o time é atração por onde vai disputar os campeonatos e muitos querem tirar fotos com elas. E não vão pensar que o time é formado por gêmeas só para bonito. –Todas jogam bem- argumentou o técnico. Tanto que a equipe é campeã microrregional da Olesc e dos Joguinhos. Também, com um plantel desses, o time deve jogar o dobro.

QUEM SÃO ELAS:

Ketruen Fernanda Gritti- Fixa- 16 anos, natural de Sananduva-RS, joga desde os nove anos e torce para o Inter-RS. Está na Xaxiense desde fevereiro.

Jéssica Fernanda Gritti- Pivô- 16 anos, natural de Sananduva-RS, joga desde os nove anos e torce para o Inter-RS. A única diferença da irmã é que usa uma pulseira. Está na Xaxiense desde fevereiro.

Karen Bender- Fixa- 15 anos, natural de Tapejara-RS, joga desde os oito anos, torce para o Inter-RS. Para diferenciar-se da irmã usa franja para frente. Está na Xaxiense desde março.

Kelen Bender- Pivô- 15 anos, natural de Tapejara-RS, joga desde os oito anos, torce para o Inter-RS. Para diferenciar-se da irmã usa franja para o lado. E vive provocando a irmã. Está na Xaxiense desde março.

Ana Maria Zanatta-Ala-direita- 16 anos, natural de Tapejara-RS, joga desde os sete anos, torce para o Grêmio-RS. É mais falante do que a irmã. Jogou na Unochapecó/Nilo Tozzo/Aurora/Female no ano passado e foi contratada pela Xaxiense em fevereiro.

Maria Isabel Zanatta (Bel)-Ala-esquerda- 16 anos, natural de Tapejara-RS, joga desde os sete anos, torce para o Grêmio-RS. Jogou na Unochapecó/Nilo Tozzo/Aurora/Female no ano passado e foi contratada pela Xaxiense em fevereiro.

Vanessa de Almeida Batista- Pivô- 15 anos, natural de Xaxim, joga desde os nove anos na CRE Xaxiense. Torce para o Corinthians-SP.

Andressa de Almeida Batista- Ala-direita- 15 anos, natural de Xaxim, joga desde os nove anos na CRE Xaxiense. Torce para o Corinthians-SP.

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