Região

03 set15:27

Lourdes Lago vence novamente e classifica Chapecó no futebol feminino dos Joguinhos Abertos

A EEB Lourdes Lago classificou Chapecó no futebol feminino dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina. Nesta segunda-feira, dia 3, venceu Balneário Camboriú por 2 a 0. O jogo foi disputado no Estádio da AGAFI, em Curitibanos.

A equipe chegou aos seis pontos no Grupo A e garantiu antecipadamente seu lugar nos mata-matas – lembrando que duas equipes passam por chave. Itapiranga está em segundo, com quatro, após marcar 3 a 0 em Rio Fortuna. Balneário está em terceiro, com um, e Rio Fortuna é a lanterna sem pontuar.

Na terça, a rodada final da fase de grupos. Às 10:15, Chapecó encara Itapiranga, atual campeão dos Joguinhos, no Estádio de São Cristóvão do Sul. O empate confirma o Lourdão como campeão da chave.


Vivi e Elisa fizeram os gols

A partida contra Balneário foi realmente mais complicada do que a estreia. Com paciência, o Lourdão chegou aos gols da classificação. Elisa, o reforço gaúcho, fez o primeiro. E Vivi anotou o segundo, confirmando a vaga de Chapecó com uma rodada de antecipação.

O desafio contra Itapiranga será duplo, tanto pelo duelo com o campeão de 2011 quanto pela liderança do grupo. A ponta é importante pois as duas melhores campanhas entre os campeões das três chaves vão direto à semifinal. As demais qualificadas disputam as quartas de final.


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03 set14:57

Preparação do ser humano para o futuro é tema de palestra em Chapecó

Como será o nosso futuro? Podemos modificá-lo? Devemos esperar passivamente que ele chegue ou podemos agir para que ele se torne mais feliz? Quais valores queremos deixar para as futuras gerações?

Estes são alguns temas que serão abordados na palestra: Que futuro a humanidade espera?, nesta terça-feira, dia 4 de setembro, às 20 horas, no Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó A entrada é gratuita..

A palestrante é a médica Mariza Anzanello Fontes, que é docente da Fundação Logosófica de Florianópolis e já ministrou palestras em diversos países como Espanha, Israel, Alemanha e Estados Unidos.

O evento é promovido pela Fundação Logosófica, que está comemorando 25 anos em Chapecó. A Fundação Logosófica também é mantenedora do Colégio Logosófico Gonzalez Pecotche, presente na comunidade chapecoense há dez anos. Outras informações podem se obtidas pelo telefone 49 3322-5514 ou no site www.logosofia.org.br


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03 set12:30

Felipe Tozzo levou Chapecó para o pódio na GT Brasil

A pista gaúcha de Guaporé não trouxe apenas boas lembranças ao piloto Felipe Tozzo (Cordilat/Royalpack/FLC/Cooperalcool). Ele retornou à pista onde fez sua estreia com carros no asfalto e principalmente, voltou a subir no pódio da GT Premium, uma das categorias da Gran Turismo Brasil. Ele e o companheiro Raijan Mascarello, do Mato Grosso, venceram as duas corridas desta etapa. Um fim de semana bem diferente daquele vivido nas duas corridas do Rio de Janeiro em julho, quando os pilotos não chegaram ao pódio. A próxima etapa será realizada no autódromo gaúcho de Tarumã, no dia 14 de outubro.

Na etapa do Rio Grande do Sul a segunda corrida foi realizada ao meio dia deste domingo. Com transmissão para todo o Brasil pela Sportv, Raijan foi o primeiro a entrar na pista. Assumiu a liderança na GT Premium e conseguiu controlar bem a corrida onde estavam também os carros da GT3 e da GT4. Depois de 25 minutos de prova, Felipe Tozzo assumiu a pilotagem da Ferrari F- 430 número 15. O chapecoense levou a prova controlada e abrindo sobre os adversários da categoria e venceu a corrida.

Mas o fim de semana não começou dos melhores.

- Tivemos problemas com o carro e não temos peças reservas já que elas ainda estavam na alfândega – disse Felipe. Mas a equipe conseguiu resolver o problema e a dupla conseguiu ir pra pista.

A dupla estava com 10 pontos de desvantagem para os líderes. Com os 40 pontos conquistados a Tozzo e Mascarello seguem firmes na busca pelo título restando quatro etapas com duas corridas cada.


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03 set12:18

Guindaste gigante chama atenção em Chapecó

Um dos maiores guindastes do Brasil está em Chapecó para a instalação de vigas pré-moldadas na Ponte Taquaruçú.

O gigante de mais de 91 metros de lança foi trazido do Rio de Janeiro especialmente para a obra realizada pela empresa contratada para construção da ponte.

Apenas para a montagem e operação do guindaste serão necessários aproximadamente 10 colaboradores especializados.

- Como a obra é de difícil acesso e por ela ter algumas particularidades, como ser inclinada e em curva este guindaste foi uma alternativa para agilizar a montagem e garantir a segurança na construção da ponte – comentou o Engenheiro Roberto Pires, do Grupo Andreetta.

A previsão de término da obra é para o final de 2012.


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03 set11:59

Simulado Solidário Uceff reuniu mais de mil participantes

Com o objetivo de melhor preparar os alunos do 3º ano do ensino médio para as provas do Enem, a Uceff Faculdade recebeu 1037 participantes para o Simulado Solidário. O evento também contou com um gesto de carinho dos participantes que doaram brinquedos para um dia da criança mais feliz. Foram mais de 1,5 mil brinquedos arrecadados que vão ser doados para a Campanha Pedágio do Brinquedo da RBS TV.

Para o diretor geral da Uceff, Leandro Sorgato, o Simulado Solidário é uma proposta que vem ao encontro dos interesses dos estudantes que têm no Enem a oportunidade de ingressar em uma faculdade.

- O Enem é a porta de entrada para muitas instituições de ensino superior e inclusive requisito para aquisição de bolsas através do Prouni e Financiamento Estudantil – Fies, por isso oportunizamos a estes jovens que se aperfeiçoem e assim obtenham um melhor resultado – salientou Sorgato.

O Simulado Solidário contou com a presença de alunos de escolas públicas de Chapecó e de mais 21 cidades do Oeste catarinense. Os três participantes que obtiveram a melhor nota foram premiados com bolsas de estudos de 50% em qualquer curso de graduação da Uceff, com ingresso já para o primeiro semestre de 2013. São eles: Lizandra Dal Piva Tafarel, Mariana Sbeghen Mengatti e Marília Isabel Floss.

Além da premiação dos melhores colocados, todos os participantes concorreram a um tablet. A sortuda foi a aluna Bruna Cristina Thomas, da Escola Estadual Educação Básica Rodrigues Alves, de Saudades. O Simulado Solidário é uma realização da Uceff Faculdades com apoio do G3 Pré-Vestibular, Candem Idiomas e Rádio Atlântida.


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03 set11:42

Gata de Pinhalzinho adotou dois filhotes de furão

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Dois filhotes de furão foram adotados pela gata Mima da Família Maria em Pinhalzinho. Os animais foram encontrados por Pedro Maria, dono da gata, próximos da BR 282 quando ele estava indo trabalhar.

Lucivani, esposa de Pedro, disse que o marido resolveu levar os animais para casa quando passou novamente pelo local e viu que os filhotes ainda estavam lá.

- Como a nossa gata estava para ter filhotes ele resolveu trazer os dois – disse Lucivani.

Nos dois primeiros dias os furões foram alimentados por leite que era administrado, com uma bisnaga, pelos filhos do casal.

Após o nascimento dos dois gatinhos de Mima os furões foram colocados na caixa da gata que aceitou bem os ‘filhos adotivos’.

- Eles estão se alimentando com leite da gata, ração e comida que damos para eles – disse Lucivani.

Os filhotes e a mãe passam bem e estão com mais de 15 dias de uma boa convivência.


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03 set11:05

Jogadores da Chapecoense participam de jogo-treino contra juniores nesta segunda

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Os jogadores da Chapecoense se reapresentam às 15 horas desta segunda-feira na Arena Condá. Segundo a Assessoria de Imprensa do clube quem não jogou contra o Santo André/SP, no domingo, dia 2, participa de um jogo-treino contra os juniores da Chapecoense. Os demais devem fazer trabalhos físicos.

O jogo-treino, comandando pelo técnico Itamar Schulle, será na Arena Condá.

A Chapecoense, que está em terceiro no Grupo B, com 16 pontos, se prepara para a segunda partida do returno da Série C do Campeonato Brasileiro. O jogo contra o Vila Nova/GO, será no estádio Serra Dourada em Goiânia, no sábado, dia 8 de setembro.


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03 set10:17

Ovinocultura ganha espaço em Santa Catarina

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A ovelha, aquele bichinho simpático que muitas vezes aparece em desenhos animados, está se tornando cada vez mais comuns nos campos catarinenses. E novas indústrias estão surgindo para a fabricação de linguiça, salame, queijo, iogurte e até sorvete de leite de ovelha.

A atividade que até a década de 80 se concentrava no Planalto Serrano, para a produção de lã e pelego para a montaria, se expandiu para outras regiões do Estado, com destaque para o Sul e Oeste.

A carne de ovelha já virou atração em restaurantes de Chapecó, onde o pernil e o risoto de cordeiro estão entre os pratos mais apreciados.

De acordo com o médico veterinário e pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Epagri) de Lages, Volney Silveira de Ávila, a atividade que antes era informal, vem recebendo investimentos em melhoramento genético que melhorou a qualidade do produto.

Atualmente Santa Catarina já faz bonito em exposições nacionais da raça, como a Expointer-RS e Feinco-SP.

– Hoje temo sum padrão genético elevado e animais de ponta- explica Ávila, que também é diretor técnico da Associação Catarinense de Criadores de Ovinos.

Um dos resultados é que, se antes os criadores levavam seis a sete meses para produzir um cordeiro com 35 quilos, agora conseguem o mesmo resultado em três meses. Além disso foram construídos sete frigoríficos de ovinos, que antes inexistiam.

Ávila disse que isso permite oferecer um produto de qualidade e inspecionado. Há três anos o ovinocultor Dagoberto Rampelotto Toledo investiu R$ 1,5 milhão na construção do frigorífico Guatapará, em Guatambu. Antes ele abatia uns 30 cordeiros por mês, de forma terceirizada. Com a unidade própria começou abatendo 200 animais por mês e, atualmente, está com mil cabeças mês.

Toledo tem inspeção nacional e busca a inspeção federal para poder vender para o centro do país e, assim, aumentar a lucratividade. Sua meta é em dois anos atingir a capacidade total de abate, que é de cinco mil cordeiros por mês.

Ele destaca que um dos motivos para o investimento é que 2/3 da carne ovina consumida no Brasil é importada, principalmente do Uruguai e Nova Zelândia.

O empresário e ovinocultor disse que a população está começando a diferenciar o que é uma carne de ovelha, que é de animais adultos, com mais de dois anos, de um cordeiro, que é um animal jovem, com menos de um ano. –A carne do cordeiro é mais tenra, macia, é diferenciada- explica.

A carne dos animais adultos abatidos no frigorífico Guatapará tem outro destino, que é a fabricação de kibe e linguiça. Neste segundo semestre será lançado o salame de carne de ovelha.

>> Da suinocultura para o iogurte e o sorvete de ovelha

>> Criação de ovelhas e as novas indústrias

Rebanho cresceu 20% em três décadas

O rebanho de ovinos em Santa Catarina cresceu de 250 mil cabeças na década de 80 para as atuais 300 mil, o médico veterinário e pesquisador da Epagri de Lages, Volney Silveira de Ávila. Ele estima em 70 mil produtores ligados à atividade. Ele informou que desde a década de 90 a Epagri vem realizando cursos profissionalizantes para produtores e agroindústrias, com foco no manejo e industrialização.

Ele destacou que a atividade tem espaço para crescimento pois a maioria da carne e do queijo de ovelha são importados..

Ávila disse que a carne de cordeiro tem um diferencial no sabor. –É um prato para ocasiões especiais- avaliou.

Com o crescimento da atividade leiteira no estado a Epagri montou um centro de pesquisa em Lages, com 50 animais, e outro de difusão tecnológica em São Miguel do Oeste, também com 50 animais.

Ávila disse que o desafio agora é ganhar em escala de produção para industrializar o produto e ter melhor resultado. Atualmente o produtor ganha cerca de R$ 5 por quilo vivo de ovelha e R$ 12 a R$ 15 pela carcaça.

O pesquisador da Epagri e diretor técnico da Associação Catarinense dos Criadores de Ovinos, Volney Ávila, disse que Santa Catarina tem potencial para a atividade, que pode ser desenvolvida em pequenas áreas com mão de obra familiar.


Tradição de família

A criação de ovelhas já é uma tradição da família Giongo, que tem um rebanho de aproximadamente 60 animais, no interior de Águas de Chapecó. A criação começou com Pedro Giongo, já falecido, e seguiu com a mulher, Leoni Giongo.

– Eu fiquei aqui cuidando pois gosto dos bichinhos- explicou.

Para isso ela conta com a ajuda dos filhos e até dos netos. O advogado Paulo César Giongo deixa o escritório em Chapecó nos finais de semana e vai até a propriedade da mãe para ajudar na criação. Os filhos Luiz Pedro e Gabriela também gostas de cuidar das ovelhas.

-É um animal manso mas muito exigente- observa Paulo. A criação, que praticamente dobrou nos últimos quatro anos, além de divertir a família tem como objetivo a sustentabilidade econômica. Paulo Giongo disse que a atividade dá retorno, desde que tenha um bom manejo.

Para isso é primordial alimentação de qualidade e controle da verminose. As ovelhas ocupam um espaço de quatro hectares junto com a criação de bovinos. No ano passado foram comercializados 40 animais. Neste ano, a produção deve aumentar para 60 cabeças. A cada ano são mais ovelhinhas saltitando no sítio da vovó Leoni.



Preço das carnes*


OVELHA

Costela: R$ 19,90

Carré: R$ 21,90

Pernil e Paleta: R$ 23,80


BOVINO

Costela: R$ 13,90

Filé simples: R$ 12,50

Alcatra com osso: R$ 16,90


SUÍNO

Costela: R$ 10,90

Carré: R$ 10,90

Pernil e paleta: R$ 6,20


FRANGO

Dorso: 3,50

Peito com osso: 5,90

Coxa e sobrecoxa: R$ 5,90


*cotado em açougue de Chapecó (kg)


QUEIJO

De ovelha: R$ 50

De vaca: R$ 18




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03 set10:09

Dupla de Chapecó é prata no Tênis de Mesa

A equipe de tênis de mesa da PMC/Unoesc/Nord Eletric/Aurora, que representa Chapecó nos 25º Joguinhos Abertos de Santa Catarina, em Curitibanos, subiu ao pódio depois de 19 anos. A dupla feminina, formada por Eduarda Piaia e Marina Michelin, conquistou a medalha de prata na competição. Essa é a terceira medalha do tênis de mesa chapecoense em 25 anos de Joguinhos. Em 1993 a equipe também foi prata e em 1994 foi bronze.

As chapecoenses fizeram uma campanha muito boa, chegando invicta na decisão. Como venceram todos os jogos, as meninas de Chapecó chegaram a final pela chave dos vencedores. Na final, São Bento do Sul, que veio da chave dos perdedores, precisava vencer as chapecoenses duas vezes. E foi isso que aconteceu, São Bento venceu Chapecó duas vezes seguidas por 3 a 2 e ficou com o ouro.

- Jogamos muito bem hoje, mas vacilamos no momento decisivo. Mesmo assim estou feliz em estar me despedindo dos Joguinhos com essa medalha de prata. Mas ainda vamos lutar por mais – analisou Eduarda.

Além da medalha da dupla, Chapecó segue na briga também pelo título geral da competição, onde o campeão será apontado pelo somatório dos resultados das provas de dupla, do individual e da equipe. Chapecó está na semifinal da equipe, que acontece na terça-feira, e nesta segunda-feira tem boas possibilidades de medalha também no individual.

- As atletas estão crescendo durante a competição e isso é fundamental para chegarmos bem na reta decisiva – comentou o técnico Giancarlo Valentini.

A melhor colocação da história do tênis de mesa chapecoense feminino nos Joguinhos Abertos foi em 1993, em Joaçaba, quando a equipe ficou com o vice-campeonato no geral.


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03 set10:05

Da suinocultura para o iogurte e o sorvete de ovelha

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Até o início dos anos 2000 o empresário chapecoense Érico Tormen era conhecido pela indústria de caixas de água e piscinas de fibra e por ser um dos principais suinocultores da região. Cansado das crises na criação de suínos ele resolveu apostar em outra atividade, a criação de ovelhas.

Tormen foi um dos pioneiros na importação de raças ovinas leiteiras para Santa Catarina. Em 2006 ele comprou 30 fêmeas e um macho da raça Lacaune, de um cabanha de Viamão-RS. Em 2008 ele e mais dois produtores importaram 190 animais da raça Frisona, do Uruguai.

Atualmente sua propriedade, a Cabanha Chapecó, tem 1,2 mil animais, sendo 70% de raça leiteira. Cerca de 160 estão em produção. Mas metade dos 250 litros diários vão para alimentar os cordeiros. O restante é vendido para uma indústria de queijo de ovelha em Chapecó. O preço do litro que o produtor recebe é R$ 2,00, o triplo do leite de vaca, que tem preço médio de R$ 0,65.

Mas, para agregar ainda mais valor à produção, há dois anos a cabanha iniciou um projeto de produção de iogurte de leite de ovelha. De acordo com o zootecnista e responsável técnico da cabanha, Anderson Bianchi, o leite ovino tem o dobro de sólidos (proteínas, gorduras, vitaminas) do leite de vaca. Por isso precisa metade do volume para fazer um quilo de queijo e,no caso do iogurte, a consistência fica melhor. –O iogurte de vaca é mais viscoso- explica.

Depois de vários testes foram desenvolvidos três sabores: abacaxi, morango e mamão. O produto já foi lançado em várias feiras da região, mas ainda não está sendo comercializado. A produção em Santa Catarina é pioneira mas no Rio Grande do Sul já existe uma fábrica em Bento Gonçalves.

O que deve ser inédito é o sorvete de iogurte de ovelha, que já foi testado e deve ser lançado em setembro.

– Esse produto deve ser novidade mundial pois pesquisamos e não encontramos nada parecido- disse o proprietário da cabanha, Érico Tormen.

Ele explicou que inicialmente o produto deve ser oferecido numa loja a ser inaugurada na avenida Getúlio Vargas, em Chapecó. A capacidade inicial da indústria é para 150 litros por dia. Mas já há um projeto de inspeção federal para o produto seja comercializado no restante do país.

Daí será necessário ampliar a indústria e também a produção de leite de ovelha em Santa Catarina.


SC tem o maior rebanho leiteiro do Brasil

Apesar de ter iniciado a criação de ovelhas leiteiras há apenas seis anos, Santa Catarina já tem o maior rebanho leiteiro do país, segundo o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos Leiteiros, o chapecoense Érico Tormen.

São entre 2,5 mil e 2,8 mil animais, de um rebanho nacional de seis mil cabeças. A produção de leite está em mil litros mês e deve chegar a 1,5 mil até o final do ano. –Vamos crescer 50%- calculou Tormen.

A associação foi criada em 2010 e conta com 30 associados de todo o país. O objetivo é divulgar o leite de ovelha e seus derivados para estimular o consumo e a produção. Tormen aposta na viabilidade da atividade pois está aumentando o consumo de produtos diferenciados, com valor agregado. –A população brasileira está buscando mais qualidade na alimentação- explicou Tormen.


Indústrias investem na produção de queijos nobres

A produção de queijo de ovelha, também chamado de pecorino, é uma das apostas de agregação de valor de indústrias catarinenses. O empresário Jorge Zanotto, de Chapecó, montou há cinco anos um laticínio para a produção de queijo de vacas Jersey, com a marca Gran Paladare. Um ano depois começou também a criação de ovinos de leite e desenvolveu um queijo pecorino, que atualmente abasteces as principais redes de supermercado de Santa Catarina.

Ele tem 200 animais e atualmente industrializa 300 litros por dia, sendo 30% de produção própria e o restante compra de outros dois produtores. A produção do pecorino representa 30% da industrialização. E ele desenvolveu produtos com vários tempos de maturação, que variam de três a seis meses, com sabor mais suave, ou com mais de um ano de maturação, com sabor mais picante.

Estes queijos saem da fábrica com preço entre R$ 40 e R$ 60 e, nos supermercados podem variar de R$ 56 a R$ 96 por quilo.

-A aceitação está sendo boa e, modéstia à parte, nosso produto é melhor que o italiano- afirmou Zanotto. Por enquanto ele comercializa apenas em Santa Catarina, pois a inspeção é estadual. Mas já está trabalhando para conseguir inspeção nacional, através do SISBI ou SIF. Para isso o laticínio já tem um bom estoque, que Zanotto não revela a quantidade mas garante ser o maior do Brasil.

Outro empresário do ramo de queijos, Acari Menestrina, diretor presidente da Gran Mestri, inaugurou a ampliação de sua planta industrial em Guaraciaba no dia 18 de agosto. Ele investiu R$ 2,8 milhões para ampliar a indústria de dois mil metros quadrados, para 10 mil metros quadrados. Além de ampliar a produção do queijo de leite bovino grana padano, Menestrina pretende retomar a produção do pecorino, que foi interrompida quando vendeu a Cedrense para a Bom Gosto.


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