Região

27 ago15:43

Eleições 2012: Conselho Empresarial de Chapecó faz segundo encontro com candidatos a prefeito

O Conselho das Entidades Empresariais de Chapecó (CEC) reúne-se nesta terça-feira, 28 de agosto, para o segundo encontro com os candidatos que concorrem à próxima eleição municipal. Conforme sorteio realizado no dia 2 deste de agosto, Pedro Uczai da coligação “Aliança Pela Vida” participa do encontro às 18h na sede do CEC, no Condomínio Cesec.

Durante meia hora, Uczai fará uma exposição inicial de suas propostas como candidato e depois haverá uma hora para apresentação de questões em nome dos 16 sindicatos e entidades associativas empresariais que integram o Conselho. O encontro terá a presença, além do candidato e assessores, de presidentes ou representantes das entidades filiadas ao CEC, de ex-presidentes do Conselho e profissionais da imprensa

Na terça-feira, dia 21 de agosto, foi ouvido José Caramori, da coligação “O Povo de Novo”.


As entidades e sindicatos

Presidido por Gilberto Badalotti, o Conselho das Entidades Empresariais é integrado por: Associação Comercial e Industrial (Acic); Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL); Sindicato do Comércio (Sicom); Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis (Secovi); Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas (Sitran); Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Sintroeste); Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sihrbarsc); Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon); Sindicato das Indústrias Madeireiras e de Móveis (Simovale); Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico (Simec); Sindicato das Indústrias de Olarias e Cerâmicas (Sicec); Sindicato Rural; Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipostos); Sindicato da Indústria do Material Plástico e Artefatos de Borracha (Sindiplasc); Sindicato dos Contabilistas (Sindicont); e Sindicato das Indústrias de Alimentos (Sindialimentos).


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27 ago15:23

Exposição apresenta Artistas Pioneiros de Chapecó e Santa Catarina

A exposição “Em busca da Arte, artistas pioneiros em Chapecó e Santa Catarina” propõe um diálogo com os principais artistas (in memoriam) que atuaram efetivamente na região oeste catarinense e Victor Meirelles, um artista catarinense de nível internacional e um dos grandes nomes da história da arte brasileira. A proposta expositiva circula entre estudos de trabalhos artísticos, obras em estilo primitivo e novas aquisições de obras dos artistas Cyro Sosnoski (Fundação Cultural de Chapecó) e Dalme Rauen (doadas pela irmã da artista, Rose Marie Grando).

O ponto norteador da exposição é mostrar o lado da pré-produção e a formação de obras que dialogam com certa pureza plástica, simplificações nas representações e ingênuas no seu desdobramento naturalista. A estilização presente e as figuras fantásticas extrapolam a rigidez dos corpos, envolvendo figuras místicas, simples e carregadas de ação plástica.

Os artistas presentes na amostra tem seu valor por serem precursores e detentores do mérito em se fazer arte em um Estado nativo e desbravador. A multiculturalidade da abrangência destes grandes artistas superou qualquer obstáculo, indo além fronteiras e executando arte dentro dos princípios acadêmicos, como também, no princípio sensível e autodidata. Agostinho Duarte (Portugual, 1928-2004), Paulo de Siqueira (Rio Grande do Sul, 1949- 1996), Dalme Marie Grando Rauen (Chapecó, 1949-1996), Cyro Sosnoski (Rio Grande do Sul, (1939-2004) e Victor Meirelles (Santa Catarina, 1832 – 1903), nos provam que a arte acima de tudo é uma expressão das inteligências imaginárias, da vontade de se produzir com a alma, com o espírito da pureza artística e acreditando que seu trabalho é atemporal.


Visitação pode ser feita até o dia 28 de setembro, das 13h às 19h. Agendamentos pelo telefone 49 3319-1009.


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27 ago14:43

Dez espingardas utilizadas para a prática ilegal de caça de animais silvestres foram apreendidas em São José do Cedro

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Na manhã desta segunda-feira a Polícia Civil de São José do Cedro apreendeu 10 espingardas que eram utilizadas para a prática ilegal de caça de animais silvestres. Quatro integrantes de uma quadrilha foram presos em flagrante pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido, posse ilegal de acessório de uso restrito e ter em depósito e guardar espécimes da fauna silvestre. Eles devem ser encaminhados para o Presídio de São Miguel do Oeste.

As investigações da Polícia Civil iniciaram há dois meses e nesta segunda-feira foram cumpridos três mandados de busca e apreensão.

Os policiais apreenderam em três residências 10 espingardas de calibres .32, .22, .28, um silenciador, três lunetas, duas lanternas, munições dos calibres .32, .22 e .28, carregadores, cartucheiras para acondicionar as munições, acessórios utilizados para recarga das munições (espoletas, pólvoras, socador de pólvora, diversos apitos utilizados para “chamarisco” de animais, além de 13 quilos de carne de lebre e tatu e 4,7 quilos de carne de paca.

Segundo o delegado Cléverson Luis Müller as investigações continuam, pois existe a possibilidade de que mais pessoas estejam envolvidas.


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27 ago13:38

Exportação de carne suína para o Japão deve iniciar ainda em 2012

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As vendas de carne suína para o Japão devem iniciar ainda em 2012. A expectativa é do secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, e do presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri.

O governador do Estado, Raimundo Colombo, recebeu informação da embaixada do Japão no Brasil, de que foi concluída a avaliação de risco sanitário e ela foi favorável a Santa Catarina. No ano passado uma missão japonesa esteve no estado avaliando frigoríficos da Aurora, Marfrig, Pamplona, BR Foods, Sul Vale.

João Rodrigues acredita que Santa Catarina pode abocanhar parte da fatia que os Estados Unidos vendem para os japoneses. Barbieri afirmou que há 30 anos essa venda é aguardada. Na opinião do presidente da Cidasc, a proximidade dos japoneses com as indústrias de Santa Catarina, que já exportam carne de frango há três décadas, facilitará o embarque de suínos.

- Já existe uma relação de confiança – afirmou Barbieri.

O Japão é o maior importador mundial de carne suína, comprando em média 1,2 milhão a 1,3 milhão de toneladas por ano. Barbieri estima que Santa Catarina poderá vender 130 a 140 mil toneladas para o Japão nos primeiros 12 meses. É quase o volume total que Santa Catarina exportou no ano passado, que foi de 153 mil toneladas no ano passado, num volume de US$ 452 milhões.

O próximo passo é negociar um Certificado Sanitário Internacional que vai garantir o cumprimento dos requisitos sanitários. Enquanto isso as empresas já devem começar a negociar as vendas.



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27 ago11:34

Vida de Fronteira em Dionísio Cerqueira

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Já pensou morar em Santa Catarina, almoçar no Paraná e ir fazer umas compras na Argentina. Para os moradores de Dionísio Cerqueira, no Extremo Oeste de Santa Catarina, isso é algo rotineiro. Tanto que essa união já se refletiu até em vários casamentos entre moradores dos dois países.

É que a cidade Catarinense está praticamente emendada com Barracão-PR e Bernardo de Irigoyen (Argentina). São quase 40 mil pessoas que convivem entre dois países, dois estados e uma província e três municípios.

Apenas uma calçada divide os dois países - o lado esquerdo é Argentina e o direito é o Brasil.

Muitas vezes é difícil para as pessoas identificarem se estão em Santa Catarina ou no Paraná. –nem eu sei direito- afirma a cabeleireira Judite Campos. O comerciante Adelino Lourenço explica que um dos indicativos é que no Paraná os postes de iluminação são quadrados e com as cores branca, verde e azul, da bandeira paranaense. Em Dionísio Cerqueira os postes são redondos e com as cores verde e amarela.

Mas esse critério só é válido em algumas ruas centrais das duas cidades e nem sempre o padrão é obedecido. Já o que separa o Brasil da Argentina em Santa Catarina é o Rio Peperi Guaçu. Ele pode ser cruzado pela Aduana Turística de Dionísio Cerqueira, onde mil carros passam por dia. Existe também a Aduana de Cargas, com onde em média 80 caminhões entram o saem do país diariamente.

Na parte fronteiriça de Barracão o que separa as ruas entre os dois países é apenas um barranco com três metros de largura. A diferença é que o nome das lojas do lado argentino normalmente estão em espanhol. E a língua falada no outro lado é espanhol, embora eles entendam bem o português.

Por lá centenas de pessoas passam de um lado para o outro diariamente. A dona de casa argentina Carolina Mello vem para o Brasil comprar carne, açúcar, arroz e derivados de lácteos. E matriculou sua filha de seis anos num curso de dança no Brasil. –Aqui no hay nada- diz, sobre a falta de escolas desse tipo no lado argentino.

Por outro lado a brasileira Maria Rodrigues vai para a Argentina com frequência para comprar farinha, que é mais barata. O fluxo é reflexo das políticas econômicas e cambiais dos dois países.

Há quase duas décadas muitos argentinos vinham fazer compras no Brasil. Mas, nos últimos anos, o fluxo sempre foi maior de brasileiros indo comprar na Argentina. Produtos como vinhos, desodorante e outros produtos de higiene custavam metade do preço. Muitos aproveitavam para abastecer o carro.

Mas, com a inflação argentina, as compras em Bernardo de Irigoyen não estão mais tão vantajosas. Tanto que o fluxo de carros, que chegava a três mil por dia, baixou para mil.

A relação entre os municípios ficou tão intensa que eles resolveram se unir, formando o Consórcio Intermunicipal da Fronteira, reunindo os três municípios mais Bom Jesus do Sul, cidade paranaense que fica a oito quilômetros de Barracão. Os municípios brasileiros criaram até uma patrulha mecanizada conjunta, receberam investimentos federais para transformar o hospital de Dionísio Cerqueira num hospital regional e, em conjunto com a Argentina, estão construindo o Parque Turístico Ambiental, que deve ser concluído ainda neste ano, com investimento de R$ 13 milhões.

-Antes as cidades se viam como rivais, hoje trabalham em conjunto- concluiu o presidente da Associaçaõ Comercial e Industrial de Barracão, Dionísio Cerqueira e Bom Jesus do Sul, Carlos Vanderley Porfírio. O resultado é que a fronteira está ficando mais bonita.



Irmãos de sangue, mas com nacionalidades diferentes

Ramon Mendoza, 62 anos é argentino e tem um comércio em Bernardo de Irigoyen. Davi Mendonça, 55 anos é brasileiro e mora em Dionísio Cerqueira. O que os dois têm em comum? Eles são irmãos de pai e mãe. O pai, Eduardo Aleixo Mendonça, que era natural de Campo Erê ficou um tempo sem trabalho fixo e, durante as andanças pela fronteira, encantou-se pela argentina Maximina Ramalho, com quem teve cinco filhos. –Ele vivia um tempo no Brasil, um tempo na Argentina- explicou Ramon. Ele e Antonia, já falecida, foram morar na Argentina, onde nasceram. Davi, Luiz Carlos e Maria, que são brasileiros, moram em Santa Catarina.

Ramon chegou a morar no Brasil por quase 20 anos, quando o pai foi trabalhar na Polícia Militar de Barracão, onde chegou a ser comandante do Destacamento. Mas, quando chegou a hora de prestar serviço militar, Ramon foi defender as cores de seu país natal. Daí ficou morando no lado de lá da fronteira. E, como não poderia deixar de ser, torce para a seleção argentina nos jogos contra o Brasil. – Mas é uma rivalidade boa- brinca. Quando o Brasil joga com outras seleções, ele se une aos irmãos. Ramon sabe falar bem o português. Por outro lado, Davi não sabe muitas palavras em espanhol.

Mas isso não impede que eles se reúnam com frequência. Afinal, o churrasco é apreciado dos dois lados da fronteira.


Amor com sotaque

O amor não respeita os limites geográficos e políticos. Tanto que é comum casamentos entre brasileiros e argentinas e, principalmente de brasileiras com argentinos.

– As brasileiras estão invadindo o lado de cá, no cassino e no boliche- confirmou a dona de casa argentina Carolina Mello.

No cartório de registros civis de Dionísio Cerqueira são registradas anualmente quatro uniões internacionais. Mas as funcionárias garantem que existem bem mais, só que não são oficializadas. Um dos casos é da dentista Michelli Costa, 30 anos, e do corretor de Seguros, Hector Oscar Ponce, de 29 anos.

Eles se conheceram no início de 2007, num show musical num cassino de Bernardo de Irigoyen. Há um ano estão noivos e já convivem em união estável. Mas pretendem em breve oficializar o relacionamento.

O casal resolveu fixar residência no lado brasileiro pois no Norte argentino sofre com alguns problemas de infraestrutura, como as frequentes quedas de energia.

Para Hector, as brasileiras se arrumam melhor, usam roupas mais estampadas. –Elas são mais alegres- avaliou. Já o que atraiu Michelli, foi justamente o contrário. No outro lado da fronteira, os homens usam estampas mais lisas, manta e boina.

–Os argentinos são mais certinhos, eu sou mais pilhada e ele é mais tranquilo- explicou. O carisma, charme argentino também marcaram ponto.

Outra coisa que atraiu Michele foram os costumes. Na gastronomia, os argentinos têm alguns pratos, como tripa assada, eu não tem no Brasil. Na música, o ritmo predominante é a “cumbia” e o rock argentino também é diferente.

A dentista lembra que no início não foi fácil se comunicar com os parentes do namorado. –Todo mundo ria do que eu falava- lembrou. Por isso teve que aprender a falar espanhol.

Hector ainda fala poucas palavras em português e também já passou das suas. Ele não conhecia o strogonofe e quando foi convidado para comer este prato criou uma expectativa enorme. –Veio arroz, carne com molho e salsa e batata palha e eu pensei, cadê o strogonofe?-lembrou.


Cozinhando em Santa Catarina e dormindo no Paraná

A aposentada Vera Janete Motta Barreiro lava a roupa e cozinha em Santa Catarina mas assiste televisão e dorme no Paraná. É que o apartamento do prédio onde mora fica exatamente na divisa entre os dois estados. Ela lembra que no terreno que seu pai comprou há 52 anos, a divisa foi estabelecida pela queda de água. Por isso a frente do prédio ficou no Paraná e os fundos em Santa Catarina. O IPTU do Apartamento e o endereço das cartas é de Barracão. O IPTU da garagem é de Dionísio Cerqueira.

A água é fornecida pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), que abastece os dois estados. A energia elétrica é fornecida por uma empresa do Paraná. E o prefixo do telefone é o mesmo de Dionísio Cerqueira.

Janete já votava em Santa Catarina mas agora é eleitora do Paraná. Mas quando manda cartas e encomendas para familiares em Florianópolis, vai na agência dos Correios em Dionísio Cerqueira. Senão os envelopes viajam até Curitiba antes de chegarem ao destino, demorando mais.

Parece confuso, mas ela já está acostumada. –Para nós é normal-disse. Afinal, várias vezes ao dia ela está com um pé em Santa Catarina e outro no Paraná.


Associação Comercial une dois estados mas sofre com burocracia

Desde que foi fundada, há 37 anos, a Associação Comercial e Empresarial de Dionísio Cerqueira e Barracão representas as cidades paranaense e catarinense. Recentemente também adotou o município paranaense de Bom Jesus do Sul. A sede da Associação, fica exatamente na divisa entre os dois estados. Na sala de reuniões, parte das pessoas fica num estado e a outra parte no outro.

O presidente, Carlos Vanderlei Porfírio, é paranaense. E a secretária executiva, Andressa Stamm, é catarinense.

Mesmo com o objetivo de integrar, a associação enfrenta algumas dificuldades. Recentemente, numa feira em Dionísio Cerqueira, alguns expositores de Barracão não puderam passar para Santa Catarina com seus produtos, como queijo, devido a barreiras sanitárias.

Por isso a próxima feira deve ser realizada na divisa. Já houve casos que técnicos de Santa Catarina estiveram na associação e não puderam dar o curso para empresários do Paraná. Por isso os eventos contam com representantes de entidades dos dois estados, para ninguém ser discriminado.

Porfírio disse que já teve contratempos burocráticos por morar no Paraná e ter escritório em Santa Catarina. Também não teve reconhecido no Brasil o Mestrado que fez em Posadas, na Argentina.

Apesar da proximidade, a secretária executiva conta que as características culturais são mantidas. Andressa disse que sabe diferenciar um brasileiro de um argentino pelo cabelo e o jeito de se vestir. A erva-mate dos vizinhos é mais grossa e geralmente bebida com água fria, o chamado tererê, diferente da água quente do chimarrão brasileiro. –Alguma coisa é comum, mas geralmente é cada um na sua- explicou.



COMO FUNCIONAM AS REGRAS NA FRONTEIRA

FLUXO DE PESSOAS- De acordo com informações da Polícia Federal de Dionísio Cerqueira, o cidadão “fronteiriço” pode atravessar a fronteira quantas vezes quiser durante o dia, sem necessidade de documentação de imigração. A regra vale para os dois lados. O que eles não podem é sair dos limites dos municípios de fronteira, sob pena de deportação. O argentino que quiser ir a Chapecó, por exemplo, precisa da tarjeta de imigração.

CARGAS- É obrigatório o despacho aduaneiro e passagem pela aduana de cargas COMPRAS PESSOAIS- Os brasileiros podem comprar na Argentina dentro da cota de US$ 300 e há um limite por produtos. No caso do vinho, uísque e espumante, que é mais barato no país vizinho, há um limite de 12 litros por pessoa. Produtos de origem animal e vegetal não podem ser trazidos, além de partes e peças de veículos.

IRREGULARIDADE- O inspetor chefe da Receita Federal em Dionísio Cerqueira, Arnaldo Borteze, disse que o único local alfandegário para cruzar a fronteira é pela aduana. Ele afirmou que a prática de fazer compras e atravessar a fronteira pelo barranco, como é comum, não é autorizada e é passível de apreensão. Só que os órgãos fiscalizadores acabam não tendo estrutura e pessoal para impedir essa prática.


Fonte: Delegacia da Polícia Federal e Receita Federal




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27 ago11:09

Chapecó torna-se capital da indústria de móveis

Lojistas de todo o Brasil e compradores de mais de 20 países reúnem-se em Chapecó nesta semana para a maior feira do setor moveleiro de Santa Catarina e uma das maiores do país, a Mercomóveis 2012.

A exposição-feira abrirá oficialmente nesta segunda-feira (27), às 14 horas, e encerra sexta-feira (31), às 20 horas. Inspirada pelo tema “De olho no novo consumidor”, a 8a edição surpreenderá pelas inovações, volume de negócios, número de expositores e de visitantes, avalia o presidente da Comissão Central Organizadora, Nivaldo Lazaron Junior.

A feira acontece no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó (SC), é uma promoção da Associação dos Moveleiros do Oeste de Santa Catarina (Amoesc) e do Sindicato dos Madeireiros e Moveleiros do Oeste de Santa Catarina (Simovale).

As expectativas apontam para mais de 20 mil visitantes. O volume de negócios está estimado em R$ 200 milhões. Serão mais de 14 mil metros quadrados de área, com cerca de 9 mil metros para exposição, disponibilizados nos pavilhões do parque.

Cerca de 150 expositores de grande, médio e pequeno porte exibem novos conceitos em móveis, arquitetura, design e decoração para os mais variados estilos.

O evento conta com a participação de expositores da linha de alta decoração e indústrias reconhecidas nacionalmente por produzir qualidade aliada à alta produtividade. Algumas estão entre as maiores empresas em seus segmentos. A Mercomóveis é voltada a lojistas e profissionais do ramo de todo o Brasil e do exterior. Nela, as fábricas mostram as inovações, evoluções e design.

- As novidades de sucesso logo estarão nas principais lojas do Brasil, na imprensa especializada e à disposição de arquitetos e decoradores, para inclusão nos projetos de seus clientes e, em um curto espaço de tempo, à disposição dos consumidores – diz o presidente da feira.

De olho no futuro, o cuidado com o meio ambiente é outro diferencial e uma das inovações está voltada à sustentabilidade com o lançamento da ação “Ecoeficiência industrial”. A iniciativa consiste em disponibilizar espaço e motivar as empresas expositoras a apresentarem os cases voltados à preservação do meio ambiente. Mais de 200 mudas de árvores nativas e frutíferas já foram plantadas. O Plano de gerenciamento de resíduos e neutralização de CO², também prevê o destino correto dos materiais e a reciclagem durante a 8ª edição da feira.


Eventos paralelos

A 2a Mostra de Máquinas Moveleiras fomentará parcerias entre indústrias de máquinas e acessórios com os moveleiros. Na 1ª edição, em 2010, gerou em torno de R$ 8 milhões em negócios. O 5° Salão Design incentivará o lançamento de produtos inéditos. Nesta edição, a novidade será a premiação em duas categorias para os melhores trabalhos apresentados no Salão: modalidade Estudante e modalidade Profissional de Empresa Expositora. Os melhores projetos serão escolhidos pelos visitantes da feira por votação através de painel eletrônico no próprio evento.

A Comissão organiza rodadas de negócio nacional e internacional, vislumbrando oportunidades de novos mercados compradores. Em 2010, a Mercomóveis recebeu representantes de mais de 12 países e gerou cerca de R$ 10 milhões de negócios. Neste ano, 20 países já confirmaram presença.


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27 ago10:48

A fera do Motocross

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Ele tem apenas 11 anos e reclama com a mãe que não o ajudou a vestir a parafernália do uniforme de piloto de motocross, fala pro pai que a bota está danificada e precisa de uma nova. A parte de vestir a roupa é o momento mais “chato” para o piloto Arthur Todeschini, que neste ano já é campeão Brasileiro e da Superliga Brasil de Motocross, na categoria 65 cilindradas, que reúne pilotos com menos de 13 anos. Neste final de semana ele disputa o Campeonato Mundial Júnior, na Bulgária.

- É perto de onde acontecem as guerras- orienta-se o garoto, lembrando das aulas de Geografia e a Guerra dos Bálcãs, na antiga Iugoslávia. Pelo menos ele vai compensar as faltas na escola com um estudo “in loco” do Leste Europeu.

A parte boa para Thui é quando ele sobe na moto. Daí não se importa em dar inúmeras voltas na pista particular que seu pai construiu na chácara da família, no interior de Chapecó. Tanto que após o treino, orientado por Dilson “Prica” Becker, ele pede para dar mais umas voltas. Mas daí ele sai do traçado da pista e faz seu próprio trajeto. É o momento que ele brinca com a moto.

Prica é irmão do piloto multicampeão Milton Chumbinho Becker, ídolo de Thui. Além da paixão por motos, os dois tem em comum serem do Oeste Catarinense, já que Chumbinho é de Itapiranga. Um dos momentos mais emocionantes de Thui foi a conquista do Brasileiro no mesmo dia em que Chumbinho vencia a competição pela décima sétima vez, no início do mês, no Espírito Santo.

Arthur não é de muita conversa. Seus pais até brincam que ele deixa os entrevistadores no aperto, pois quase só responde em monossílabos.

– Sou concentrado- explica Thui.

Mas, quando é para tirar sarro do pai, ele solta a língua. Quando Ademir Todeschini diz que era piloto e que atualmente disputa o brasileiro na categoria MX 3, o filho dá uma cutucada.

– Tá em vigésimo nono – brinca. Ademir rebate dizendo que está entre os cinco.

E a paixão pelo MotoCross veio por influência do pai. Desde bebê, em vez de carrinhos Thui ganhava motinhos. –Ele até dormia com uma motinho debaixo do travesseiro- lembra a mãe, Eliene.

Com quatro anos, ganhou a primeira motocicleta, de 50 cilindradas. A partir daí, ninguém mais segurou o guri. Ele já venceu competições regionais, estaduais e nacionais. Agora começa a debutar nos mundiais. Quem sabe ele até poderá superar o ídolo


Competitivo sem perder o lado criança

Uma das preocupações dos pais de Arthur, Eliene e Ademir, é garantir que o filho seja competitivo sem perder seu lado criança.

Durante a semana ele estuda pela manhã e, à tarde, treina na pista três vezes por semana. Duas vezes por semana faz academia, sempre orientada por um especialista. Um dia ele tem de folga.

O treinador Prica disse que “negocia” com o garoto. Quando ele vai bem nos treinamentos e se dedica, tem mais tempo de folga. Quando está mal, tem que treinar mais.

Prica disse que procura equilibrar o tratamento.

– Na pista trato ele como adulto, fora, como criança- explica.

Tanto que, nas competições, os dois saem da corrida e vão jogar videogame. Claro que a disputa virtual também é uma corrida de MotoCross.

Os pais de Thui disse que, mesmo quando estão competindo, todos saem após as corridas para comer pizza. Vários dos amigos de Thui são do cenário do MotoCross.

Às vezes ele perde alguns aniversários e aulas com as viagens. Mas tenta recuperar quando está em casa, saindo com os amigos e compensando as aulas. A vida dele não é só o MotoCross. Ele também joga basquete e handebol.

– Ele é uma criança normal- diz a mãe. Ela afirmou que apoiou o sonho do pai, de ver o filho ser um piloto, pois viu que o filho também gostava. Assim ela e a irmã de Thui, Isadora, que não é piloto, acabaram virando torcedoras.

O resultado é que Thui já tem mais de 200 troféus e medalhas. Se continuar assim, a família Todeschini terá que construir uma casa só para guardar os prêmios.


TÍTULOS

2006: Campeão Gaúcho 50 cilindradas

2007: Campeão Catarinense 50 cilindradas

2010: Campeão Brasileiro 50 cilindradas

Campeão Arena Cross 50 cilindradas

2011: Vice-campeão Brasileiro 65 cilindradas Campeão do Arena Cross 65 cilindradas

2012: Campeão da Superliga Brasil de Motocross 65 cilindradas Campeão Brasileiro 65 cilindradas


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27 ago10:30

Gral pode estrear contra o Santo André na Série C

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

O atacante Rodrigo Gral pode estrear no domingo dia 2 com a camisa da Chapecoense na Série C. Quem adiantou a informação foi o técnico Itamar Schulle após o jogo contra o Tupi/MG.

O time, que é líder do Grupo B, com 15 pontos, recebe o Santo André, às 16 horas na Arena Condá.

Gral participou de um jogo-treino da Chapecoense contra o Sub 23 do Atlético Paranaense, no dia 21 de agosto. Na partida que terminou em 2 a 2, um dos gols foi de Gral.


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27 ago10:13

Jogadores da Chapecoense têm folga nesta segunda-feira

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Os jogadores da Chapecoense, que chegaram por volta das 21 horas do domingo de Minas Gerais, após perder por 1 a 0 para o Tupi, têm folga nesta segunda-feira. A reapresentação está marcada para às 15 horas da terça-feira, na Arena Condá.

O técnico Itamar Schulle, que comanda a equipe líder do Grupo B da Série C do Campeonato Brasileiro, terá uma semana para adequar e consertar os erros cometidos na partida contra o Tupi.

- Temos uma semana para treinar e melhorar os erros para seguir na liderança . – disse Itamar . Ele pontuou ainda que os jogadores devem ser mais objetivos nas jogadas.

O próximo compromisso da equipe será contra o Santo André/SP, às 16h do domingo, dia 2 de setembro, na Arena Condá em Chapecó.


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27 ago09:54

Voleibol Masculino de Chapecó é vice na Liga Nacional

O ginásio de esportes Ivo Silveira parecia o velho caldeirão das décadas de 80 e 90. Completamente lotado, o palco da final da Liga Nacional 2012 colocou frente a frente as duas melhores campanhas da fase decisiva. Aprov/Unoesc/Chapecó e Escola do Corpo, de São José dos Campos (SP) disputaram o título da competição e também uma vaga na Superliga B 2012/2013. A competição encerrou no sábado, dia 25 de agosto.

No primeiro set, os chapecoenses usaram bem o saque e desperdiçaram poucos contra-ataques. Mesmo assim, o equilíbrio foi a tônica. Chapecó fechou em 25 a 22. Na segunda parcial os donos da casa estiveram desligados o tempo todo e os paulistas venceram com folga, 25 a 17. A história se repetia até a metade do terceiro set, mas aí os chapecoenses despertaram em quadra e a torcida levantou na arquibancada. Os dois times seguiram se alternando no marcador, mas no último ponto do set o time de São Paulo montou um paredão e fechou no bloqueio, 25 a 23. O quarto set foi administrado o tempo todo pelos paulistas, que venceram por 25 a 20, 3 sets a 1, em 2 horas de jogo.

- Enfrentamos um grande adversário e um ginásio lotado. Esse título é muito importante para o nosso projeto – falou o técnico paulista Reinaldo Bacilieri.

Pelos lados de Chapecó, o abatimento entre os jogadores era visível, mas o técnico Nilson Rex enalteceu a campanha feita durante o torneio.

- As duas equipes estão de parabéns. Eles mereceram o título e para nós valeu por este resgate do torcedor. Nosso objetivo é retornar a Superliga e vamos lutar por isso. Hoje, provamos que a torcida quero o retorno – disse Rex.

Na decisão de terceiro e quarto lugar, a Unifor (CE) venceu Monte Cristo (go) por sets 1.


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