Abastecimento

22 ago10:06

SC quer ampliar o limite de abastecimento de grãos por produtor

Danilo Duarte | danilo.duarte@diario.com.br

As entidades que representam os pequenos e médio agricultores de Santa Catarina estiveram reunidas com o secretário da Agricultura João Rodrigues na manhã da terça-feira, dia 21, para avaliar as propostas divulgadas no dia anterior pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Ministério da Agricultura.

Os representantes da categoria consideraram baixa a oferta de até mil toneladas por produtor para diminuir a crise. A contraproposta formalizada hoje e que será encaminhada para Brasília pelo governo de Santa Catarina propõe que este limite seja ampliado para até 4 mil toneladas.

A expectativa é que o retorno para esta demanda seja dado em até uma semana. Na mesa do consumidor, o reflexo da crise pode ser o aumento dos preço das carnes de frango e do suíno de até 20%.

O secretário de Estado da Agricultura reconhece que a produção de milho em Santa Catarina está aquém do necessário, sem apresentar uma alternativa concreta para o problema. Segundo o governo federal, não falta abastecimento de milho e soja no país, mas o problema estaria no transporte do principal centro produtor, o Centro-Oeste, para outras regiões, como os estados do Sul.

Para amenizar o problema dos produtores catarinenses, o governo de SC está discutindo a possibilidade de cobrir a diferença do frete pago pela Conab ou ainda desonerar o ICMS das agroindústrias. As alternativas propostas por Rodrigues ainda precisam passar pela avaliação do governador Raimundo Colombo e do secretário da Fazenda, Nelson Serpa.

Enquanto o consumo diário gira em torno de 5,5 milhões de toneladas ao ano, a produção catarinense é de apenas 3,6 milhões do grão, conforme os dados da Secretaria de Agricultura, e sem perspectiva de expandir este número em função da pouca disponibilidade de terras para esta ampliação.

Nem mesmo a construção de silos da Conab no Oeste do Estado para estocar os grãos trazidos de Mato Grosso e Goiás, onde ficam os estoques para todo o país, está acompanhando a urgência que o caso exige — a previsão é de que as estruturas estejam disponíveis apenas em 2015.

Ontem, dia 20, o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Maria dos Anjos, esteve em Florianópolis e informou que o governo trabalha para que, em até 20 dias, possa fazer um leilão no Centro-Oeste, onde os grãos serão ofertados a um preço 15% a 20% menos do que o valor da exportação, hoje em em torno de R$ 35 a saca de 60 quilos. Isso significaria um preço de R$ 29 por saca de 60 quilos para compradores de até mil toneladas por mês (ou seja, pequenas e médias agroindústrias).

Diante da necessidade e do consumo dos produtores catarinenses, o secretário e entidades que representam os agricultores pediram, além do aumento do limite para 4 mil toneladas, para que o frete se transforme em subsídio no preço da saca, uma vez que as empresas contratadas para fazer o transporte do milho não estão aceitando manter o preço do frete mesmo com a elevação nos custos.

O cenário vislumbrado pelas entidades do setor é que a baixa produção e o nível alto de demanda devem continuar a puxar para cima o preço das carnes de frango e suíno, além do leite. A crise no setor deve afetar ainda mais a vida das mais de 80 mil famílias do Estado e provocar um efeito cascata que chegará a mesa do consumidor.

— O custo para trazer uma saca (do Centro-Oeste) é de aproximadamente R$ 14, mas falta tranporte para que o grão venha para cá. Então vamos sugerir que este valor seja retirado do preço final vendido ao produtor, que por sua vez precisará arcar com a contratação do caminhão para fazer este serviço. Com isso, podemos chegar próximo de equalizar a falta de milho nas agroindústrias e nos pequenos produtores catarinenses — estima Rodrigues.



REPERCUSSÕES:


Nelton Rogério de Souza, diretor da Federação de Agricultores de SC:

“A medida (do governo federal) pode apenas aplacar o problema temporariamente. Os principais calos no Estado são a falta de silos da Conab para estocar grãos em Santa Catarina e a burocracia para que armazéns particulares sejam locados pelo governo federal”


Milton Dalago, coordenador técnico da Organização das Cooperativas de SC:

“Os governos de SC e federal não têm estruturas para resolver o problema de forma permanente. O ideal seria ter instrumentos de forma continuada, como estoques de segurança mais próximos ao produtor catarinense, principalmente no Oeste”


Clever Pirola Ávila, presidente da Associação Catarinense de Avicultura e do Sindicato da Indústria da Carne e Derivados em SC:

“A curto prazo, uma boa medida seria redirecionar parte da produção norte-americana, que é usada no biodiesel, para o uso na agricultura, liberando parte do que é produzido em SC. Mas a solução deve ser desenhada apenas na próxima safra brasileira e dos Estados Unidos”



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16 mai11:03

Bomba do poço profundo de Seara é retirada

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) anunciou na tarde da terça-feira, dia 15, a retirada da bomba que estava presa no poço profundo, em Seara. A informação foi repassada pelo presidente da Casan, Dalírio Beber para a secretária de Desenvolvimento Regional de Seara, Gládis dos Santos.

O poço parou de funcionar no dia 15 de dezembro em função da bomba de sucção ter queimado. Na tentativa de retirar a bomba para o conserto, um dos canos se rompeu e 22 toneladas de equipamento ficaram presas há cerca de 400 metros de profundidade.

A peça foi retirada por uma empresa paulista, especializada no estudo, projeto, perfuração e manutenção de poços tubulares profundos. A maior dificuldade enfrentada pelos técnicos foi encontrar ferramentas adequadas para retirar os equipamentos presos dentro do poço. A Companhia investiu mais de 400 mil reais no serviço.

Não há ainda uma data definida para que o poço profundo volte a abastecer o município.


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15 mar15:49

Reforço para combater a estiagem em São Lourenço do Oeste

A Prefeitura de São Lourenço do Oeste recebeu da Defesa Civil do Estado, seis caixas de água com capacidade para armazenamento de 10 mil litros cada. As caixas serão usadas no transporte de água para atender prioritariamente os agricultores que estão com dificuldades por causa da grande estiagem que assola o Oeste desde o mês de novembro.

Segundo o Secretário Municipal de Desenvolvimento Rural, Saulo Tarso Sutilli, esse reforço veio em boa hora, pois além da capacidade que a prefeitura já possuía, agora poderá ampliar a capacidade de abastecimento.

O Governo Municipal continua perfurando depósitos nas propriedades a fim, de amenizar a falta de água e agora, com a chegada das caixas vindas da Defesa Civil, serão possível atender maior numero de agricultores com mais agilidade.


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14 mar14:58

Casan de Seara contratou caminhões para abastecer o município

A Casan de Seara voltou a utilizar caminhões pipa para captar água no rio Uvá de Itá e garantir o abastecimento da cidade. Ainda assim, os moradores vão continuar recebendo água só de 12 em 12 horas.

Como não chove há mais de 20 dias o nível do rio do Caçador diminuiu e o volume de água é insuficiente para atender a demanda. Para amenizar a situação, na manhã desta quarta-feira três carretas iniciaram o trabalho de captar água no Rio. O trajeto rio para reservatório da Casan em Seara é de 18 Km.

- Cada caminhão devem fazer 10 viagens por dia para atender a demanda – disse o Carlos Peressoni, chefe da Agência em Seara.

Mesmo assim, o rodízio no abastecimento vai ser mantido. Por 12 horas é distribuído água para uma região da cidade e 12 horas para a outra. Sistema que não garante o abastecimento de todas as residências. Quando a água chega até a casa de Dona Amália ela armazena o que pode. – Economizo em tudo, até o banho tem que ser rápido – disse a aposentada Amália Sartori.


Poço Profundo

A maior parte dos equipamentos que ficaram presos dentro do poço, após um cano se romper, foram retirados. Mas ainda é preciso retirar o motor da bomba de sucção que está a 400 metros de profundidade.

- Esse é um trabalho delicado e ainda não temos data para ser finalizado – disse Peressoni.


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12 mar15:59

Seara retoma rodízio no abastecimento de água

A Casan de Seara voltou a implantar sistema de rodízio no abastecimento de água da cidade.

Como o poço profundo ainda não foi consertado e o nível da barragem de captação de água do rio Caçador está cada dia mais baixo, a companhia está racionando o abastecimento.

Durante 12 horas é abastecida a parte baixa da cidade e no restante do dia a parte alta. A ordem na cidade é evitar o desperdício. Esta é a terceira vez só neste ano que Seara adota sistema de rodízio no abastecimento de água.




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25 jan14:51

Poço de Seara sem data para entrar em funcionamento

RBS TV CONCÓRDIA

Ainda não se sabe ao certo quando o poço profundo de Seara vai voltar a funcionar. A Casan investiu mais de 400 mil reais na contratação de uma empresa que trabalha há 10 dias no local, mas ainda não conseguiu retirar a bomba de sucção que está presa há cerca de 400 metros de profundidade.

A maior dificuldade enfrentada pelos técnicos é encontrar ferramentas adequadas para retirar os equipamentos presos dentro do poço. – A bomba que tem três metros de comprimento está a 398 metros de profundidade. Sobre ela estão vários canos – disse o geólogo Will Roberto Lesche.

Como este é um caso incomum, a empresa teve que confeccionar peças em São Paulo, o que atrasou o serviço.

O poço parou de funcionar no dia 15 de dezembro em função da bomba de sucção ter queimado. Na tentativa de retirar a bomba para o conserto, um dos canos se rompeu e 22 toneladas de equipamento ficaram presas dentro do poço.

Na manhã desta quarta-feira, dia 23, foi realizada uma microfilmagem do local. O vídeo mostra alguns cabos de energia sobre os canos. Só depois que estes cabos forem retirados do poço é que vai ser possível retirar os canos e também a bomba.


Abastecimento pode voltar ao sistema de rodízio

Enquanto o poço profundo é consertado, a cidade é abastecida pelo rio Caçador. Mas como a barragem de captação está cheia de terra, o nível do reservatório da Casan está baixo. O que garante o abastecimento para mais cinco dias.

Se não chover neste período, o rodízio na distribuição de água pode ser implantado novamente na cidade.


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03 jan20:16

Dano em transformador prejudica abastecimento de energia em Xanxerê

Nove cidades do Oeste tiveram problemas no abastecimento de energia elétrica nesta terça-feira: Marema, Xaxim, Xanxerê, Lajeado Grande, Entre Rios, Bom Jesus, Ipuaçu, Cordilheira Alta e Faxinal dos Guedes. As cidades ficaram parcialmente sem energia que um transformador de 40 megawatts da Subestação da Celesc em Xanxerê foi danificado.

O problema ocorreu no início da manhã da terça-feira e atingiu a área de distribuição da Iguaçu Energia.

Segundo a Assessoria da Celesc, após avaliação do transformador danificado, técnicos constataram que não havia como recuperar o equipamento. Ainda no final da manhã, para garantir o atendimento de parte da carga foi utilizado um transformador que atendia a Celesc. Com isso foi restabelecido 20% das unidades prejudicadas.

Um rodízio foi realizado para garantir o abastecimento nas nove cidades atendidas pela concessionária

Em Xaxim foi garantido o abastecimento parcial do frigorífico da Diplomata, para evitar risco de vazamento de amônia. No entanto o abate dos 220 mil frangos por dia foi suspenso. Outra empresa de embalagens de Xaxim, a Rafitec, teve que dispensar cerca de 300 funcionários. O prejuízo pela falta de energia é estimado em R$ 500 mil.

Um transformador móvel, de 30 MVA, vindo de Florianópolis deve chegar na cidade até o meio dia desta quarta-feira.


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21 set11:13

Abastecimento de milho em SC será retomado

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) decidiu revogar o contrato de transporte de 35 mil toneladas de milho com a empresa Transvale que, após 90 dias, entregou em SC somente 13, 5 mil toneladas. A informação é do diretor de operações e abastecimento da Conab, Marcelo de Araújo Melo, após inúmeros pedidos pela liberação urgente de milho para Santa Catarina.

O diretor disse que, em função disso, a Conab fez nova licitação no dia nove de setembro para remoção de milho de outros estados para Santa Catarina, acrescentando mais 40 mil toneladas as 13,5 mil já distribuídas. Duas empresas ganharam a concorrência para transporte que começa na segunda-feira, dia 26.

O milho vai custar aos produtores R$ 24 a saca de 60 kg. Para o deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC) vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Congresso Nacional, espera que a burocracia não atrapalhe o transporte e que a Conab seja ágil e as empresas cumpram o contrato removendo com urgência o milho para Santa Catarina. – A demora desencadeia prejuízo ainda maior aos produtores que arcam com o ônus de mais uma crise da suinocultura catarinense. – disse Colatto.


40 mil toneladas de milho do Paraná vão abastecer  Santa Catarina. A distribuição será para os seguintes locais:

2 mil toneladas de Assis Chateaubriand/PR para São Miguel do Oeste/SC;

3 mil toneladas de Assis Chateaubriand/PR para Descanso/SC;

1 tonelada de Assis Chateaubriand/PR para Ipuaçu/SC;

3 mil  toneladas de Assis Chateaubriand/PR para Quilombo/SC;

2 mil toneladas de Assis Chateaubriand/PR para Campos Novos/SC;

1,5 toneladas de  Santa Helena/PR para Mondaí/SC;

3,5 mil toneladas de Santa Helena/PR para Itapiranga/SC;

1,6 toneladas de Santa Helena/PR para Chapecó/SC;

833 toneladas de Palotina/PR para Chapecó/SC;

1,6 toneladas de Palotina/PR para Joaçaba/SC;

3,8 mil toneladas de Maripá/PR para Joaçaba/SC;

166 mil toneladas de Maripá/PR para Herval D’ Oeste/SC;

293 mil toneladas de Itaipulândia/PR para Campos Novos/SC;

4 mil toneladas de Itaipulândia/PR para Campos Novos/SC;

1,8 toneladas de Campo Mourão/PR para Herval D’ Oeste/SC;

3,2 mil toneladas de Campo Mourão/PR para Campos Novos/SC;

4 mil toneladas de Piraí do Sul/PR para Braço do Norte/SC;

1 tonelada de Mamboré/PR para Braço do Norte/SC;

2 mil toneladas de Mamboré/PR para Campos Novos/SC.


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