Abate

21 ago09:12

Frigorífico de Ipuaçu suspende abates temporariamente

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A crise na avicultura levou o frigorífico Forte Sull, da marca Sublime Sull, a suspender os abates. Desde a quinta-feira , dia 16, os cerca de 300 funcionários foram dispensados. Além disso, os avicultores estão com os pagamentos atrasados. Na segunda-feira (20) um grupo de avicultores foi até a empresa reclamar da situação.

O coordenador do Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da região de Xanxerê, Noel Machado, disse que situação é preocupante, pois os avicultores devem nos bancos, têm seus compromissos pessoais e não tem dinheiro.

– O frigorífico parou e não pagou – disse.

O diretor da empresa, Mário Iesbik, disse que a suspensão dos abates é temporária.

–Já viabilizamos uma parceria com outra empresa e ninguém será demitido – explicou.

Os funcionários devem voltar a trabalhar em 15 dias e os avicultores vão alojar para outra empresa.

Iesbik disse que essa foi a saída encontrada para não comprometer financeiramente a empresa. Para o diretor, não é viável produzir com este custo do milho, que está em R$ 33 a saca, e do farelo de soja, que está em R$ 1,8 mil a tonelada.

Para ele, o governo federal está esquecendo do setor ao incentivar a exportação de grãos e deixando as agroindústrias sem matéria prima, o que pode comprometer a geração de empregos.

–O governo está sendo omisso- avaliou.

O presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Marcos Zordan, disse que as lideranças do setor há meses vinham alertando o governo sobre a possível crise. Ele afirmou que os suinocultores independentes foram os primeiros a reclamar.

Zordan disse que a tonelada de soja triplicou e o preço do milho aumentou 50% em relação ao ano passado. E o preço da carne não subiu tanto, o que acabou comprometendo o resultado das agroindústrias.

– Uma já parou e outras não estão mais alojando no campo e devem parar também – avaliou Zordan. Para ele o milho disponibilizado até agora “não dá nem pro cheiro”.

Para o presidente da Ocesc, é necessária uma ação urgente para evitar demissões no setor. E inevitavelmente o resultado será um aumento no preço da carne para o consumidor.


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13 ago19:58

Justiça garante abates ameaçados por greve

DARCI DEBONA – darci.debona@diario.com.br


Os frigoríficos de Santa Catarina não suspenderam os abates no início desta semana graças a uma liminar do Superior Tribunal de Justiça, que determinou aos fiscais federais agropecuários em greve a manutenção de 70 a 100% das atividades. O percentual depende da necessidade para que o trabalho seja realizado.

A categoria entrou em greve na segunda-feira passada e as agroindústrias estavam prestes a paralisar algumas linhas de produção em virtude da falta de estoques, causada pela não liberação das cargas.

De acordo com o diretor executivo da Associação Catarinense de Avicultura (Acav) e do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados (Sindicarnes), Ricardo Gouvêa, os estoques já estavam altos em virtude da paralisação dos motoristas, ocorrida há duas semanas.

Ele afirmou que a decisão judicial foi decisiva para evitar as paralisações. Em alguns portos a movimentação já foi retomada embora ainda não esteja normalizada. Gouvêa disse que a partir desta terça-feira haverá uma avaliação melhor da situação.

Ele afirmou que o atraso nos embarques pode gerar multas contratuais e prejuízos para as agroindústrias do estado.

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31 jul20:35

Mobilização dos caminhoneiros paralisou agroindústria no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A paralisação dos caminhoneiros está afetando a produção dos frigoríficos e laticínios do Oeste. A Aurora Alimentos paralisou nesta terça-feira a produção total nas unidades de São Miguel do Oeste e Abelardo Luz e parcialmente numa das unidades de Chapecó. O Laticínio Terra Viva, de São Miguel do Oeste, também está funcionando parcialmente.

De acordo com o presidente da Aurora Mário Lanznaster, somente deixaram de ser abatidos 1,9 mil suínos por dia na unidade de São Miguel do Oeste e 140 mil aves em Abelardo Luz. Em Chapecó duas linhas de produção de salsicha e mortadela deixaram de produzir 160 toneladas somente nesta terça, segundo o gerente da unidade, Caciano Capello. E a produção de lingüiça para churrasco foi interrompida há noite. Tudo por falta de matéria prima vinda de outras unidades.

Somente a Aurora dispensou 2340 funcionários. Outros 5,6 mil podem paralisar a partir desta quinta-feira. Lanznaster disse que as duas unidades de Chapecó, mas as unidades de Maravilha e Quilombo, também podem suspender os abates.

O motivo é que não há mais espaço para estocagem. De acordo com o gerente de logística da Aurora, Celso Cappelaro, somente em São Miguel do Oeste e Abelardo Luz são mil toneladas de produtos que estão parados. A Aurora produz diariamente 2,5 mil toneladas de produtos. São 120 a 130 carretas que saem por dia do frigorífico.

Além da carne não escoar, já começa a faltar ração para as aves e suínos.

– Os animais já começam a passar fome – afrimou Mário Lanznaster.

Na fábrica de rações da cooperativa em Cunha Porã, há 70 caminhões parados.

E até a fábrica de leite da Aurora em Pinhalzinho pode fechar a partir de quinta-feira, pois está terminando as embalagens de envasamento de leite. O secretário do Sindicato das Indústrias de Leite de Santa Catarina (Sindileite), Ferrnando Neckel, disse que se a greve não terminasse durante a noite de terça-feira, as indústrias iriam se reunir na manhã de hoje e a tendência era de suspender o recolhimento de leite no campo.

Para o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Marcos Zordan, todo esse problema vem sendo gerado pela implantação de um lei sem uma discussão melhor com as bases e infraestrutura para o cumprimento dela.

– Os caminhoneiros não tem onde ficar – disse.

Zordan, que também é diretor agropecuário da Aurora, disse que somente a cooperativa teria que aumentar em 50% a frota de 574 caminhões com câmaras frigoríficas.

- Os custos serão repassados para o consumidor – alertou.

A estimativa é de um aumento de 5% no preço dos produtos ao consumidor.

Para o presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, a situação é grave.

– Essa greve está atingindo o centro produtivo do estado – afirmou.

Barbieri disse que a continuidade da mobilização pode trazer sérios prejuízos para a cadeia produtiva de Santa Catarina.








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31 jul15:58

Agroindústria do Oeste suspende abate devido a paralisação dos caminhoneiros

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Duas unidades da Coopercentral Aurora suspenderam o abate de suínos e aves no Oeste devido a paralisação dos caminhoneiros. A agroindústria não tem onde estocar os produtos, pois os caminhões, que levariam as mercadorias para os grandes centros estão impedidos de circular.

Nesta terça-feira cerca de dois mil funcionários da agroindústria em São Miguel do Oeste e Abelardo Luz tiveram treinamento e foram liberados. Em São Miguel, onde são abatidos 1900 suínos por dia, a suspensão iniciou ainda na noite de ontem. Já em Abelardo Luz, que abate 140 mil aves por dia, o abate foi suspenso nesta manhã.

Em Chapecó, as linhas, de salsicha e mortadela, do Frigorífico localizado no Bairro Saic também foram paralisadas nesta manhã.

Em coletiva, nesta tarde em Chapecó, o presidente da Aurora, Mario Lanznaster, disse que mais quatro unidades, duas em Chapecó, uma em Quilombo e outra em Maravilha podem suspender completamente o abate a partir desta quinta-feira.


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13 mar12:33

Cidasc de Concórdia abateu 72 bovinos com tuberculose

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br | Eduardo Cristofoli | eduardo.cristofoli@rbstv.com.br

O abate dos 72 bovinos foi na manhã desta terça-feira em um frigorífico de Concórdia. Eles estavam em uma propriedade do interior de Xavantina e foram diagnosticados com tuberculose por técnicos da Cidasc. No local estavam 160 cabeças de gado.

Segundo a coordenadora da área de defesa sanitária animal da Cidasc, Gisele Bertol Rosa o número elevado de animais contaminados se deve pela demora na realização de exames.

– Os sintomas são difíceis de serem percebidos. Os animais emagrecem, produzem menos e se o produtor não ficar atento a doença pode se afetar outros animais. E como o tratamento também é complicado a melhor opção é o abate – disse.

Além do tratamento da doença ser complicado, ela pode ser transmitida para seres humanos e provocar lesões no intestino e em alguns casos o pulmão. A transmissão acontece através da ingestão de leite e carne de animais contaminados.

De acordo com a Cidasc, este é um caso isolado e não há motivo para pânico. – Vamos continuar monitorando e realizar novos exames nos animais que restaram. Só depois a propriedade estará liberada – disse Gisele.

Em um ano, 120 animais foram abatidos na região de Concórdia por apresentarem a doença. Por isso a Cidasc orienta os produtores a realizar exames de tuberculose nos animais pelo menos uma vez por ano. O teste custa em média R$ 30 por animal.


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