ACCS

13 jul08:01

ACCS espera avanço nas medidas de apoio à suinocultura

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As medidas anunciadas ontem pelo Governo Federal para auxiliar a suinocultura foram consideradas insuficientes pelo presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio Di Lorenzi.

– Foi um pouco frustrante, esperamos avanço nas medidas até quarta-feira que vem – afirmou o presidente da ACCS.

Moacir Mattielo, produtor de Seara, abandonou a suinocultura e vai transformar o chiqueiro numa estufa para plantar tomates.

Ele considera que a renegociação das dívidas não resolve a situação. –Queremos subsídio de 40 centavos por quilo na venda- argumentou.

A categoria também quer retirar o limite de R$ 1,2 milhão para manutenção das matrizes reprodutoras. Temos integradores com 30 mil matrizes, que necessitariam de R$ 15 milhões, afirmou, tendo como base de cálculo de R$ 500 por animal.

Na próxima quarta-feira será realizada uma nova audiência no Ministério da Agricultura. Lorenzi destacou como positiva a participação política de Santa Catarina, que contou com os três senadores, deputados federais, deputados estaduais e o secretário de Agricultura, João Rodrigues.

Lorenzi comemorou também a decisão do governo do estado de isentar por 30 dias o ICMS para a venda interestadual de carne suína.

Em Santa Catarina estima-se que 240 produtores já abandonaram a atividade só em 2012, em virtude da crise.


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04 jun09:03

Crise leva suinocultores a desistirem da atividade

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O baixo preço do suíno aliado ao alto custo de produção está levando produtores de Santa Catarina a abandonar a atividade que exerciam há décadas. A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) estima que 240 suinocultores desistiram da atividade neste ano.



Lino Mayer já reduziu a criação pela metade e pretende parar de criar suínos até setembro.



Um dos produtores que está abandonando a atividade é Lino Mayer, morador da linha Santa Fé Baixa, em Itapiranga. –Está bem difícil, a maioria dos produtores está no vermelho- declarou. Mayer lembra que o preço por quilo caiu de R$ 2,40 no ano passado para os atuais R$ 1,90, o que não cobre os custos de produção. De acordo com cálculos da ACCS hoje o custo de um suíno é de R$ 2,65 por quilo.

Mayer já reduziu o plantel de fêmeas de 160 para 80 e, até. Ele é dono das matrizes e, até agosto ou setembro, pretende terminar com a criação. Com a venda dos suínos ele vai comprar mais vacas e dobrar a produção de leite.

Ele disse que pretende parar antes de perder capital, como já aconteceu com outros produtores. Mayer disse que nos últimos anos só conseguiu manter o capital que tinha, sem nenhuma sobra. –Tenho o mesmo capital que tinha há 20 anos- comentou.

Além da crise outro fator que o fez desistir é a necessidade de reforma e ampliação do chiqueiro. A agroindústria da qual é integrado solicitou que ele dobrasse a produção, o que geraria um investimento de R$ 300 mil. Mayer acha que não vale a pena o investimento.

No entanto é com dor no coração que ele vê as baias vazias. –Sempre gostei, trabalho com isso há 30, 40 anos- lembrou. No entanto ele considera que não dá para pagar para trabalhar.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, disse que nos últimos anos as crises vem sendo frequentes e com poucos meses bons, o que acabou descapitalizando os produtores. No início deste ano houve uma retração no consumo, restrições na venda para a Argentina e aumento do custo de produção que agravaram a situação. Outro problema citado pelo presidente da ACCS foi ou aumento de produção de outros estados, que tomaram espaço da suinocultura catarinense. Tudo isso gerou um excedente de carne suína no mercado que derrubou o preço.

-O produtor não tem mais perspectiva- afirmou, citando que 25% a 30% dos 800 suinocultores independentes desistiram ou estão desistindo da atividade.

>> Governo anuncia isenção do ICMS Interestadual na venda de leitões até 30 quilos

Os suinocultores fizeram um protesto na Feira Agropecuária de Braço do Norte (Feagro), na sexta-feira, onde colocaram cruzes no lugar onde deveriam ser expostos os suínos.

Lorenzi afirmou que mercados como China, Japão e Estados Unidos ainda não efetivaram as compras, o que deixa os produtores apreensivos. Ele sugere que o Governo do Estado auxilie com medidas para que Santa Catarina não perca o esforço de conseguir status sanitário de Zona Livre de Aftosa Sem Vacinação. Senão pode ser que quando os mercados se abrirem muitos produtores já não poderão usufruir do benefício. Na sexta-feira passada o Governo do Estado anunciou uma medida que foi a isenção de ICMS interestadual para leitões até 30 quilos. Lorenzi disse que é uma medida que ajuda a tirar o excesso de produção no estado mas não resolve a crise.


Perspectiva é de melhora

A crise na suinocultura é cíclica e atinge mais os produtores independentes na visão do diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), Ricardo Gouvêa. Ele afirmou que o momento é de retração de consumo no mercado interno que afeta todos os setores. E até citou que o Governo Federal reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados dos carros, quando também poderia estender esse benefício para a indústria de alimentação.

Ele lembrou que Santa Catarina está habilitado para vender para os Estados Unidos e falta apenas uma documentação de requisitos técnicos ser aprovada. A partir disso ele também acredita que podem começar as vendas para o Japão. Outro mercado que estaria próximo é o da Coréia do Sul. Além disso a Argentina prometeu retomar as compras.

O presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri, também está otimista. Mas não para os produtores independentes. Ele considera que esse setor arca com custos muito altos que a indústria acaba diluindo na agregação de valor.

Barbieri também espera o início das vendas para o Japão até o final do ano. –Infelizmente muitos produtores vão abandonar mas há boa perspectiva para quem continuar, dentro do sistema de integração-concluiu.


Preço do suíno por quilo vivo

2011:

Janeiro: R$ 2,40

Fevereiro: R$ 2,21

Março: R$ 2,16

Abril: R$ 2,20

Maio: R$ 2,09

Junho: R$ 1,83

Julho: R$ 1,96

Agosto: R$ 2,06

Setembro: R$ 2,04

Outubro: R$ 2,10

Novembro: R$ 2,18

Dezembro: R$ 2,30


2012

Janeiro: R$ 2,28

Fevereiro: R$ 2,20

Março: R$ 2,08

Abril: R$ 1,91

Maio: R$ 1,90

Custo de Produção: R$ 2,65 por quilo

Fonte: ACCS


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24 jan14:59

ACCS avalia abertura do mercado norte-americano para a carne suína

O ano começou com notícias positivas para o mercado da carne suína. Entre as mais aguardadas pela suinocultura brasileira, a confirmação que os Estados Unidos reconhece a equivalência do serviço brasileiro de inspeção de carne suína, autorizando a habilitação de matadouros-frigoríficos do estado para exportação de carne suína in natura, fortalece o setor.

Para o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi, a notícia dá um ânimo aos produtores. – Há muitos anos buscamos resultados de exportações como esse. Cada passo da suinocultura catarinense foi dado justamente por esse objetivo, ser reconhecida por países como os EUA, com as melhores condições para adquirir carnes. Somos agora uma vitrine para outros países consumidores de carne suína – destaca.

Com foco em resultados, a suinocultura catarinense também acredita que o mercado dos Estados Unidos pode abrir outras portas para o estado e o país, a médio e longo prazo. – Os americanos são referência em todos os segmentos da economia, e isso faz com que as suas preferências também sejam de outros países. Desta forma, acreditamos que Santa Catarina poderá contar com a aceitação dos mercados do Japão e Coréia – acrescenta o presidente.

Além das vendas de carne suína, o mercado de insumos também reflete no bolso do suinocultor. Para manter o custo de produção é preciso que os valores dos insumos, como milho e soja, sejam viáveis. Em Santa Catarina, existe uma preocupação, quanto à estiagem.

Para a ACCS, a falta de chuva compromete a produção catarinense, mas não atinge a produção nacional. – Nosso estado é um grande importador de milho e não produtor, por isso, a seca vai afetar o consumo local, a produção dos agricultores, mas não deve refletir nos preços em âmbito nacional – completa Lorenzi.



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25 out11:00

Fórum de Suinocultores Integrados de Santa Catarina

Será nesta quarta-feira, dia 26 de outubro, no auditório da ACCS, em Concórdia, o “Fórum de Suinocultores Integrados de Santa Catarina”, uma realização da Associação Catarinense de Criadores de Suínos, ACCS e a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS).

O objetivo do encontro é promover um amplo debate sobre as principais dificuldades enfrentadas pelos produtores que trabalham com esse sistema e também apresentar os principais pontos do Projeto de Lei 8.023/10, da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR), que aguarda análise do Plenário da Casa e também do Projeto do Senado (PLS) 330/11, da senadora Ana Amélia (PP-RS), que está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, em que o relator será o senador Acir Gurgacz (PDT-RO).

Programação

14h às 14h30 – Abertura – Marcelo Lopes – Presidente da ABCS e Losivanio Luiz de Lorenzi – Presidente ACCS

14h30 às 16hs – Debate sobre o Sistema de Integração Catarinense

Levantamento das dificuldades enfrentadas

Principais pontos de interesse dos produtores

Análise dos principais pontos dos Projetos de Lei da Integração

Mediador: Prof. Dr. Josemar Xavier de Medeiros (UNB)


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01 set19:22

Suinocultura em crise

O preço das carnes de frango e bovina voltou a se tornar competitivo e o consumo da carne de porco diminuiu. Isso levou a Associação Catarinense de Criadores de Suínos e lideranças do setor a se reunir com o Ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, em Brasília.

No encontro a ACCS cobrou a liberação de milho para Santa Catarina e a renegociação das dívidas. Para o presidente da Associação Losivanio DE Lorenzi, essas medidas emergenciais podem reduzir os efeitos das notícias negativas do mercado. Como consequência, por mais uma vez, o produtor fica de mãos atadas, apostando em alternativas que dependem apenas do governo e das entidades.


- Na prática, a instabilidade financeira faz com que a suinocultura catarinense dependa de alternativas como essas – disse.


Segundo a Assessoria de Imprensa da ACCS, a suinocultura precisa de outro perfil, de um mercado seguro, que depende principalmente de ações definitivas. Esforço garantido pelo Ministério da Agricultura.


- A equipe do Ministério fará o possível para auxiliar os produtores e agricultores antes das crises – afirmou o Ministro.


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