Adoção

25 mai16:56

Dia Nacional da Adoção movimenta Xaxim

A tarde de sexta-feira, dia 25, movimentou as ruas de Xaxim. A Secretaria de Assistência Social e Habitação, em parceria com o Conselho Tutelar, Poder Judiciário através do Fórum da Comarca de Xaxim e O Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente de Xaxim (CMDCA), entregaram panfletos e cartilhas informativas com relação ao Dia Nacional da Adoção.

As pessoas que passaram pela Avenida Plínio Arlindo de Nes receberam o material além de explicações sobre o processo de adoção. Conforme Diretora da Secretaria de Assistência Social, Eliane Perosa, o objetivo de levar informação a população foi alcançado.

- Conseguimos divulgar o Dia Nacional da Adoção e fazer com que as pessoas parem um instante para refletir sobre a importância da adoção. Conseguimos divulgar também o trabalho que é feito no município – comentou.

Adesivos, panfletos e o Estatuto da Criança e do Adolescente foram entregues à população.

Em Santa Catarina, a campanha “Adoção – Laços de Amor”, é realizada pela Assembleia Legislativa, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil e Tribunal de Justiça – Corregedoria Geral de Justiça.

O objetivo da campanha é de reduzir o número de crianças abrigadas em instituições de acolhimento do Estado através do estímulo à adoção tardia, ou seja, de maiores de 8 anos de idade, que representam a grande maioria dos que aguardam uma nova família. Neste contexto, além da sensibilização feita a partir da divulgação de histórias reais, o Poder Judiciário e o Ministério Público estão engajados para dar maior agilidade aos processos de adoção.



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19 mai09:12

Sobram pais na fila de espera para adotar uma criança em SC

Aline Rebequi* | aline.rebequi@diario.com.br

Santa Catarina tem hoje mais que o dobro de pretendentes à adoção do que crianças e adolescentes na fila de espera para ganhar uma família. Pelos números, não haveria ninguém esperando por um pai e por uma mãe nos 168 programas de acolhimento do Estado.

O problema está na escolha: 80% dão prioridade a menores de três anos, perfil que representa apenas 4% das crianças. Gelson Merisio, presidente da Assembleia Legislativa de SC, há alguns anos também pensava assim. Adotou dois recém nascidos. Com o tempo percebeu que criança faz um pai feliz com qualquer idade e mudou de ideia.


O deputado Gelson Merísio e a mulher, Márcia, estavam casados há 10 anos e não tinham filhos quando decidiram adotar.


Diante da matemática que não fecha no Estado, ele uniu a experiência da adoção ao poder que tem nas mãos como presidente da AL e contribuiu com o lançamento da Campanha Adoção – Laços de Amor, em maio do ano passado, que estimula a adoção tardia, múltipla (grupos de irmãos) e também de crianças deficientes através de histórias reais, mostrando como os laços de amor nascem entre pais e filhos independente de idade, gênero ou qualquer outra condição.

Ao falar sobre sua vida pessoal quase esquece que seus filhos não são biológicos. Como qualquer outro pai coruja, tem a foto dos pequenos, Nicole, 3 anos e Arthur, 13, na capa de abertura do celular. Se enche de orgulho quando fala dos dois e sinaliza a possibilidade de adotar mais um, desta vez, maior de três anos.

— Queremos quebrar tabus e preconceitos que um dia também fizerem parte da minha vida. As pessoas têm medo de não conseguir firmar vínculos com uma criança mais velha, mas a idade dela não interfere em nada — diz.

Merisio também esperou pelas crianças. Foi quase um ano pelo Arthur e cinco anos por Nicole. Hoje, em meio a tantos compromissos políticos, Merisio encontra uma brecha na agenda para brincar de balanço no quintal de casa.

Gelson e Márcia Merísio estavam casados há 10 anos e não tinham filhos quando decidiram adotar. Márcia lembra que no início o casal teve um pouco de dificuldade até descobrir que Arthur era autista. Mesmo assim, o menino toca guitarra e joga xadrez. Ver filmes com a família é uma das suas atividades preferidas.

— Adoção é uma oportunidade única. Não é uma ajuda só para elas, mas também para os pais — recomenda.


Campanha retorna em 25 de maio

Realizada em Santa Catarina pela Assembleia Legislativa, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil e Tribunal de Justiça, a Campanha Adoção – Laços de Amor será relançada a partir do dia 25 de maio, próxima sexta-feira.

Na mídia e no portal da campanha, www.portaladocao.com.br serão revistas histórias reais e de sucesso sobre adoção tardia, de grupos de irmãos e de crianças com necessidades especiais.


Os resultados do primeiro ano da campanha

— 2,2% é o aumento no número de crianças para adoção de 2011 para 2012

— 42 pretendentes tomaram a decisão de adotar depois da campanha

— 18% é o número de pretendentes que mudaram de ideia e resolveram aceitar crianças com mais de três anos depois da campanha

— 7 audiências públicas foram realizadas pelo Estado

— Foi identificada a necessidade de agilizar os processos e ampliar o quadro de profissionais nas casas de acolhimento (psicólogos, assistentes sociais, pedagogos, técnicos)

— Sensibilização de interessados para adoção tardia. Em um ano, os vídeos foram acessados 10.704 vezes e o site 23.264 vezes.

— O Tribunal da Justiça fez levantamento estadual e elaborou um Relatório de Visitas aos Programas de Acolhimento Institucional.


Uma matemática que não fecha

1.652 é o número de crianças para adotar

3.560 é o número de pessoas que querem adotar uma criança

80% escolhem menores de três anos

4% das crianças para adotar tem menos de três anos


O que será feito em 2012

— 4 de junho, no Ministério Público, um evento discutirá soluções para melhorar o acolhimento das crianças;

— Comunicação direta com os inscritos para adotar: envio de material da campanha na tentativa de ampliar o perfil de filho buscado (mais velhos, grupos de irmãos e com necessidades especiais).

— Será sugerido à Secretaria de Assistência Social do Estado a criação de um grupo multidisciplinar de atendimento às adoções tardias realizadas para dar suporte às famílias e crianças no período de adaptação.

— Será criado uma central de atendimento por telefone para auxiliar os pais que adotaram crianças a resolver conflitos familiares e melhorar a adaptação. A implantação está prevista para junho deste ano.


*Colaborou Darci Debona


DIÁRIO CATARINENSE

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02 mar14:39

Um caso de adoção em Chapecó e que gerou muita polêmica ainda segue a briga nos tribunais

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Um caso de adoção em Chapecó e que gerou muita polêmica ainda segue a briga nos tribunais. O casal que era padrinho da criança conseguiu na justiça local a guarda dela no final do ano passado. No entanto o Ministério Público entrou com um recurso em janeiro.

O advogado da família, Pedro Luiz Zandavalli Winckler Júnior, defende o vínculo já criado entre os pais e a criança. –Eles já estão há um ano e cinco meses com ela e existe um vínculo afetivo- argumentou. O bebê nasceu em agosto de 2010 e a mãe biológica trabalhava como doméstica. A patroa da doméstica tinha uma filha que a visitava regularmente e criou um laço afetivo com a menina, que acabou sendo madrinha da criança, junto com o marido.

Depois de 40 dias o casal começou a cuidar diariamente do bebê, em virtude de que a mãe biológica tinha dificuldade em cuidá-lo. Em fevereiro do ano passado o casal ingressou no cadastro de adoção. Em junho o casal conseguiu a guarda provisória por decisão da juíza, Angélica Fasini, que determinou estudo social para depois decidir sobre a guarda definitiva.

O Ministério Público considerou que a decisão afrontava o cadastro de adoção, entendendo que o casal estava “furando a fila”, pois outros 54 casais estavam na lista de adoção. A promotoria entrou com um recurso denominado agravo de instrumento, no Tribunal de Justiça. O desembargador Eduardo Mattos Gallo Júnior acolheu a representação do Ministério Público e determinou que a criança fosse para um abrigo municipal.

A criança ficou apenas um dia no abrigo municipal pois o advogado do casal conseguiu um Mandado de Segurança para que eles ficassem com a criança até o julgamento do agravo. O agravo foi julgado em agosto pela Câmara Especial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, com dois votos favoráveis e um contra à manutenção da criança com o casal, até o julgamento definitivo.

Em dezembro a juíza Angélica Fasini decidiu que a criança deveria ficar com o casal. No entanto o Ministério Público entrou com um recurso ao Tribunal de Justiça, por entender que deve ser repeitada a fila. O promotor Marcelo Francisco da Silva foi procurado mas preferiu não se manifestar sobre o casso, que corre em segredo de Justiça.


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05 out16:54

Chapecó sedia audiência pública sobre dificuldades nos processos de adoção e nas instituições de acolhimento

As principais dificuldades dos agentes municipais responsáveis pelos processos de adoção serão levantadas em Chapecó nesta quinta-feira, dia 06, a partir das 14h, na Câmara Municipal, durante a audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa por intermédio da Comissão de Direitos e Garantias Fundamentais, de Amparo à Família e à Mulher. Com apoio da campanha Adoção – Laços de Amor – realizada pelo Parlamento estadual, Ministério Público de Santa Catarina, Tribunal de Justiça e OAB/SC – a audiência pretende identificar entraves e carências que prejudicam o andamento dos processos e propor medidas para agilizar as adoções.

A campanha Adoção – Laços de Amor busca reduzir o número de crianças abrigadas em instituições de acolhimento em todo o estado. Por isso, foram selecionadas para sediar audiências públicas sobre o tema as sete cidades catarinenses que registram maior quantidade de crianças acolhidas e à espera de adoção: Blumenau, Chapecó, Criciúma, Lages, Joinville, Canoinhas e Florianópolis. “Nosso interesse é auxiliar, em todas as instâncias, a agilização dos processos para que as adoções se concretizem. Além disso, a campanha pretende sensibilizar a população especialmente para a adoção tardia”, afirma o presidente da Assembleia Legislativa e idealizador da campanha, deputado Gelson Merisio (PSD).


Visita à FASC integra atividades

As atividades da Comissão de Direitos e Garantias Fundamentais e da Campanha Adoção – Laços de Amor começam às 10h de quinta-feira com uma visita à Fundação de Ação Social de Chapecó (FASC).

Já no período da tarde, das 14h às 17h, a Câmara Municipal sedia a audiência pública com a presença de parlamentares, promotores, assistentes sociais, advogados, dirigentes de instituições de acolhimento e profissionais ligados ao tema.


Programação da audiência pública:

13h30: Registro de Autoridades e convidados.

14h00: Abertura das atividades

14h10: Apresentação da Campanha Adoção – Laços de Amor

14h20: Dra. Vania Piazza / Promotora de Justiça

14h40: Sra. Belenite Maria Frovv / Diretora Presidente da FASC

15h00: Sra. Lilian Zuntzel / Coordenadora do Abrigo Municipal Chapecó

15h20: Dep.Gelson Merisio / Alesc – Presidente

15h40: Dep. Dirce Heiderscheidt / Alesc – Comissão Permanente de Garantia de Direitos Fundamentais, de Amparo à Família e à Mulher.

16h00: Intervalo

16h10: Plateia (DEBATE)

17h00: Encerramento e Coletiva de imprensa

Mesa: Dra. Vania Piazza (MP), Dr. Eduardo Camargo (TJ) – a confirmar, Sra. Belenite Maria Frovv, Sra. Lilian Zuntzel, Dep. Gelson Merisio, Dep. Dirce Heiderscheidt.



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