Agricultores

15 fev09:58

Curso capacita agricultores familiares da região

A agricultura familiar, que é um dos motores da economia da região Oeste de Santa Catarina, é responsável pela produção de uma diversidade de alimentos. Como forma de aperfeiçoar e incentivar o trabalho dos produtores, a Unochapecó, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) de Quilombo, realiza a capacitação em Produção Leiteira e Boas Práticas de Fabricação de Alimentos. A atividade iniciou em fevereiro e conta com a participação de 100 agricultores.

A capacitação proporcionará aos agricultores acesso a instruções que melhoram a produção de alimentos sanitariamente seguros. Durante os dois dias de curso são discutidos temas que visam garantir a qualidade sanitária dos alimentos e também representam um conjunto de ferramentas, descritas conforme legislação vigente, para se obter condições que diminuam os riscos e contribuam para a garantia e qualidade final do produto.

As capacitações, com duração de 16h, envolvem todos os municípios que abrangem as SDR’s de Quilombo e São Lourenço do Oeste. A primeira capacitação ocorreu nos dias 6 e 7 de fevereiro, a segunda acontece nesta terça e quarta-feira, dias 14 e 15 de fevereiro, na Escola Estadual Jurema, em Quilombo. As próximas ocorrerão em São Lourenço do Oeste, sendo a primeira nos dias 1 e 2 de março, a segunda nos dias 6 e 7 de março e a última nos dias 8 e 9 de março. O projeto viabiliza transporte e alimentação dos agricultores.

Para os agricultores que participaram da atividade foi disponibilizada uma cartilha, que contém informações referentes ao manuseio, a conservação e ao transporte dos alimentos. A coordenadora destaca que a cartilha está dividida em duas partes.

- A primeira contempla o manejo de ordenha com profilaxia, medidas de higiene antes, durante e após ordenha. Já a segunda parte abrange métodos de conservação de alimentos, noções de microbiologia, higiene dos utensílios, higiene dos manipuladores, equipamentos, legislação e rotulagem – disse

Os agricultores, capacitados, poderão usufruir dos serviços que necessitam para verificar a qualidade de seus produtos no Laboratório de Análise de Alimentos da universidade, que está localizado no bloco G3 do campus Chapecó. A coordenadora do projeto, professora Rose Mendes, explica que quando são realizadas análises em alimentos, por meio dos resultados podemos observar indicadores que auxiliam na avaliação de possíveis anomalias provenientes do processo produtivo.


O laboratório

Localizado no bloco G3 do campus Chapecó, com área de 380 m2, o laboratório de Análise de Alimentos foi construído segundo as exigências legais, com a intenção de obter a certificação NBR ISO 17025. As obras do laboratório iniciaram em fevereiro de 2011, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), da ordem de R$ 499,8 mil, conquistados através da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Quilombo, parceira do projeto. Já a Fundeste, mantenedora da Unochapecó, contribuiu com a contrapartida de R$ 482,8 mil, para que seja instalado um laboratório ao mesmo nível de outros de excelência existentes no país.


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13 jan09:47

Sexta-feira 13 traz alegria para os agricultores do Oeste

A população de Planalto Alegre acordou mais feliz nesta sexta-feira, 13. Depois de 60 dias sem chuva considerável, a tão esperada chuva chegou. Claro que os prejuízos na agricultura já não têm como recuperar, mas é uma esperança para os que precisam plantar. Agora torcer para que chova mais para resolver os problemas de abastecimento de água.

Conforme registro de pluviômetros de moradores locais, choveu aproximadamente 33 milímetros no período das 20h do dia 12 até às 8h30 de hoje. Mas como a chuva continua, as expectativas são boas.


Sexta-feira 13 traz alegria para os agricultores do Oeste
Em Planalto Alegre já foram registrados 33 mm de chuva

A população de Planalto Alegre acordou mais feliz nesta sexta-feira, 13.  Depois de 60 dias sem chuva considerável, a tão esperada chuva chegou. Claro que os prejuízos na agricultura já não têm como recuperar, mas é uma esperança para os que precisam plantar.  Agora torcer para que chova mais para resolver os problemas de abastecimento de água.  
Conforme registro de pluviômetros de moradores locais, choveu aproximadamente 33 milímetros no período das 20h do dia 12 até às 8h30 de hoje. Mas como a chuva continua, as expectativas são boas.

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14 nov13:57

Safra boa, mas o preço preocupa

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A safra de trigo que iniciou no Estado está com bom rendimento, quase igual ao do ano passado. Mas nada que empolgue o produtor. Pelo menos isso também indica que não deve ter oscilação de preços para o consumidor. O agricultor Valdomiro Cambrussi, de Guatambu, está com rendimento de 50 sacas por hectare, igual ao do ano passado. Ele plantou 125 hectares do cereal, 25 a mais do que no ano passado, estimulado por um preço próximo de R$ 28 a saca. Só que agora, na colheita, o preço está próximo de R$ 23. –A colheita está boa mas, tirando a despesa, não vai sobrar quase nada- calculou o agricultor.

Para o vice-presidente da Cooperativa Agroindustrial Alfa (Cooperalfa), Cládis Furlanetto, mesmo com o preço tendo baixando cerca de R$ 4 a saca na colheita, o resultado ainda deve ser positivo para a maioria dos agricultores. Além disso a qualidade do grão está boa em cerca de 70% dos grãos, o que é bom para a produção de farinha. O motivo é o tempo seco no período da colheita. A Cooperalfa industrializa toda a safra que recebe. Neste ano deve receber 1,2 milhão de sacas. Deve ocorrer uma redução de pelo menos 15% no recebimento, em virtude de redução de 5 a 10% na área plantada e na produtividade. Cerca de 25% das lavouras já foram colhidas.

Mesmo com uma safra considerada boa a cooperativa terá que comprar mais um milhão de sacas para industrialização, da Argentina e Paraguai. O motivo é que o Brasil tradicionalmente tem produção insuficiente para a demanda. De acordo com a economista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri, Márcia Janice da Cunha Varaschin, disse que o Brasil produz apenas metade do consumo anual, que é de 10,4 milhão de toneladas. Um dos motivos é o clima, que é favorável somente na região Sul. O Rio Grande do Sul e Paraná são responsáveis por mais de 80% da produção. Santa Catarina responde por cerca de 5%.

A previsão de colheita é de 210 mil toneladas, 12,% a menos que no ano passado. Márcia disse que a dificuldade de comercialização no ano passado desestimulou o plantio, que caiu 9,18%. A produtividade também caiu um pouco, 3,6%. Isso faz com que o trigo seja uma alternativa pouco atrativa. O agricultor Valdomiro Cambrussi, por exemplo, disse que planta trigo para o solo parado no inverno e deixar em boas condições para a o plantio da lavoura de soja, que vem dando melhor resultado.


Trigo

Área plantada (hectares)

2008: 81,6 mil

2009: 122,9 mil

2010: 117,1 mil

2011: 87,4 mil


Produção (toneladas)

2008: 203,3 mil

2009: 323,6 mil

2010: 275,1 mil

2011: 241 mil



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01 nov17:40

Acadêmicos de Agronomia apresentam projetos para agricultores

Para viabilizar experiência e maior contato de seus acadêmicos com a área de atuação profissional, o curso de Agronomia da Unochapecó promove o Estágio de Vivência Ativa (EVA). A atividade, que é disciplina integrante da matriz curricular do curso, foi realizada nos municípios de Caibi e Lindóia do Sul e agora os alunos participantes apresentam projeto que elaboraram a pedido dos agricultores.

Nesta segunda-feira, 31 de outubro, os produtores envolvidos estiveram na Unochapecó, para conhecer os espaços da universidade e os projetos desenvolvidos durante as atividades. Esses projetos são fruto de estudos e observações feitas no estágio de vivência, que possibilitou aos universitários conhecer a realidade do produtor e fazer apontamentos, contribuindo na qualidade do serviço e para implementar a renda familiar.

Durante dois semestres os estudantes acompanharam as propriedades e realizaram estudos. No final os alunos desenvolveram projeto, conforme indicações feitas pelos agricultores. Cerca de 40 famílias participaram do encontro na universidade, onde puderam conhecer projetos como de fabricação de embutidos, pós-ordenha e manejo de pastagens.


As finalidades da vivência

O objetivo do EVA é de inserir os acadêmicos nas propriedades rurais, para que possam perceber fatores influentes na produção agrícola e conhecer a realidade e dificuldades que o produtor enfrenta. Além disso, na atividade eles têm a oportunidade de ministrar palestras aos agricultores da região, sobre assuntos pertinentes que a própria comunidade escolhe.

Segundo o coordenador do projeto, professor Celso Zarpelon, o estágio possibilita ao aluno escrever a história da família visitada, da comunidade e do município. Isso contribui para entender a realidade do agricultor e fazer estudos que contribuam para o desenvolvimento da propriedade. – Tudo é importante neste processo, pois os alunos entram em contato com seu público e, acima de tudo, aplicam a teoria à prática – indica Zarpelon.

Para o acadêmico Fabiano Griescang, do sétimo período de Agronomia, a atividade de vivência proporciona muito aprendizado. – Passamos informações e podemos auxiliá-los com os projetos. Tudo é uma troca de conhecimentos – avalia ele. Fabiano conta que os acadêmicos passam a ser parte das famílias durante os dias de EVA e criam laços afetivos com muita aprendizagem.

A parceria do EVA ocorre entre a Unochapecó e as Secretarias de Agricultura dos Municípios. Para o vice-prefeito e secretário de Agricultura de Caibi, Dilair Menin, a parceria foi válida, pois a convivência com os alunos acaba trazendo experiências para os agricultores, aperfeiçoa as atividades na propriedade e facilita o trabalho. – Os estudantes apresentam inovações e isso ajuda as famílias a produzir mais e melhor – atesta o secretário Menin.


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15 set15:10

Código Florestal em Chapecó

Cerca de mil agricultores e lideranças da agricultura catarinense devem integrar a Audiência Pública do Senado Federal em Chapecó. A sessão que tratará do Projeto de Lei 30/2011 sobre o Código Florestal Brasileiro acontece às 14h desta sexta-feira, 16, no Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nes.

Um avião da Força Aérea Brasileira sairá de Brasília às 9h desta sexta-feira e tem chegada prevista no Aeroporto Municipal de Chapecó às 11h.

No avião estarão: Presidente da Comissão de Agricultura do Senado, Assis Gurcacz (PDT/RO); Presidente da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF);Relator da Comissão de Meio Ambiente do Senado, Jorge Viana (PT/AC);  Senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB/SC) relator do PLC 30/2011 em três comissões: na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na -Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) e na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA); e os senadores: Casildo Maldaner (PMDB/SC), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP) e Reditario Cassol (PP/RO).

Esse é o maior número de senadores numa audiência externa sobre o Código Florestal Brasileiro. Audiências públicas sobre este projeto de lei, pelo Senado, foram realizadas nos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Rondônia.

Em 2009, o deputado federal e vice-presidente da Frente parlamentar da Agropecuária no Congresso Nacional, Valdir Colatto (PMDB/SC) junto com os deputados federais Aldo Rebelo (PCdoB/SP) e Moacir Micheletto (PMDB/PR), realizaram audiência pública da Câmara Federal em Chapecó. Após a aprovação do projeto pela Câmara de Deputados, o deputado sugeriu que a Audiência do Senado fosse realizada em Chapecó.


Agricultores devem marcar presença

Para o presidente da Cooperalfa Romeo Bet, que autorizou a contratação de 10 ônibus em diferentes municípios catarinenses para trazer 400 agricultores da Cooperativa na Audiência, é fundamental que o setor agropecuário novamente mostre à sociedade seus argumentos em favor de um documento nacional equilibrado.

- Temos responsabilidade pública nessa caminhada, afinal, são 15.300 famílias de agricultores associados interligadas, além de milhares de outros produtores rurais que operam ou interagem técnica e economicamente com nossa sociedade-empresa – disse.


Transmissão pela TV

A audiência será transmitida ao vivo pela TV Senado em parceria com a RBS TV, e será presidida pelo relator da comissão do código ambiental, senador Luiz Henrique da Silveira.



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26 ago18:33

Governo apresenta proposta para agricultores

Nova linha de crédito foi anunciada após a audiência em Brasília.

O governo apresentou uma nova linha de crédito agrícola para amenizar o problema do endividamento, no valor de R$ 20 mil por agricultor, a juros de 2% ao ano, com o prazo de sete anos para pagar. O recurso será destinado a liquidar o passivo, isto é, um refinanciamento para a regularização dos contratos já vencidos. Para quem tem as parcelas em dia, mas encontra dificuldade de pagamento e apresentou a declaração de incapacidade de pagamento confirme orientado nos sindicatos, poderá fazer o refinanciamento desta nova linha de crédito, que possibilita a redução de até 50% nos juros cobrados anteriormente.

Segundo Celso Ludwig, a Fetraf-Sul/CUT vai continuar lutando para que a reivindicação do bônus de adimplência de 12 mil reais seja atendida. A proposta de anistia do “Crédito Emergencial” não foi atendida, mas estaria inclusa na conta do rebate.

- Não abrimos mão do bônus. O governo reconheceu que existe o problema, a proposta não é ruim, mas pra resolver o é necessário o bônus –  explica Celso.

Na próxima segunda-feira, 29, a direção da Fetraf-Sul estará reunida em Chapecó para discutir a nova proposta do governo, e em seguida realizará o debate com as demais entidades da agricultura familiar para chegar a uma proposta conjunta.

Mobilizados

Nas mobilizações cerca de 2 mil agricultores familiares estiveram reunidos em Concórdia, SC, na ponte que dá acesso a Marcelino Ramos, RS. O trânsito ficou fechado até às 17horas. Em Três Passos,RS, 300 agricultores passaram o dia em frente à agência do Banco do Brasil. Agricultores de São Lourenço do Sul, RS, também estiveram mobilizados.

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26 ago14:30

Bloqueado acesso entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Cerca de mil agricultores estão no local. O trânsito será liberado depois do resultado da audiência em Brasília.

Na manhã desta sexta-feira os manifestantes trancaram novamente a ponte do Rio Uruguai, na BR 153, entre os municípios de Concórdia e Marcelino Ramos. Às 15 horas está marcada uma audiência em Brasília com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Ministério da Fazenda. De acordo com Celso Ludwig, coordenador da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul), se não houver avanço nas negociações o trânsito poderá ser interrompido novamente na semana que vem.

Participam do ato integrantes da Fetraf-Sul e da Via Campesina. De acordo com o coordenador estadual da Fetraf-Sul, Alexandre Bergamin, os movimentos do campo tem uma pauta unificada, que é a renegociação das dívidas agrícolas que perduram há mais de uma década.

A agência do Banco do Brasil de Três Passos no Rio Grande do Sul, também está fechada.

Reivindicação

Eles reivindicamde uma anistia de R$ 12 mil nas dívidas dos produtores. Segundo Bergamin, os agricultores estão utilizando pegando novos financiamentos para pagar os antigos e não conseguem quitar os débitos.

Os agricultores querem um auxílio similar aos concedidos para montadores de automóveis e outros setores, que tem isenções de impostos em tempos de crise. Bergamin informou que as dívidas dos pequenos agricultores somam R$ 30 bilhões e os pedidos de isenção seriam de R$ 1 bilhão. São 500 mil contratos com pendências em todo o país, sendo 8 mil em Santa Catarina, o que representa 6,5% do total no estado.

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25 ago15:23

Agricultores fecham ponte na BR 153 em Concórdia

Na manhã desta quinta-feira, agricultores gaúchos e catarinenses trancaram a ponte do Rio Uruguai na BR 153 por 20 minutos.

Acampados na cabeceira da ponte, no lado gaúcho, os integrantes da Via Campesina, ficam mobilizados no local até sexta-feira. De acordo com a Assessoria da Fetraf-Sul, a Via Campesina reivindica a anistia do Crédito Emergencial e bonificação da adimplência de 12 mil reais por família.

Nesta sexta-feira os agricultores devem fechar novamente o acesso.

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