Agroindústria

28 set16:54

Governo anuncia medidas para crise do milho

Darci Debona |darci.debona@diario.com.br

O Governo Federal vai auxiliar agroindústrias e produtores em dificuldades em virtude da crise do milho, provocada pela escassez e alto custo do produto no Sul.

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, anunciou na tarde desta sexta-feira, em Chapecó, que o Conselho de Política Monetária aprovou algumas das propostas discutidas na semana passada, entre lideranças do setor e do Governo.

Uma das medidas aprovadas é o aumento do limite de financiamento de R$ 70 mil para R$ 150 mil por produtor integrado. O juro dessa operação caiu de 15 a 20% em média para 5% ao ano.

Além disso as agroindústrias terão prioridade na devolução do crédito tributário de PIS e Cofins. Com isso terão recurso para capital de giro.

Outra medida que será discutira na próxima semana é a edição de uma Medida Provisória que autorize a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a comprar milho no Paraná e ofertá-lo em Santa Catarina.

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20 set09:11

Agroindústria catarinense reduz sal das receitas

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Produtos para reduzir a quantidade de sal nos alimentos estão entre as novidades apresentadas na Mercoagro, feira realizada até esta sexta-feira, em Chapecó.

Juliano Dalanora, gerente da Bremil, apresenta na Mercoagro o subsal, proteína produzida a base de soja.

De acordo com o coordenador de feiras e eventos da Associação Comercial e Industrial de Chapecó, Vincenzo Mastrogiacomo, as empresas precisam se adaptar às exigências do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. No final de agosto, foi firmado um acordo entre o governo e as indústrias para reduzir o sódio em temperos, caldos, margarinas e cereais.

O brasileiro consome, em média, 12 gramas de sal por dia, mais do que o dobro do recomendado pela Organização Mundial de Saúde, que é de cinco gramas. Somados os três convênios já firmados, a previsão é de que até 2020, estejam fora das prateleiras 20 mil toneladas de sódio.

A redução começa a valer a partir de 2014 e deve virar lei, abrangendo também outros produtos, como derivados de carne. Por isso, as indústrias alimentícias estão trabalhando para adequar seus produtos.

A Bremil, de Arroio do Meio (RS), está apresentando na Mercoagro o subsal, um produto desenvolvido para substituir o sal dos alimentos. De acordo com o gerente Juliano Dalanora, o novo produto pode reduzir em pelo menos 50% o volume de sal em embutidos e outros derivados de carne. O subsal é uma proteína hidrolisada de soja que promete não alterar o sabor dos produtos.

A Aurora Alimentos já vem desenvolvendo há dois anos alternativas para substituir o cloreto de sódio. De acordo com a gerente de pesquisa, Rodicler Bortoluzzi, entre as opções pesquisadas está o uso de especiarias, ervas aromáticas ou outros condimentos. Ela afirma que há uma preocupação com a saúde, mas também com a adaptação do paladar dos brasileiros aos novos produtos.


Investimentos mirando o Japão

A comissão organizadora da Mercoagro e os 350 expositores estão otimistas quanto às vendas de equipamentos durante a feira deste ano. Um dos motivos é necessidade de modernização das empresas para atenderem mercados mais exigentes, como o disputado Japão.

— As empresas têm que se modernizar até para reduzir custos — afirma De Luca Filho, da BTS Informa, que promove a feira com a Associação Comercial e Industrial de Chapecó.

O coordenador da feira, Vincenzo Mastrogiacomo, diz que a expectativa é movimentar US$ 160 milhões em negócios fechados ou encaminhados até amanhã, quando encerra o evento. Isso é US$ 10 milhões a mais do que na feira anterior. Ele lembra que, neste ano, a Mercoagro traz novidades como uma máquina que resfria a carne mais rapidamente, evitando a formação de cristais de gelo que alteram a qualidade do produto.

Jorge Correa, representante da Vemag do Brasil, trouxe para Chapecó quase uma dezena de máquinas para fabricação de hambúrgueres, fatiadoras de carne com e sem osso e linhas de produção de carne moída.

Um dos lançamentos é uma máquina para a produção de almondegas, kibes e produtos recheados. O preço é de R$ 670 mil. Corrêa afirma que as agroindústrias precisam investir em máquinas de agregação de valor para superar a crise que afeta o setor. E afirma que no primeiro dia de feira já fechou negócios.

O presidente da Aurora Alimentos, Mário Lanznaster, defende que as empresas precisam pensar a médio e longo prazo. Por isso terão que investir na ampliação e otimização das plantas. Ele afirma que somente a Aurora vai investir R$ 40 milhões na reativação e duplicação da unidade de suínos de Joaçaba.

Metade disso será em equipamentos. Alguns deles devem ser adquiridos na Mercoagro. A unidade de Joaçaba será reativada em 2014, com abate de dois mil suínos por dia. O objetivo é atender o mercado japonês.


DIÁRIO CATARINENSE



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19 set22:30

Indústrias e produtores pedem subsídio para milho

darci.debona@diario.com.br

O governo federal acenou com uma proposta para viabilizar o transporte de milho do Centro-Oeste para Santa Catarina, em audiência realizada com lideranças do setor agroindustrial. 

Representantes da agroindústria catarinense estiveram nesta quarta, em Brasília, negociando alternativas para a falta de milho no mercado catarinense, o que tem elevado o custo da produção no Estado. A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, e o diretor da Companhia Nacional de Abastecimento, Marcelo Melo, acordaram com o setor o encaminhamento de um pedido de utilização de créditos de exportação de PIS/Cofins para subsidiar frete para as agroindústrias.

O setor solicitou subsídio de R$ 5 por saca para o frete, o que necessitaria de um aporte de R$ 300 milhões, para o transporte de três milhões de toneladas do Centro-Oeste para Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. 

As agroindústrias também pediram uma linha de crédito para capital de giro. Os produtores querem o aumento do limite de financiamento para compra de milho, de R$ 70 mil para R$ 140 mil. O secretário adjunto da Agricultura de Santa Catarina, Airton Spies, e os representantes do setor pediram urgência à solicitação. 

As agroindústrias catarinenses estão reduzindo o abate e demitindo funcionários pelo efeito da crise do milho, que aumentou muito os custos. A ministra Ideli Salvatti deve apresentar a proposta na segunda-feira para o Ministério da Fazenda. Na quinta-feira, as propostas devem passar pela reunião do Conselho de Política Monetária (Copom). O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, avalia que a reunião foi positiva.

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19 set10:08

Mercoagro inicia em meio à crise do milho

darci.debona@diario.com.br


Sirli Freitas



Num cenário em que já ocorreram cinco mil demissões neste ano e cerca de 10 agroindústrias do Estado estão com dificuldades financeiras, abriu ontem a Mercoagro, Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne, que acontece até sexta-feira, em Chapecó. Enquanto o setor foca em máquinas cada vez mais modernas para atender mercados exigentes, como o Japão, falta um produto básico no campo, o milho.

A Aurora Alimentos, que somente em Chapecó tinha 10 silos de 3 mil toneladas cada sempre cheios, ontem tinha apenas uma unidade cheia e a outra pela metade. As carretas que antes enchiam o pátio da agroindústria agora são poucas, com o produto vindo do Mato Grosso do Sul, a preços de R$ 30 a saca, pelo menos 50% acima do valor médio dos últimos três anos.

Como a soja dobrou de preço, os custos de produção saltaram. As agroindústrias que não tinham muito capital de giro acabaram fraquejando. Somente a Coopercentral Aurora recebeu ofertas para incorporar seis frigoríficos de aves e três de suínos. A empresa assumiu a Bondio, que abatia 110 mil aves por dia. A Diplomata e a Globoaves enfrentam atraso no pagamento dos avicultores. E outras unidades menores tiveram até suspensão ou redução de abates. 

O analista de mercado da Epagri, Julio Rodigheri, informa que os baixos estoques mundiais aliados às estiagens na América do Sul e nos EUA, mais o uso do milho na produção do etanol, geraram forte demanda. No Brasil, apesar da seca no Sul, que aumentou o déficit do grão de SC para 2,6 milhões de toneladas, a safra aumentou. Só que, ao mesmo tempo, cresceram as exportações de nove para 14 milhões de toneladas.

Mesmo assim existe milho no Centro-Oeste. O presidente da Aurora e vice-presidente da Fiesc para o Agronegócio, Mário Lanznaster, diz que o milho está em R$ 19 em Sorriso (MT), mas chega a R$ 31 em SC pelo custo no transporte.

Repasse aos consumidores

O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, explica que muitas empresas catarinenses já estão sem capital de giro e com dificuldades de conseguir empréstimos diante da alta no preço do milho. Por isso, as agroindústrias estão pedindo um subsídio do governo federal de R$ 5 por saca para bancar o transporte.

Mas a alta não afeta apenas as empresas. Um dos reflexos da falta de milho e aumento dos custos já começa a ser sentido pelos consumidores nos supermercados. De acordo com o presidente da Aurora, Mário Lanznaster, as agroindústrias já reajustaram 7% no preço do frango e a tendência é de mais alta. 

— Vai subir no mínimo mais outro tanto — afirma. 

Pedido de ajuda ao governo

A Conab informou que já disponibilizou 200 mil sacas de milho para pequenos criadores de SC e RS. Os catarinenses devem receber mais 40 mil toneladas. De acordo com Mario Lanznaster, da Aurora, essa medida é insuficiente pois as agroindústrias precisam urgentemente de 1,5 milhão de toneladas.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Losivânio De Lorenzi, diz que o volume não atende a demanda dos produtores, pois os criadores teriam direito a 27 toneladas por mês de milho fornecido pela Conab e muitos recebem só cinco toneladas.

Hoje, o presidente da ACCS e outras lideranças políticas e empresariais de SC estarão em Brasília buscando apoio do governo federal para o transporte de milho.

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18 set09:55

Aurora assume controle da Bondio

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A partir de outubro, a Aurora Alimentos assume a unidade frigorífica da Bondio Alimentos localizada em Guatambu. O contrato de arrendamento, com opção de compra após o período de aluguel, foi confirmado nesta segunda à tarde pela direção da Aurora, em Chapecó.

Com a incorporação, a Aurora vai aumentar seu abate de aves em 20% até o final do ano e em 25% até 2014. A Aurora é uma das maiores abatedoras de suínos do país mas a participação no abate de aves ainda é modesta em comparação com gigantes como a BR Foods.

O presidente da Aurora, Mário Lanznaster, explica que a cooperativa está apostando que o Brasil vai crescer ainda mais na exportação de aves, uma carne que não tem restrições culturais e religiosas.

— É mais fácil vender frango do que suíno — compara.

Ele destaca que a negociação ocorreu devido à crise do setor de carnes, motivada pela falta de milho e soja, que tiveram aumento de custos. O farelo de soja, por exemplo, aumentou de R$ 0,70 o quilo para R$ 1,40.

Para o diretor de agropecuária da Aurora, Marcos Zordan, a negociação com a Bondio foi a oportunidade de aumentar a produção imediatamente e sem desembolsar grandes volumes de recurso na construção de uma nova unidade. Esta é a quarta unidade que a cooperativa arrenda com opção de compra.

— Assim não mexemos no nosso capital de giro — explica Zordan.


Funcionários serão recontratados

O vice-presidente Neivor Canton afirma que os mil empregados da Bondio serão demitidos e recontratados, com ampliação de vagas. A meta é chegar a 1,4 mil funcionários em um mês.

O valor da transação não foi divulgado a pedido da Bondio. O diretor da empresa, Mario Sperandio, não foi localizado para comentar a negociação. Lanznaster diz que não está definido o prazo para fechar a compra mas garante que a Aurora está entrando na unidade para não sair mais.


Reflexos no preço da carne

O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, considera que a incorporação da Bondio pela Aurora é boa para os produtores, que poderiam ficar desamparados em caso de agravamento da crise. Mas ele considera que os consumidores vão pagar mais caro:

— Com esse custos de produção, inevitavelmente as carnes vão subir.

A fusão e incorporação de empresas é uma tendência de mercado, lembra o economista da Universidade do Oeste do Estado (Unoesc), Odair Balen. Ele afirma que as empresas precisam ganhar em escala para comprar insumos com menor custo. No entanto, avalia que a concentração é ruim para o consumidor, que tem suas opções reduzidas.


DIÁRIO CATARINENSE



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17 set19:18

Mercoagro prevê US$ 160 milhões em negócios

darci.debona@diario.com.br

A Mercoagro , Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne, começa nesta terça-feira, no Parque de Exposições Tancredo Neves, em Chapecó, com previsão de US$ 160 milhões em negócios. Os portões abrem às 14 horas mas a solenidade oficial é às 17 horas.



São 650 marcas expostas em 350 estandes nos 15 mil metros quadrados do parque. Nesta segunda-feira cerca de três mil pessoas estavam trabalhando nos preparativos. Estão confirmados expositores de 13 países. A expectativa é de 35 mil visitantes. O credenciamento para a feira é gratuito e pode ser feito no site www.mecroagro.com.br ou no local.

De acordo com o diretor de feiras da Associação Comercial e Industrial de Chapecó, na Mercoagro é possível montar um frigorífico inteiro, desde as linhas de produção, cortes, sistemas de refrigeração, embalagens, condimentos e tratamento de efluentes.

Mastrogiacomo disse que a sustentabilidade e automação são dois aspectos com forte presença nesta feira.

A Mercoagro, que iniciou em 1996 e se repete a cada dois anos, é promovida pela Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic) em parceria com a BTS Informa e a Prefeitura de Chapecó.

O gerente do Núcleo de Carnes e Frigorificados da BTS Informa, De Luca Filho, disse que a feira mostra a força das empresas da região Oeste de Santa Catarina, que são metade dos expositores, além de inovações em tecnologia e automação. A Mercoagro encerra na sexta-feira.

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10 set14:55

Aurora de Chapecó assume operação da Bondio a partir de 1° de outubro

A Coopercentral Aurora Alimentos – um dos maiores conglomerados agroindustriais do País – assumirá a partir de 1º de outubro as operações da indústria de aves da Bondio Alimentos, localizada na rodovia SC-283, no quilômetro 3, no município de Guatambu.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira, dia 10, pelos diretores da cooperativa Mário Lanznaster (presidente), Neivor Canton (vice-presidente) e Marcos Antonio Zordan (diretor de agropecuária).



Diretores da Coopercentral Aurora Alimentos Neivor Canton (vice-presidente), Mário Lanznaster (presidente) e Marcos Antonio Zordan (diretor de agropecuária).



A efetivação do negócio (arrendamento com opção de compra) surgiu após reunião, na última semana, com os dirigentes da Coopercentral Aurora Alimentos e da Bondio Alimentos, representada pelos empresários Mário Antônio Sperandio, Valdir Luís Sperandio e Maria Auxiliadora Sperandio.

De acordo com a negociação, a partir de 1º de outubro a Coopercentral Aurora Alimentos inicia as operações da unidade fabril da Bondio Alimentos em Guatambu, em sua capacidade plena. Os diretores da cooperativa asseguram que desta maneira será mantido o mesmo nível de emprego. Atualmente a unidade possui aproximadamente mil colaboradores e a previsão inicial é de ampliar para 1,4 mil empregos diretos. A unidade abate 110 mil aves por dia e produz cortes congelados.

Os valores da negociação e os planos de expansão da Coopercentral Aurora Alimentos não foram divulgados. As atividades da Bondio Alimentos abrangem toda a cadeia produtiva, desde a produção de ovos férteis, integração e processamento de carne de frango para consumo.

Aurora

A Coopercentral Aurora Alimentos é um conglomerado agroindustrial sediado em Chapecó (SC) que pertence a 13 cooperativas agropecuárias. Faturou R$ 3,8 bilhões de reais em 2011. Com a incorporação da estrutura produtiva da Bondio Alimentos, passa a sustentar cerca de 17.500 empregos diretos. Sua capacidade de processamento é de 14 mil suínos/dia, 700 mil aves/dia e 2,0 milhões de litros de leite/dia.

Mantém, no campo, plantéis permanentes de 850 mil suínos e 19 milhões de frangos. A sua base produtiva é formada por 9 mil produtores de leite, 3,6 mil criadores de suínos e 1,8 mil criadores de aves.

Possui sete unidades industriais para processamento de suínos, seis plantas para processamento de aves, quatro fábricas de rações, uma indústria de lácteos, dez unidades de ativos biológicos (granjas de reprodutores suínos e matrizes de aves, incubatórios e silos), uma unidade de disseminação de genes (UDG), nove unidades comerciais e 100 mil pontos de vendas no país.


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31 jul20:35

Mobilização dos caminhoneiros paralisou agroindústria no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A paralisação dos caminhoneiros está afetando a produção dos frigoríficos e laticínios do Oeste. A Aurora Alimentos paralisou nesta terça-feira a produção total nas unidades de São Miguel do Oeste e Abelardo Luz e parcialmente numa das unidades de Chapecó. O Laticínio Terra Viva, de São Miguel do Oeste, também está funcionando parcialmente.

De acordo com o presidente da Aurora Mário Lanznaster, somente deixaram de ser abatidos 1,9 mil suínos por dia na unidade de São Miguel do Oeste e 140 mil aves em Abelardo Luz. Em Chapecó duas linhas de produção de salsicha e mortadela deixaram de produzir 160 toneladas somente nesta terça, segundo o gerente da unidade, Caciano Capello. E a produção de lingüiça para churrasco foi interrompida há noite. Tudo por falta de matéria prima vinda de outras unidades.

Somente a Aurora dispensou 2340 funcionários. Outros 5,6 mil podem paralisar a partir desta quinta-feira. Lanznaster disse que as duas unidades de Chapecó, mas as unidades de Maravilha e Quilombo, também podem suspender os abates.

O motivo é que não há mais espaço para estocagem. De acordo com o gerente de logística da Aurora, Celso Cappelaro, somente em São Miguel do Oeste e Abelardo Luz são mil toneladas de produtos que estão parados. A Aurora produz diariamente 2,5 mil toneladas de produtos. São 120 a 130 carretas que saem por dia do frigorífico.

Além da carne não escoar, já começa a faltar ração para as aves e suínos.

– Os animais já começam a passar fome – afrimou Mário Lanznaster.

Na fábrica de rações da cooperativa em Cunha Porã, há 70 caminhões parados.

E até a fábrica de leite da Aurora em Pinhalzinho pode fechar a partir de quinta-feira, pois está terminando as embalagens de envasamento de leite. O secretário do Sindicato das Indústrias de Leite de Santa Catarina (Sindileite), Ferrnando Neckel, disse que se a greve não terminasse durante a noite de terça-feira, as indústrias iriam se reunir na manhã de hoje e a tendência era de suspender o recolhimento de leite no campo.

Para o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Marcos Zordan, todo esse problema vem sendo gerado pela implantação de um lei sem uma discussão melhor com as bases e infraestrutura para o cumprimento dela.

– Os caminhoneiros não tem onde ficar – disse.

Zordan, que também é diretor agropecuário da Aurora, disse que somente a cooperativa teria que aumentar em 50% a frota de 574 caminhões com câmaras frigoríficas.

- Os custos serão repassados para o consumidor – alertou.

A estimativa é de um aumento de 5% no preço dos produtos ao consumidor.

Para o presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, a situação é grave.

– Essa greve está atingindo o centro produtivo do estado – afirmou.

Barbieri disse que a continuidade da mobilização pode trazer sérios prejuízos para a cadeia produtiva de Santa Catarina.








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09 jul18:00

Funcionários de agroindústria de Chapecó podem entrar em greve

Na manhã da segunda-feira, dia 9 de julho, a direção do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes e Derivados de Chapecó (Sitracarnes) teve a terceira rodada de negociação com a empresa BRF/Sadia de Chapecó. Pela terceira vez, não houve acordo para a proposta de Convenção Coletiva de Trabalho.

A empresa ofereceu reajuste de 6,36%, não acatada pela mesa negociadora do Sindicato. A direção se colocou a disposição para voltar a conversar durante a semana, e espera que a empresa volte a negociar com uma proposta justa para os trabalhadores.

Para o sábado, dia 14, esta marcada uma assembleia com a categoria, para definir se os funcionários entram ou não em greve. Durante a semana, o Sindicato continua a mobilização dos trabalhadores, como tem feito desde o início das negociações, em junho.

- A empresa está ameaçando e tentando manipular os funcionários – comentou o presidente do Sitracarnes, Jenir Ponciano de Paula.


Reivindicações

A proposta inicial do Sindicato foi de reajuste de 12,86% (aumento real de 8% mais INPC, que fechou em 4,86%). Durante a negociação, o Sindicato baixou a proposta em 2,81%, ficando em 10,5% de reajuste. A empresa inicialmente ofereceu 0,14% de aumento real, passando na segunda rodada de negociação para 1,14%.

Outras reivindicações referem-se ao aumento do piso, adicional noturno, adicional por tempo de serviço, valor da hora extra, melhorias de condições de trabalho, como diminuição do ritmo das máquinas e pausas para descanso, além de insalubridade, vale alimentação e auxílio creche, entre outras.


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09 jan11:13

Caixa eletrônico é explodido em Chapecó

Na madrugada deste domingo três vigilantes de uma agroindústria de Chapecó foram rendidos por dois homens. Eles explodiram um caixa eletrônico da unidade. Ninguém se feriu.

Os homens fugiram em um veículo levando apenas a arma de um vigilante. O dinheiro ficou no local. A Polícia Militar continua as buscas. Até o final da manhã ninguém havia sido preso.

O caso vai ser investigado pela DIC de Chapecó.


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