Agroindústrias

13 ago19:58

Justiça garante abates ameaçados por greve

DARCI DEBONA – darci.debona@diario.com.br


Os frigoríficos de Santa Catarina não suspenderam os abates no início desta semana graças a uma liminar do Superior Tribunal de Justiça, que determinou aos fiscais federais agropecuários em greve a manutenção de 70 a 100% das atividades. O percentual depende da necessidade para que o trabalho seja realizado.

A categoria entrou em greve na segunda-feira passada e as agroindústrias estavam prestes a paralisar algumas linhas de produção em virtude da falta de estoques, causada pela não liberação das cargas.

De acordo com o diretor executivo da Associação Catarinense de Avicultura (Acav) e do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados (Sindicarnes), Ricardo Gouvêa, os estoques já estavam altos em virtude da paralisação dos motoristas, ocorrida há duas semanas.

Ele afirmou que a decisão judicial foi decisiva para evitar as paralisações. Em alguns portos a movimentação já foi retomada embora ainda não esteja normalizada. Gouvêa disse que a partir desta terça-feira haverá uma avaliação melhor da situação.

Ele afirmou que o atraso nos embarques pode gerar multas contratuais e prejuízos para as agroindústrias do estado.

Comente aqui
29 mai17:56

Mais da metade de SC está em situação de emergência

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Com o decreto de Araranguá, no sul do estado, subiu para 148 o número de municípios afetados pela estiagem. Segundo a Defesa Civil do Estado, já são mais da metade dos 293 municípios com decretos de situação de emergência. No Oeste agroindústrias voltaram a transportar água para garantir a produção.

Em Concórdia a Unidade da BRF faz, desde a sexta-feira, dia 25, o transporte de água do Rio Rancho Grande em 20 carretas. A unidade utiliza mais de 13 mil metros cúbicos de água e abate cerca de 280 mil frangos e 4 mil suínos por dia.

Já em Seara, a Unidade da Seara iniciou nesta terça-feira o transporte de água do Rio Uvá de Itá. Segundo o gerente geral da unidade, Neri Cosmann, foram colocadas seis carretas para o transporte diário de aproximadamente 800 mil litros.

– Esperamos que chova nesta quarta-feira e normalize a situação – disse. A unidade abate por dia 4 mil suínos e 197 mil aves.

De acordo com a Defesa Civil já são 789.330 mil pessoas afetadas. Conforme avaliação de danos da Defesa de 140 municípios, dos 148 em situação de emergência, os prejuízos na agricultura e pecuária chegam a R$ 715.144 milhões.


148 municípios em situação de emergência

Abelardo Luz

Abdon Batista

Agrolândia

Água Doce

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Armazém

Anchieta

Anita Garibaldi

Atalanta

Araranguá

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Balneário Gaivota

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bocaina do Sul

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Brunópolis

Caibi

Campo Erê

Campos Novos

Capinzal

Catanduvas

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Correia Pinto

Criciúma

Cunha Porã

Cunhataí

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Ermo

Erval Velho

Faxinal dos Guedes

Flor do Sertão

Formosa do Sul

Forquilhinha

Fraiburgo

Frei Rogério

Galvão

Grão Pará

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Herval d´Oeste

Ibicaré

Içara

Imbuia

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irani

Irati

Itá

Itapiranga

Ituporanga

Jaborá

Jacinto Machado

Jardinópolis

Joaçaba

Jupiá

Lacerdópolis

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Luzerna

Macieira

Maracajá

Maravilha

Marema

Meleiro

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Alta

Ponte Serrada

Praia Grande

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Rio das Antas

Rio do Campo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Salto Veloso

Santa Helena

Santa Rosa do Sul

Santa Terezinha

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São João do Sul

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Siderópolis

Sombrio

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Timbé do Sul

Treze Tílias

Tunápolis

Turvo

União do Oeste

Vargeão

Vargem

Vargem Bonita

Videira

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada do dia 29 de maio de 2012, pela Defesa Civil.


Comente aqui
23 mai10:27

Agricultores pedem apoio para agroindústrias familiares

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Agricultores do Oeste de Santa Catarina realizaram ontem uma mobilização em Chapecó e Rio do Sul para cobrar do governo do estado políticas públicas de apoio às agroindústrias familiares. Os atos foram coordenados pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul).

Em Chapecó cerca de 60 pessoas se concentraram no início da manhã na Praça Coronel Bertaso e depois partiram em caminhada até a Cidasc, onde entregaram uma pauta de reivindicações. No início da tarde foram até a sede da Receita Estadual. Enquanto isso lideranças da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul, Fetraf-Sul, estiveram reunidos com representantes da Secretaria de Agricultura do Estado, em Florianópolis.

Os agricultores familiares reclamam que a Cidasc terceirizou a inspeção sanitária, que antes era gratuita e agora é feita por profissionais contratados de empresas ou cooperativas, que cobram pelo serviço.

Gelso Marchioro, consultor da Associação dos Pequenos Agricultores do Oeste Catarinense, disse que a cobrança varia de R$ 750 a R$ 2,5 mil por mês. –Isso deveria ser um serviço público e gratuito- explicou Marchioro.

Francisco Giordan, que é dono de uma agroindústria de embutidos em Coronel Freitas, disse que essa cobrança tira a competitividade do empreendimento. –É um custo que a gente não tinha e perdemos concorrência com isso- afirmou.

Vanda Biazussi, que tem uma empresa de massas e bolachas em Maravilha, reclama que o imposto é alto e que os contratos com o Estado demoram para ser renovados.

Os agricultores também reclamaram demora na liberação dos novos projetos. Sandra Bergamin, presidente da Cooperfamiliar, cooperativa ligada à Fetraf Sul, disse que a Cidasc está com quadro de veterinários defasados, o que prejudica a assistência aos produtores. A Fetraf-Sul também cobra uma redução na alíquota do ICMS nos produtos da agricultura familiar, que é de 17%.

O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, reconhece que o quadro está defasado, mas que não há previsão de contratação de novos médicos veterinários. Em relação à cobrança das inspeções ele afirmou que a Cidasc não tinha como dar conta das 800 empresas que tinha que fiscalizar e por isso adotou o modelo de credenciar empresas, que é utilizado em países desenvolvidos.

Sobre a demora na aprovação dos projetos, disse que muitos não estão adequados às exigências. Por isso haverá uma reunião no dia 5 de junho, com responsáveis técnicos da Fetraf-Sul, para tratar da “reciclagem” desses profissionais.

Uma nova mobilização dos agricultores deve ser realizada hoje, cobrando mais medidas de compensação contra a estiagem.



Comente aqui
26 dez14:42

Venda da linha de festas cresce de 8% a 10%

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O final de ano está sendo gordo para as agroindústrias que devem ter um crescimento de 8 a 10% na linha de festas, em relação ao ano passado. Esta é a previsão do presidente da Associação Catarinense de Avicultura, Cléver Pirola Ávila. A BRF prevê aumento de um dígito em volumes e dois dígitos em vendas. A Aurora e a Seara prevêem crescimento de 8%. A Seara aposta que alguns consumidores vão redirecionar gastos para os alimentos, melhorando a qualidade de suas festas.

A BRF atribui o crescimento a o aumento na renda do brasileiro, lançamentos de produtos mais práticos e inovadores e à incorporação de 1,3 milhão de consumidores de produtos natalinos.

Para o diretor comercial da Aurora Alimentos, Leomar Somensi, resultado positivo é fruto do momento na economia nacional: – Os empregos formais e aumento do poder aquisitivo geraram recursos que estão senso utilizados em produtos para as festas de final de ano- explicou.

Na avaliação do diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne) Ricardo Gouvêa, a estabilidade da economia brasileira está refletindo num aumento do consumo interno. O Brasil passou incólume às crises internacionais nos últimos anos e com isso as agroindústrias apostaram no mercado interno. Ele afirmou que as indústrias até contrataram mais para a produção de linhas de festa e somente não há mais contratações por falta de mão de obra. A estimativa é que existem entre duas e três mil vagas nas agroindústrias catarinenses.

O presidente da Acav, Cléver Pirola Ávila, disse que houve um aumento do público consumidor e as indústrias também lançaram produtos específicos para as classes A/B e C/D. –Temos vários novos itens à base de peru e linhagens diferenciadas de frangos- avaliou Ávila.

Ele explicou que, a partir de julho, as indústrias já voltam parte de sua produção para as linhas de final de ano. Ávila destacam que estes produtos são de maior valor agregado e isso permitiu às agroindústrias uma recuperação em seus resultados. –Tivemos um ano impactado negativamente pelo câmbio e pelos custos- explicou.

Em alguns meses o dólar caiu para patamares de R$ 1,50 a R$ 1,55, o que prejudicava a competitividade e o retorno com as exportações, principalmente da indústria catarinense, que exporta 30% da produção.

Outro fator negativo foi o custo do milho e do farelo de soja, que chegaram a aumentar em cerca de 50% em relação aos anos anteriores.

Para o presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, o alto custo vai afetar a rentabilidade das agroindústrias. –O aumento das vendas do final de ano vai neutralizar o efeito do aumento dos custos- prevê. Barbieri disse que os produtores também tiveram um ano difícil. Quem terá um Natal gordo mesmo são os produtores de grãos.


Consumo chega a 46 quilos nas aves e 15 quilos nos suínos

O bom momento da economia brasileira está refletindo no aumento do consumo de proteína de carne. Tanto que o frango vai passar de 43 quilos per capita ano para 46 quilos, segundo o presidente da Associação Catarinense de Avicultura, Cléver Pirola Ávila. Ele afirmou que, se fosse levada em conta a média de dezembro, esse número seria de 50 quilos. –O consumo aumenta no final de ano- explicou.

Além do aumento da renda a variedade de produtos e embalagens mais atrativas também contribuem para este resultado. -Os produtos estão tão atrativos que estão virando até presentes de final de ano- explicou.

Nos suínos o consumo também cresceu de 13 quilos per capita ano para 15 quilos nos últimos dois anos, segundo o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), Ricardo Gouvêa.

O presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, disse que a previsão é de aumento de produção para 2012. Em Santa Catarina a produção de suínos de aumentar 50 mil toneladas, passando de 750 mil ano para 800 mil toneladas/ano. Tudo graças à perspectiva da conquista de novos mercados, como Japão, Coréia do Sul e China.

Nas aves também há perspectiva de crescimento para os mercados já existentes. O que preocupa mesmo é que a previsão de estiagem prejudique a safra de milho, o que pode impactar em aumento de custos.


Principais produtos

AURORA - O destaque da linha Boas Festas Aurora é o Blesser, ave diferenciada com maior rendimento, carne suculenta, tempero exclusivo e pronto para assar. A novidade é o Peito de Blesser Recheado, com farofa de lingüiça calabresa e uvas passas.

SEARA - Lançou oito novos produtos da linha comemorativa. Três deles são da Seara Ceia Fácil: Ave Classy Temperada e Desossada (ideal para receber o recheio da preferência do consumidor), o Peito de Peru com Manteiga e Ervas Finas (com sachê de manteiga separado para utilização no momento em que o produto for ao forno) e o Pernil sem Osso Temperado e com Molho de Ameixa (o sachê com o molho também vem separado). O Peru e a Ave Classy são os principais itens e representam juntos mais de 50% das vendas.

SADIA - O Peru é o líder das vendas. Os principais lançamentos são o Pernil Assado, Lombo Assado e Pernil de Cordeiro.

PERDIGÃO – O principal produto é o Chester. As novidades são o Chestes Assa Fácil Desossado e Recheado e Sobrepaleta Recheada com Lingüiça


Comente aqui