Agronegócio

03 mai09:36

Apesar da estiagem empresas esperam aumentar faturamento na Femi

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Mesmo com as perdas na estiagem que causaram prejuízos de R$ 777 milhões em Santa Catarina os expositores da Festa Estadual do Milho – Femi 2012, que está sendo realizada em Xanxerê, esperam aumentar o faturamento. A previsão é de R$ 50 milhões em negócios, contra R$ 30 milhões da edição passada, em 2010.

Luiz Alverto Durli, gerente da Distribuidora de Peças e Tratores Shark em Xanxerê, espera faturar R$ 1,6 milhão, 22% a mais que na feira passada. Ele atribui o crescimento ao aumento no preço da soja, que passou de R$ 45 a saca para R$ 55, além de novos produtos ofertados.

Uma das novidades é um trator pulverizador com 3,80 metros de altura, com um vão de 1,5 metros entre sua base e o solo. Isso permite fazer os tratamentos contra pragas na lavoura com menos danos do que utilizando um trator normal, que vai derrubando muitas plantas na aplicação.

Além disso, a barra de 28 metros de largura permite aplicar o defensivo agrícola numa área maior do que equipamentos mais simples, com 18 a 20 metros de largura. –Esse equipamento reduz em 15% os danos nas plantas- calcula Durli.

Além disso o trator tem piloto automático e GPS. O custo da máquina é de R$ 300 mil. Já a cooperativa C-Vale aposta na linha de equipamentos para bovinocultura para aumentar em 50% o faturamento em relação à feira anterior.

A expectativa é de 1,3 milhão em venda segundo o vendedor Daniel Roncaglio. Ele afirmou que o público da feira foi menor que o esperado nos primeiros dias mas têm clientes já agendados. Para ele Xanxerê já comportaria uma feira exclusiva para equipamentos do agronegócio. Uma das novidades é uma enfardadeira importada da Holanda que recolhe o pasto e confecciona “bolas” de feno de 200 a 800 quilos. Outra máquina pega essas bolas e enrola num plástico. Com isso o alimento para os bovinos pode ficar na lavoura, protegido da chuva e do sol. As duas máquinas juntas custam R$ 455 mil. Roncaglio destacou que a produção de leite aumentou muito no Oeste e os preços estabilizaram num bom patamar para o produtor, o que estimula o investimento.

Numa festa do milho não pode faltar também empreendedores do ramo . É o caso de Welbert Weber Filho, que é de Cascavel-PR. Sua família só não participou de uma das edições da feira. Ele contratou 30 funcionários que devem gastar 100 mil espigas de milho na confecção de 20 mil pamonhas e outras 10 mil unidades de bolo de milho, suco, curau, sorvete ou vendida em espiga mesmo. Como a pamonha custa R$ 5 ele deve faturar R$ 100 mil só com esse prato.

A Femi vai até domingo no Parque de Exposições Rovilho Bortoluzzi em Xanxerê.


Shows


3/05 – Tchê Garotos

Entrada franca


4/05 – Gusttavo Lima

Ingressos: R$ 25 (normal) e R$ 12,50 (estudante)


5/05 – Michel Teló

Ingressos: R$ 25 (normal) e R$ 12,50 (estudante)


6/06 – César Oliveira e Rogério Melo e Grupo Tradição

Ingressos: R$ 10 (normal) e R$ 5 (estudante)


Também estão sendo comercializados ingressos para a Ala Vip, que ficará em frente ao palco. Para os dias 28 e 30 de abril o valor do ingresso para a Ala Vip é R$ 30.

Para os dias 29 de abril e 4 e 5 de maio é R$ 40.

Nos dias em que a entrada no Parque é gratuita, não haverá Ala Vip.

Os interessados no espaço dos camarotes podem entrar em contato com Coordenador da Comissão de Shows, Olnear Cecatto, através do telefone (49) 3441- 8554 ou 9974-7788.


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25 jan15:04

14ª Itaipu Rural Show em Pinhalzinho

Uma oportunidade para conhecer a evolução tecnológica do Agronegócio, este é o objetivo da 14ª edição da Itaipu Rural Show. A feira, que tem como tema desta edição a Sucessão Familiar, foi aberta na manhã desta quarta-feira em Pinhalzinho.

Assim que chegam ao local os visitantes recebem a programação dos quatro dias de evento e um mapa para encontrar tudo que a Itaipu oferece nos 18 hectares.

Os agricultores encontram, além das novidades na lavoura, opções de maquinários para o campo. São 230 empresas expositoras que trazem novas tecnologias em máquinas agrícolas, equipamentos para a agricultura familiar, produção de leite, avicultura, enfim, opções que possam acompanhar a evolução do Agronegócio.

A Itaipu Rural Show pode ser visitada até sábado, dia 28. Os portões abrem às 8h e fecham às 19h.


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26 set10:03

Agronegócio no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O Oeste Catarinense está na mira de grandes investimentos. Entre o segundo semestre deste ano e o final 2012, o agronegócio da região vai somar R$ 420 milhões em investimentos. Isso, contando apenas os projetos de cinco grandes empresas que prometem gerar cerca de 2,5 mil empregos diretos.

Juntas, as obras ultrapassam o valor do projeto anunciado como o maior do Estado neste ano — o investimento de US$ 200 milhões (em torno de R$ 370 milhões) da gigante do aço ArcelorMittal na sua unidade de São Francisco do Sul, no Norte do Estado.

O presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola do Estado (Cidasc), Enori Barbieri, diz que o valor dos investimentos e do número de vagas no Oeste Catarinense estão acima da média histórica da região e que isso representa uma retomada do setor.

— Santa Catarina vive um de seus melhores momentos no agronegócio — comemora.

Na análise do diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados (Sindicarnes) e da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), Ricardo Gouvêa, o Brasil está se transformando no grande fornecedor mundial de proteína animal e Santa Catarina se destaca nesse cenário. Ele lembra que a crise internacional de 2008 levou empresas da região a suspenderem investimentos. Agora, apesar de uma nova crise na Europa, os projetos são retomados.

Ele cita, como exemplo, a Brasil Foods (BRF), que antes estava mais preocupada com a fusão entre a Sadia e a Perdigão, e agora passa a ter uma atuação mais forte, retomando os investimentos.

— Vamos por o pé no acelerador — anuncia o presidente do Conselho de Administração da BRF, Luiz Fernando Furlan, que esteve na semana passada em Chapecó. A Marfrig, que comprou a marca Seara, também está investindo na modernização das plantas. E empresas como a Coopercentral Aurora também são obrigadas a investir para não ficar para trás.

Diferencial sanitário

A retomada dos investimentos dos frigoríficos em Santa Catarina tem muito a ver com o diferencial sanitário do Estado, o único no país com certificado de Zona Livre de Aftosa Sem Vacinação.

Esse status diferenciado pode começar a dar novos frutos ainda neste ano. Uma missão do Japão esteve visitando o Estado no início do mês. Em outubro, será a vez do governo do Estado visitar o Japão, com a meta de assinar o sonhado acordo de fornecimento de carne para este país. Barbieri, da Cidasc, explica que o Japão é referência na Ásia e na esteira do contrato viriam os mercados da Coreia do Sul e China. Ele diz que há disposição dos grandes frigoríficos em fazer plantas específicas para exportar para o Japão e que a autorização de exportação traria uma nova onda de investimentos a Santa Catarina.

Novos investimentos

Outro fator para a atração de investimentos no Oeste Catarinense é o crescimento da bacia leiteira da região, que responde por 70% da produção do Estado.

De acordo com o diretor da Cidasc, Enori Barbieri, o crescimento está próximo de 15% neste ano.

— Nosso custo é mais barato pois temos mão de obra familiar, produção à pasto e chuva o ano inteiro — explica, lembrando que o setor está atraindo novos empreendimentos.

Um exemplo é o Laticínios Bela Vista, dono da marca Piracanjuba, que é de Goiás e investiu R$ 35 milhões na unidade de Maravilha, inaugurada neste mês. A indústria tem capacidade de processamento para 450 mil litros por dia. A meta é chegar a 1,5 milhão de litros/dia até 2015.

— Escolhemos estrategicamente Santa Catarina, que hoje conta com a produção de seis milhões de litros diários — afirma o diretor da empresa, Marcos Helou.

O presidente da Aurora Alimentos, Mário Lanznaster, lembra que as cooperativas e indústrias do setor estão investindo em programas de qualidade e melhoria genética.

— Vacas que produziam quatro litros por dia hoje produzem oito e devem chegar a produção de 12 litros por dia — afirma.


>> Confira o mapa de investimentos no Oeste


Preço ao produtor também melhorou

Lanznaster acredita que a produção de leite pode dobrar no prazo de cinco anos. O presidente da Aurora diz, ainda, que a entrada das cooperativas na industrialização ajudou a melhorar o preço, que há quatro anos estava entre R$ 0,50 e R$ 60 o litro e, atualmente, está em R$ 0,77, com alguns produtores ganhando até R$ 0,90 por litro.

Em julho, a Aurora Alimentos inaugurou o laticínio de Pinhalzinho, com capacidade de processamento de 2,2 milhões de litros de leite por dia, incluindo uma torre de produção de leite em pó. O investimento foi da ordem de R$ 180 milhões.

O secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, anuncia que nos próximos dias o governo do Estado vai lançar um programa de melhoria da qualidade genética do rebanho catarinense, com distribuição de embriões, para aumentar ainda mais a produtividade.


DIÁRIO CATARINENSE

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09 set14:24

IBGE faz projeção de novo recorde para safra 2011

A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir 159 milhões de toneladas. O resultado da oitava estimativa, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), supera em 6,3% a safra recorde de 2010, que totalizou 149,6 milhões de toneladas. Além disso, é 0,1% maior do que a prevista em julho.

De acordo com dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, a área a ser colhida em 2011, de 48,8 milhões de hectares, apresenta acréscimo de 4,9% em relação à de 2010. As três principais culturas, que somadas representam 90,6% da produção, devem registrar aumentos na área colhida. No caso do arroz, o acréscimo é 1,6%; para o milho, o IBGE estima 4% de elevação; e para a soja, 3,3%.

No que se refere à produção, o arroz e a soja mostram acréscimos de 18,9% e 9,3%, enquanto o milho, redução de 0,7%. Entre as regiões, a Sul lidera o volume de produção, com 66,3 milhões de toneladas.

Em seguida, aparecem a Centro-Oeste, com 55,8 milhões de toneladas; a Sudeste, com 17,2 milhões de toneladas; a Nordeste, com 15,3 milhões de toneladas; e a Norte, com 4,4 milhões de toneladas. Na comparação com 2010, há incremento em todas as regiões: Norte (9,2%), Nordeste (30,1%), Sudeste (1,0%), Sul (3,3%) e Centro-Oeste (6,2%).


AGÊNCIA BRASIL

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