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Água

05 dez08:46

Estiagem se alastra em Santa Catarina

Darci Debona* | darci.debona@diario.com.br

Vem chegando o verão e os 17 mil moradores de Seara novamente estão sofrendo com a falta de água. O município é um dos oito em Santa Catarina que decretou situação de emergência em virtude da estiagem. Desde o início da semana três caminhões-pipa estão transportando cerca de um milhão de litros por dia, que são captados no Rio Uvá, em Itá, distante 18 quilômetros da cidade. Cada caminhão, com capacidade para 35 mil litros, faz entre oito e dez viagens por dia. Eles foram contratados pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) a um custo de R$ 8 mil por dia.

Eles despejam a água na barragem de captação no rio Caçador, que está com apenas 20 a 25% da vazão normal. Os moradores da área urbana estão recebendo água somente 12 horas por dia, em forma de rodízio entre centro e bairros. Mesmo assim cerca de 50 famílias das partes mais altas precisam receber água por um caminhão-pipa do município, que entrega 80 mil litros de água por dia. Mais dois caminhões da Prefeitura e dois tratores levam 150 mil a 170 mil litros para 20 propriedades do interior.

De acordo com o diretor de urbanismo e membro da Defesa Civil de Seara, Fábio Stocco, a cidade tem um problema histórico de falta de água que era para ser resolvido com a construção de um poço profundo, inaugurado em 2009.

No entanto o poço enfrentou vários problemas desde a sua construção, com substituição da empresa vencedora da licitação e, após a inauguração, uma bomba que ficou emperrada dentro do poço. No início do ano a cidade teve que ser abastecida por caminhões pipa durante 45 dias. A bomba foi retirada e consertada mas, há duas semanas, voltou a apresentar problemas.

O chefe da agência da Casan no município, Carlos Pressoni Filho, disse que na quarta-feira técnicos da estatal estarão no município para fazer uma avaliação e providenciar a troca do equipamento.

Seara consome diariamente 1,6 milhão de litros de água, subindo para dois milhões nos finais de semana. Isso representa 15 horas de vazão do poço por dia.

A estiagem está concentrada principalmente no Meio Oeste, e Alto Uruguai Catarinense. A previsão para os próximos três meses para Santa Catarina é de chuvas próximo do normal ou abaixo do normal. Não há registros de fenômenos como o La Niña, resfriamento das águas do Oceano Pacífico, que contribuiu com a estiagem do verão passado.


Oito cidades decretaram emergência:

Peritiba

Presidente Castello Branco

Piratuba

Ipira

Jaborá

Irani

Herval d’Oeste

Seara



*Colaborou Juliano Zanotelli




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04 dez11:07

Três caminhões abastecem Seara com água

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Moradores dos pontos mais altos de Seara sofrem mais uma vez com a falta de água no município. Desde o meio-dia da segunda-feira, dia 3 de dezembro, três caminhões estão transportando água do Rio Uvá em Itá, para o Rio Caçador, onde fica a Barragem de captação de água da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan).

Cada caminhão carrega 35 mil litros de água por viagem. O percurso de 18Km entre Itá e Seara, demora 1h30. Neste período já foram realizadas 20 viagens.

Segundo o chefe da agência da Casan em Seara, Carlos Pressoni Filho, esse serviço é para garantir o abastecimento de água em toda a cidade, já que a barragem está seca.

O poço profundo, que seria uma das soluções, está com problemas técnicos na bomba e não consegue puxar água há duas semanas.

- Nesta quarta-feira técnicos devem fazer uma avaliação para constatar o problema – disse Pressoni.

Caso a chova e o nível da barragem volte ao normal o transporte será suspenso. Caso contrário o serviço será mantido.



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05 set09:08

Estiagem amplia prejuízos de agricultores no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Santa Catarina mal acabou de sair de um período de estiagem, que trouxe prejuízos de R$ 777 milhões, e a falta de chuva já começa a trazer problemas no estado, principalmente na região Oeste. Ontem houve uma reunião da Defesa Civil de Chapecó para tomar algumas medidas de fornecimento de água, que já está faltando em algumas propriedades do interior.

Agosto, com 2,3 milímetros, foi o mês com menor chuva já registrado na Estação Meteorológica da Epagri em Chapecó. Isso em 43 anos de registro, segundo o observador meteorológico Francisco Schervinski.

De acordo com o secretário de Agricultura de Chapoecó, Altair Silva, a produção de leite no município já caiu 30%, devido às pastagens secas, e o plantio das lavouras de milho está atrasado cerca de 15 dias.

O produtor Flávio Fonseca, por exemplo, deveria ter plantado 20 hectares de milho.

– Já deveria estar nascido – explicou. Ele lamenta que teve prejuízo na safra passada, onde perdeu 70% das lavouras de milho e soja.

– Deixei de colocar no bolso R$ 600 mil.  Agora está preocupado pois novamente falta água para as plantas. Pelo menos ele conseguiu um desconto R$ 17 mil no financiamento de R$ 30 mil do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf).

Outro produtor que teve perdas na safra passada e agora novamente amarga prejuízo é Claudemir Laval. Ele perdeu 50% da safra de milho e de soja. Agora já tem quebra de 50% nos 43 hectares de trigo e, nos 26 hectares de milho, não germinaram 35% das plantas.

– Já é uma lavoura estragada – explicou.

Se chover nos próximos dias ele vai tentar replantar manualmente nos espaços onde o milho não nasceu. Ele afirmou que o ano de 2012 não está favorável ao agricultor.

– Às vezes dá vontade de vender tudo e ir para o Mato Grosso – desabafou.

O funcionário da Agropecuária Locatelli, Paulo Kreibich, aguarda a chuva para plantar os 150 hectares de milho, que já deveriam estar na terra.

– Estamos com as máquinas prontas e paradas há duas semanas – explicou. O solo chega a estar rachando de tão seco.

O secretário adjunto de Agricultura do Estado, Airton Spies, afirmou que as perdas são mais concentradas na região Oeste. Mas ainda não tem um levantamento de quanto é o prejuízo. Spies disse que a falta de chuva já começa a comprometer a próxima safra. E lembrou que a estiagem passada, que causou perda de 900 mil toneladas de milho no Estado, é um dos fatores que está agravando a crise na suinocultura e avicultura, causada pelo alto custo de produção.

Ele lembrou que, no início do ano, a saca de milho de 60 quilos estava em R$ 24 ou R$ 25. Atualmente, está em R$ 35. Se não chover, o problema pode se estender para a próxima safra.

>> 33 municípios seguem em situação de emergência em Santa Catarina

Previsão de chuva a partir da segunda quinzena de setembro

Até metade de setembro os moradores de Santa Catarina ainda vão conviver com a falta de chuva. Segundo o meteorologista do Grupo RBS, Leandro Puchalski, há uma massa de ar seco que funciona como um bloqueio atmosférico desviando as massas de ar frio, que vem da Argentina, para o Oceano Atlântico. Puchalski disse que a falta de chuva não é uma estiagem nova e nem continuidade da ocorrida no verão passado.

– É uma condição pontual – explicou.

A boa notícia é que as chuvas devem normalizar a partir da segunda quinzena de setembro. As chuvas podem até ser acima do normal se confirmar o fenômeno El Niño, que é o aquecimento das águas do Oceano Pacífico na altura da linha do Equador.

–Há uma expectativa de El Niño – disse Puchalski. O efeito deste fenômeno é o contrário do La Niña, que provocou estiagem em Santa Catarina.

O secretário adjunto da Agricultura, Airton Spies, disse que a Epagri/Ciram também prevê normalização das chuvas a partir da segunda quinzena de setembrol. Em outubro as chuvas podem passar de 200 milímetros no Oeste e Meio Oeste, com volume de 140 a 180 milímetros do Planalto ao litoral.

Em Chapecó 375 famílias do interior já estão recebendo água em caminhões pipa. O volume transportado é de 65 mil a 80 mil litros por dia. No verão passado esse volume chegou a 350 mil litros/dia.


Oito meses de chuva abaixo da média

Em Chapecó, nos últimos 10 meses, houve chuva abaixo da média em oito, segundo registro da Epagri. Apenas em abril e julho o volume superou a média.


2011

Novembro: 91,1 milímetros (média de 166,7 mm)

Dezembro: 56,7 milímetros (média de 167,5 mm)

2012

Janeiro: 86,2 milímetros (média de 182,5 mm)

Fevereiro: 98,5 milímetros (média de 184,8 mm)

Março: 85 milímetros (média de 125,9 mm)

Abril: 197,4 milímetros (média de 167,9 mm)

Maio: 47 milímetros (média de 167,6 mm)

Junho: 101,6 milímetros (média de 170,7 mm)

Julho: 180.4 milímetros (média de 155,9 mm)

Agosto: 2,3 milímetros (média de 142,5 mm)


Observação: Um milímetro é um litro de água por metro quadrado


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29 jun14:31

Rede de água foi construída em Ipuaçu

A comunidade de São Cristovão não vai precisar se preocupar com a falta de água. Uma rede de água foi feita esse ano na comunidade onde beneficiou mais de 15 famílias.

Na obra foi feito mais de cinco mil metros de valeta para encanamento e para poder levar água em todas as propriedades. O poço artesiano gerou uma vazão de aproximadamente dois mil litros água por hora.

Segundo o Secretário de Agricultura e Meio Ambiente Flavio Levisnki, a comunidade teve uma grande perca no período de estiagem.

- É uma das comunidades que mais sofreu no período de seca e por isso essa urgência dessa obra – avaliou Flavio.

O secretário ressalta que com essa rede de água não terá mais problema para o consumo humano.

Para essa obra foi feito um repasse de subvenção através do Projeto da Lei 640/2011 para a Associação de São Cristovão.


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28 mai12:19

Unidade da BRF em Concórdia faz transporte de água do Rio Rancho Grande

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Desde a sexta-feira, dia 25 de maio, vinte carretas fazem o transporte de água para atender a unidade da Brasil Foods em Concórdia. Segundo o assessor de comunicação da BRF, Gilmar Monticelli, a água está sendo captada do Rio Rancho Grande e o transporte não tem prazo para terminar.

– Tudo vai depender das condições climáticas nos próximos dias – disse.

A unidade utiliza mais de 13 mil metros cúbicos de água e abate cerca de 280 mil frangos e 4 mil suínos por dia.

No estado, 147 municípios estão em situação de emergência devido a estiagem.


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17 mai11:26

Chega a 142 o número de municípios em situação de emergência em SC

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Correia Pinto, no planalto serrano, foi o último município a encaminhar decreto de situação de emergência devido a estiagem que assola Santa Catarina desde novembro de 2011. Segundo a Defesa Civil do Estado, com este decreto subiu para 142 o número de municípios afetados no estado.

De acordo com a Defesa Civil já são 761.762 mil pessoas afetadas. Conforme avaliação de danos da Defesa de 130 municípios, dos 142 em situação de emergência, os prejuízos na agricultura e pecuária chegam a R$ 692.699 milhões.


>> Bomba do poço profundo de Seara é retirada


142 municípios em situação de emergência

Abelardo Luz

Abdon Batista

Agrolândia

Água Doce

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Armazém

Anchieta

Anita Garibaldi

Atalanta

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Balneário Gaivota

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bocaina do Sul

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Brunópolis

Caibi

Campo Erê

Campos Novos

Capinzal

Catanduvas

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Correia Pinto

Criciúma

Cunha Porã

Cunhataí

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Erval Velho

Faxinal dos Guedes

Flor do Sertão

Formosa do Sul

Forquilhinha

Fraiburgo

Frei Rogério

Galvão

Grão Pará

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Herval d´Oeste

Ibicaré

Içara

Imbuia

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irani

Irati

Itá

Itapiranga

Ituporanga

Jaborá

Jardinópolis

Joaçaba

Jupiá

Lacerdópolis

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Luzerna

Macieira

Maracajá

Maravilha

Marema

Meleiro

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Alta

Ponte Serrada

Praia Grande

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Rio das Antas

Rio do Campo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Salto Veloso

Santa Helena

Santa Rosa do Sul

Santa Terezinha

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São João do Sul

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sombrio

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Treze Tílias

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Vargem

Vargem Bonita

Videira

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada no dia 16 de maio de 2012, pela Defesa Civil.


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16 mai11:29

São 141 municípios em situação de emergência em SC

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Fraiburgo, Forquilhinha, Abdon Batista, também decretaram situação de emergência devido a estiagem que assola o estado desde novembro de 2011. Segundo a Defesa Civil do Estado, com os três decretos subiu para 141 o número de municípios afetados em Santa Catarina.

De acordo com a Defesa Civil já são 761.762 mil pessoas afetadas. Conforme avaliação de danos da Defesa de 130 municípios, dos 141 em situação de emergência, os prejuízos na agricultura e pecuária chegam a R$ 692.699 milhões.



141 municípios em situação de emergência

Abelardo Luz

Abdon Batista

Agrolândia

Água Doce

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Armazém

Anchieta

Anita Garibaldi

Atalanta

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Balneário Gaivota

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bocaina do Sul

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Brunópolis

Caibi

Campo Erê

Campos Novos

Capinzal

Catanduvas

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Criciúma

Cunha Porã

Cunhataí

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Erval Velho

Faxinal dos Guedes

Flor do Sertão

Formosa do Sul

Forquilhinha

Fraiburgo

Frei Rogério

Galvão

Grão Pará

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Herval d´Oeste

Ibicaré

Içara

Imbuia

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irani

Irati

Itá

Itapiranga

Ituporanga

Jaborá

Jardinópolis

Joaçaba

Jupiá

Lacerdópolis

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Luzerna

Macieira

Maracajá

Maravilha

Marema

Meleiro

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Alta

Ponte Serrada

Praia Grande

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Rio das Antas

Rio do Campo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Salto Veloso

Santa Helena

Santa Rosa do Sul

Santa Terezinha

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São João do Sul

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sombrio

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Treze Tílias

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Vargem

Vargem Bonita

Videira

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada no dia 14 de maio de 2012, pela Defesa Civil.


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16 mai11:03

Bomba do poço profundo de Seara é retirada

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) anunciou na tarde da terça-feira, dia 15, a retirada da bomba que estava presa no poço profundo, em Seara. A informação foi repassada pelo presidente da Casan, Dalírio Beber para a secretária de Desenvolvimento Regional de Seara, Gládis dos Santos.

O poço parou de funcionar no dia 15 de dezembro em função da bomba de sucção ter queimado. Na tentativa de retirar a bomba para o conserto, um dos canos se rompeu e 22 toneladas de equipamento ficaram presas há cerca de 400 metros de profundidade.

A peça foi retirada por uma empresa paulista, especializada no estudo, projeto, perfuração e manutenção de poços tubulares profundos. A maior dificuldade enfrentada pelos técnicos foi encontrar ferramentas adequadas para retirar os equipamentos presos dentro do poço. A Companhia investiu mais de 400 mil reais no serviço.

Não há ainda uma data definida para que o poço profundo volte a abastecer o município.


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10 mai09:00

Governo investe no combate à estiagem

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A notícia de que o Governo do Estado vai buscar R$ 52 milhões do BNDES para obras de combate à estiagem, aprovadas ontem pela Assembléia Legislativa, repercutiu bem em lideranças do Oeste.

O prefeito de São Carlos, Élio Godoy (PMDB), que é vice-presidente da Associação dos Municípios do Oeste de Santa Catarina, defende que esse dinheiro seja aplicado na captação de água de rios maiores, levando até reservatórios no alto dos morros para atender comunidades rurais.

Godoy disse que nesta estiagem o maior problema das prefeituras foi a falta de água no interior. Somente a prefeitura de São Carlos gastou R$ 750 mil em transporte de 6,3 mil cargas de água, com média de 12 mil litros cada. Foram 300 famílias beneficiadas.

Rio Jacutinga em Concórdia.

Como existem atualmente 138 municípios em situação de emergência o dinheiro em média seria de R$ 400 mil a R$ 500 mil por município. Godoy disse que com esse volume de recursos seria possível atender cerca de 200 famílias do interior com rede de água.

Para o coordenador da Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Região Sul, Fetraf-Sul, Alexandre Bergamin, o recurso é bom mas deve ser aplicado em políticas estruturantes, para instalação de cisternas em todas as propriedades, preservação de fontes, sistemas de irrigação, pequenas barragens em rios e equipamentos meteorológicos para prever alterações no clima.

Além disso ele afirmou que seria necessária um crédito emergencial para os agricultores, de cerca de R$ 10 mil por família, com subsídio de 50%, para pagar em 10 anos. O motivo são as perdas que chegam a R$ 770 milhões em Santa Catarina.

O secretário de Agricultura João Rodrigues disse que uma das prioridades da pasta será na construção de açudes de cisternas, pois é uma ação que deu bom resultado nessa estiagem. –Vamos investir em armazenagem de água- disse. As famílias que guardaram água da chuva praticamente não tiveram problema de falta de água. Cada cisterna custa cerca de R$ 20 mil a R$ 30 mil. O governo do Estado já paga o valor do juro para famílias que fazem o financiamento para esse fim. Mas, com o recurso do BNDES, essa medida será intensificada.

Outra medida a ser adotada, segundo o secretário, é investimento em redes de água e irrigação. Ele afirmou que a forma de viabilizar a aplicação de recursos e quanto será investido em cada ação ainda vai passar por avaliações dos técnicos da secretaria e outros órgãos do Governo.

A Secretaria de Defesa Civil do Estado também está elaborando um projeto de medidas para amenizar os efeitos da estiagem. Em estiagens anteriores foi relizada uma proposta, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, que previa 555 ações. No entanto uma verba de R$ 10 milhões liberada em 2009 pelo Governo Federal para esse fim, acabou sendo rateada entre as prefeituras e o projeto foi engavetado. Agora ele está servindo de base para atualização de um novo projeto.

As chuvas do final de abril amenizaram a falta de água no campo tanto para lavouras quanto para o consumo humano e animal. No entanto ela ainda é visível nas hidrelétricas. Em Machadinho á operação foi interrompida no mês passado por falta de água. Em Itá o lago baixou 5,4 metros e o reservatório tem apenas 8% do volum útil para geração. Com isso rios que ficavam represados, como Jacutinga, estão com extensas faixas de terra que antes ficavam debaixo d’água.

-Desde que tem a barragem nunca ficou tão baixo- disse Marcelo Hann, que mora na margem do rio Jacutinga, no interior de Concórdia.


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26 abr15:00

Chega a 133 o número de municípios em situação de emergência em SC

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

A Secretaria de Estado da Defesa Civil registra 133 municípios com decreto de Situação de Emergência, devido a estiagem em Santa Catarina. O último decreto foi de Ponte Alta, no Planalto Serrano.

São 703.523 mil pessoas afetadas, segundo a Defesa Civil. Os prejuízos na agricultura e pecuária, conforme avaliação de danos de 124 municípios dos 133 em situação de emergência chega a R$ 668.231 milhões.



133 municípios em situação de emergência

Abelardo Luz

Agrolândia

Água Doce

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Atalanta

Arabutã

Arroio Trinta

Arvoredo

Balneário Gaivota

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bocaina do Sul

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Brunópolis

Caibi

Campo Erê

Campos Novos

Capinzal

Catanduvas

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Criciúma

Cunha Porã

Cunhataí

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Erval Velho

Faxinal dos Guedes

Flor do Sertão

Formosa do Sul

Frei Rogério

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Herval d´Oeste

Ibicaré

Içara

Imbuia

Iomerê

Ipira

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irani

Irati

Itá

Itapiranga

Ituporanga

Jaborá

Jardinópolis

Joaçaba

Jupiá

Lacerdópolis

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Luzerna

Macieira

Maracajá

Maravilha

Marema

Meleiro

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Pinheiro Preto

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Alta

Ponte Serrada

Presidente Castello Branco

Princesa

Quilombo

Rio das Antas

Rio do Campo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Salto Veloso

Santa Helena

Santa Rosa do Sul

Santa Terezinha

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São João do Sul

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sombrio

Sul Brasil

Tangará

Tigrinhos

Treze Tílias

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Vargem

Videira

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada às 15h do dia 26 de abril de 2012, pela Defesa Civil.


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