Anos

29 ago12:00

Suspeito de estuprar criança de quatro anos foi preso em Concórdia

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

A Polícia Civil de Concórdia prendeu preventivamente na tarde da terça-feira, dia 28 de agosto, um homem de 20 anos, acusado de praticar estupro contra uma criança de quatro anos.

Conforme informações apontadas no Inquérito Policial que apurou o caso, o crime teria sido praticado em março de 2012 na casa do acusado. Após o cumprimento do Mandado de Prisão, ele foi encaminhado ao Presídio Regional de Concórdia, onde permanece à disposição da Justiça.

Segundo a delegada da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso de Concórdia, Ediana Grenzel Person, este foi um dos 12 casos registrados neste ano no município.


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08 mai18:18

Trinta são os novos 20: mulheres na faixa dos 30 anos redefinem o termo balzaquiana

Roberta Ávila

Mulheres na casa dos 30 anos não estão nem aí para a idade. Ao contrário. Se libertaram dos preconceitos e fazem tudo o que queriam fazer aos 20 anos e não tinham coragem. Trinta anos, para uma mulher, já foi sinônimo de ter o destino traçado. Tema abordado em A Mulher de Trinta Anos, livro de Honoré de Balzac que completa 180 anos em 2012. Mas, se no século 19 as mulheres podiam se ver presas a um casamento malsucedido para o resto da vida, as trintonas do século 21 dão show de independência. No quesito beleza, as chamadas balzaquianas não devem nada na comparação com as mulheres de 20.

Há também a percepção de que são mais livres. Livres de pudores, obrigações e grilos sentimentais. Entram nas três décadas de vida com a graça e a confiança de mulheres como Isabel Cristina Silveira, 33 anos, que não se sente com 30 (“22, talvez”) e não se trocaria por nenhuma mulher de 20 e poucos anos. O mesmo pode ser dito sobre a modelo e apresentadora Maryeva Oliveira. A manezinha de 31 anos acredita que está no auge e não gostaria de voltar para os 20 de jeito nenhum.

– Não me vejo com 30. Não tenho namorado, não tenho filhos, não tenho planos de ter nenhum dos dois tão cedo e não estou nem aí para o que possam pensar ou dizer. Estou trabalhando muito, tenho tanta coisa para viver antes de casar. Este é o meu auge, o melhor momento da minha vida – analisa.

Ela acredita que ainda vai haver espaço para discutir a sexualidade das balzaquianas.

– A diferença é incrível. A mulher na casa dos 30 passou por todo um processo de autoconhecimento, de busca dos pontos do prazer, é outro jogo – garante.

Natural de Blumenau, Mariana Weickert, modelo e apresentadora, completou 30 anos em fevereiro e divide com Maryeva a paixão pela idade. Para ela, a mudança do dígito foi até almejada:

– Está sendo uma fase ótima, sem encanações. Não sei se a idade influi, mas estou uma mulher segura aos 30. Não fiquei nem um pouco encanada com a mudança, pelo contrário. Fiquei na expectativa, estava preparada para entrar para o time das mulheres de 30. Nesta idade, você passa a aceitar coisas que nem eram tão importantes, mas que você transformava num grande problema. A idade idade te traz tranquilidade.

Para a psicóloga Shirley Stamou, de Florianópolis, criadora do blog Garotas Modernas, não dá para comparar o estereótipo da balzaquiana com as mulheres de hoje:

– As mulheres de 30 são antenadas em moda, tecnologia e música tanto quanto as de 20. Usam minissaia e jeans.

Aos 39 anos, Shirley acredita que, antes, as mulheres de 30 eram senhoras. Hoje, isso mudou.

– Me olho no espelho, vejo minha energia e não me sinto com 30. Nem identifico as mulheres que foram minhas pacientes nos últimos 13 anos no consultório com as balzaquianas. Eu não sou uma senhora! – brinca.

Casada há sete anos, ela se sente mais próxima das amigas e primas de 20 e poucos do que das parentes mais velhas, com 40 ou 50:

– Passar dos 20 aos 30 é duro, mas, depois, a pessoa percebe que nada caiu de um dia para o outro.

Se os 30 anos são o auge, não se preocupe, os 40 não precisam ser a decadência. Basta ver Jeniffer Aniston, que declarou que seus 30 anos não foram muito bons, mas que os 40 estão sendo sensacionais. Courtney Cox, ex-colega na série Friends, chegou aos 40 linda e começou seu novo seriado, Cougar Town, tratando da situação de uma mulher nesta faixa etária que acaba de se divorciar. Seja na vitalidade de Luciano Huck, que acabou de entrar para o clube dos quarentões – uma camiseta de sua marca diz que “os 40 são os novos 20” –, ou na beleza de Patrícia Pilar e Carolina Ferraz, a lição é: idade, cada vez mais, é só um número.


Carreira em primeiro lugar

Em nome do sucesso na profissão, a família fica para depois ou vira opção. É o caso da consultora de imóveis Isabel Cristina Silveira, de Jaraguá do Sul. Aos 33 anos, ela está separada e gostaria de ter filhos, mas, se não acontecer, tudo OK.

– Se aparecer alguém que queira as mesmas coisas do que eu, tudo bem. Mas, se não acontecer, tudo bem também – diz.

É o mesmo com Janelize Borges, de Lages. Aos 30 anos, a jornalista deixou tudo para mais tarde e investiu na carreira.

– Pretendo casar e ter filhos. Mas ainda vai demorar para isso acontecer. Meu foco até agora sempre foi a minha carreira. Deixei o resto para mais tarde – confessa.

Fernanda de Nes

Fernanda de Nes, de Chapecó, dá sua opinião:

– As mulheres, hoje, demoram para se formar e querem independência financeira, um status legal na profissão.

A ginecologista Neuza Bornholdt acredita que, apesar de se tratar de uma decisão sem volta e extremamente delicada para as mulheres, as que deixam para depois a chegada dos filhos – mesmo correndo o risco de ter problemas para engravidar mais tarde – não se arrependem.

– As mulheres que têm essa postura são esclarecidas, sabem no que implica a decisão – garante a ginecologista.

Ela adverte, no entanto, que não ter filhos, ou tê-los muito mais tarde, tem alguns efeitos:

– A chance de engravidar depois dos 35 é muito menor e a possibilidade de ter um bebê com síndromes como a de Down aumenta com a idade para as mulheres, diferentemente do que acontece com os homens. As mulheres que não têm filhos também têm maior chance de ter câncer de mama.


Espelho, espelho meu

As entrevistadas foram unânimes: as mulheres se sentem mais bonitas aos 30 do que aos 20 anos. Se, por um lado, o psicológico e a autoestima fazem diferença, por outro, os tratamentos estéticos disponíveis fazem possível parecer ter 20 aos 30.

Fabíola Benvenuti, 30 anos, é dona de um corpo de dar inveja a mulheres de qualquer idade. Mantém a forma com dieta e malhação, mas já pensa em um dia fazer cirurgias estéticas ou procedimentos mais invasivos, como botox:

– Tenho orgulho de dizer que nunca fiz nenhuma plástica, mas, depois que tiver filhos, vou colocar silicone e quero usar botox. Pretendo manter a forma, mesmo que para isso precise de plásticas.

Segundo a esteticista Maya Marques, da Clínica Le Fabian, em Florianópolis, mesmo os tratamentos mais eficientes só vão funcionar se combinados com uma dieta balanceada.

– O peeling é um tratamento que rejuvenesce muito a pele, e atualmente existem outros além do químico, como o peeling de diamante, que é menos agressivo e tem um efeito excelente. Além disso, existem opções como o bioativo de nanoesferas, que trata as três camadas da pele de uma vez. É a evolução dos cosméticos junto com a tecnologia – afirma.


Na literatura

Comer, Rezar, Amar – Elizabeth Gilbert

Best-seller e sucesso nos cinemas, o livro é resultado da busca de Elizabeth Gilbert para um novo sentido em sua vida, que teve início ao completar 30 anos.


Persuasão – Jane Austen

Os livros da autora inglesa, considerada uma das mais lidas romancistas da língua, estão cheios de mulheres que deixam de lado suas paixões para apostar seu futuro no que é sensato e bem pensado. E vice-versa. O interessante, aqui, é que Leonor, a protagonista, vive o resplendor de sua beleza aos 30 anos e acaba encantando ótimos partidos, o que para a época era excepcional.


Depoimentos

“Ter 30 anos é como ter 20, mas com mais serenidade e experiência. Sou mãe de segunda viagem. Tive meu primeiro bebê com 19 anos e era completamente diferente a maneira de criar um filho, até a amamentação era diferente. Engravidei sem querer e, por causa disso, casei com meu namorado. Acabamos nos separando um ano depois. Casei de novo quatro anos depois de me separar e estou casada até hoje. A diferença é muito grande de casar mais jovem e mais madura. Vejo pela minha filha: um dia ela está namorando, no outro não está mais, depois está de novo. Quando se é mais velho, temos mais maturidade. Minha segunda gravidez também foi totalmente diferente, superplanejada. Foram dois anos estruturando as condições e mais um ano tentando engravidar. Conversei com meus chefes antes para saber se seria um momento conveniente para a empresa. Adiei meu segundo filho por muitos anos por causa da minha carreira de publicitária. Depois de algum tempo tentando, veio a Valentina, que hoje está com três meses. Desta vez fiz tudo que a pessoa deve fazer quando está grávida: trabalhei menos, mantive a calma.”

Solange Cardoso, 35 anos, de Florianópolis. Publicitária


“Concordo totalmente que as mulheres de 30 anos, hoje, são as mulheres de 20 anos de algumas décadas atrás. A gente aproveita muito a vida. Aproveitei muito meus 20, mas meus 30 estão ainda melhores. Tem uma malícia diferente, sei me safar de algumas roubadas e não tenho mais os grilos que tinha aos 20 e poucos. Não me preocupo mais com que roupa eu vou sair, se meu corpo está como deveria. Eu me aceito. Estou separada há um ano e, por incrível que pareça, está cheio de homem mais novo atrás das mulheres de 30, e eles não estão nem aí para a idade. Fiquei casada por oito anos, agora estou me redescobrindo. É difícil no começo, você fica meio perdida, mas, quando se encontra, é muito legal. Estou saindo com minhas amigas, indo para a balada. Me dou o direito de sair, tomar um porre e pegar um cara muito mais jovem se der vontade. Mas também me dou o direito de escolher. Desde que me separei, não tive relações sexuais por opção, preferi assim. Vou fazer sexo quando achar que vale muito a pena. Se eu tivesse 20 e poucos anos, acho que seria diferente.”

Andréa da Silva, 37 anos, de Jaraguá do Sul. Advogada


Quem foi Balzac

O escritor francês Honoré de Balzac (1799-1850) teve como uma de suas marcas a capacidade de fazer descrições minuciosas para analisar as convenções sociais e a consequência do destino dos homens quando guiados pela paixão. Serviu como influência para autores como Charles Dickens, Henry James, Machado de Assis e Jorge Amado.

Um de seus romances mais famosos, A Mulher de Trinta Anos, parte de sua ambiciosa série de livros A Comédia Humana, conta a história de uma mulher infeliz no casamento, mas presa a ele. Na época de Balzac, as mulheres de 30 anos já eram vistas como entradas na meia-idade ou até mesmo no crepúsculo da vida. Vem daí o termo balzaquiana. Em suas obras, o escritor as exalta como mulheres com uma personalidade e beleza mais maduras e serenas, que seriam capazes de amar e ser felizes com mais intensidade do que as frívolas moças entre a adolescência e os 20 anos – as heroínas típicas dos romances literários.


DIÁRIO CATARINENSE



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19 nov08:00

Duas décadas de Repolho

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Uma das bandas mais irreverentes do rock catarinense, a Repolho, está completando duas décadas. Em comemoração, se é que isso se comemora, fará um show hoje, a partir das 20 horas, no Hotel Lang. Para este evento festivo vão reunir os integrantes da formação “clássica”, que durou até 1998. Depois disso os integrantes se espalharam pelos quatro cantos do planeta na vã tentativa de impedir que repetissem suas toscas apresentações.

Em Chapecó restaram apenas o “cantor” Roberto Panarotto e o baterista Anderson Gambato, que parece estar vendendo redes. De Florianópolis irá se deslocar o guitarrista Demétrio Panarotto, que enveredou pela veia acadêmica e quase é um Doutor das Letras, às suas composições como “Juvenal” e “Charme de Cachorro”.

De Curitiba virá o baixista Girino, que atualmente toca na banda Mordida. Também está prevista a participação de Eric Thomas, um espécie de “Quinto Elemento” da formação original, que tocava guitarra, fazia performance e atualmente joga rúgbi num time de Florianópolis.

A Defesa Civil já foi comunicada pois essa junção de astros pode causar um cataclisma global. Ainda mais que a banda promete tocar toda a Demo “A Horta da Alegria”, que tinha 12 músicas e projetou a banda para além das lavouras do Oeste Catarinense. Neste trabalho estão ícones como “Índio Condá”, “Fuca Azul Calcinha”, “Porcona” e “Chapecó”. A música título da cidade da banda gerou muitas reações na cidade, principalmente para quem levava o grupo muito a sério.

A composição era uma crítica à mesmice de uma cidade interiorana com trechos como: “nada acontece, não tem nada para fazer, você olha pra mim e eu olho pra você, assim é a cidade a cidade é Chapecó, do jeito que está vai de mal a pior”.

A letra da música causou identificação em outras cidades do interior que viviam a mesma realidade. –Ela fala de um momento pontual da cidade, é um retrato da época- avaliou o vocalista Roberto Panarotto.

A banda desde o início trabalhou o humor não apenas como brincadeira, mas como uma forma de crítica social. Para o guitarrista Demétrio Panarotto a banda tem uma concepção que vai além da música. –Temos influência da literatura, dos quadrinhos e das artes plásticas- explicou. Talvez por isso a extravagância visual faça parte do show.

Até os erros são valorizados como criação.

–Hoje se eu tentar errar como no início não consigo, é muito difícil- brincou o baterista Anderson Gambatto.

Demétrio Panarotto avalia que a banda, a partir do Oeste Catarinense, conseguiu circular no meio independente e ser reconhecida por publicações musicais. Ele afirmou que chegaram a gravar mais de mil fitas K7 da segunda Demo, que foram distribuídas para todo o Brasil.

–Chegamos a comprar um gravador de fitas- lembrou.

Ele considera que no iníco a banda era mais sarcástica e debochada.

–Mas a porraloquice continua- ressaltou. E a banda já está com material pronto para gravar o quinto CD, no início de 2012. Desta vez com um novo integrante, Akira, que é afilhado dos irmãos Panarotto e desde os 10 nos já participava dos shows.

Pelo jeito, apesar de mais desmarcar shows do que marcar, a banda ainda terá muitos anos de vida –Estamos aí pra provar que tudo que é bom dura pouco- provocou Roberto, que promete um show de torrar a paciência da legião de fãs.


Discografia


DEMOS

1993- Chapô a Galeria

1994- A Horta da Alegria

1995- Campo e Lavôra


CDS

1997- Repolho Volume I

2000- Repolho Volume II

2006- Repolho Volume III

2009- Repolho Volume IV


COMPACTO VINIL

2004- Sorria Meu Bem


Serviço

O quê: Show de 20 anos da Banda Repolho

Quando: 19 de novembro

Horário: 20h

Local: Lang Palace Hotel, avenida Nereu Ramos 1057 E.

Ingressos: Gratuitos e devem ser retirados uma hora antes

Lugares: 300

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14 set09:06

UFFS completa dois anos

A Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS comemora no dia 15 de setembro dois anos de criação. Criada pela Lei 12.029, ela nasceu com cinco campi: Chapecó, em Santa Catarina, com o campus sede, Laranjeiras do Sul e Realeza, no Paraná, Cerro Largo e Erechim, no Rio Grande do Sul. As aulas dos 1885 alunos iniciaram em março de 2010.

Com dois anos, a UFFS conta com 4 mil alunos, 33 cursos de graduação, 33 grupos de pesquisa e sete cursos de pós-graduação Lato Sensu. Todos os cursos gratuitos.

Segundo o vice-reitor da universidade, Antônio Andrioli, os principais motivos para comemorar são a consolidação do fator escola pública, com o ingresso de 95% dos alunos oriundos da escola pública, o início das sete primeiras pós-graduações e as obras que já estão em andamento e anunciam um futuro promissor em qualidade na construção do conhecimento.

– Estamos com 300 professores e 300 técnicos e diversas modalidades de bolsas para garantir a permanência do aluno na universidade. Temos ainda três projetos de mestrado esperando aprovação da Capes, tudo isso em apenas dois anos – destaca Andrioli.

Para o reitor da universidade, Jaime Giolo, a UFFS também comemora o nível de satisfação que a comunidade externa está tendo em relação a universidade.

- Comemoramos a repercussão que a Instituição produziu, as expectativas de toda uma região que se materializa aos poucos nos processos que a universidade está realizando – disse.


Programação

Em Chapecó, na quinta-feira, dia 15, será realizado no Centro de Eventos Tabajara, a partir das 19h, um cerimonial com a presença de membros da comissão de implantação da UFFS. Durante o ato será lançado o primeiro livro “Construindo Agendas e Definindo Rumos”, da I Conferência de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFFS, em seguida tem apresentação da dupla gaúcha, Kleiton e Kledir.

O ingresso do show está disponível nas secretarias acadêmicas da UFFS e é destinado para os alunos, professores e técnico-administrativos de todos os campi da universidade que desejam participar das comemorações.


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