Argentina

11 out07:33

Empresários de Santa Catarina querem formar consórcio para montar Free Shop

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Empresários do Extremo Oeste de Santa Catarina estão se articulando para montar um consórcio e, assim, concorrer numa futura licitação para montar um free shop na fronteira com a Argentina.

É que Dionísio Cerqueira e Barracão (PR) estão entre as 28 cidades que podem receber “lojas francas”, segundo lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff, publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União.

As cidades escolhidas são unidas geograficamente a cidades estrangeiras. Dionísio Cerqueira e Barracão são separadas da cidade argentina de Bernardo de Irigoyen apenas por uma rua.

O projeto foi proposto pelo deputado Marco Maia (PT-RS), para que o Brasil possa fazer frente aos “free shops” estrangeiros instalados no outro lado da fronteira, que acabavam concorrendo com vantagem em relação aos comerciantes brasileiros.

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Dionísio Cerqueira-SC, Barracão-PR e Bom Jesus do Sul-PR (Ascoagrin), Carlos Porfírio, lembra que, no início, havia um receio da concorrência de novas lojas instaladas na região. Agora há o entendimento de que isso pode gerar oportunidade de negócios e desenvolvimento da região, com a atração de mais turistas.

— Nós estamos olhando de forma positiva para essa possibilidade — afirma.

Tanto que a Ascoagrin está montando um grupo de estudos para que as empresas da região possam concorrer ao edital de construção e instalação do free shop.

O inspetor-chefe da Receita Federal em Dionísio Cerqueira, Arnaldo Borteze, diz que o free shop deve ser um espaço fechado, com várias lojas, como os que existem em cidades do Uruguai e Argentina. Ele afirma que, após a sanção da presidente, cabe agora à Receita Federal regulamentar a lei, detalhando como devem funcionar estes locais.

Borteze explica que a instalação deve ser feita através de licitação, para que um grupo possa construir e administrar o local. As mercadorias que serão vendidas devem ser perfumes, eletrônicos e bebidas, que têm alta incidência de impostos. Essas mercadorias terão que ser importadas regularmente e terão isenção de impostos para venda nas lojas francas.


O que já se sabe

O pagamento pelos produtos poderá ser em real ou moeda estrangeira, como o dólar.

A regulamentação da lei será feita pela Receita Federal, responsável pela fiscalização das lojas francas e por qualquer ilícito que possa ocorrer.

Não há data máxima estabelecida para regulamentação.

Há interesse de comerciantes locais e de investidores, inclusive estrangeiros, na instalação de free shops nessas cidades.


O que falta definir

Se as compras serão restritas a estrangeiros ou também serão permitidas a brasileiros em trânsito internacional.

Se for permitida a venda para brasileiros em trânsito internacional, como será possível identificá-los e diferenciá-los de pessoas que viajariam às fronteiras apenas para compras.

Quais seriam os pré-requisitos para abertura de free shops. Se poderão ser brasileiros e estrangeiros, se haverá prioridade para comerciantes locais ou que tenham histórico de negócios na região.

Qual será a cota máxima para compra por estrangeiros. Hoje, nos aeroportos internacionais, a cota máxima é de US$ 500.



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06 set11:25

Intercâmbio entre dois países irmãos

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

É só a professora Gessi Carminha dos Santos entrar na sala de aula do primeiro ano, na Escuela Frontera 604 Intercultural Bilíngue No 1, que um aluno já comenta, em português. – Hoje tem aula diferente. O detalhe é que a cena é em Bernardo de Irigoyen, cidade argentina da província de Misiones, que fica na fronteira com a cidade catarinense de Dionísio Cerqueira.

Duas vezes por semana Gessi e outras oito professoras atravessam a fronteira para dar três aulas de português no país vizinho. Enquanto isso três professoras vem para o Brasil dar aula na Escola de Educação Básica Dr. Theodureto Carlos de Faria Souto.

Enquanto no lado argentino Maximiliano Benjamin Ramirez, de seis anos, ouve histórias em português e aprende a dizer: Bom dia, tudo bem; no lado brasileiro Pedro Henrique Bronstrup, de 11 anos, cumprimenta dizendo: Hola, que tal?

Ao entrar na sala do quinto ano da escola Theodureto é como atravessar a fronteira. Nas paredes, há mapas da Argentina, frase em espanhol e a bandeira da província de Misiones. Nos cadernos, os alunos exibem a bandeira azul e branca com um sol no meio.

Durante a aula a professora Fátima Zaragoza, coordenadora do projeto bilíngue em Misiones, ensina a música “El niño y el tucano”, de Fausto Rizani. Os alunos não têm aulas de espanhol e sim em espanhol, que contempla a cultura, tradições, costumes e a vida real no país vizinho.

Os alunos afirmam que é muito melhor ter aulas com professores “importados”. –Até pelo conhecimento que eles têm é muito melhor- afirmou Dayani Machado Machiavelli. Gustavo de Oliveira Gabriel, de 10 anos, disse que já melhorou a comunicação com seus tios, que moram na Argentina. –Agora eu entendo o que eles falam- explicou.

Sthefanie Carvalho, de 11 anos, veio de Porto Alegre, pela primeira vez teve espanhol e está gostando. Até porque ela mora com os pais no lado argentino e isso vai ajudar na comunicação. Izabella Carolina Presser Fortes pensa até em morar na Argentina, depois que fizer o sonhado curso de Biologia.

Para o diretor da escola Theodureto, Mauro Edvan Prado, a parte positiva do projeto é essa questão intercultural. –Os alunos acabam conhecendo as duas culturas- afirmou. A partir disso, há uma aproximação natural.

O conhecimento bilíngue permite aos alunos que passarem pelo projeto melhores condições de trabalhar no comércio local, já que há brasileiros trabalhando na argentina e argentinos morando no Brasil.

O diretor da Escuela Frontera 604 Intercultural Bilíngue No 1, Juan Carlos Morinico, lembra que o projeto está melhorando a compreensão do português. –Antes era um portunhol- lembra. Ele afirmou que, melhorando a compreensão, conhecendo a cultura de cada lado, ajuda a melhorar no relacionamento entre brasileiros e argentinos.

Tanto que alunos argentinos já participaram de atividades no Brasil e prometem desfilar junto no Sete de Setembro. Por outro lado os brasileiros devem participar das comemorações de 25 de Maio, data de comemoração da independência da Argentina. Pelo menos nas duas escolas da fronteira, o Mercosul existe de fato.


O QUE É O PROJETO

O Projeto Intercultural Bilíngue Escola de Fronteira foi criado em 2005, numa parceria entre Brasil e Argentina, para promover o intercâmbio entre professores e alunos. Entre as 14 escolas do início do projeto, há uma catarinense, a Escola de Educação Básica Dr Theodureto Carlos de Faria Souto, em Dionísio Cerqueira. Atualmente cerca de 240 alunos, de 12 turmas, participam do projeto. Em 2009 o projeto foi ampliado para 26 escolas, em cinco países.



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03 ago20:18

Aduana de Dionísio Cerqueira pronta só em novembro

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As obras de reforma da Aduana de Dionísio Cerqueira, que deveriam ser concluídas neste mês, devem terminar somente em novembro. E esse é um dos motivos que reduziu em 29,5% o movimento de caminhões na fronteira. Os outros dois problemas, segundo o inspetor chefe da Receita Federal, Arnaldo Borteze, foram as restrições comerciais entre Brasil e Argentina e a greve dos funcionário s da receita federal e Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Borteze informou que as obras atrasaram porque a reforma está sendo feita sem paralisação da liberação das cargas. O pátio e o galpão de conferência já foram concluídos. O novo prédio administrativo está em andamento e falta o prédio dos despachantes, cerca e iluminação. O valor da obra, que iniciou há um ano, é R$ 9,8 milhões.

A redução no movimento afetou principalmente as importações, de vinho, frutas, inseticidas e cosméticos, que diminuíram em 16,2%. Mesmo assim as exportações aumentaram em 76%. Borteze explicou que esse acréscimo se deve principalmente ao aumento das vendas de carne bovina para o Chile. Uma carga de 25 toneladas representa cerca de US$ 100 mil.

No entanto a venda para o Chile teve uma redução de 40% em julho, que foi um dos meses mais fracos dos últimos anos na aduana. No entanto a Argentina deu sinal de retomada das compras de carne suína do Brasil. Também foram retomas as exportações de banana.

Os motoristas de caminhão até aprovam a reforma da Aduana, mas estão reclamando da greve. José Bonifácio, que é de Barracão-PR e está transportando maçã do Chile para São Paulo, disse que chega a ficar uma semana para ter a carga liberada. –Normalmente demorava dois dias- informou.

E não é só na aduana de cargas que houve redução no movimento. Na aduana turística, entre Dionísio Cerqueira e Bernardo de Irigoyen, no início do ano passavam três mil veículos por dia. Agora, passam somente cerca de mil.

O motivo é a inflação argentina, que elevou o preço dos produtos, principalmente combustíveis. Anteriormente muitos brasileiros atravessavam a fronteira para abastecer o veículo e fazer compras.


MOVIMENTO NA ADUANA DE DIONÍSO CERQUEIRA

Importações de janeiro a julho de 2012: US$ 203 milhões

Importações de janeiro a julho de 2011: US$ 242 milhões

Comparativo 2012 a 2011: Queda de 16,2%


Exportações de janeiro a julho de 2012: US$ 229 milhões

Exportações de janeiro a julho de 2011: US$ 137 milhões

Comparativo 2012 a 2011: Aumento de 76,4%


Movimento total de janeiro a julho de 2012: US$ 432 milhões

Movimento total de janeiro a julho de 2011: US$ 380 milhões

Comparativo 2012 a 2011: Aumento de 13,6%


Movimento de caminhões de janeiro a julho de 2012: 9.320

Movimento de caminhões de janeiro a julho de 2011: 13.225

Comparativo 2012 a 2011: Queda de 29,5%


Despachos de janeiro a julho de 2012: 8.965

Despachos de janeiro a julho de 2012: 12.357

Comparativo 2012 a 2011: Queda de 27,4%


FONTE: Receita Federal de Dionísio Cerqueira


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05 jul19:20

Movimento de caminhões cai 38% na aduana de Dionísio Cerqueira

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O movimento na Aduana de Cargas de Dionísio Cerqueira, na fronteira com a Argentina, caiu 38% no mês de junho, em relação ao mesmo período do ano passado. O número caiu de 2001 veículos para 1228, segundo dados da Receita Federal.

Mas essa queda não é reflexo da greve dos fiscais da receita federal e sim da reforma na aduana e a briga comercial entre Brasil e Argentina, segundo o inspetor chefe da Receita Federal em Dionísio Cerqueira, Arnaldo Borteze.

A greve da receita federal iniciou no dia 18 de junho mas não houve acréscimo nas filas, em virtude da queda no movimento. A maioria dos caminhões são liberados em dois dias, segundo Borteze. No entanto alguns caminhões chegaram a ficar dois meses na aduana, até que o governo brasileiro liberasse a importação, como resposta à restrição de importação de produtos brasileiros, como a carne suína. Apesar do anúncio da liberação da venda desses produtos na prática ainda nada ocorreu.

Ontem 120 caminhões estavam no pátio da Aduana. Mas esse número é considerado até abaixo do normal, que são 200 caminhões. Borteze lembrou que, em abril, havia uma fila de 200 caminhões somente no lado argentino, no lado de fora do pátio. O motivo era a safra da cebola e a redução pela metade da capacidade do pátio, que estava em reforma.

Agora estão liberadas as 200 vagas de estacionamento, faltando a estrutura administrativa e outras melhorias, que devem ser concluídas até outubro.

Apesar da queda no número de caminhões o movimento econômico da Aduana cresceu 15,3%, de R$ 52 milhões em junho do ano passado para R$ 60 milhões em junho deste ano. A importação caiu 10% mas as exportações cresceram 65%, principalmente em virtude do aumento da venda de carne suína para o Chile.

A despachante responsável pela importação e exportação da NJK Despachos Aduaneiros, Maria Lúcia Veit, confirmou que não há filas na aduana, justamente em virtude da briga comercial entre Brasil e Argentina. Ela destacou que houve redução nas compras em virtude das exigências burocráticas. Um caminhão que foi liberado ontem estava há 12 dias na fila.

Em relação à “Operação Padrão” dos fiscais da Receita Federal, que estão aumentando as exigências para liberar as cargas, há a demora de até cinco dias em algumas cargas. Mas outras podem ser liberadas no mesmo dia.


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22 mai11:41

Exportações crescem 66% pela Aduana de Dionísio Cerqueira

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Mesmo com as dificuldades impostas pela Argentina para a entrada de produtos brasileiros as exportações pela aduana de Dionísio Cerqueira aumentaram 66% no primeiro quadrimestre, em relação aos quatro primeiros meses do ano passado. Em 2012 as exportações movimentaram US$ 138 milhões nesse período, contra US$ 83 milhões no ano passado.

O inspetor chefe da Receita Federal em Dionísio Cerqueira, Arnaldo Borteze, desde 2005 a Aduana não registrava superávit nas exportações. O motivo do crescimento é a venda de carne bovina para o Chile, que estava interrompido desde os focos da aftosa no Mato Grosso do Sul e Paraná, em 2005, e foram retomadas no ano passado. Essa carne é proveniente de São Paulo e Centro Oeste, apenas passando pela aduana catarinense.

Borteze destacou que diariamente 30 caminhões saem do Brasil carregados, sendo 80% para o Chile. No ano passado, mais de 70% das vendas eram para a Argentina, que caíram cerca de 60% após a adoção de algumas medidas como licenças prévias de exportação e autorização da Receita Federal de Buenos Aires, que antes não existiam. Com isso as cargas que demoravam três dias agora levam 10 a 15 dias para serem liberadas.

Com isso houve uma redução no movimento de caminhões, mas o valor das cargas de carne, que é de US$ 100 mil para contêineres de 22 a 27 toneladas, é bem maior que os US$ 3 mil a US$ 4 mil por uma carga de banana.

O motorista Ivolnei dos Santos, confirma o aumento das viagens para o Chile. –Aumentou 20 a 25%- calculou. Antes ele fazia 1,5 a duas viagens por mês. Agora, faz pelo menos 2,5 viagens. Ele leva carne bovina do Mato Grosso para Santiago do Chile. A viagem dura uma semana para percorrer mais de quatro mil quilômetros. Mas compensa na melhor remuneração.

Borteze disse que a tendência é fechar um ano em superávit mantida a atual tendências nas vendas, mesmo com os problemas com a Argentina. Além da carne o Chile compra bobinas de papel. Já a Argentina compra produtos como carnes bovina, suína e de frango; banana, abacaxi e tomate.

O Brasil importa dos dois países frutas, inseticidas, cosméticos, enlatados, farinha, cebola e vinhos.


Obras em aduana causa filas

As obras da nova aduana de Dionísio Cerqueira, que iniciaram no ano passado, tem gerado filas na fronteira. Na semana passada mais de 200 caminhões estavam na fila no lado argentino e 30 no lado brasileiro. A aduana libera em média 80 cargas por dia. Hélio Boito, que estava levando pera do Chile para Pato Branco-PR, estava há oito dias na fila. –Antes das obras levava dois a três dias- lembrou. Ele reclamou que os motoristas ficam na beira da estrada sem banheiro e local de alimentação.

O inspetor chefe da Receita Federal em Dionísio Cerqueira, Arnaldo Borteze, disse que há um movimento grande por causa da safra de cebola e o pátio de estacionamento da aduana foi reduzido de 190 para 80 vagas, com as obras.

Ele afirmou que a previsão de conclusão é agosto ou setembro. O novo pátio de estacionamento será entregue em duas semanas. O galpão de conferência, que antes não existia, está quase concluído. Também estão em fase final os banheiros. A nova sede administrativa está nas fundações. O investimento total é de R$ 10 milhões.

Borteze disse que a nova obra vai trazer mais conforto e agilidade para os funcionários e motoristas. Além de gerar filas, as obras e as restrições burocráticas da argentina reduziram o movimento de caminhões na aduana.

Nos primeiros quatro meses do ano passaram pela aduana 5.513 caminhões, contra 7.743 no mesmo período do ano passado.


MOVIMENTO NA ADUANA DE DIONÍSIO CERQUEIRA

EXPORTAÇÃO

2003: US$ 175 milhões

2004: US$ 220 milhões

2005: US$ 177 milhões

2006: US$ 59 milhões

2007: US$ 76 milhões

2008: US$ 95 milhões

2009: US$ 88 milhões

2010: US$ 211 milhões

2011: US$ 340 milhões

2012*: US$ 138 milhões

*janeiro a abril


IMPORTAÇÃO

2003: US$ 60 milhões

2004: US$ 76 milhões

2005: US$ 118 milhões

2006: US$ 177milhões

2007: US$ 226 milhões

2008: US$ 287 milhões

2009: US$ 286 milhões

2010: US$ 371 milhões

2011: US$ 415 milhões

2012*: US$ 118 milhões

*janeiro a abril


Fonte: Inspetoria da Receita Federal de Dionísio Cerqueira


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16 mai09:36

Barreira comercial para importados da Argentina reflete em aumento nos preços nas prateleiras do Brasil

Felipe Pereira | felipe.pereira@diario.com.br

O Brasil levantou barreiras para seis produtos importados da Argentina e o reflexo vai aparecer nas padaria e supermercados. Integrantes da lista, vinhos e queijos subirão de preço bem na boca do inverno. A medida também dificulta a entrada de farinha de trigo, por isso massas e pães ficarão mais caros.

Mas é óbvio que o governo brasileiro não trabalha para prejudicar a população. A medida é uma reação à política Argentina de restringir a entrada de carne suína, têxteis, móveis, calçados e máquinas agrícolas. A resposta de Brasília foi acabar com a licença automática da batata, maçã, uva, farinha de trigo e vinho.

Desde 8 de maio, é preciso autorização prévia para conseguir o documento que contém informações sobre a mercadoria para controle das autoridades e sem o qual não é liberada a entrada no país. O processo pode demorar até 60 dias.

A longo prazo a queda de braço pode ser boa para a indústria, mas num primeiro momento os consumidores pagarão mais por alguns produtos. Matéria-prima de massas e pães, a farinha de trigo argentina responde por 89,8% das importações brasileiras.

Seguindo a velha regra econômica, a queda na oferta levará a aumento nos preços resume Mauricio Machado, presidente do Sindicato das Panificadoras. Mas o impacto pode demorar um mês, tempo para usar o estoque.


Reação brasileira que levou ao aumento dos preços no supermercado é iniciativa do setor agrícola

O presidente da rede de Supermercados Giassi, Zefiro Giassi, conta que vinhos, queijos e uva passas têm presença nas gôndolas e devem sofrer aumento de preço pelo mesmo motivo. Ele diz que o tamanho do reajuste é difícil de ser estabelecido no primeiro momento. No caso da batata, existe substituição nacional, mas a mercadoria importada tem melhor qualidade e preço.

A reação brasileira que levou a este cenário é uma iniciativa do setor agrícola, bastante prejudicado pelas barreiras argentinas. O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, lembra que antes das restrições argentinas eram embarcadas três mil toneladas por mês.

Hoje, nada é vendido ao país vizinho, afirma Mário Lanznaster, presidente da Aurora. Ele ressalta ainda que o dólar está num bom patamar para exportar. O setor têxtil é outro que enfrenta dificuldade por causa da postura Argentina e vê o comércio estagnado aponta Ulrich Kuhn, presidente do sindicato do setor na região de Blumenau, no Vale do Itajaí.

A queda no comércio de SC com a Argentina pode ser sentida na aduana de Dionísio Cerqueira, no Extremo Oeste do Estado. O número de caminhões para o exterior caiu de 2.126 para 1.765 no primeiro quadrimestre de 2012 na comparação com o ano passado relata o inspetor chefe da Receita Federal local, Arnaldo Bortoze. Ele diz que o número só não é menor porque houve aumento nas viagens para o Chile que respondem por 80% dos veículos.


DIÁRIO CATARINENSE



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16 mai09:27

Exportação para a Argentina cai

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As exportações do Brasil para a Argentina pela aduana de Dionísio Cerqueira caíram 60 a 70% no primeiro quadrimestre de 2012, segundo o inspetor chefe da Receita Federal local, Arnaldo Borteze.

Ele afirmou que o movimento de caminhões com destino ao exterior baixou de 2.126 para 1.765. Esse número só não foi maior devido ao aumento da venda de carne bovina para o Chile. – No ano passado cerca de 60% das cargas eram para Argentina, hoje 80% vai para o Chile – disse Borteze.

O motivo da queda foram as novas exigências de licenças adotadas pelo país vizinho desde o início do ano. A liberação das cargas, que antes era automática ao passar pela aduana, agora depende de uma aprovação vinda da Secretaria de Comércio Exterior, em Buenos Aires. Essa licença demora de uma semana a 10 dias.

Borteze disse que cargas perecíveis, como banana e tomate, chegaram a estragar. Por isso as empresas exportadoras não estão nem mandando as cargas para a aduana. No ano passado, eram 10 a 15 cargas de banana passavam por Dionísio Cerqueira e entravam na Argentina. Agora, passa no máximo uma carga por dia.

Diariamente são exportadas 30 cargas mas quase todas para o Chile. Borteze disse que o movimento da aduana só não diminuiu no primeiro quadrimestre porque as cargas de carne bovina são bem mais valiosas. Enquanto uma carga de banana custa US$ 3 mil a US$ 4 mil, uma carga com 22 a 25 tonelada de carne custa US$ 100 mil.

A Aduana como um todo movimentou US$ 256 milhões no primeiro quadrimestre. Disto, US$ 138 milhões foram de exportações. O movimento total de caminhões, entre importação e exportação, foi 5.513 no primeiro quadrimestre, contra 7.463 do mesmo período do ano passado. Além dos problemas com a Argentina a reforma na aduana também está atrapalhando o movimento.

Mesmo com os problemas com a Argentina as filas são de apenas 30 caminhões no lado brasileiro, pois as empresas nem mandam mais cargas de produtos perecíveis para a aduana. No lado argentino a fila é maior, entre 100 e 150 caminhões, em virtude da safra de cebola argentina.


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09 mai16:59

Pense Carros: Ford revela detalhes da nova Ranger na Argentina

A Ford escolheu a ExpoAgro 2012, feira agropecuária sul-americana realizada na Argentina, para revelar detalhes da nova Ranger, que deve chegar ao mercado ainda no primeiro semestre do ano. Foi a primeira exibição do modelo a céu aberto na região. A montadora aproveitou a ocasião para apresentar o novo projeto de interior da nova picape global.

Pilotos profissionais realizaram provas no evento, num roteiro que incluiu mergulho em tanque de água para mostrar que o carro pode rodar em até 800 milímetros de profundidade. Rampas especiais e diferentes pisos também fizeram parte do percurso.

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Com lançamento programado para 2012 no Brasil, a Ford Ranger de nova geração também foi a primeira picape a receber nota máxima de segurança do Euro NCAP, organismo independente de avaliação de veículos na Europa.

O interior da nova Ranger oferece mais espaço, com 23 compartimentos diferentes para acomodar pertences. O design também foi modificado para aumentar o conforto dos passageiros.


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10 abr16:23

SDR de Dionísio Cerqueira participa de encontro na Argentina

Será realizado nesta terça-feira na Escuela de Fronteira de Jornada Completa, em Bernardo de Irigoyen (Misiones), Argentina, um encontro de planejamento das atividades de 2012 do programa Bilíngue da Fronteira. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Dionísio Cerqueira vai acompanhar o trabalho, já que em Santa Catarina este projeto acontece nas dependências da Escola de Educação Básica Theodureto Carlos Faria Souto, em Dionísio Cerqueira.

De acordo com a integradora de Ensino Fundamental, Gelcy Therezinha Lauxen da Rosa, o objetivo da reunião pedagógica é definir as metas para o ano letivo de 2012, metodologias de trabalho e projetos a serem desenvolvidos nas escolas brasileira e argentina. – É um trabalho importante, já que o foco neste ano nas escolas bilíngues será o desenvolvimento de projetos que tratem sobre a cultura brasileira e argentina – disse Gelcy.

Conforme a gerente de Educação, Nilza Suffredini, 166 alunos das séries iniciais, de 1º ao 5º ano, participam do projeto bilíngue, que acontece duas vezes por semana. Os professores argentinos vem para o Brasil e repassam conhecimentos em espanhol e os professores brasileiros vão para a argentina e tratam sobre o português.

O projeto bilíngue da Fronteira, coordenado pela Gerência de Educação da SDR Dionísio Cerqueira, atende crianças de seis a 11 anos na EEB Theodureto Carlos Faria Souto.


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08 mar14:52

PRF apreende mercadorias no Extremo-Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Na manhã desta quinta-feira, dia 8, a Polícia Rodoviária Federal, durante fiscalização da Operação Sentinela na BR 163, em Dionísio Cerqueira apreendeu um automóvel e diversos produtos importados ilegalmente.

O veículo estava sendo transportado por um caminhão guincho com placas de Videira. Segundo a PRF ele tinha sido adquirido na Argentina por R$ 7 mil reais e o proprietário, um homem de 59 anos, não fez o desembaraço aduaneiro.

Ainda pela manhã, os agentes abordaram outro veículo, placas de São Leopoldo/RS, e encontraram diversas mercadorias estrangeiras. Os objetos estavam dentro de um fundo falso debaixo do banco traseiro.

Dentre os produtos em poder do casal e avaliados em U$ 4 mil dólares, estavam 295 relógios, brinquedos, 11 vídeo games, três aparelhos de monitoramento, 20 cartões de memória, cinco aparelhos GPS, seis câmeras de monitoramento, 30 telefones celulares, um tablet, duas caixas de som e mercadorias para bazar.

As mercadorias apreendidas e as pessoas envolvidas nas ocorrências foram encaminhadas para a Receita Federal em Dionísio Cerqueira.

A Operação Sentinela, desenvolvida em toda a região fronteiriça, objetiva prevenir assaltos e conter o tráfico de armas e de drogas, bem como o contrabando e o descaminho.


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