Artes

17 nov07:06

Chicken Parade é atração em Chapecó

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Depois das vacas espalhadas pelo mundo, dos porquinhos em Xavantina, chegou a hora das galinhas invadirem a cidade. Nove galináceas de 1,5 metros feitas em fibra de vidro formam a Chicken Parade: Intervenções Urbanas. A exposição está no Calçadão da Rua Benjamin Constant em Chapecó e pode ser visitada até o mês de dezembro.

O projeto desenvolvido há quatro anos pelo curso de Artes Visuais da Unochapecó tem como objetivo tirar a arte das galerias e a tornar acessível para a comunidade.

Levando em conta o tema “Chapecó: cultura e memória” seis professores e seis acadêmicos do curso pintaram nove protótipos. Depois de aprovados, as galinhas gigantes começaram a receber a pintura com tinta acrílica. Essa produção levou cerca de 20 dias.

Márcia Moreno com o protótipo da galinha "Cartografando Chapecó".

Nas pinturas são retratados aspectos históricos, culturais e econômicos da cidade. Tem destaque também a imigração portuguesa, a memória dos balseiros, a cultura indígena e a colonização da região.

A galinha “Cartografando Chapecó”, da coordenadora do curso de Artes Visuais, Márcia Moreno, apresenta as constantes transformações da cidade influenciadas pelas agroindústrias.

- Muitas pessoas vem para trabalhar nessas empresas e participam dessa transformação cartográfica da cidade – disse Márcia.

No trabalho a artista apresenta o mapa da cidade, dois pontos turísticos bem conhecidos, a Igreja e a fachada do Prédio do Museu de Arte e História de Chapecó. No dorso da galinha foram pintados trilhos de trem.

- A chegada da ferrovia pode ser a próxima transformação na cidade – explicou Márcia.

Pig or chicken? da artista Gina Zanini.

A professora e artista visual, Gina Zanini, uma das idealizadoras do projeto, começou a trabalhar com galinhas pequenas de cerâmica em 2009. As primeiras foram apresentadas como objetos e fotografias em galerias, museus e supermercados.

Agora ganham uma dimensão amplificada e, segundo a artista, causam um certo estranhamento de quem as vê pela primeira vez.

- Elas não são apenas galinhas. Afinal boa parte da economia do Oeste vem da produção e reprodução das “suináceos” (termo cunhado pela artista para representar galinhas e suínos) – disse Gina. Na exposição ela apresenta o trabalho intitulado: Pig or chicken?

Conheça das galinhas que integram a exposição:

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03 ago11:53

Workshop gratuito de origamis de Tsuru em Chapecó

Nesta sexta-feira, a partir das 18h30, o movimento Eu Sou a Paz promove um workshop gratuito de origamis de Tsuru na Escola de Artes de Chapecó. O aprendizado será dirigido pelas voluntárias Mariel Moro e Claudia Bertaso Sander.

Conheça a lenda do Tsuru

Tsuru é uma ave, espécie da família das cegonhas, nativa do Japão. Conta a lenda que aquele que fizer mil origamis da sagrada ave japonesa, que vive por mil anos, terá um desejo concedido. Este costume ficou mundialmente conhecido com a triste história de uma garotinha chamada Sadako Sasaki, nascida em Hiroshima e com apenas dois anos quando foi lançada sobre a cidade a bomba atômica. Apenas com 12 anos de idade Sadako constatou resquícios da radiação em seu corpo. Com leucemia, na época chamada de “doença da bomba atômica”, foi internada em 1995 com previsão de apenas um ano de vida.

Em agosto do mesmo ano sua melhor amiga, Chizuko Hamamoto, foi visitá-la e fez-lhe uma dobradura de tsuru, contando-lhe a lenda dos mil tsurus de origami. A pequena decidiu fazer as mil dobraduras. Sua doença avançava rapidamente e ainda assim, cada vez mais debilitada, prosseguia dobrando lentamente os pássaros. Quando compreendeu que sua doença era fruto da guerra, mais do que desejar a própria cura, ao dobrar os papéis a garotinha desejou paz a toda a humanidade, para que mais nenhuma criança sofresse pela guerra.

A cada dobradura repetia: “Escreverei PAZ em suas asas e você voará o mundo inteiro”. Em 25 de outubro de 1955, Sadako fez seu último tsuru e faleceu. Ela fizera 644 origamis. Seus colegas de classe, tocados pela persistência da amiga, dobraram os tsurus restantes para completar os mil, que foram enterrados com ela. A turma também formou uma associação e iniciou uma campanha para construir um monumento em memória à Sadako e todas as crianças mortas e feridas pela guerra.

Com doações de alunos de mais de 3 mil escolas japonesas e de outros nove países, em 1958, foi erguido em Hiroshima o Monumento das Crianças à Paz, também conhecido como Torre dos Tsurus, no Parque da Paz. O monumento de granito simboliza o Monte Horai, local mitológico, onde os orientais acreditam que vivem os Espíritos. No topo do monte está a jovem Sadako segurando um tsuru em seus braços estendidos


Programação do final de semana em Chapecó

Workshop de Tsurus (adultos), dia 03, sexta-feira, das 18h30 às 20h, na Escola de Artes.

Alongamento consciente, dia 04, sábado, às 16h, EcoParque.

Meditação, dia 05, domingo, às 9h, no EcoParque.


Todas as atividades são gratuitas.


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02 ago15:08

Exposição A Mulher em Busca da Liberdade e Autonomia abre nesta quinta em Chapecó

Será aberta na noite desta quinta-feira na Galeria Municipal de Artes Dalme Marie Grando Rauen em Chapecó a primeira individual da artista plástica chapecoense Tania Stempkowski. A abertura será às 19h30.

A mostra “A Mulher em Busca da Liberdade e Autonomia” pode ser visitada até o dia 31 agosto, de segunda à sexta-feira das 13h as 19h. Informações pelo telefone 49 3321-8553.

EXPOSIÇÃO A Mulher em Busca da Liberdade e Autonomia – Tania Stempkowski

Horário: 13h às 19h [de segunda a sexta-feira]

Local: Galeria Municipal de Artes Dalme Marie Grando Rauen – Chapecó/SC

Informações: 49 3321-8553


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20 jul11:23

Marlowa participou de Almoço Empresarial da Acic em Chapecó

A arte de uma catarinense que viu em Chapecó a oportunidade de crescer e conquistar um espaço tão disputado nas principais galerias do País e até mesmo em exposições internacionais. Um sonho de uma jovem se tornou realidade e hoje alcança cenários privilegiados, estampando a simplicidade da vida em obras distintas. Esta foi a história contada para mais de 150 empresários durante o Programa Almoço Empresarial da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), que recebeu nesta quinta-feira, dia 19, a ilustradora e artista plástica Marlowa Pompermayer Marin para falar sobre “Empreendedorismo na Área Cultural”.

Natural de Caçador, Marlowa iniciou a carreira em 1988, quando concluiu o curso de Desenho Artístico em Curitiba. Mas até chegar ao objetivo, experimentou a profissão de bancária e ouviu do então chefe que era do tipo de pessoa que plantava sementes. Como ela diz, quis colher os frutos na arte.

Há 20 anos, escolheu Chapecó para morar por visualizar no município oportunidades de crescimento, pois percebia que a cidade era um celeiro de empreendedores, de arrojo e incentivo a novas ideias. Em pouco tempo, já apresentava trabalhos ao lado de grandes artistas chapecoenses, entre eles Paulo de Siqueira, Selistre de Campos e Chico Bracht.

Apaixonada pela técnica aquarela, sentiu que precisava inovar. Expandiu o conhecimento, buscou novos estilos e encontrou o caminho criando personagens felizes e coloridos. Em seus desenhos e pinturas estão inseridos o dia a dia das pessoas, as coisas simples.

- Gostaria que minha produção tivesse uma íntima relação com o poder das coisas que estão aí, e que as vezes não vemos. Faço referência à vida, aprendo que os momentos felizes estão essencialmente ligados às nossas escolhas – definiu.

O trabalho da artista apresenta um universo de personagens figurativos, lúdicos, resultando em um cotidiano de momentos felizes e evidenciando o desenho que sempre gostou, em um contraste de cores intensas.

Sua trajetória é composta por exposições coletivas em salões e individuais. Além do Brasil, algumas das obras da artista encontram-se para comercialização em Portugal, na Espanha e Inglaterra.

Em 2002, ilustrou o primeiro livro infantil e descobriu a possibilidade de levar seus desenhos e pinturas a novos olhares. De acordo com Marlowa, uma das grandes conquistas foi ser aprovada na Sociedade dos Ilustradores do Brasil (SIB), o que possibilitou em 2011 a presença no Illustra Brazil na China, uma exposição com os principais ilustradores do mundo. Soma agora oito livros infantis ilustrados e um encarte de CD de músicas infantis.

Atualmente a artista estuda Design Visual e desenvolve uma linha de produtos em papelaria, porcelanas, obras literárias, entre outros. A grande novidade apresentada durante o Almoço empresarial foi a assinatura de contrato com a empresa UATT?, uma franquia que comercializará a arte de Marlowa nos grandes centros do País. Ela contou com orgulho a mensagem de apresentação da empresa ao falar da parceria:

- A UATT? traz para sua família a linha da Marlowa. Ela, como nós, vê encantamento no mundo e traduz sentimentos em ilustrações e produtos que fazem o dia a dia mais gostoso – disse.

Marlowa expôs com orgulho sua trajetória, enfatizando que recebeu muitas vezes um educado “não” e mesmo assim não desistiu. Concluiu que em Chapecó encontrou apoio, construiu afetos e teve como exemplo o trabalho de artistas talentos que a ajudaram a crescer profissionalmente.

O presidente da ACIC Maurício Zolet ressaltou a preocupação da entidade em valorizar a cultura e a arte chapecoence.

- A palestra da Marlowa foi um grande ensinamento para os empresários, pois não importa em que setor atue, o importante é inovar e buscar o diferencial – completou.

A obra da artista pode ser conhecida no endereço eletrônico http://marlowa.com.br/ ou no blog http://marlowa-marlowa.blogspot.com.br/.


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25 jun14:57

Escola de Artes de Chapecó promove Noite de Gala

A Escola de Artes de Chapecó completou 33 anos de atividades no dia primeiro de junho deste ano e para celebrar a data a entidade realiza a 5ª Noite de Gala. O evento será realizado nesta quinta-feira, dia 28, às 20h, no Teatro Municipal. A programação inclui a apresentação do Ballet de Repertório Sylvia, produzido com alunas do Corpo de Baile e Grupo Avançado da Escola de Artes.

O aniversário da Escola segundo a Diretora e Primeira Dama do Município, Neyla Caramori, busca resgatar e valorizar a cultura da cidade e da região. Entre os objetivos da Entidade nestes 33 anos estão a expressão de sentimentos, a criatividade e a sociabilidade.

- A intenção é que a Escola propicie aos alunos meios de praticar e desenvolver aptidões artísticas que favoreçam o desenvolvimento da apreciação, avaliação e valorização da arte – destaca Neyla.

Os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na sede da Escola de Artes, na Avenida Nereu Ramos, ao valor de R$ 20 para adultos e R$ 10 para idosos e estudantes.


A Escola

A Escola de Artes de Chapecó foi criada através de Lei Municipal em 1º de junho de 1979 com a missão de promover arte e cultura à comunidade. Atualmente oferece, cursos nas áreas de música, dança, teatro e artes visuais. A Escola de Artes está vinculada à Fundação Cultural, tendo como mantenedora a Prefeitura Municipal e a Associação de Pais e Professores (APP). É uma Entidade sem fins lucrativos, com CNPJ, registrada no Ministério da Cultura e nas Secretarias Estadual e Municipal de Educação.

Hoje, a Escola encontra-se numa estrutura de 3 mil metros quadrados e conta com 28 professores, 12 funcionários e mais de mil alunos. São oferecidos 26 cursos e oficinas nas áreas de música e artes cênicas e visuais, com professores qualificados contemplando cursos não proporcionados em caráter normal por outras instituições do município. Com enfoque social, a entidade também realiza parceria em Projetos, proporcionando a inclusão de crianças e adolescentes carentes que residem em Chapecó.

Além dos cursos regulares a Escola ainda dispõe de um calendário anual de atividades com Exposições, Recitais, Espetáculos, Viagens de estudo e Comemorações como a Semana da Música, o Espetáculo ArteConexão, o Dança Chapecó – Festival Sul-Brasileiro de Dança e a Maratona Fotográfica Cidade de Chapecó.


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14 jun08:01

Exposição da artista Janaína Corá abre nesta quinta-feira em Chapecó

A exposição Vazio, da artista Janaína Corá, abre nesta quinta-feira, dia 14 de junho, às 19h30, na Galeria de Artes Dalme Marie Grando Rauen, em Chapecó. A artista apresenta trabalhos realizados em 2011 e 2012. Trata-se de pinturas sobre tela, com tinta acrílica e giz pastel oleoso.

- Acredito que seja uma tentativa de registro das impressões do cotidiano, um relato – disse a artista.

A exposição pode ser visitada até o dia 13 de julho, de segunda a sexta, no horário das 13h as 19horas.


Janaína Corá

Cursou desenho na Escola de Artes de Chapecó, em 1994 com Vicky Lecuona ( in memorian) mais tarde Agostinho Duarte e Neocy Fin. Em 1998 iniciou o curso de Educação Artística com Habilitação em Artes Plásticas pela Unoesc. Frequentou Especialização em Estética. Na universidade começou sua pesquisa em pintura, fortemente influenciada pelo desenho. Em 2000, participou pela primeira vez do Salão de Novos de Itajaí, onde recebeu Referência Especial, e um convite especial – do crítico de arte Vilson Nascimento – para exposição individual na Fundação Cultural de Blumenau. Em 2003, passa a integrar a Achap – Associação Chapecoense de Artes Plásticas, realizando exposições coletivas.


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25 abr18:55

Chapecó terá novo espaço para a arte

A partir do dia 7 de maio Chapecó terá um novo espaço para as artes plásticas. A Prefeitura de Chapecó vai inaugurar, através da Fundação Cultural, a Galeria de Arte de Chapecó, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes.

De acordo com a Diretora Presidente da Fundação Cultural, Roselaine Vinhas, o objetivo da criação da nova galeria é contemplar inicialmente uma solicitação dos artistas de Chapecó, como um novo espaço para as artes visuais.

- A nova galeria terá uma política diferenciada, onde será possível uma maior democratização do acesso a Arte e proporcionará, além de exposições locais, a troca com outros artistas nacionais e internacionais – destaca.

Na abertura da Galeria será apresentada a exposição do artista Ênio Griebler. A mostra será diversificada em linguagens artísticas, contendo também uma pequena retrospectiva da vida e obra do artista.

O evento será às 19h30 do dia 7 no andar térreo do Centro de Cultura e Eventos.


Novas exposições na cidade

Além da abertura da nova Galeria, outras duas exposições estão previstas para o início do mês de maio em Chapecó.

Na quinta-feira, dia 3, às 20h, será aberta a exposição “Clássicos da Pintura visitam o Rio Janeiro”, do artista Lielzo Azambuja. A mostra apresenta releituras dos grandes clássicos da pintura, propondo novas abordagens plásticas sobre obras de arte tradicionais, despertando no observador um olhar recontextualizado. O trabalho estará exposto na Sala Cyro Sosnoski do Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes.

Já no dia 4, às 19h30, a Prefeitura abrirá a exposição “Paris, Monochrome”, da artista Mari Baldissera que apresenta fotografia em preto e branco da cidade de Paris, propondo um olhar contemporâneo da cidade luz. A exposição será na Galeria Municipal de Artes Dalme Rauen, na Praça Coronel Bertaso.


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23 abr09:49

Conflito do Contestado retratado nas obras de artistas plásticos catarinenses

Ângela Bastos | angela.bastos@diario.com.br

Na Fundação Hassis, a poucos metros da Praia do Itaguaçu, lado Continental de Florianópolis, a equipe formada pelos professores Delmir José Valentini, Rita Petrykoski Peixe e o diretor de fotografia Beto Acunha, começou a recolheu imagens e entrevistou Leila Correia Vieira, uma das duas filhas do artista Hassis, falecido há 10 anos.

Com a técnica de nanquim e bico de pena, Hassis deixou 78 desenhos, além de um painel em madeira e acrílico. Um outro encontra-se no Museu Histórico e Antropológico do Contestado, em Caçador. Uma parte da plotagem da obra, disponível no chamado Mundo Encantado de Hassis foi feita à pedido do ex-governador de SC Esperidião Amin e levada para um dos salões do Senado Federal, em Brasília, em alusão ao centenário do conflito.

— Esta obra vem dos ano 1980, quando não se falava quase nada sobre o Contestado — observou a filha.

Para Rita Peixe, professora de artes da Univille e da Unoesc, doutoranda da UFRGS com trabalho de artes visuais sobre o Contestado e membro da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), o artista conseguiu, além do valor histórico da guerra, mostrar através de sua plasticidade os sentimentos que marcaram os personagens da época:

— Muitas cenas trazem mulheres com crianças no colo e pela mão em cenas de combate ou mesmo nos redutos.


Todo o material será disponibilizado em DVD

Ontem, a equipe esteve em Tubarão, no Museu Raymundo Zumblick. Conforme os curadores, o artista teria pintado 11 telas sobre o Contestado. Uma estaria desaparecida.

Caçador e Concórdia também serão visitados pela equipe e todo o material será passado para um DVD que será distribuído nas escolas, universidades e centros culturais de SC.


HQ para popularizar o fato

Neste final de semana, em Florianópolis, também houve filmagens com Eleutério Nicolau da Conceição, professor aposentado da Universidade de Santa Catarina (UFSC) e que usa a arte da história em quadrinhos para retratar o conflito.

Autor de diferentes obras, Tero, como é conhecido, tem dois volumes relacionados à Guerra do Contestado:

— Sinto que a linguagem da HQ é capaz de popularizar a história. Tenho visto que essa técnica aproxima o público, que ainda sabe pouco sobre o fato.

O primeiro volume aborda as causas da gurra, relacionadas com a construção da estrada de ferro, ligando União da Vitória, na fronteira do Paraná, com Marcelino Ramos, no Rio Grande do Sul, e a expulsão dos caboclos que viviam nas terras cruzadas pela ferrovia.

A obra descreve, também, a in- fluência dos monges João Maria e José Maria no imaginário religioso do povo e o reflexo da organização na longa controvérsia pelo estabelecimento de limites entre os estados do PR e SC. O ponto central deste primeiro livro é o combate ocorrido em Irani, em 22 de outubro de 1912, no qual pereceram seis caboclos, o monge José Maria, 20 soldados da Força Pública paranaense e seu comandante, coronel João Gualberto Gomes de Sá.

O segundo volume trata dos acampamentos rebeldes, o surto de banditismo que tomou conta da região e os inúmeros confrontos entre caboclos e soldados, resultando com a intervenção do Exército Nacional para o fim do conflito.

Agora, o artista trabalha na junção dos dois volumes. O projeto foi aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura e Tero busca empresas interessadas no patrocínio. Serão 160 páginas aquareladas. Delmir José Valentini, doutor em História do Brasil pela PUC de Porto Alegre, pesquisador do tema Contestado e professor na Universidade Federal Fronteira Sul, sugeriu que o terceiro volume possa ser lançado junto com o documentário em outubro.


Motivos da guerra

Entre 1912 e 1916, o sertão catarinense foi palco de um episódio chamado Guerra do Contestado. Para muitos autores, esse foi o maior conflito social brasileiro superando Canudos (entre 1896 e 1897 no interior da Bahia) em extensão, combates, mortos e gastos. Houve a participação de um terço do Exército republicano, a utilização de armamento pesado e, pela primeira vez, o uso da aviação militar em operações de guerra.


Território

Regiões do Meio-Oeste e Planalto de SC e a divisa com o PR. Dados apontam que cerca de 20 mil camponeses enfrentaram forças militares dos poderes federal e estadual. Ganhou o nome de Guerra do Contestado porque os conflitos ocorrem numa área de disputa territorial entre os estados do Parará e Santa Catarina.


Ferrovia

A estrada de ferro São Paulo-Rio Grande do Sul estava sendo construída por uma empresa norte-americana, com apoio de grandes proprietários rurais com força política. Para a construção da estrada de ferro, milhares de família de camponeses perderam suas terras, o que gerou muito desemprego entre os camponeses, que ficaram sem terras para trabalhar.


Madeireira

Outro motivo da revolta foi a compra de uma área da região por de um grupo de pessoas ligadas à empresa construtora da estrada de ferro, adquirida para o estabelecimento de uma grande empresa madeireira, voltada para a exportação. Muitas famílias foram desalojadas de suas terras.


Social

Quando a estrada de ferro ficou pronta, muitos trabalhadores que atuaram em sua construção tinham sido trazidos de diversas partes do Brasil e ficaram desempregados. Eles permaneceram na região sem qualquer apoio por parte da empresa norte-americana ou do governo.


O documentário

Pesquisa e roteiro: Rita Peixe e Delmir José Valentini

Direção de imagem: Beto Acunha da Cinesc Vídeo Produtora

Financiamento: Fapesc

Previsão de lançamento: outubro


DIÁRIO CATARINENSE

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02 abr14:37

Exposição "Alhures Aqui" em Concórdia

O Sesc Concórdia realiza neste mês o Projeto Arte na Cidade 2012. O objetivo é fazer um levantamento de trabalhos artísticos de Concórdia e fortalecer a produção local de arte contemporânea, bem como, ampliar a discussão sobre este tema. Os artistas concordienses, que se inscreveram no projeto, participaram de um curso de formação com a curadora Ana Lucia Vilela no início de março, e prepararam obras individuais e coletivas. O resultado deste curso e do projeto Arte na Cidade é a exposição “Alhures Aqui” que será aberta nesta terça-feira, dia 3 de abril, às 20h, na Galeria Municipal de Artes.

Segundo a curadora, o título da exposição remete a características da produção artística local, pois, muitos artistas concordienses estão “lá e cá” ao mesmo tempo, no sentido de trabalharem de maneira paralela teatro e arte, interior e capital, arte e não arte, presente e passado, matéria e memória, arte e política, arte e maternidade, arte e moda, potência e impossibilidade, ensino e arte, arte e crítica, arte e belo. – Não estamos nunca, completamente, totalmente, onde estamos, onde pretendíamos estar e é isso que a exposição tentará transmitir ao público – disse.

Os artistas que participam desta exposição são: Lariessa Soligo da Campo, Liege Vesaro, Simone Talin, Sionara Carteri Astolfi, Renata Gaertner, Teresa Hobi e Carretel e Cia Teatral. A exposição estará aberta para a visitação de 3 a 28 de abril, na Galeria Municipal de Artes, com entrada franca.


Abertura “Alhures Aqui”

Data: 3/04

horário: 20h

Visitação:

2ª a 6ª-feira das 9h às 11h30 e das 14h às 18h

Sábados das 10h às 12h30

Local: Galeria Municipal de Artes fica no Quiosque Central, na Rua do Comércio – centro de Concórdia.


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29 mar14:36

Encerra nesta sexta-feira as inscrições para a Galeria de artes Agostinho Duarte

A Galeria de Artes Agostinho Duarte, da Unochapecó, está com edital aberto até esta sexta-feira, dia 30, para que artistas possam inscrever suas obras para futuras exposições no campus da universidade. A iniciativa valoriza os criadores e produções regionais, amplia o espaço artístico e promove a difusão cultural através da arte.

Para participar da seleção os artistas necessitam preencher o formulário de inscrição, disponível no site da Unochapecó, podendo inscrever de oito a 10 obras, de acordo com as categorias previstas. Os trabalhos e a documentação do artista devem ser entregues até 30 de março, na Área de Ciências Humanas e Jurídicas, bloco M.

Após o recebimento das obras, a Comissão de Avaliação vai selecionar os trabalhos que irão participar das exposições, organizando também o cronograma das mostras para 2012. A lista com as obras aprovadas será divulgada no dia 6 de abril no site do Curso de Artes Visuais.

A primeira exposição acontece no dia 19 de abril. Informações complementares podem ser obtidas no edital ou pelo telefone (49)3321-8036.


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