Aves

31 jul15:58

Agroindústria do Oeste suspende abate devido a paralisação dos caminhoneiros

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Duas unidades da Coopercentral Aurora suspenderam o abate de suínos e aves no Oeste devido a paralisação dos caminhoneiros. A agroindústria não tem onde estocar os produtos, pois os caminhões, que levariam as mercadorias para os grandes centros estão impedidos de circular.

Nesta terça-feira cerca de dois mil funcionários da agroindústria em São Miguel do Oeste e Abelardo Luz tiveram treinamento e foram liberados. Em São Miguel, onde são abatidos 1900 suínos por dia, a suspensão iniciou ainda na noite de ontem. Já em Abelardo Luz, que abate 140 mil aves por dia, o abate foi suspenso nesta manhã.

Em Chapecó, as linhas, de salsicha e mortadela, do Frigorífico localizado no Bairro Saic também foram paralisadas nesta manhã.

Em coletiva, nesta tarde em Chapecó, o presidente da Aurora, Mario Lanznaster, disse que mais quatro unidades, duas em Chapecó, uma em Quilombo e outra em Maravilha podem suspender completamente o abate a partir desta quinta-feira.


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19 jul10:11

Avicultores reclamam de falta de pagamento e ração

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O alto preço dos insumos como soja e milho estão afetando também a avicultura. Tanto que avicultores integrados da Diplomata estão reclamando do atraso no pagamento e na entrega de ração.

Três mil dos 25 mil frangos da avicultora Franciane Zimmermann morreram, pelo menos dois terços deles em função da falta de ração.

– Eles começaram a se comer – disse.

Mil foram sacrificados e outros morreram debilitados pela falta de comida. Além disso ela está com o pagamento atraso.

Avicultor Mario Nerling, de Xaxim, está sem receber os dois últimos lotes.

O avicultor Mario Nerling, de Xaxim, está com dois lotes, um que entregou em abril e outro em junho, sem receber, o que totaliza R$ 11 mil.

– Estou devendo R$ 1,5 mil no mercado, R$ 1 mil para os vizinhos e R$ 1,5 mil para o banco- explicou.

Além disso ele tem mais R$ 12 mil para pagar até o final do ano, de investimentos no aviário.

Nerling disse que além de não receber chegou a ficar quatro dias sem ração.

– Dava só água – disse.

O problema é que a falta de ração prejudicou o desenvolvimento dos frangos e também o resultado. Aves que deveriam estar com 1,2 quilos em 26 dias estão com 500 a 800 gramas.

O avicultor disse que já passou por uma crise com a Chapecó Alimentos, há nove anos, que acabou indo a falência. Por isso os produtores estão se organizando para o governo federal tome alguma medida de socorro ao setor.

O Sindicato dos Produtores Rurais de Xaxim convocou uma reunião com prefeitos de 47 municípios de Santa Catarina e Paraná, para esta quinta-feira, às 14 horas, na sede do Sindicato. O objetivo é discutir a crise.

A crise já está refletindo no comércio de Xaxim. De acordo com o presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Xaxim, Aldicir Alessi, disse que as vendas nos setores ligados à agropecuária caíram 30%. A Diplomata abate 220 mil frangos por dia na unidade de Xaxim, de 250 integrados. Além disso emprega diretamente duas mil pessoas.

A empresa reconheceu dificuldades financeiras por meio de sua assessoria de imprensa. O motivo seria a suspensão de alguns contratos de exportação. A empresa informou ainda que o fornecimento de ração estava sendo normalizado.


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12 jun15:10

Embrapa Suínos e Aves completa 37 anos em Concórdia

A Embrapa Suínos e Aves, empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), completa nesta quarta-feira, dia 13 de junho, 37 anos de atuação. A unidade, instalada em Concórdia, já disponibilizou mais de 400 tecnologias e vive um momento de crescimento.

- Aumentamos nossa produção científica, temos vários projetos em parceria com a iniciativa privada e investimos recentemente R$ 4,8 milhões em melhorias de estrutura – disse o chefe geral da Embrapa Suínos e Aves, Dirceu Talamini.

A trajetória da Embrapa Suínos e Aves começou em 1975, quando lideranças catarinenses iniciaram uma campanha para trazer a unidade dedicada à suinocultura para Concórdia. No dia 13 de junho de 1975 foi publicada a resolução que criava o Centro Nacional de Pesquisa de Suínos. Em outubro de 1978, a Unidade recebeu também a incumbência da pesquisa em avicultura e passou a se chamar Embrapa Suínos e Aves.

A contribuição da Unidade foi estudada pelo professor Antônio Pinheiro, da Universidade de Évora, de Portugal. Ele chegou à conclusão que 40% do progresso técnico da suinocultura a partir de 1975 deveu-se à Embrapa. Na avicultura, a contribuição com o progresso técnico chega a 20%.

Ao longo dos anos, a Embrapa Suínos e Aves teve papel fundamental no controle de doenças, aperfeiçoamento de rações, melhoria da qualidade genética dos animais, preservação do meio ambiente e desenvolvimento de equipamentos para a suinocultura e avicultura. Fez ainda um trabalho imprescindível em conjunto com outros órgãos do governo, da indústria e dos produtores para superar as restrições às exportações de carne suína e de frango.

A Unidade conta com 213 empregados, destes 50 são pesquisadores. Em 2011 recebeu seis prêmios ligados a sua produção científica.


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06 abr14:41

Custos de produção de suínos e aves recuam em fevereiro

Os custos de produção de suínos e aves diminuíram em fevereiro conforme levantamento da Embrapa Suínos e Aves de Concórdia, empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O ICPSuíno/Embrapa teve uma queda de 0,22% em relação a janeiro, passando de 143,69 para 143,37 pontos. Já o ICPFrango/Embrapa caiu 0,91% em comparação ao mês anterior, de 137,46 para 136,20 pontos. No ano, os índices acumulam altas de 2,32% e 5,40% nos custos de produção de suínos e aves, respectivamente.

As reduções em ambos os índices foram influenciadas principalmente por uma, ainda que pequena, diminuição nos preços do milho.- Pode-se considerar que estes resultados refletem o desempenho da colheita de grãos no mercado interno agrícola e, apesar dos altos preços dos insumos praticados no início do ano, a tendência para os próximos meses é de uma tímida desaceleração no preço do milho – disse o pesquisador Jonas Irineu dos Santos Filho da Embrapa Suínos e Aves.

O ICPSuíno/Embrapa também registrou uma oscilação negativa no grupo de insumos “manutenção, financeiro e Funrural” em função das baixas nos preços de mercado dos suínos vivos e prontos para o abate, sobre o qual incide a taxa de 2,3% relativa ao Funrural. Mais uma vez, a ração representou o maior valor do índice: 77,04%. Os restantes 22,96% se dividiram entre os demais grupos de insumos.

A queda no ICPFrango/Embrapa foi influenciada pelos custos de nutrição e pintos de um dia. A ração teve o maior impacto, dado ao recuo de 2,54% nos preços do milho em grãos e 4,89% no farelo de soja. De outro lado, verifica-se uma valorização de meio ponto percentual no insumo “pintos de um dia”.

O ICPSuíno/Embrapa e o ICPFrango/Embrapa foram criados em 2011 pela equipe de sócio-economia da Embrapa Suínos e Aves.


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11 mar16:54

Incêndio mata 12 mil aves em Chapecó

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Cerca de 12 mil aves morreram em um incêndio ocorrido às 6h40 de sábado, num aviário localizado na linha Cascavel, no interior de Chapecó. Cerca de 24 mil pintinhos de um dia chegaram na sexta-feira á noite na propriedade de Celso Luiz Gallon, que tem dois aviários com 100 metros de comprimento cada. O fogo atingiu um dos aviários e queimou a maravalha (espécie de serragem utilizada para forrar o piso), parte dos pilares, lonas e equipamentos de alimentação do animais.

O prejuízo é estimado em mais de R$ 50 mil. O funcionário responsável por cuidar dos aviários, Júlio Cesar Pinto, disse que a cada 1h30, duas horas, ia no aviário para cuidar dos animais. Normalmente nos primeiros dias é feito fogo em campânulas, que são espécies de fornos com lenha. A temperatura deve ficar próximo de 31 graus. Pinto suspeita que pode ter saído uma faísca das campânulas e provocado o incêndio. Os bombeiros fizeram uma perícia no local. Ontem as aves, algumas carbonizadas, ainda estavam esparramadas pelo aviário. Dava para sentir um cheiro forte. Havia presença de moscas. Hoje representantes da seguradora vão até o local.

O funcionário disse que começou a ouvir um estralo quando era 6h40 e, quando abriu a janela, viu a fumaça. Com a ajuda dos vizinhos tentou conter o fogo com uma bomba de água. Mas conseguiu salvar apenas 100 pintinhos. –Deu um desespero- lembrou. Os bombeiros conseguiram evitar que o fogo atingisse o restante da estrutura do aviário. Metade da parte interna foi queimada.

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06 fev11:17

Embrapa Suínos e Aves investe mais de R$ 3 milhões em infraestrutura

A Embrapa Suínos e Aves, empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), iniciou o ano de 2012 com investimentos significativos em sua infraestrutura, que juntos somam mais de R$ 3 milhões. Sete obras estão sendo executadas neste momento. Segundo o chefe geral da Unidade, Dirceu Talamini, os investimentos garantirão avanços importantes nas condições para a execução da programação de pesquisa prevista para os próximos anos.

Entre as obras em andamento estão a ampliação do Laboratório de Genética e Sanidade Animal e a construção da nova portaria da Unidade. Também estão em execução uma unidade de compostagem de dejetos suínos e aves, uma área de convivência anexa ao Laboratório de Genética e Sanidade Animal e um espaço para o Setor de Manutenção e Veículos, composto por garagens, áreas de lavagem e separador de água e óleo.

Completam as obras previstas para o ano um abatedouro de aves experimental e uma estação compacta para tratamento dos efluentes da Unidade, ambas aguardando o licenciamento ambiental. As obras de 2012 juntam-se a investimentos já realizados, como a ampliação do prédio administrativo da Embrapa Suínos e Aves, concluída no ano passado.

- Nos últimos dois anos, conseguimos viabilizar com o apoio da direção da Embrapa mais de R$ 5 milhões em melhorias na nossa infraestrutura – contabilizou Talamini.

A Embrapa Suínos e Aves é o único centro de pesquisa nacional voltado exclusivamente à suinocultura e avicultura. A Unidade já ofertou mais de 400 tecnologias à agropecuária nacional desde 1975, ano em que foi implantado em Concórdia.


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26 dez14:42

Venda da linha de festas cresce de 8% a 10%

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

O final de ano está sendo gordo para as agroindústrias que devem ter um crescimento de 8 a 10% na linha de festas, em relação ao ano passado. Esta é a previsão do presidente da Associação Catarinense de Avicultura, Cléver Pirola Ávila. A BRF prevê aumento de um dígito em volumes e dois dígitos em vendas. A Aurora e a Seara prevêem crescimento de 8%. A Seara aposta que alguns consumidores vão redirecionar gastos para os alimentos, melhorando a qualidade de suas festas.

A BRF atribui o crescimento a o aumento na renda do brasileiro, lançamentos de produtos mais práticos e inovadores e à incorporação de 1,3 milhão de consumidores de produtos natalinos.

Para o diretor comercial da Aurora Alimentos, Leomar Somensi, resultado positivo é fruto do momento na economia nacional: – Os empregos formais e aumento do poder aquisitivo geraram recursos que estão senso utilizados em produtos para as festas de final de ano- explicou.

Na avaliação do diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne) Ricardo Gouvêa, a estabilidade da economia brasileira está refletindo num aumento do consumo interno. O Brasil passou incólume às crises internacionais nos últimos anos e com isso as agroindústrias apostaram no mercado interno. Ele afirmou que as indústrias até contrataram mais para a produção de linhas de festa e somente não há mais contratações por falta de mão de obra. A estimativa é que existem entre duas e três mil vagas nas agroindústrias catarinenses.

O presidente da Acav, Cléver Pirola Ávila, disse que houve um aumento do público consumidor e as indústrias também lançaram produtos específicos para as classes A/B e C/D. –Temos vários novos itens à base de peru e linhagens diferenciadas de frangos- avaliou Ávila.

Ele explicou que, a partir de julho, as indústrias já voltam parte de sua produção para as linhas de final de ano. Ávila destacam que estes produtos são de maior valor agregado e isso permitiu às agroindústrias uma recuperação em seus resultados. –Tivemos um ano impactado negativamente pelo câmbio e pelos custos- explicou.

Em alguns meses o dólar caiu para patamares de R$ 1,50 a R$ 1,55, o que prejudicava a competitividade e o retorno com as exportações, principalmente da indústria catarinense, que exporta 30% da produção.

Outro fator negativo foi o custo do milho e do farelo de soja, que chegaram a aumentar em cerca de 50% em relação aos anos anteriores.

Para o presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, o alto custo vai afetar a rentabilidade das agroindústrias. –O aumento das vendas do final de ano vai neutralizar o efeito do aumento dos custos- prevê. Barbieri disse que os produtores também tiveram um ano difícil. Quem terá um Natal gordo mesmo são os produtores de grãos.


Consumo chega a 46 quilos nas aves e 15 quilos nos suínos

O bom momento da economia brasileira está refletindo no aumento do consumo de proteína de carne. Tanto que o frango vai passar de 43 quilos per capita ano para 46 quilos, segundo o presidente da Associação Catarinense de Avicultura, Cléver Pirola Ávila. Ele afirmou que, se fosse levada em conta a média de dezembro, esse número seria de 50 quilos. –O consumo aumenta no final de ano- explicou.

Além do aumento da renda a variedade de produtos e embalagens mais atrativas também contribuem para este resultado. -Os produtos estão tão atrativos que estão virando até presentes de final de ano- explicou.

Nos suínos o consumo também cresceu de 13 quilos per capita ano para 15 quilos nos últimos dois anos, segundo o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarne), Ricardo Gouvêa.

O presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, disse que a previsão é de aumento de produção para 2012. Em Santa Catarina a produção de suínos de aumentar 50 mil toneladas, passando de 750 mil ano para 800 mil toneladas/ano. Tudo graças à perspectiva da conquista de novos mercados, como Japão, Coréia do Sul e China.

Nas aves também há perspectiva de crescimento para os mercados já existentes. O que preocupa mesmo é que a previsão de estiagem prejudique a safra de milho, o que pode impactar em aumento de custos.


Principais produtos

AURORA - O destaque da linha Boas Festas Aurora é o Blesser, ave diferenciada com maior rendimento, carne suculenta, tempero exclusivo e pronto para assar. A novidade é o Peito de Blesser Recheado, com farofa de lingüiça calabresa e uvas passas.

SEARA - Lançou oito novos produtos da linha comemorativa. Três deles são da Seara Ceia Fácil: Ave Classy Temperada e Desossada (ideal para receber o recheio da preferência do consumidor), o Peito de Peru com Manteiga e Ervas Finas (com sachê de manteiga separado para utilização no momento em que o produto for ao forno) e o Pernil sem Osso Temperado e com Molho de Ameixa (o sachê com o molho também vem separado). O Peru e a Ave Classy são os principais itens e representam juntos mais de 50% das vendas.

SADIA - O Peru é o líder das vendas. Os principais lançamentos são o Pernil Assado, Lombo Assado e Pernil de Cordeiro.

PERDIGÃO – O principal produto é o Chester. As novidades são o Chestes Assa Fácil Desossado e Recheado e Sobrepaleta Recheada com Lingüiça


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10 dez15:57

Acordo entre Embrapa e Agroindústria adequa propriedades às exigências da exportação

A Embrapa Suínos e Aves, empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e a Coopercentral Aurora assinam na segunda-feira, dia 12 de dezembro, um acordo de cooperação técnica para desenvolver o Projeto Frango Aurora. O objetivo do projeto é adaptar as propriedades dos avicultores familiares vinculados à Aurora às normas internacionais de produção de frango. A assinatura do acordo está marcada para as 13h30, na sede da cooperativa central, em Chapecó.

O Brasil é desde 2009 o maior exportador de carne do frango do mundo e por esse motivo tem sido alvo de muitas missões de avaliação enviadas por países importadores. As propriedades que criam as aves são sempre visitadas por essas missões. – O projeto visa preparar essas propriedades para receber equipes de avaliação e, ao mesmo tempo, tornar ainda melhores os resultados obtidos pelos produtores – explica o pesquisador Paulo Sérgio Rosa, um dos coordenadores do Frango Aurora.

Todos os cerca de 1,8 mil produtores de frango ligados à Coopercentral vão participar do projeto nos próximos três anos. De imediato, 55 propriedades foram selecionadas para fazer parte da implantação piloto. De acordo com a equipe técnica de Avicultura da Aurora, serão desenvolvidos protocolos que organizam a produção, desde a documentação até o descarte de aves mortes, para atender a todas as normas brasileiras e internacionais que regem a atividade. É um trabalho pioneiro e que agregará ainda mais qualidade ao trabalho feito pela Aurora. Após a assinatura do acordo de cooperação técnica, o projeto já será levado ao campo pelos técnicos da Aurora que prestam assistência aos produtores.


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22 nov17:13

Agroindústria do Oeste conquista mercado da China

Mercado cobiçado há muitos anos, a China está, finalmente, comprando carne diretamente do Brasil – e não mais via Hong Kong. Por enquanto, carnes de aves, mas, em breve, comprará carne suína. A Coopercentral Aurora,  uma das poucas empresas brasileiras de processamento de carnes de aves e suínos habilitadas a vender para aquele país asiático – já embarcou 30 milhões de dólares em produtos de frango neste ano e em janeiro inicia os embarques de carne suína.

O presidente Mário Lanznaster e o gerente de mercado internacional Dilvo Casagranda expõem em entrevista o novo e promissor relacionamento comercial com a China.


A China não comprava carne brasileira de forma direta?

A China somente consumia a carne brasileira através das importações de Hong Kong, que repassa a carne para a China. A partir de 2009 passou a comprar diretamente frango e, em abril de 2011, com o acordo firmado pela presidente Dilma Rousseff, a exportação de carne suína direta Brasil/China foi autorizada. Isso é bom para os dois países: para a China, porque vai comprar sem atravessador, a preço menor e, para o Brasil, porque poderá incrementar as vendas, oferecer cortes mais nobres e entrar num país com população de renda emergente que, certamente, aumentará o consumo de carne progressivamente nas próximas décadas. O consumo da carne de frango confirma essa expectativa: em 2009, a China importou do Brasil 20 mil toneladas e, em 2010, pulou para 120 mil toneladas.


Quando iniciaram as exportações da Coopercentral Aurora Diretamente para a China?

Iniciamos no ano de 2009, quando as plantas de aves de Maravilha e de Quilombo receberam a aprovação para a exportação para a China Continental, após anos de negociação entre o Brasil e China, que culminou com a habilitação de 23 plantas brasileiras à exportar para aquele mercado.


Quais os produtos exportados?

Os principais são: Asa inteira, asa porcionada (ponta, meio e coxinha da asa) e pés de frango.


Qual o volume físico e valor financeiro de cada produto exportado?

Em 2011 foram exportadas até o mês de outubro 12.500 toneladas de produtos de aves, diretamente para a China, com faturamento aproximado de 30 milhões de dólares.


Essas vendas foram feitas diretamente pela Aurora ou foram via ABIPECS, APEX etc?

As vendas foram feitas diretamente pela equipe comercial do mercado externo da Coopercentral Aurora, que buscou atuar diretamente junto aos clientes chineses. As instituições Apex, Ubabef e Abipecs serviram de canais de prospecção, mas todos os negócios foram conduzidos exclusivamente pela Aurora .


Qual a projeção de vendas para 2012?

A Aurora espera incrementar as vendas para o continente asiático e principalmente para a China, já que as relações comerciais têm crescido significativamente entre Brasil e China, contando agora também com o início das exportações de carne suína para aquele país.


O mercado chinês pode também comprar produtos de alto valor agregado ou só cortes de segunda linha?

As características de consumo da China são de produtos resfriados, sendo que para as importações a demanda é pelos produtos congelados que servirão de matéria prima para a elaboração de produtos finais industrializados e ou para pratos em cadeias de restaurantes. Mas, como a China tem disponibilidade de mão de obra, é natural que importe matérias-primas para utilizar em indústria local. Os países têm um certo protecionismo que dificulta a entrada de produtos elaborados, além das características peculiares de sabor e costumes que dificultam a chegada ao mercado com o produto pronto.


Na área de carne suína, quando iniciou a aproximação definitiva com a China?

Em outubro de 2010, uma comitiva chinesa visitou oficialmente 13 agroindústrias no Brasil e três foram classificadas para exportação de carne suína: Coopercentral Aurora (SC), Cotrijuí (RS) e Rio Verde – BRF (GO). Outras 10 foram condicionadas a melhorias internas ou de controle e serão liberadas quando o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) aprovar as adequações.


Quando a Coopercentral Aurora inicia a exportação de carne suína?

Em janeiro faremos o primeiro embarque.


Qual é o status da suinocultura chinesa no mundo?

A China é o maior produtor mundial de suínos, com plantel de 446 milhões de cabeças. No mundo inteiro são 774,5 milhões de cabeças e no Brasil o plantel é de 33,5 milhões de cabeças. Já em termos de produção, a China produz metade da carne suína do mundo com 48,7 milhões de toneladas e consome 100% de volume. O Brasil produz 3 milhões de toneladas e exporta 600 mil toneladas de carnes suínas. Dentro desse cenário está Santa Catarina que produz 750 mil toneladas e exporta 170 mil toneladas de carnes suínas.


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10 out17:52

Exposição de aves na Efapi

Os admiradores de aves podem conferir a mostra da Sociedade Oeste Catarinense de Ornitologia (SOCO) que acontece durante na Efapi 2011, no Parque de Exposições Tancredo de Almeida Neves. São 161 aves de mais de 20 espécies, entre canários, calopsitas, agapornis, manom e periquitos. Algumas exóticas e silvestres como Ring neck, Katarina, Forpus e Calafate.

Em sua oitava participação, a mostra tem como principal objetivo esclarecer os visitantes sobre a importância de não capturar pássaros nativos. Desde 1989, a sociedade se preocupa em criar pássaros para preservação da fauna. Todas as aves têm acompanhamento veterinário que inclui análise genética e cuidados com a saúde.

O diretor técnico de agapornis e psitacídeos, Isaldir de Almeida, ressalta que o contrabando de aves silvestres é crime e pode levar de seis meses a três anos de prisão, além de multas que variam de 500 a 5 mil reais. – Ao adquirir um pássaro, orientamos o comprador sobre os cuidados para o seu desenvolvimento saudável – disse.

A sede da SOCO tem capacidade para expor 3 mil pássaros e, atualmente, possui 35 sócios, totalizando cerca de mil e quinhentas aves de criadores associados. É credenciada junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e a Federação Ornitológica do Brasil (FOB). Os criadores são associados à Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC).

Venda dos pássaros

Para quem quiser adquirir uma ave, os preços variam de 25 a 400 reais por animal. Ao comprar, o cliente tem a garantia de ter um pássaro saudável e com anéis invioláveis com o número identificador da ave. Os anéis contêm um número sequencial da FOB, o registro do criador e da sociedade comercializadora e a espécie da ave.


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