Avicultura

16 abr09:45

Simpósio Brasil Sul de Avicultura em Chapecó

A contaminação por micotoxinas é um dos principais desafios da avicultura. A ocorrência destas substâncias tóxicas em matérias-primas para ração de aves pode levar a perda de produtividade do plantel e até a morte dos animais em casos extremos.

O Professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e um dos principais especialistas em micotoxinas do mundo, Carlos Augusto Mallmann, vai destacar o impacto econômico da incidência de micotoxinas na avicultura e os aspectos que envolvem fatores de contaminação durante a palestra “Principais micotoxinas que impactam a produção de aves e suas alternativas de controle”.

A palestra acontece nesta quarta-feira, dia 18 de abril, a partir das 17h, na sala Welcy Canal, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó. O XIII Simpósio Brasil Sul de Avicultura (XIII SBSA) acontece de 17 a 19 de abril.

Este tema ganha mais importância em função da continuidade de incidência de algum grupo, destacou o especialista. – O impacto na produção é cada vez maior porque outros setores da atividade, como ambiência, manejo, genética e nutrição, estão cada vez mais controlados, de maneira que as micotoxinas, que ainda tem prevalência muito grande, tem grande impacto econômico na atividade – disse.


Micotoxinas

Mallmann lembra que o atual cenário de grande demanda e preços elevados de grãos é bastante favorável a incidência de micotoxinas. – É especialmente preocupante se considerarmos que o atual patamar de preços das commodities agrícolas exige eficiência produtiva dos avicultores para manter a competitividade – disse o especialista.

A palestra “Principais micotoxinas que impactam a produção de aves e suas alternativas de controle”, promovida pela Agroceres Multimix, terá entrada gratuita.


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14 mar09:13

Inscrições com descontos para o Simpósio Brasil Sul encerra nesta quinta-feira

Termina nesta quinta-feira, dia 15 de março, a primeira etapa de inscrições com desconto para o XIII Simpósio Brasil Sul de Avicultura (XIII SBSA), que vai acontecer de 17 a 19 de abril, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó.

Até esta quinta-feira as inscrições poderão ser feitas por R$ 290 para profissionais e R$ 200 para estudantes. Entre os dias 16 de março e 12 de abril, o valor da inscrição sobe para R$ 305 para profissionais e R$ 250 para estudantes. As vagas para o simpósio são limitadas.

Os interessados podem se inscrever através do site www.nucleovet.com.br ou pelo telefone (49) 3329.1640.


Novos horários

O XIII Simpósio Brasil Sul de Avicultura (XIII SBSA) terá novo horário nesta edição. A programação científica vai começar, pela primeira vez, na tarde de terça-feira, a partir das 13h30, do dia 17 de abril, e encerrar na manhã de quinta-feira, às 12h do dia 19 de abril.

O evento mais tradicional da avicultura brasileira, o XIII SBSA é consolidado pelo alto nível técnico das palestras e deve reunir mais de 2 mil participantes de toda a América Latina, entre médicos veterinários, zootecnistas, produtores, representantes da agroindústria, pesquisadores, empresários e as principais empresas de todos os elos da cadeia produtiva.

Debate sobre salmonela abre evento

A programação científica do encontro vai reunir especialistas renomados internacionalmente para destacar a qualidade dos ingredientes e o futuro da produção animal.

O programa será aberto com um debate sobre Salmonelas e participação de profissionais e consultores de empresas produtoras, técnicos brasileiros de renome internacional e pesquisadores das principais universidades brasileiras.

Este tema exige uma atualização constante dos profissionais do setor, declarou o presidente do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas de Chapecó (Nucleovet), que organiza o encontro, João Batista Lancini.

- É uma preocupação crescente dos técnicos brasileiros, das empresas, e, inclusive dos governos para assegurar, cada vez mais, alimentos de melhor qualidade na mesa dos brasileiros e dos consumidores de outros países importadores – disse João.


Serviço:

XIII Simpósio Brasil Sul de Avicultura e II Brasil Sul Poultry Fair

Data: De 17 a 19 de abril

Local: Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes, Chapecó, Santa Catarina

Informações: (49) 3329.1640

Site: www.nucleovet.com.br

E-mail: nucleovet@nucleovet.com.br


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11 fev09:08

Santa Catarina não terá investimentos em ampliação do setor em 2012

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A falta de milho é um dos fatores que está tirando a competitividade de Santa Catarina. Prova disso é que não está previsto nenhum investimento significativo em ampliação da produção de aves em Santa Catarina em 2012, segundo o presidente da Associação Catarinense de Avicultura, Cléver Pirola Ávila.

Ele destacou que já foram fechados frigoríficos no Estado, como a unidade da Seara em Jaraguá do Sul, e outros podem fechar as portas se não houver uma política de incentivo ao setor. Ávila disse que foi entregue ao governo uma pauta com 23 pontos, que prevê ações em sanidade e infraestrutura. Uma das necessidades apontadas é a ligação ferroviária do Oeste.

O presidente da Aurora, Mário Lanznaster, também defende a implantação urgente de uma ferrovia até às agroindústrias.

–Senão os investimentos irão para outras regiões- explicou. O presidente da Cidasc, Enori Barbieri, entende que devem ser tomadas medidas para evitar que Santa Catarina perca a liderança histórica no setor, que gera milhares de empregos.


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11 fev08:00

Estiagem deve provocar aumento de 8% na carne de frango

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A estiagem que desde novembro atinge o Oeste de Santa Catarina deve provocar um acréscimo de 8% no preço da carne de frango. O cálculo é do presidente da Associação Catarinense de Avicultura, Cléver Pirola Ávila. –Fizemos uma estimativa de aumento de custos e chegamos a esse valor- disse o diretor.

O motivo é o aumento do déficit de milho no Estado. Normalmente Santa Catarina já importa cerca de dois milhões de toneladas do cereal. Neste ano deve aumentar em pelo menos 500 mil esse déficit. O produto terá que vir de outras regiões e até de outros países, como o Paraguai.

– Esse custo de transporte será repassado para o produto final – afirmou Ávila.

Para o presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, a falta de milho é agravada pela seca no Rio Grande do Sul, que também terá que buscar a matéria-prima em outras regiões do país. Com isso o patamar da saca de 60 quilos, que deveria estar entre R$ 22 a R$ 24, está em torno de R$ 30.

-Esse custo é incompatível com a atividade- disse Barbieri.

Ele informou que o Governo Federal acenou com a possibilidade de disponibilizar milho com preços mais acessíveis ao produtor. Mas espera que isso se confirme. Para o presidente da Cidasc, os governos do Estado de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul precisam desenvolver programas de incentivo à produção de milho para não perderem competitividade de suas agroindústrias.

-Aqui nós podemos substituir áreas de soja por milho- disse Barbieri. Atualmente Santa Catarina tem um programa denominado Troca-Troca, em que o agricultor pega sementes e calcário e paga no ano seguinte, convertendo a dívidas em sacas do produto. Só que isso já não tem sido suficiente para estimular o produtor.

Na avaliação do presidente da Aurora Alimentos, Mário Lanznaster, o preço da carne de frango já recuperou os patamares de final de ano, quando aumenta o consumo para o período de festas. Ele concorda que o aumento no preço do milho está pressionando os custos das agroindústrias.

– O milho está muito caro- disse. O presidente da Aurora disse que já houve um aumento do frango vivo e deve ocorrer um acréscimo também ao consumidor, mas não muito elevado.

Ele acredita que, com a entrada da safrinha (segunda safra) dos estados do Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, em julho ou julho, o frango voltará a um preço normal. Num supermercado de Chapecó, cortes de frango em bandeja oscilam de R$ 6 a R$ 11. O consumidor Jair Girardi disse que gosta dos cortes de peito e coxa. E já prevê que vai gastar mais para manter o consumo. –Vai sobrar pra nós também- afirmou, sobre os efeitos da estiagem.


DADOS DA AVICULTURA

- Santa Catarina disputa com o Paraná a liderança na produção de aves

-O Estado é o maior exportador de aves com faturamento superior a US$ 1 bilhão

- O abate anual é de 700 milhões de aves

-Cerca de 30% da produção é exportada

-São 13 mil avicultores catarinenses, sendo 10 mil integrados às agroindústrias

-A cadeia avícola gera 40 mil empregos diretos e 80 mil indiretos em SC.




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06 jan15:36

Brasil manterá liderança na exportação mundial de aves

Apesar dos elevados custos de matérias-primas (milho, soja, farelo de soja, óleo de soja) e um câmbio deprimente que afetou diretamente a competitividade da avicultura catarinense, o setor terminou 2011 com crescimento de 4% em quantidade e 6% em faturamento. – Considerando os desafios os quais fomos submetidos, podemos afirmar que tanto para o produtor quanto para a agroindústria foi um ano razoável – avalia o presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), Clever Pirola Ávila.

As previsões para este ano apontam crescimento de 2 a 3%, da produção. – Não teremos grandes mercados a nível internacional para abrir. Consolidaremos os mercados abertos da China e Índia e faremos inserções na África e Indonésia – disse.

Mundialmente, o Brasil já foi o país mais competitivo. Em função da relação cambial R$/US$, dos novos patamares dos custos de matérias primas e mão de obra, perdemos esta posição. – Além disso, observa-se o crescimento da produção na Argentina, Rússia e Oriente Médio, os quais diminuem nosso espaço de crescimento. Mesmo assim, continuaremos com a produção em nível de crescimento mais lento e seremos ainda o maior exportador mundial – declara.

Ao abordar a entrada do produto brasileiro no mercado internacional, o presidente da Acav destaca que no dia a dia são criadas várias barreiras. As mais recentes são as da Rússia e a mudança de legislação técnica europeia. Ambas focam o Brasil diretamente, impedindo o crescimento natural.

Existem aspectos da crise internacional assolando Europa e USA, além da estabilização da economia japonesa que refletem na demanda de produtos. Entretanto, segundo Ávila, mercados alternativos se mostram viáveis e dentre eles destaca-se o próprio Brasil que vem obtendo crescimento na economia e participação da população no mercado de consumo. – Aliado a uma produção com crescimento vegetativo, entendemos que os preços serão estáveis com tendência de alta em função dos custos elevados de matéria prima e mão e obra – completa.


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29 dez18:47

Acav: avicultura brasileira manterá liderança no mercado mundial

Apesar de prejudicado pela situação cambial que derrubou a competitividade nas vendas ao mercado externo, a avicultura industrial barriga-verde continuará tendo grande participação no mercado mundial, de acordo com o presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), Clever Pirola Ávila.

Santa Catarina rivaliza com o Paraná na posição de maior produtor e exportador nacional de carne de frango, tem mais de 10.000 avicultores produzindo num setor que emprega diretamente 40 mil pessoas e, indiretamente, mais de 80 mil trabalhadores.


Clever Pirola Ávila.


Considerado um dos mais experientes executivos da indústria brasileira de carnes, com 30 anos de atividade na área, Clever Ávila é engenheiro químico pós-graduado em processamento de alimentos, tem 52 anos de idade e é natural de Criciúma/SC.


Como o Sr. avalia o desempenho da avicultura em 2011?

Clever Pirola Ávila – Foi razoável se lembrarmos os desafios a que fomos submetidos. Preços estratosféricos de matéria-prima e câmbio R$ x US$ danoso para a indústria exportadora como a nossa, além de barreiras comerciais, principalmente a imposta pela Rússia. Mesmo assim, cresceremos de 4 a 6% em quantidade produzida e aumentaremos o faturamento entre 6 a 8%. O Brasil deve superar 13 milhões de toneladas, com aproximadamente 4 milhões de toneladas de Santa Catarina. O impacto cambial foi crucial por não termos um desempenho muito melhor. A indústria exportadora brasileira, em geral, foi muito afetada nos seus resultados.


Quais são as expectativas em relação a 2012?

Ávila– As demandas serão supridas sem sobressaltos, porém, com preços mais altos em função dos custos igualmente maiores. Acreditamos numa certa estabilidade com crescimento vegetativo. A demanda interna em geral estará mais aquecida, até mesmo pelas ações governamentais de fomentar o consumo do mercado interno com juros menores, em função da crise internacional dos mercados mais maduros (USA e Europa). Não teremos novas demandas para crescimentos mais audaciosos. Cresceremos mais na China e fomentaremos mercados com a África e a Indonésia.


Um amplo estudo conjunto da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) prevê que, na próxima década, haverá preços elevados e grande volatilidade internacional, e o Brasil será um dos países mais beneficiados. O Sr. concorda?

Ávila– Certamente o Brasil terá a preferência desta fatia disponível pelos aspectos da oferta brasileira, qualidade dos produtos, bem-estar animal, aspectos ambientais e sociais.


Como fazer para estimular o aumento da produção global e reduzir a volatilidade nos mercados de commodities agrícolas, que nos últimos anos elevaram índices inflacionários e chegaram a provocar protestos nas ruas de diversos países?

Ávila – O caminho será fazer melhor com menos. Isto se possível se repensar a produção, reduzir o desperdício, fazer o reuso dos recursos naturais e a reciclagem dos resíduos gerados.

Como fazer baixar os preços de muitas commodities básicas para a produção de alimentos, que se mantêm em patamares mais elevados tanto em termos nominal como real se comparados aos da década anterior ?

Ávila – A relação universal oferta-demanda prevalece na economia e somente estas variáveis alteradas podem impactar em preços.


A FAO prevê que, em média e em termos reais, deverão subir até 50% os preços das carnes e 20% os preços dos cereais nos próximos anos. A avicultura brasileira abocanhará esses ganhos?

Ávila – Certamente a avicultura manterá sua liderança de crescimento pelos aspectos de ciclo produtivo reduzido, saudabilidade e competitividade.


Os custos da produção agrícola estão em crescimento e a produtividade em queda: como resolver isso?

Ávila – Ao meu ver a produtividade não está em queda. Observamos ano a ano a evolução genética, novos métodos de manejo, melhoria do bem-estar animal e a evolução da saúde animal. Estes aspectos podem minimizar os custos produtivos.


O crescimento populacional e o aumento da renda em grandes emergentes como China e Índia continuarão a sustentar as compras de arroz, carne, lácteos, óleos vegetais e açúcar no mercado mundial?

Ávila – Não somente o crescimento populacional propiciará, como também o acesso ao consumo das classes mais pobres.


Quanto crescerá a produção agrícola como resposta natural dos produtores aos atuais preços elevados?

Ávila– A produção só crescerá se for viável economicamente e/ou através dos permanentes subsídios Governamentais mundo afora.


Como o Brasil vai desarmar a armadilha da inflação (real sobrevalorizado e perda de competitividade)?

Ávila – Entendo que a produtividade está aumentando. Assim, o aumento da relação comercial entre os Países, prevalecendo os acordos na OMC, e a vocação produtiva de cada região ajudará no controle da inflação.

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