Bioconstrução

25 ago16:01

Projeto da Unochapecó constrói casas de materiais natural

O Projeto de Extensão Habitação e Qualidade de Vida, da Unochapecó está finalizando a construção de uma residência piloto na cidade de Xaxim, no Bairro Santa Terezinha. O projeto, que tem por objetivo amenizar os problemas de acesso à habitação de qualidade utilizando a técnica de bioconstrução, consiste na utilização de materiais naturais na construção de residências. A obra utiliza materiais como tijolos de adobe, pedra e bambu, além do “pau a pique”, que é uma massa formada por serragem, terra, fibras vegetais, pó de brita, cal, cimento e água, estruturadas por madeira.

A bioconstrução é focada em tecnologias sociais, aplicadas à construção civil executando um projeto piloto em habitação, capacitando os moradores do bairro para a utilização da técnica da permacultura que é a técnica de organizar ambientes sustentáveis, sociais e financeiramente viáveis, que consiste na reutilização de matérias como gafaras pets, caixas tetra pak para a construção projetos como aquecedores solares de baixo custo, cisternas para captação e armazenagem de água das chuva e produção de alimentos para consumo próprio.

Sete famílias foram selecionadas pelo Centro de Referencia de Assistência Social (Cras) do Bairro Santa Terezinha, e estão envolvidas no processo de construção do projeto piloto. O compromisso firmado com a Prefeitura de Xaxim ainda prevê a construção de mais seis residências, em lotes vizinhos. As técnicas construtivas adotadas se valem de materiais locais e naturais como barro, pedra e bambu.

Nos últimos quatro meses, a coordenadora do projeto, professora Christine Scherer e bolsistas da Unochapecó, juntamente com dois bioconstrutores da cidade de Arabutã vem capacitando as sete famílias de Xaxim, através de oficinas práticas que envolvem técnicas de educação popular além da técnica da construção da residência. A construção do projeto piloto com área de 68m², divididos em dois andares, será feita de acordo com as necessidades das famílias, deixando as residências com um pouco da identidade dos futuros moradores. Os projetos elétricos e sanitários também serão repassados aos moradores.

As fases construtivas evoluem de forma mais lenta, tendo em vista o caráter de capacitação profissional. Atualmente a residência já possui cobertura faltando ainda algumas paredes, reboco e pintura. O projeto da Unochapecó ainda prevê a construção de uma cisterna de 4,5 mil litros e a instalação de aquecedores de água, tudo feito pelas mãos das famílias. O dono da primeira residência será sorteado na conclusão do projeto piloto e sua avaliação dará início aos processo de construção das demais casas.

Segundo a coordenadora do projeto, Christine Scherer , a bioconstrução é uma técnica inovadora enquanto proposta habitacional de interesse social e urbano na região. “A mesma é de baixo custo, envolve a participação da comunidade beneficiada, apresenta um modelo que proporciona conforto e habitabilidade em conformidade com aspectos bioclimáticos, além de ter maior durabilidade que as casas de alvenaria”, acrescenta. Outro ponto positivo do projeto é o fato de que as sete famílias disponibilizam 12 horas semanais para a construção do projeto além de saírem capacitados e prontos para a construção das outras casas.

O projeto foi desenvolvido pela Unochapecó com apoio da Prefeitura Municipal de Xaxim, que fez a doação dos terrenos de interesse social, R$ 25 mil reais em materiais para construção de casa, e o Cras, que selecionou as famílias contempladas.


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03 mai11:23

Xaxim desenvolve projeto de Bioconstrução

A Secretaria de Assistência Social e Habitação, Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Xaxim com parceria da Unochapecó com o Núcleo de Extensão vai desenvolver um projeto diferente no município. Trata-se de uma Bioconstrução onde são utilizadas técnicas consagradas e que estão sendo retomadas como viabilização da moradia popular.

A Bioconstrução trabalha com a arquitetura da terra, a partir de recursos naturais e observa pontos importantes como insolação e ventilação adequada. Os materiais utilizados são regionais e as técnicas se utilizam desses materiais.

Segundo a Arquiteta e Urbanista e professora da Unochapecó, Christine Scherer, a primeira técnica utilizada é a de “pau a pique” onde é formada uma malha com barro e fibra (capim).

- Esse barro é lançado e vai formar a parede a partir da estruturação em madeira e bambu. São técnicas muito antigas, milenares que são reapropriadas – destaca. Os benefícios são inúmeros como conforto ambiental, qualidade construtiva e valor estético mais interessante do que o usual.

Nesta primeira edição irão participar dez famílias do Bairro Santa Terezinha que serão capacitadas para atuar no projeto. Conforme Christine, o processo de capacitação faz com que a comunidade tenha uma contra partida para o município através da mão de obra.

O projeto piloto inicia no dia 5, durante a Ação Global. Dois profissionais, bioconstrutores estarão durante 40 dias trabalhando no processo de capacitação.

O projeto abrange uma habitação de dois pavimentos com cerca de 68m2 em um terreno de aproximadamente 125 metros quadrados. A construção ainda poderá ser ampliada. A expectativa de conclusão da obra é de quatro meses. Após a conclusão as famílias continuam recebendo acompanhamento para que consigam desenvolver seus projetos.


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