blues

20 fev12:29

Grandes shows no primeiro semestre do ano em Porto Alegre

De lendas do rock a gigantes do heavy metal, passando por ex-frontmen em carreira solo à maior banda de culto brasileira. As atrações que desembarcam em Porto Alegre nos primeiros meses deste ano são dignas da mais absoluta – e dispendiosa – folia.


Temporada terá Bob Dylan, Roger Waters, Buddy Guy e Joe Cocker.



Para você começar a se programar, o Segundo Caderno fez um apanhado dos shows imperdíveis que vêm por aí. Confira:


Joe Cocker

A assinatura vocal inconfundível deu a Joe Cocker um lugar entre os cem maiores cantores de todos os tempos pela revista Rolling Stone. Agora, o crooner vem a Porto Alegre divulgar seu mais recente disco, Hard Knocks, lançado sem muito alarde em 2010. Mas o que o público quer ouvir – e certamente ouvirá – são as covers que, depois de registradas pelo poderoso timbre do britânico, fizeram as versões originais serem esquecidas. Entre elas, clássicos absolutos como You Are So Beautiful (dos Beach Boys), Feelin’ Alright (do Traffic), Unchain My Heart (gravada inicialmente por Ray Charles) e, claro, With a Little Help from My Friends, dos Beatles. Sem contar as canções originais para filmes, entre elas You Can Leave Your Hat On (do filme 9 Semanas e 1/2 de Amor) e Up Where We Belong (de A Força do Destino, vencedora de um Grammy e um Globo de Ouro). Quando: 27 de março. Onde: Pepsi On Stage. Ingressos: entre R$ 130 e R$ 220.


Bob Dylan

Em sua terceira apresentação em Porto Alegre, um dos artistas mais influentes em várias vertentes da música pop desembarca em Porto Alegre 13 anos após sua última apresentação na Capital, em 1998. Músico que vê nas apresentações ao vivo oportunidades de experimentação tão amplas quanto em seus trabalhos de estúdio, Dylan tem como costume apresentar um repertório sempre cambiante, que mescla poucas canções inéditas de seu álbum de ocasião mais recente (no caso, Together Through Life, de 2009) com performances que transformam substancialmente suas canções de maior sucesso, como Like a Rolling Stone, Highway 61 Revisited, Tangled Up in Blue e Forever Young. Algumas canções, entretanto, são mais constantes em suas apresentações, como Ballad of a Thin Man e Desolation Row, de Highway 61 Revisited. Dylan vem ao Estado ainda na esteira das homenagens que recebeu pela passagem de seus 70 anos, em 2011. Quando: 24 de abril. Onde: Pepsi On Stage. Ingressos: começam a ser vendidos no dia 27 de fevereiro.


Anthrax e Misfits

Dois grupos com uma reconhecida trajetória a serviço do som pesado, sujo e sem firulas estarão em Porto Alegre para a apresentação de seus trabalhos mais recentes. O Anthrax é um dos ícones do thrash metal (variação do heavy metal com sonoridade mais rápida e ainda mais ruidosa), com 30 anos de carreira, e apresentará por aqui seu mais recente álbum de estúdio, Worship Music (2011), primeiro disco de inéditas desde 2003. Já o Misfits, pioneiro do movimento punk, vem ao Estado como parte da jornada latino-americana da turnê de lançamento de seu sétimo e mais recente álbum de estúdio, The Devil’s Rain (2011). Quando: 25 de abril. Onde: Gigantinho. Ingressos: entre R$ 80 e R$ 140.


Los Hermanos

A ideia era fazer 15 shows para comemorar 15 anos de formação da banda. Mas os Los Hermanos subestimaram os próprios fãs, que consumiram os ingressos tão logo as vendas foram abertas. Resultado: a turnê de reunião da última banda de culto nacional passará agora por 23 cidades, incluindo Porto Alegre, que vai receber o quarteto carioca em duas datas no mês de maio. A primeira noite já está esgotada e restam poucos ingressos de terceiro lote para a segunda. Para desgosto dos seguidores, os quatro já afirmaram que dificilmente o reencontro renderá mais do que concertos memoráveis e uma nova leva de boas histórias para contar. Quando: 12 e 13 de maio. Onde: Pepsi On Stage. Ingressos: entre R$ 80 e R$ 140.


Roger Waters

O ex-Pink Floyd traz ao Brasil, pela primeira vez, a turnê do disco The Wall. Baseada no álbum duplo de seu antigo grupo, lançado em 1979, a superprodução começou a percorrer o mundo em 2010 e agora aporta na América Latina. Porto Alegre será o primeiro lugar do país a receber o músico britânico, que virá de nada menos que nove shows em Buenos Aires. Com lotação máxima por onde passa e considerada uma das 10 turnês mais lucrativas do ano passado, The Wall Live traz o clássico disco tocado na íntegra por Waters acompanhado de uma parafernália cenográfica de dar inveja ao U2, com direito a muro de 137 metros de largura por 11 de altura, bonecos infláveis gigantes, pirotecnia e projeções gráficas. Boa parte da cenografia, aliás, é tirada do filme homônimo dirigido por Alan Parke em 1982. O longa mistura atores reais com animação para contar a história de Pink, astro do rock que surta e se vê transformado em um ditador. Os icônicos personagens criados por Gerald Scarfe estão presentes no show. Quando: 25 de março. Onde: Estádio Beira-Rio. Ingressos: entre R$ 240 e R$ 500.


Buddy Guy

A carreira deste artista (cujo nome de batismo é George Guy) é das que se justificam apenas na enumeração de seus feitos. Instrumentista dos mais premiados, sua trajetória soma quase 60 anos de carreira, mais de 50 discos lançados, bem mais de um entusiasta a aclamá-lo como maior guitarrista de blues vivo e inspiração assumida de Jimmy Hendrix, Guy vem a Porto Alegre para apresentar um repertório com alguns dos maiores standards do gênero. Também devem entrar no setlist músicas de seu trabalho mais recente, o álbum em tom de autobiografia musical Living Proof (2010). Quando: 15 de maio. Onde: Teatro do Bourbon Country. Ingressos: de R$ 130 a R$ 350.


ZERO HORA



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21 nov11:54

Geléia com Repolho

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Já pensou em misturar geléia com repolho na música. Foi o que aconteceu no sábado, em Chapecó, onde a banda Repolho fez uma apresentação no Hotel Lang e, no Centro de Eventos, havia o Jam Festival. A palavra Jam, representa na música, numa livre tradução, tocar jazz ou blues com outras pessoas de uma maneira mais informal.

Como queria ir nos dois shows, fiz um planejamento. Primeiro fui no show do Repolho, que comemorava 20 anos de banda. Como houve um pequeno atraso o público exigiu: “Queremo Roque”, uma espécie de hino da banda.

Eles foram chegando ao palco em suas indumentárias circenses. O baixista Akira, o baterista Anderson e o guitarrista Demétrico. Quando o vocalista Roberto entrou, com uma máscara de porco, uma criança começou a chorar, apavorada. Pronto, acabou o show para os pais, obrigados a sair para acalmar o filho.

Já outras crianças circulavam tranquilamente pelo local, com o risco de serem atropeladas nas performances do vocalista. Uma cena antológica foi o Roberto se escondendo na cortina e pronunciando: “Eu sou Mum-Rá”.

Entre muitas paradas e repetições, a banda cantou sucessos como Chapecó, Juvenal, Porcona, e Fuca Azul Calcinha. Na faixa Metalero Sem Pará Roberto furou os balões do baixo do afilhado Akira. –Metalero tem que ser malvado- disse.

Foi mais um espetáculo de irreverência, como todo mundo esperava.

Em seguida fui para o Centro de Eventos onda ainda consegui ver o final da apresentação de Cristiano Ferreira e banda.

Mas o ápice foi quando chegou ao palco o bluesman Donny Nichillo. Quando ele começou a tocar o piano lembrei do Ray Charles. A habilidade e o domínio do instrumento causou um êxtase. Me senti em Chicago, terra natal de Nichillo, ou em Nova Orleans (mesmo sem nunca ter ido para lá). Vi porque ele já havia tocado com músicos como Carlos Santana.

Como se não bastasse a surpresa, ele sacou sua gaita de boca e começou a tocar o que chamou de Blues para Chapecó. O som da harmônica foi rasgando o teatro do Centro de Eventos preenchendo-o com algo maravilhoso. Era um blues genuíno interpretado ao vivo, em Chapecó. Algo nada visto antes. O som da gaita de boca era entrecortado por toques leve no piano que ficavam vibrando enquanto Donny Nichillo espremia diferentes sons de sua gaita.

Foi uma noite de sons diferentes, como geléia com Repolho.


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17 nov13:56

Santa Catarina Jam Festival


Depois do sucesso em Florianópolis e Blumenau, é a vez de Chapecó receber o Santa Catarina Jam Festival, que reúne nomes com reconhecimento nacional e internacional em três gêneros musicais cultuados no mundo todo: blues, jazz e bossa. Os shows acontecem no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes.

No dia 18, às 21 horas, o genial Renato Borghethi com sua Gaita Ponto divide a noite com Ana Paula da Silva, uma catarinense considerada por críticos europeus e brasileiros como uma de nossas melhores intérpretes. No dia 19, um de nossos melhores guitarristas de blues, Cristiano Ferreira, abre a apresentação do pianista Donny Nichilo (EUA), fera do blues de Chicago que já tocou com Santana, Buddy Guy e Stevie Ray Vaughn.


Conheça mais as atrações do Santa Catarina Jam Festival


Renato Borghethi

A Gaita Ponto, como é chamada nessa região, confere ao folclore do RS, grande força e intensidade. Com sua música, Borghetti obteve desde o início da sua carreira, um êxito popular surpreendente para um músico que permanece fiel as suas raízes folclóricas. Não que a música do RS seja rotulada de hermética ou purista. Ao contrário, Borghetti tem revisitado, adaptado e modernizado diversas e importantes “standarts” no folclore do RS. Demonstra não se intimidar com influências de outras formas e estilos brasileiros e do mundo em seu trabalho, como o pop, samba, jazz, tango e outros, os quais adapta e agrega ao seu estilo único de tocar acordeon. Não apenas o jeito europeu de tocar gaita prevalece no Brasil. Esta diferença materializada na obra diferenciada de Renato Borghetti, faz dele um mestre popular na medida em que renova a sonoridade folclórica de seu estado natal – um sucesso mais surpreendente para um musico que ao invés de um trabalho vocal optou por um trabalho instrumental.

Seu primeiro álbum gravado em 1984, com recursos próprios e nas madrugadas ociosas de um estúdio em Porto Alegre, foi um sucesso instantâneo, alcançando a marca de 100.000 copias em poucos meses e tornando-se o 1º disco de ouro de toda a historia da musica instrumental brasileira. Hoje é referencia nacional em seu estilo, e já conta com 23 discos gravados e 02 DVDs. (Texto elaborado a partir do comentário do critico britânico William Hogeland)


Ana Paula da Silva

Considerada por críticos brasileiros e europeus umas das melhores intérpretes da atualidade, Ana Paula da Silva, catarinense, com 32 anos, em 2011 completou 16 anos de carreira, iniciou sua arte com a dança e na trajetória musical com 16 anos, evoluindo de intérprete, a instrumentista e compositora.

Ana Paula compartilhou o palco e realizou inúmeros concertos dentro e fora do Brasil com grandes músicos. Viveu na Áustria por dois anos, lá trabalhou com vários instrumentistas na linha do jazz. Neste período lançou seu disco em parceria com o compositor, arranjador e guitarrista Alegre Corrêa. Gravou no disco de Martin Reiter – Alma, CD que ganhou Prêmio de melhor disco de jazz em 2008 – Áustria. Realizou ao lado do conceituado músico de jazz Joe Zawinul uma turnê de cinco semanas em 2006, valorizando e conhecendo o uso da voz não somente em canções.

Realizadora de seus projetos, CDs e shows desde o primeiro disco de cinco já lançados Ana Paula da Silva lançou em 2006 Canto Negro e Por causa do Samba (Brasil e Europa), em 2008 o Livro CD Contos em Cantos, em 2009 selecionada pelo Prêmio Pixinguinha onde foram escolhidos dois artistas por estado lançou o álbum Aos de Casa (Brasil-Europa-Argentina) valorizando os músicos e a cultura catarinense conhecida por poucos. Em dezembro de 2010 produziu o quinto trabalho Pé de Crioula, disco inteiramente dedicado ao samba com arranjos e direção musical do ícone carioca Claudio Jorge e com grandes músicos como Mauro Diniz, Carlinhos 7 cordas, Ricardo Silveira, Mário Sève, participação especial de Gabriel Grossi, Robertinho Silva entre outros músicos, mantendo a proposta de apresentar e valorizar novos compositores.


Cristiano Ferreira

Cristiano Ferreira é um dos grandes expoentes do blues nacional. Iniciou sua carreira em Porto Alegre em meados de 1995, tocando com bandas locais. Não demorou muito para que passasse a integrar a banda de músicos importantes do cenário do bules gaúcho, como a cantora Flora Almeida e o gaitista Andy Boy, com quemgravou o disco Blue Mind (2001), vencedor do prêmio Açorianos como melhor disco de bules do ano no Rio Grande do Sul. Cristiano também integrou a banda do gaitista catarinense Alex Rossi até a sua ida para a Europa. Com ele gravou algumas faixas do seu disco Let Me in (2006). Radicado atualmente em Florianópolis, Cristiano integra a banda do gaitista catarinenese Carlos May. Sua grande experiência como músico de apoio o faz figurar entre um dos guitarristas mais requisitados para acompanhar artistas de bules internacionais em suas turnês pela região sul. Nomes como Holland K. Smith, Phil Guy, John Primer, Willie Big Eyes Smith, Bob Stroger, Gonzalo Araya e Nicolás Smoljan figuram entre alguns destes artistas. Cristiano transita pelo swing do jazz, o rhythm and blues alegre e dançante, o som profundo do bules de Chicago e o som potente do blues texano.


Donny Nichilo

Nascido e criado em Chicago, Donny é um respeitado músico e mesmo com seus estudos na Universidade de Illinois, ele acredita que seu conhecimento, tenha vindo mais fortemente das lições que aprendeu observando e tocando em bandas com os velhos mestres do Blues e Jazz que viveram e atuaram em Chicago.

Sua perícia no Chicago Blues o levou a tocar 3 anos com um dos mais famosos guitarristas de Blues, Buddy Guy e mais recentemente, com outros grandesnomescomo olegendárioFloydMcDaniel e a Banda Swingers. Donny foi um dos membros criadores da maior banda de Swing em Chicago, The Mighty Blue Kings.

Como pianista e cantor, conhecido por seu rico tom e limpas frases melódicas, o que o faz ser particularmente único é sua rara versatilidade, movendo-se facilmente, mas com muita autenticidade, entre os diferentes estilos de Blues, Jazz, Swing e clássicos americanos. Autenticidade, sensitividade e riqueza de influências do verdadeiro Blues de Chicago, são características vivas em seu piano e voz. Como resultado de tanto talento já dividiu palco com músicos famosos como Carlos Santana, Ron Wood do Rolling Stones, Stevie Ray Vaughn entre outros.


Santa Catarina Jam Festival | www.jamfestival.com.br


Serviço:

Chapecó

Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes – 21 horas

18/11

- Renato Borghethi – Jazz

- Ana Paula da Silva – Bossa

19/11

- Donny Nichilo (USA) – Blues

- Cristiano Ferreira – Blues


O Santa Catarina Jam Festival é uma realização do Museu do Rock, com coordenação da Propague Promo, coordenação artística da Orth Produções, patrocínio da TIM, apoio institucional do Funcultura (Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte – Governo de Santa Catarina) e promoção da RBS.

Mais informações e músicas dos artistas em www.jamfestival.com.br. Ingressos a R$ 30 (inteira) e R$ 15,00 (meia) estão à venda na bilheteria do Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes, site Blueticket e na loja da TIM Oestecell – Av. Marechal José Bormann, 125E.

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