Caixas

13 jul09:33

Greve dos transportadores de valores acaba e caixas serão reabastecidos até sábado de manhã

Os transportadores de valores decidiram encerrar a greve e até sábado todos os caixas eletrônicos estarão reabastecidos. De acordo com o tesoureiro do sindicato da categoria (Sintravasc), Julio Cesar Maranhão, pela manhã desta sexta-feira os carros-forte saem da garagem para atender às agências bancárias.

O trabalho deve ser concluído até o final do dia. Os caixas eletrônicos deverão estar reabastecidos até a manhã de sábado, afirma o dirigente sindical. Julio Cesar considera a greve vitoriosa por ter conseguido ganhos não imaginados.

Como o adicional de 20% aos tesoureiros e chefes de equipe por quebra de caixa. A expressão remete a atividades que lidam diretamente com dinheiro. A Justiça do Trabalho ainda determinou reajuste de 4,88% no julgamento do dissídio coletivo dos transportadores de valores, parados desde 1º de julho.

O valor corresponde ao Índice de Nacional de Preços aos Consumidor (INPC) e será aplicado também ao vale-alimentação. O Tribunal Regional do Trabalho também ordenou o pagamento dos dias parados ao confirmar que o movimento é legal.

A última medida foi a aplicação de uma multa de R$ 4 mil ao sindicato das empresas de transporte de valores por litigância de má-fé. Na prática, significa que foram enviados dados incorretos ao Judiciário.

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04 jul22:39

Greve de trabalhadores de transportes de valores leva a falta de dinheiro em caixas eletrônicos em SC

Todo dia 5 é data de as pessoas receberem os salários e benefícios do INSS. Mas com a greve dos funcionários das empresas de transporte de valor pode ficar complicado colocar o dinheiro no bolso porque as agências não são abastecidas desde o último domingo e pode faltar cédula nos caixas eletrônicos.

O Banco do Brasil reduziu o saque máximo pela metade — de R$ 1 mil para R$ 500. Em Chapecó, alguns terminais de autoatendimento da Caixa Econômica estão fora de operação. O sindicato dos funcionários em carro forte (Sintravasc) informa que o limite de saque na instituição foi fixado em R$ 300.

O presidente do Sintravasc, Vilson Soares dos Santos, afirma que 80% dos profissionais aderiram à paralisação e o movimento é forte em Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis e Itajaí. Nesta quinta-feira, serão realizadas assembleias em várias cidades catarinenses e se a decisão for encerrar a greve o retorno ao trabalho é imediato.  A greve iniciou na segunda-feira, dia 2 de julho.

— Mas a tendência é de continuidade do movimento porque os patrões não melhoraram a proposta, afirma Vilson.

O presidente do Sintravasc diz que foi oferecido 4% de reajuste, enquanto a reivindicação é aumento de 14,88%, de 10% no vale alimentação e plano de saúde integral. A remuneração inicial é de R$ 1.085, conforme o sindicato.

O Ministério Público do Trabalho tenta mediar uma negociação e pediu a suspensão do movimento porque o sindicato das empresas de transportes de valores (Sindesp/SC), prometeu uma contraproposta. A resposta vem na assembleia desta quinta-feira.


DIÁRIO CATARINENSE



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04 jul11:53

Começa a faltar dinheiro em alguns caixas eletrônicos

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

No terceiro dia de greve dos empregados no transporte de valores em Santa Catarina alguns caixas eletrônicos estão sem dinheiro. O último abastecimento foi realizado no domingo, dia 1º de julho. Nesta tarde será realizada, às 14 horas, uma audiência no Ministério Público em Florianópolis, entre representantes das empresas de transportes de valores e o Sindicato dos Empregados em Transportes de Valores de Santa Catarina (Sintravasc).

O diretor do sindicato em Chapecó, Ademir Dall Bello, que esta na capital, espera que a reunião seja positiva e caso as reivindicações não sejam atendidas a greve deve continuar.

- Não queríamos paralisar as atividades e causar problemas para a população, mas essa é única solução – disse.

Em Chapecó, alguns caixas eletrônicos externos da Caixa Econômica Federal estão com falta de nota. Nos caixas das agências, até o momento, o atendimento está normal, pois eles podem ser abastecidos pelos funcionários.

Já na Grande Florianópolis, desde a terça-feira, um cartaz na entrada das agências orienta que os clientes realizem transferências de valores e procurem as lotéricas para efetuar saques maiores, pois foi estipulado um limite de saque, no valor de R$ 1 mil por cliente, na boca do caixa. A Assessoria da Instituição disse ainda que está conseguindo administrar bem a situação e não está com grandes problemas.

De acordo com o Sintravasc a paralisação ocorre em Florianópolis, Criciúma, Blumenau, Tubarão, Itajaí, Joinville, Joaçaba, Lages e Chapecó. São 1,5 mil trabalhadores parados desde a segunda-feira, dia 2. Os trabalhadores reivindicam10% de aumento de salário, vale alimentação nas férias e plano de saúde integral.


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09 mar09:08

Febraban diz que esvaziar caixas eletrônicos à noite é operação inviável

Diogo Vargas | diogo.vargas@diario.com.br

O apelo da polícia catarinense aos bancos de esvaziar os caixas eletrônicos à noite como alternativa para reduzir a onda de ataques com explosivos no Estado é inviável operacionalmente. Além disso, os carros-fortes passariam a ser grandes atrativos para as quadrilhas.

A avaliação é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), com sede em São Paulo, dada ao Diário Catarinense. Em nota enviada à reportagem, a Febraban afirmou que não há logística operacional para retirar os valores dos caixas eletrônicos à noite. Principalmente no horário da meia-noite às 4 horas da madrugada, o período crítico dos ataques – desde janeiro do ano passado houve em SC 57 ações dos bandidos que utilizam dinamite para explodir os terminais.

A entidade que representa os bancos observou que os carros-fortes podem transitar das 8h às 20h e que para além desse horário seria necessário o acompanhamento por funcionário da agência. No caso de estabelecimentos comerciais, como área de supermercado por exemplo, a federação lembra que também precisaria da autorização do proprietário para a operação.

“Uma movimentação de numerário neste horário por carro forte (repleto de dinheiro) faria uma sequência de desabastecimento a meia-noite, e um reabastecimento por volta das 06h torna-se um grande atrativo para as quadrilhas. Ao invés de explodirem terminais passarão a promover assaltos nos embarques e desembarques de numerário dos carros fortes”, pensa a Febraban.

Blindar os caixas eletrônicos, a outra medida sugerida pela polícia para frear os ataques, também não é a solução, conforme os bancos. A Febraban considera que todo acesso ao terminal precisa de porta de acesso e que com um simples pé de cabra seria possível quebrá-la. Sobre a instalação de portas giratórias, entende que haveria a necessidade de manter vigilante no local, o que esbarraria em restrições legais.

A Febraban defende estudos técnicos mais aprofundados, legais e com condições operacionais para o assunto. As sugestões da polícia foram apresentadas na terça-feira em reunião da cúpula da segurança com o sindicato dos bancários, os bancos Bradesco e Banco do Brasil, em Florianópolis.

A polícia disse que as medidas seriam apenas enquanto durarem as investigações sobre as quadrilhas, que ainda não foram presas. Para o vice-presidente da comissão de segurança da Assembleia Legislativa, deputado sargento Amauri Soares, os crimes só vão cessar quando a polícia prender os criminosos e o Estado investir em efetivo policial e inteligência.


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12 fev14:06

Chega a 47 número de ataques a caixas eletrônicos em Santa Catarina desde 2011

Diogo Vargas | diogo.vargas@diario.com.br


Virou deboche a ação dos assaltantes que explodem caixas eletrônicos em Santa Catarina. É como se fosse um paraíso: praticam os crimes com tamanha confiança de que não serão presos que chegaram ao ponto de agir 47 vezes desde o ano passado sem nenhum indício de que vão parar.

Armados muitas vezes melhor que a polícia, com fuzis e pistolas, sitiam os alvos escolhidos, apontam para os reféns, ameaçam. E não se intimidam com movimentação de pessoas ou posto da Polícia Militar no lugar escolhido. Com toucas no rosto, metralhadoras em punho e bananas de dinamite nos bolsos, mostram-se convictos de que sairão com sacolas cheias de dinheiro de alguma cidade catarinense. A polícia estima que um caixa cheio contenha até R$ 300 mil.

Na semana que passou, a força das quadrilhas ficou escancarada novamente duas vezes. Em Araquari, Norte do Estado, parecia cena de filme. Na madrugada de quarta-feira, o bando invadiu o restaurante do posto Sinuelo, um dos mais movimentados pontos de parada para refeições da BR-101 na região.

Os ladrões encapuzados atiraram. As câmeras internas flagraram a rendição dos clientes e funcionários. Um PM do posto policial ao lado reagiu, mas passou longe de conseguir encarar os bandidos, que mais uma vez escaparam livremente. Na madrugada de sexta-feira foi em Cunha Porã — cidade de 10,6 mil habitantes no Extremo-Oeste — que o estouro no Banco do Brasil significou a passagem dos bandoleiros. E ninguém foi preso novamente.

Divisão policial, briga política e demora na investigação especializada são os principais motivos para a incapacidade das autoridades em romper a onda desse tipo de crime. O fato mais polêmico envolveu a criação de uma força-tarefa pelo secretário de Segurança Pública (SSP), César Grubba, em outubro do ano passado, sem resultado.

Por razões desconhecidas e não reveladas oficialmente, os policiais da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), a elite da Polícia Civil de SC — acostumada a investigar organizações criminosas —, afirmam que não fizeram parte efetivamente da equipe, que foi liderada pela diretoria de inteligência da secretaria.

A força-tarefa até fez algumas prisões, mas de pessoas envolvidas com a venda ilegal dos explosivos. Os assaltantes que empunham armas de grosso calibre e saem na linha de frente dos crimes não foram identificados ou capturados. Nas ruas, seguiram agindo, não só com mais intensidade e violência, mas de maneira ainda mais dinâmica por regiões do Estado, e desaparecendo com a mesma velocidade com que atacam os equipamentos.

Constrangimento à segurança pública

Na história recente de SC, a ação dos assaltantes com explosivos revela-se o fato mais audacioso e também constrangedor para a segurança pública. A última quadrilha que desafiou de forma tão pesada a polícia estadual agiu entre 2003 e 2006. O grupo comandado pelo assaltante gaúcho José Carlos dos Santos, o “Seco”, assaltava carros-fortes em SC e no Rio Grande do Sul. Eram roubos milionários e cinematográficos, com mortes de seguranças, tiroteios com policiais e furos de barreiras.

Num deles, a quadrilha fechou a BR-101, em Palhoça, na Grande Florianópolis, na manhã de 13 de dezembro de 2004. O grupo agiu também em Joinville, Ibirama e Seara. Seco só foi preso dois anos depois, em 2006, no RS, ao ser reconhecido, de madrugada, num posto de combustíveis, por policiais que o procuravam e após troca intensa de tiros. Ele continua preso no RS.

Quanto aos assaltantes de caixas, os acontecimentos recentes não permitem à população ficar otimista de que eles serão detidos a curto prazo.


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13 jan13:41

Caixa eletrônico é dinamitado em São Domingos

Gabriela Rovai | gabriela.rovai@diario.com.br

A cidade de São Domingos, no Oeste de Santa Catarina é o mais recente alvo dos quadrilheiros que vem explodindo caixas eletrônicos no Estado. O ataque foi a um caixa do Banco do Brasil, na madrugada desta sexta-feira, dia 13.

Nesta madrugada também houve tentativa de explosão em um caixa de Navegantes, no Litoral Norte de SC. A PM foi acionada e os assaltantes fugiram.

O ataque em São Domingos é o quinto em uma semana, em SC. Na madrugada da última sexta-feira, dia 6, bandidos explodiram um caixa do Bradesco, em Itajaí.

Na madrugada do sábado, dia 7, uma quadrilha com 20 homens fortemente armados sitiaram a cidade de São João Batista, na Grande Florianópolis e dinamitaram sete caixas eletrônicos. Eles apontaram fuzis com lanternas para os moradores e os mandaram entrar de volta nos apartamentos.

Na madrugada de domingo, dia 8, foi registrada uma explosão na empresa Aurora, em Chapecó, Oeste de SC. Neste ataque, assaltantes renderam os vigilantes, explodiram o caixa do Banco do Brasil e fugiram.

Na mesma madrugada, foi registrada uma tentativa de explosão numa cooperativa de crédito na cidade Morro da Fumaça, Sul de SC.

Em cinco meses, foram registrados, pelo menos, 29 ataques a caixas em SC.

Os crimes são investigados pela Diretoria de Investigações Criminais (Deic). O inquérito está sob sigilo por determinação da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina (SSP/SC).


DIÁRIO CATARINENSE

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