Calamidade

14 fev10:46

Seara decreta situação de calamidade pública

Em reunião na tarde desta segunda-feira, Seara decretou situação de calamidade pública devido à estiagem e a dificuldade no abastecimento de água da cidade e interior do município. Também foi definida a entrada de uma ação administrativa no Ministério Público para que a Casan tome providências emergenciais para amenizar o problema. Uma das alternativas paliativas é de que a estatal contrate caminhões para o transporte de água à população.

O gerente da Casan em Seara Marcelo Cozer, explica que a necessidade de Seara é de 120 mil litros por hora. – Atualmente estão sendo distribuídos 45 mil litros/hora, ou seja, apenas um terço do que a população consome normalmente – disse.

A Prefeitura está transportando água potável com caminhões da estação de tratamento da Casan em Itá para abastecer os bairros Garghetti, Padre Lídio e parte do Bairro São João. São aproximadamente 200 mil litros de água por dia transportados do município vizinho para Seara. Outros caminhões estão abastecendo o restante da cidade através de poços artesianos e pelo rodízio da Casan.

Nesta terça-feira uma carreta do Corpo de Bombeiros, vinda de Florianópolis, chegou na região Oeste e está fazendo o transporte de água do reservatório de Itá e levando até Seara. O presidente da Defesa Civil de Seara Fabio Stocco disse que a Casan deve contratar mais três caminhões para realizar o transporte.

- A previsão é de que cada caminhão faça de oito a dez viagens por dia. Com quatro caminhões fazendo o transporte ainda não seria o suficiente para suspender o rodízio, porém amenizaria bastante a situação do abastecimento – destaca Marcelo.

A Prefeita Laci Grigolo enfatiza que a situação só tende a se agravar já que as previsões para chuvas não são animadoras. – A Prefeitura está fazendo tudo o que está ao seu alcance, agora buscamos com a ação administrativa, uma solução concreta e urgente da Casan para o município – disse.

No interior um trator e dois caminhões da Prefeitura também abastecem propriedades que necessitem de água principalmente aqueles que possuem produção de aves e suínos.

- Esse trabalho é por tempo indeterminado, até que chova o suficiente para acabar com a estiagem – destaca Stocco.

O trabalho de desassoriamento da barragem foi concluído na semana passada, já a retomada dos trabalhos de retirada da bomba do poço profundo devem ser retomados nesta semana com a chegada da peça para sucção da bomba.


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30 ago18:33

Calamidade em duas cidades do Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Os estragos do temporal que caiu na noite de segunda-feira no estado ainda estavam visíveis no final da tarde de ontem nos municípios de Anchieta e Formosa do Sul, que decretaram estado de Calamidade Pública.

A Calamidade difere da situação de emergências pela necessidade dos municípios em receber ajuda externa para contornar a situação.

No início da noite desta terça-feira 130 residências ainda estavam sem água e 600 casas estavam sem energia elétrica em Anchieta, segundo a prefeita Ione Teresinha Presotto. Ela afirmou que mais da metade das casas foram destelhadas.

–São 470 residências atingidas- disse a prefeita.

Em Formosa do Sul, 100% das 350 residências da zona urbana foram danificadas e 70% das 350 residências do interior foram danificadas, segundo o prefeito Jorge Comunello. Em cada telhado havia uma pessoa em cima arrumando a lona ou repondo telhas. A destruição deixou um rastro nos 15 quilômetros que separam Formosa do Sul de Irati. Nos asfalto, buracos, pedras, lamas e folhas.

Além disso dezenas de galpões e aviários ficaram destelhados no município. Um deles é o da família Berge. As telhas quebraram com o granizo e caíram sobre as aves, matando algumas. Mas a família nem pôde socorrer os frangos pois tinha que cuidar da própria casa. A mesa da cozinha ainda estava coberta com uma camada de telhas na manhã de ontem. E foi debaixo das duas mesas que Iliane Boni Berge, o marido e os dois filhos de oito e dez anos se protegeram. –Não tinha onde ir pois estava caíndo tudo- lembrou a agricultora.

Familiares de Quilombo foram ajudar a arrumar o telhado e a limpar a casa, que estava toda molhada. A estrebaria e o galpão da propriedade também tinhas as telhas furadas. Nem o cachorro latia de tão assustado.

A pastagem também ficou destruída. –A horta estava tão linda e agora não tem mais nada- lamentou Iliane.

Outro morador de Formosa do Sul, Alcione Bresolin, disse que iria tirar a mudança da casa pois não tinha mais condições de morar no local. Ainda na manhã de ontem os pedaços do telhado continuavam a cair. Nem o forro resistiu ao bombardeio de pedras de gelo. –Era tiro e tiro- lembrou Alcione. Sua irmã, Cristiane, tinha comprado a casa há quatro meses. E não tinha seguro. Ele iria levar o que sobrou dos móveis para a casa dos pais, em Irati, até reformar a casa.

>> Outros seis municípios de Santa Catarina estão em situação de emergência

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30 ago17:44

Formosa do Sul decreta calamidade

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A prefeitura de Formosa do Sul decretou estado de calamidade pública em virtude do temporal ocorrido durante a noite de segunda-feira, 29. De acordo com o prefeito Jorge Comunello, 100% das 350 residências da zona urbana foram danificadas e 70% das 350  do interior. Além disso dezenas de galpões e aviários ficaram destelhados no município.

Um deles é o da família Berge. As telhas quebraram com o granizo e caíram sobre as aves, matando algumas. Mas a família nem pôde socorrer os frangos pois tinha que cuidar da própria casa. A mesa da cozinha ainda estava coberta com uma camada de telhas na manhã de ontem. E foi debaixo das duas mesas que Iliane Boni Berge, o marido e os dois filhos de oito e dez anos se protegeram.

– Não tinha onde ir pois estava caíndo tudo – lembrou a agricultora.

Familiares de Quilombo foram ajudar a arrumar o telhado e a limpar a casa, que estava toda molhada. A estrebaria e o galpão da propriedade também tinhas as telhas furadas. Nem o cachorro latia de tão assustado.

A pastagem também ficou destruída. –A horta estava tão linda e agora não tem mais nada- lamentou Iliane.

Outro morador de Formosa do Sul, Alcione Bresolin, disse que iria tirar a mudança da casa pois não tinha mais condições de morar no local. Ainda na manhã de ontem os pedaços do telhado continuavam a cair. Nem o forro resistiu ao bombardeio de pedras de gelo. –Era tiro e tiro- lembrou Alcione. Sua irmã, Cristiane, tinha comprado a casa há quatro meses. E não tinha seguro. Ele iria levar o que sobrou dos móveis para a casa dos pais, em Irati, até reformar a casa.

A destruição deixou um rastro nos 15 quilômetros que separam Formosa do Sul de Irati. Nos asfalto, buracos, pedras, lamas e folhas. Em cada telhado havia uma pessoa em cima arrumando a lona ou repondo telhas.

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