Caminhão

08 set09:12

Loreni perdeu o pai e a madrasta no acidente na BR 163

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br


A esteticista Loreni Goelzer precisou de muita força para enfrentar a tragédia de quarta-feira, dia sete. –É difícil para alguém que perdeu duas pessoas na sua frente- explicou. Ela estava na poltrona 10 e seu pai, Erno Goelzer, e a madrasta, Nicolina Back Albring, viajavam no banco da frente. Pouco antes do acidente, uma pessoa desceu e Nicolina foi para frente para deixar Erno com mais espaço. Mesmo assim nenhum dos dois sobreviveu.



Loreni Goelzer.


Eles iriam participar do 2º Encontro da Família Goelzer, em Horizontina. Loreni viajou no sábado de Primavera do Leste, no Mato Grosso, até Pato Bragado-PR, para encontrar com os pais. No domingo houve uma festa antecipada do aniversário do pai, que completaria 76 anos no próximo dia 13. Os dois irmãos também estavam na festa.


Loreni disse que do acidente lembra do barulho e dos vidros caíndo. –Parecia que iria pegar fogo- imaginou, quando o ônibus tombou. Ela foi uma das primeiras a sair e chegou a dar um cobertor para o motorista do caminhão de leite, que estava ferido.


–Eu chamei pelo nome do meu pai e da minha madrasta e não tive resposta- lembrou. Mesmo tremendo, ela não quis ir para o hospital. –Queria esperar meu pai sair- disse. Ela só viu quando seu pais e a madrasta foram recolhidos dentro de um saco. –Não é fácil, mas tenho meu irmão do meu lado- disse, junto com Ari Goelzer, que foi até São Miguel do Oeste para ajudar a irmã.


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07 set16:32

Mulher conta que quase ficou sufocada

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br


Um dos resgates mais difíceis do acidente desta quarta-feira foi o da dona de casa Beatriz Schlosser, que mora em Santa Rosa. Ela estava voltando de Toledo, com o marido, Carsildo, e a filha, Caroline.


-Fiquei duas horas até ser resgatada, pois fiquei presa entre os bancos- disse.




Carolina Scholsser e a mãe Beatriz Scholsser estão internadas no Hospital Regional de São Miguel do Oeste.





Quando o ônibus tombou, ela ficou na parte de baixo. –Fiquei com uma parte do corpo no chão, prensada contra galhos de árvores e os bancos me amassando- disse.


Um homem caiu por cima dela e ela teve que fazer muita força para retirá-lo de cima do seu pescoço. –Estava ficando sufocada- explicou.


Os bombeiros tiveram até que usar um guindaste para retirá-la. Apesar da demora, Beatriz disse que os bombeiros foram muito gentis e cuidadosos.


Ela lembrou que, no momento do acidente, estava cochilando. –Quando deu a batida todo mundo acordou e aí o ônibus capotou e começou a cair tudo- contou a dona de casa. –Era muito grito e eu sentia muita dor- completou.


Beatriz quebrou a bacia e teve que passar por cirurgia na tarde de quarta.


O marido, Carsildo, teve fratura numa das pernas e também passou por cirurgia.


Caroline também fraturou uma das pernas mas talvez não precise de cirurgia. –Levei um susto-disse. Ela tinha comemorado o aniversário de 20 anos no dia anterior. Carolina tinha ido com os pais para Toledo para comemorar o noivado dos irmão. Sua mãe disse que pretende se recuperar logo.


–No casamento vou estar entrando com o noivo- disse. A data deve ficar para 2012 para que os três, que estão no mesmo hospital, se recuperem.


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07 set16:18

Casal morto em acidente será enterrado no Paraná



Erno Goelzer.



Os corpos de Erno João Goelzer e Nicolina Back Albring, mortos no acidente na BR 163 em São José do Cedro, já foram encaminhados para o Paraná.


O velório e o enterro do casal será na cidade paranaense de Pato Bragado.

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07 set15:49

Estudante ficou pendurada nas árvores

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br


A estudante de Serviço Social Débora Cavalheiro, 19 anos, viveu no acidente de hoje uma situação de tensão similar a de muitos filmes.



A professora Edeltraut Hermes, mãe de Débora Cavalheiro que está internada em estado grave e passou por cirurgia.



Antes da cirurgia nas pernas, no Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, em São Miguel do Oeste, ela relatou o que passou para a mãe, que chegou de Três Passos para vê-la. A professora Edeltraut Hermes, de 53 anos, ficou sabendo do acidente por volta das 3 horas da manhã. A filha pediu para que avisassem a mãe.


A estudante, que iria aproveitar o feriado para ir até Três Passos para um procedimento de saúde, contou que caiu fora do ônibus quando ele tombou e ficou pendurada numa árvore. Mas o pior era que o veículo, que estava acima dela, também estava escorado por algumas árvores e ameaçava desabar.


E ela não conseguia se mexer devido a fraturas nas duas pernas. Ela viveu momentos de agonia que pareciam horas, até que alguém lhe socorresse.


>> Vizinho achou que era pneu estourando até ouvir os gritos


-Ela disse que todo mundo estava gritando e tinha uma pessoa morta ao seu lado- contou a mãe, mais tranquila depois que conseguiu falar com a filha.


A cirurgia da Débora foi bem mas ela ainda não tem previsão de alta.



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07 set12:46

Motorista será velado no PR

O corpo do motorista do ônibus, Lotário Lawich, envolvido no acidente com caminhão na BR 163, em São José do Cedro será encaminhado para Barracão, cidade onde morava no Paraná.


Lotário será velado até o final da tarde desta quarta-feira na cidade paranaense. À noite será encaminhado para Tunápolis, cidade natal do motorista. O enterro está previsto para a manhã da quinta-feira, dia oito.


A colisão entre ônibus que fazia o trajeto Guaíra/PR – Santa Maria/RS e caminhão carregado com soro de leite foi por volta da 1h40min desta quarta-feira, dia sete, no Km 96 na BR 163, em São José do Cedro, limite com o Guaraciaba. Três pessoas morreram, uma delas o motorista do ônibus.





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07 set11:25

Vizinho achou que era pneu estourando até ouvir os gritos

Um morador que mora a cerca de 50 metros da BR 163 foi acordado com o barulho do acidente entre o ônibus e um caminhão.



O agricultor Lauro Wolfart foi acordado com o barulho do acidente.



–Pensei que tinha estourado um pneu- afirmou o agricultor Lauro Wolfart. Mas, em seguida, percebeu que era um acidente.


–Ouvi os gritos e daí saí para ver o que era-afirmou.


Daí ligou para vizinhos e bombeiros para avisar. Ele pegou a lanterna e, quando chegou perto do ônibus, viu uma mulher com as pernas machucadas que pedia ajuda. Ele conseguiu encostar a cabeça dela numa sacola e pôs um cobertor pois ela sentia frito. A cena era forte.


–Eram muitos gritos e pessoas sangrando- disse.


Wolfart procurou acalmar os sobreviventes até a chegada dos bombeiros.


>> Divulgados nomes de passageiros envolvidos no acidente da BR 163



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07 set08:55

Acidente grave em São José do Cedro

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br


A colisão entre ônibus que fazia o trajeto Guaíra/PR – Santa Maria/RS e caminhão carregado com soro de leite foi por volta da 1h40min desta quarta-feira, dia sete, no Km 96 na BR 163, em São José do Cedro, limite com o Guaraciaba. Três pessoas morreram, uma delas o motorista do ônibus.


Segundo a Polícia Rodoviária Federal de Maravilha (PRF), o motorista do ônibus, Lotário Lawich e dois passageiros morreram no local.


Doze passageiros e o condutor do caminhão, Claudionor João Fernandes foram encaminhados para o Hospital Regional de São Miguel do Oeste. De acordo com a Assessoria do Hospital, Claudionor continua internado.


Os 19 passageiros encaminhados para o Hospital de São José do Cedro foram atendidos e liberados ainda na manhã desta quarta.


As vítimas fatais foram encaminhadas para o Instituto Médico Legal de São Miguel do Oeste.

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05 set10:25

Quatro estudantes continuam em estado grave

Permanecem internados nesta segunda-feira, em estado grave, quatro adolescentes que estavam na van que se envolveu em um acidente sábado, na BR-470, em Gaspar, no Vale do Itajaí.

Guilherme Pagani, de 14, está na UTI do Hospital Azambuja, em Brusque. Renata Corso, de 14 anos, e Vinicius Sirtuli, de 13, estão na UTI do Hospital Santo Antônio, em Blumenau. O quarto adolescente, Gustavo Weschenfelder, de 15 anos, respira com a ajuda de aparelhos na UTI do Hospital Santa Isabel, em Blumenau.


O motorista da van, Valdir Inácio Thomas, também continua internado no hospital em Brusque, mas não corre risco de morrer. Ele está no quarto, em observação.


>> Van levava estudantes para o Litoral


A van vinha de Nova Erechim, no Oeste catarinense, com 15 pessoas, e seguia para o Litoral do Estado. Os passageiros eram estudantes da 8ª série de uma escola. No Km 37 da BR-470, no trevo de Gaspar, um carro teria cortado a frente da van, que acabou batendo em uma carreta. As câmeras de segurança de um posto de combustíveis gravaram o momento do acidente.


Três estudantes e uma professora morreram na hora. Outras 11 pessoas tiveram ferimentos e foram levadas para hospitais da região.


Corpos foram enterrados domingo


Domingo, os corpos de Danielly Ana Hining, de 14 anos, Bruna Zenni, de 16, Renata Júlia Pezenatto, de 14, e da professora Jocicler Mascarello, de 45 anos, foram velados pela manhã na escola de Nova Erechim. O velórtio reuniu cerca de 3 mil pessoas.


Bruna, Renata e Jocicler foram enterradas no cemitério municipal. Danielly foi enterrada na comunidade São José, onde morava.


JORNAL DE SANTA CATARINA

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04 set19:15

Câmera registra acidente que matou quatro

Uma câmera de segurança de um posto de combustível da BR-470 registrou o momento do acidente com uma van escolar que causou a morte de quatro pessoas no sábado, no Km 37 da rodovia. O vídeo mostra também o veículo suspeito de ter causado a batida fugindo do local.


A van escolar transportava um grupo de alunos e professores que vinha de Nova Erechim, e seguia para o Litoral. Quatro vítimas fatais, uma professora e três adolescentes, foram enterradas neste domingo. Outros seis jovens seguem hospitalizados.


>> Prefeito decretou luto de três dias.


Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente teria ocorrido depois que um carro que saiu do trevo de Gaspar invadiu a pista. Para não bater no veículo, o motorista da van teria invadido a pista contrária e batido no caminhão.




A PRF procura o motorista suspeito de ter causado a batida. Informações podem ser dadas pelo telefone 191.


JORNAL DE SANTA CATARINA

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04 set18:04

Comoção no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br


A comoção tomou conta dos 4,2 mil habitantes da cidade de Nova Erechim, durante o final de semana. O motivo foi o acidente ocorrido no sábado pela manhã, na BR 470, em Gaspar, que deixou quatro pessoas mortas e 11 feridas, que estavam numa excursão da Escola Rudolfo Luzina, de Nova Erechim.

As vítimas estavam numa van. Outros integrantes da excursão de 72 pessoas, que iria para Balneário Camboriú, Itapema e Penha, vinha num ônibus logo atrás.


Os corpos chegaram em Nova Erechim por volta das 2 horas de domingo. Eles foram velados no ginásio da escola. Aos poucos a população foi lotando o ginásio até atingir cerca de três mil pessoas, pelos cálculos da Polícia Militar local.


-Nunca vi nada igual- disse o aposentado José Scapin, que mora na cidade há seis décadas.


O prefeito Volmir Pirovano decretou luto oficial por três dias. As atividades esportivas foram suspensas segundo o vereador Gilberto Bortese. Nesta segunda-feira não haverá aula. –A gente nem sabe como vai ser, perdemos o chão- disse a diretora da escola, Noeli Alessi Soletti. –Não tem palavras para descrever o que estamos passando- completou.


Ela afirmou que a excursão da oitava série (nono ano) do ensino fundamental já é tradicional na escola. Os alunos já ficam planejando chegar no último ano e fazer a viagem. Muitos iriam conhecer a praia pela primeira vez. Ele chegariam no sábado pela manhã em Balneário Camboriú, onde fariam uma trilha ecológica. À tarde iriam para Meia Praia, em Itapema.No domingo, visitariam o Beto Carrero World, em Penha. Mas os planos foram interrompidos pelo choque com um caminhão. As informações da Polícia Rodoviária Federal são de que o motorista da van foi desviar de outro carro que saiu do trevo de Gaspar e invadiu a pista. Nisso colidiu com o caminhão.


Os corpos foram enterrados no final da manhã de domingo, após a missa.


Bruna Zenni, 16 anos, Renata Pezenatto, 14 anos, e a professora Jocicler Mascarello, 45 anos, foram enterradas no cemitério municipal. Danielly Hinning, 14 anos, foi enterrada na comunidade São José, onde morava.


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