Caminhoneiros

08 ago16:42

Caminhoneiros ficam divididos após reunião com governo

Uma semana depois de interromper a principal rodovia do País, a Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, caminhoneiros terminaram no meio da tarde desta quarta-feira a primeira reunião de negociação com o governo, mas deixaram o encontro falando línguas diferentes. O representante do Ministério do Trabalho, secretário-executivo Marcelo Perrupato, deixou o encontro evitando perguntas dos jornalistas, sinalizando que nem todos os pleitos dos caminhoneiros serão atendidos, conforme prometeu uma das lideranças sindicais da categoria.

Os motoristas mostraram-se claramente divididos em diferentes grupos, um deles ameaçando os demais e criando confusão com a segurança da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), onde foi realizada a primeira reunião da mesa de negociação aberta pelo governo. Enquanto aguardavam do lado de fora, autônomos chamavam de “picaretas” os representantes da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, Diumar Bueno, e da União Nacional dos Caminhoneiros, José Araújo da Silva, o “China”, que participam do diálogo com o governo.

Em discurso para os manifestantes, o presidente do Movimento Brasil União Caminhoneiro, Nelio Botelho, afirmou que a ANTT estaria disposta a “responder todos os nossos problemas” podendo até “revogar” normas. Uma das regras em vigor, bombardeada pelos sindicalistas, permite a concessão de licença para transporte de carga a empresas de outros setores, como fazendas, empreiteiras de construção civil etc. Essas permissões acrescentaram 600 mil trabalhadores ao setor nos últimos dois anos, segundo Botelho. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério dos Transportes, ficou acertado que as demandas dos caminhoneiros serão discutidas em quatro grupos de trabalho temáticos. O primeiro discutirá normas e regulamentos, outro a construção de pontos de parada, o terceiro vai debater questões fiscais e tributárias e o quarto, aspectos jurídicos.

“Isso tudo vai ser negociado na semana que vem” respondeu a Pasta, quando indagada sobre as promessas feitas por Botelho. Os caminhoneiros protestam contra a ausência de infraestrutura nas rodovias, o que não permite o cumprimento de uma lei que estabelece paradas obrigatórias de descanso periódicas. Pedem, ainda, o retorno ao modelo anterior, sem licenças para empresas que não sejam de carga, entre outras reivindicações.

A mesa de negociação tem prazo de 30 dias. Além do Ministério dos Transportes, integram o grupo representantes do Ministério do Trabalho, da Polícia Rodoviária Federal, da ANTT, do Ministério Público do Trabalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).


AGÊNCIA ESTADO

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31 jul20:35

Mobilização dos caminhoneiros paralisou agroindústria no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A paralisação dos caminhoneiros está afetando a produção dos frigoríficos e laticínios do Oeste. A Aurora Alimentos paralisou nesta terça-feira a produção total nas unidades de São Miguel do Oeste e Abelardo Luz e parcialmente numa das unidades de Chapecó. O Laticínio Terra Viva, de São Miguel do Oeste, também está funcionando parcialmente.

De acordo com o presidente da Aurora Mário Lanznaster, somente deixaram de ser abatidos 1,9 mil suínos por dia na unidade de São Miguel do Oeste e 140 mil aves em Abelardo Luz. Em Chapecó duas linhas de produção de salsicha e mortadela deixaram de produzir 160 toneladas somente nesta terça, segundo o gerente da unidade, Caciano Capello. E a produção de lingüiça para churrasco foi interrompida há noite. Tudo por falta de matéria prima vinda de outras unidades.

Somente a Aurora dispensou 2340 funcionários. Outros 5,6 mil podem paralisar a partir desta quinta-feira. Lanznaster disse que as duas unidades de Chapecó, mas as unidades de Maravilha e Quilombo, também podem suspender os abates.

O motivo é que não há mais espaço para estocagem. De acordo com o gerente de logística da Aurora, Celso Cappelaro, somente em São Miguel do Oeste e Abelardo Luz são mil toneladas de produtos que estão parados. A Aurora produz diariamente 2,5 mil toneladas de produtos. São 120 a 130 carretas que saem por dia do frigorífico.

Além da carne não escoar, já começa a faltar ração para as aves e suínos.

– Os animais já começam a passar fome – afrimou Mário Lanznaster.

Na fábrica de rações da cooperativa em Cunha Porã, há 70 caminhões parados.

E até a fábrica de leite da Aurora em Pinhalzinho pode fechar a partir de quinta-feira, pois está terminando as embalagens de envasamento de leite. O secretário do Sindicato das Indústrias de Leite de Santa Catarina (Sindileite), Ferrnando Neckel, disse que se a greve não terminasse durante a noite de terça-feira, as indústrias iriam se reunir na manhã de hoje e a tendência era de suspender o recolhimento de leite no campo.

Para o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Marcos Zordan, todo esse problema vem sendo gerado pela implantação de um lei sem uma discussão melhor com as bases e infraestrutura para o cumprimento dela.

– Os caminhoneiros não tem onde ficar – disse.

Zordan, que também é diretor agropecuário da Aurora, disse que somente a cooperativa teria que aumentar em 50% a frota de 574 caminhões com câmaras frigoríficas.

- Os custos serão repassados para o consumidor – alertou.

A estimativa é de um aumento de 5% no preço dos produtos ao consumidor.

Para o presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, a situação é grave.

– Essa greve está atingindo o centro produtivo do estado – afirmou.

Barbieri disse que a continuidade da mobilização pode trazer sérios prejuízos para a cadeia produtiva de Santa Catarina.








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31 jul20:33

Caminhoneiros encerram paralisação nacional

Joana Colussi | joana.colussi@zerohora.com.br

Após quase cinco horas de reunião no Ministério dos Transportes, em Brasília, o Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) comprometeu-se em encerrar por completo e de imediato a paralisação nacional iniciada há sete dias. O acordo foi feito após o ministro dos Transportes, Paulo Passos, abrir negociação para rever os pontos reivindicados pelos caminhoneiros.

O governo federal pediu prazo até 8 de agosto para instalar a mesa de negociação e mais 30 dias para concluir os trabalhos de revisão. O movimento pede, entre outros pontos, maior prazo para a implementação da Lei n° 12.619, que determina que haja descanso diário ininterrupto de 11 horas e parada de 30 minutos a cada quatro horas no volante.

Os caminhoneiros argumentam que as rodovias brasileiras não têm infraestrutura adequada para que os caminhoneiros cumpram a norma. Na ocasião da aprovação da lei, a presidenta Dilma Rousseff vetou o artigo que previa a construção de postos de descanso.

Além de maior prazo para cumprir a lei, os caminhoneiros querem a revisão de resoluções da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que, segundo eles, prejudicam a categoria.

ZERO HORA



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31 jul17:35

Governo recebe sindicatos para tratar da greve

O governo federal pediu prazo até 8 de agosto para apresentar uma resposta às reivindicações dos caminhoneiros autônomos, mas condicionou as negociações ao fim do bloqueio de rodovias que já dura sete dias em vários pontos do país. A informação é do presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Costa, que reuniu-se nesta terça-feira com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.

>> Caminhoneiros impedem passagem de veículos de carga em pelo menos oito trechos de estradas em SC

A CNTA é contra a greve dos caminhoneiros, organizada por outro sindicato, o Movimento União Brasil Caminhoneiros (MUBC). Os representantes da CNTA afirmam que há interesses patronais por trás da paralisação.

De acordo com o presidente da CNTA, o governo entende que o bloqueio das estradas tem que ser suspenso inclusive por representar perigo para os motoristas de caminhão e a população em geral. O ministro Paulo Sérgio Passos começou uma reunião com representantes do MUBC logo após falar com o CNTA. O encontro ainda não havia terminado até o fechamento desta matéria.

— A posição [do governo] é de que há necessidade de desocupação das estradas, porque já houve morte — declarou o presidente da CNTA.

Segundo ele, foram registradas três mortes de caminhoneiros desde o início dos protestos. Duas mortes foram por atropelamento e uma causada por uma pedrada contra um caminhão, que acabou atingindo o motorista.

Os representantes da CNTA e da MUBC têm pelo menos uma reivindicação em comum. As duas entidades querem maior prazo para a implementação da Lei n° 12.619. A legislação que entrou em vigor ontem, determina que haja descanso ininterrupto de 11 horas a cada dois dias trabalhados para motoristas de caminhão. Os dois sindicatos argumentam, no entanto, que as rodovias brasileiras não têm infraestrutura adequada para que os caminhoneiros cumpram a norma. Na ocasião da aprovação da lei, a presidenta Dilma Rousseff vetou o artigo que previa a construção de postos de descanso.

Além de maior prazo para cumprir a lei, os caminhoneiros querem a revisão de resoluções da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que, segundo eles, prejudicam a categoria. O MUBC defende a revogação de oito itens presentes em duas resoluções. Já o presidente da CNTA disse que a saída não é destruir o arcabouço legal existente, e sim “aparar as arestas”.

Antes de entrar na reunião com o ministro dos Transportes, o presidente do MUBC, Nélio Botelho, negou que haja intervenção patronal na greve:

— Não existem entidades envolvidas nessa manifestação. Surgiu do próprio trabalhador.

Botelho disse ainda que o movimento quer a “revogação imediata” dos itens que considera prejudiciais e que espera ter uma resposta do Ministério dos Transportes ainda hoje.

AGÊNCIA BRASIL



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31 jul16:32

Caminhoneiros impedem passagem de veículos de carga em pelo menos oito trechos de estradas em SC

Apesar da decisão da Justiça Federal no sábado, caminhoneiros seguem com manifestações nesta terça-feira em Santa Catarina. A BR-282 tem bloqueios parciais em Maravilha, Catanduvas, São Miguel do Oeste e Xanxerê. A BR-158 tem interdição parcial em Cunha Porã. Em Dionísio Cerqueira o protesto ocorre na BR-163. Em Chapecó, os manifestantes estão na BR-480. Já em Água Doce o bloqueio ocorre na SC-454.

Os protestos integram movimento nacional dos caminhoneiros. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), nos locais das manifestações havia lentidão e formação de filas por volta das 8h.

Em Maravilha, no Extremo-Oeste, o protesto na BR-282 começou na manhã de segunda-feira e até as 8h desta terça a situação permanecia a mesma. Enquanto caminhões de carga são parados na altura do km 605, ambulâncias, veículos de passeio e ônibus tinham passagem permitida.

Situação semelhante ocorre em Catanduvas, no Meio-Oeste. A manifestação ocorre no km 406,5 da BR-282. Na mesma rodovia, há acúmulo de veículos de carga nas imediações do trevo de Jaborá. Ainda na BR-282, caminhoneiros também protestam no km 645 em São Miguel do Oeste; e no km 504, em Xanxerê.

Na BR-158, em Cunha Porã, no Extremo-Oeste, o trânsito começou a ser parcialmente bloqueado por caminhoneiros por volta das 10h15min de segunda. Até as 8h10min desta terça-feira o protesto seguia na rodovia, conforme a PRF. Enquanto isso em Dionísio Cerqueira, na fronteira com a Argentina e divisa com o Paraná, o protesto ocorre no km 121 da BR-163.

Outra rodovia que seguia com bloqueios até por volta das 8h15min desta terça era a BR-480, onde manifestantes interrompiam parcialmente o trânsito no km 123,7, em Chapecó, no Oeste. Na atualização da PRF divulgada por volta das 9h30min, o trecho já havia sido liberado, mas o bloqueio foi retomado depois do meio-dia.

Em Concórdia, manifestantes encerraram o protesto no km 90 da BR-153.

>> Agroindústria do Oeste suspende abate devido a paralisação dos caminhoneiros

>> “Estamos reféns”, reclama caminhoneiro parado há 24h em rodovia no Oeste de SC

>> Reunião em Brasília tenta acabar com impasse entre ANTT e movimento nacional de caminhoneiros

Protestos em rodovias estaduais

Segundo a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), estradas estaduais também registram protestos de caminhoneiros. Até por volta das 8h20min, a SC-454 seguia com bloqueio parcial em Água Doce, no Meio-Oeste. Já em Abelardo Luz, houve manifestação na SC-467, mas foi encerrada, conforme a PMRv.


Motivo dos protestos

Os caminhoneiros reivindicam a revisão das normas e regras estabelecidas pela Agência Nacional doe Transporte Terrestre (ANTT). Elas incluem o cumprimento de intervalo de 30 minutos a cada quatro horas ao volante. A categoria também quer reduções no preço do óleo diesel e aumento da segurança nas estradas. A falta de pontos seguros para descanso nas estradas, o que facilitaria o roubo de cargas e a violência contra os motoristas é outra justificativa para o protesto.

As manifestações em Santa Catarina fazem parte de movimento nacional dos caminhoneiros. A categoria quer revisar a a Lei 12.619/2012, que entrou vigor na sexta-feira, dia 27, e regulamenta a profissão dos motoristas de transporte rodoviário interestadual. De acordo com proposta, depois de quatro horas de trabalho, os motoristas têm direito a 30 minutos de descanso. Eles ainda podem fazer uma hora de intervalo para as refeições e a cada 24h de trabalho devem descansar outras onze horas.

No sábado, dia 28, a Justiça Federal proibiu os caminhoneiros de bloquearem as rodovias federais em Santa Catarina. A multa para o descumprimento foi estipulada de R$ 100 mil. A justificativa é que as manifestações propostas pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro impedem o trânsito livre e seguro nas BRs, ou seja, interferindo no direito do cidadão de ir e vir.

O Movimento União Brasil Caminhoneiro alega que algumas normas são impossíveis de cumprir. A ANTT informa que mantém a negociação com a categoria.

DIÁRIO CATARINENSE



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31 jul15:58

Agroindústria do Oeste suspende abate devido a paralisação dos caminhoneiros

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Duas unidades da Coopercentral Aurora suspenderam o abate de suínos e aves no Oeste devido a paralisação dos caminhoneiros. A agroindústria não tem onde estocar os produtos, pois os caminhões, que levariam as mercadorias para os grandes centros estão impedidos de circular.

Nesta terça-feira cerca de dois mil funcionários da agroindústria em São Miguel do Oeste e Abelardo Luz tiveram treinamento e foram liberados. Em São Miguel, onde são abatidos 1900 suínos por dia, a suspensão iniciou ainda na noite de ontem. Já em Abelardo Luz, que abate 140 mil aves por dia, o abate foi suspenso nesta manhã.

Em Chapecó, as linhas, de salsicha e mortadela, do Frigorífico localizado no Bairro Saic também foram paralisadas nesta manhã.

Em coletiva, nesta tarde em Chapecó, o presidente da Aurora, Mario Lanznaster, disse que mais quatro unidades, duas em Chapecó, uma em Quilombo e outra em Maravilha podem suspender completamente o abate a partir desta quinta-feira.


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31 jul12:10

Reunião em Brasília tenta acabar com impasse entre ANTT e movimento nacional de caminhoneiros

O protesto nacional de caminhoneiros, com bloqueios em rodovias de pelo menos 10 estados, pode ter solução encaminhada nesta terça-feira. Em Brasília, representantes do Ministério dos Transportes, Casa Civil, presidência da República e Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) se reúnem com integrantes do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC). Além do presidente da entidade, Nélio Botelho, devem participar representantes estaduais do movimento. Uma posição sobre o rumo dos protestos deve sair por volta das 16h.

Em Santa Catarina, os protestos nesta terça-feira provocam interdição parcial em pelo menos seis trechos de rodovias. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, manifestantes impedem a passagem de veículos de carga em Maravilha (BR-282), Catanduvas (BR-282) e São Miguel do Oeste (BR-282). A BR-158 sofreu interdição parcial em Cunha Porã. Em Dionísio Cerqueira o protesto foi registrado na BR-163.

Outros trechos de rodovias federais também tiveram protestos em SC, mas já foram liberados. São os casos de Chapecó (BR-480), Xanxerê (BR-282) e Concórdia (BR-153).

Já em estradas estaduais, houve manifestação na SC-454 em Água Doce. Já em Abelardo Luz, houve manifestação na SC-467, mas foi encerrada, conforme a Polícia Militar Rodoviária (PMRv).

Segundo as polícias rodoviárias, não há registro de incidentes nas manifestações em Santa Catarina. Veículos que transportam cargas são orientados a parar em determinados trechos e seguir para dentro de cidades, onde ficam parados aguardando posição do movimento nacional. Ainda não há uma estimativa de número de caminhões retidos. Segundo a PRF, no entanto, mais de 100 veículos de carga foram parados desde o início da semana somente na BR-282 (trechos de Maravilha, Catanduvas e São Miguel).

No último sábado, dia 28, a Justiça Federal proibiu os caminhoneiros de bloquearem as rodovias federais em Santa Catarina. A multa para o descumprimento foi estipulada de R$ 100 mil. A justificativa é que as manifestações propostas pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) impedem o trânsito livre e seguro nas BRs, ou seja, interfere no direito do cidadão de ir e vir.

Na manhã desta terça-feira, o MUCB informou que não há uma posição da entidade sobre a decisão judicial em SC e nem sobre a possibilidade de multa no caso de descumprimento da determinação.


Além de Santa Catarina, protestos de caminhoneiros são registrados em outros nove estados:

— Rio Grande do Sul

— Paraná

— Rio de Janeiro

— Ceará

— Minas Gerais

— Espírito Santo

— Bahia

— Tocantins

— Goiás


Posicionamentos sobre os protestos

Para o procurador Pablo Douglas Almeida de Moraes, que atua no Ministério Público do Trabalho (MPT) no Mato Grosso do Sul, a lei que entrou em vigor beneficia os caminhoneiros.

— É de se estranhar que trabalhadores lutem contra a implementação de um direito que lhes beneficia — disse ele em entrevista à Agência Brasil — O locaute (greve patronal) é uma conduta ilícita, viola a lei — concluiu.

O governo afirma que está atento às paralisações dos caminhoneiros. No entanto, o ministro do Trabalho, Brizola Neto, disse não há espaço para retroceder à legislação que garante melhores condições de trabalho para a categoria e também mais segurança.

— A lei da jornada de trabalho dos caminhoneiros tem sofrido resistência, mas é inegável que a lei é um avanço — disse Brizola Neto.

Enquanto isso, a NTC&Logística, que reúne empresas e sindicatos patronais do transporte de cargas, emitiu nota posicionando-se contra a greve de caminhoneiros. O presidente da entidade, Flávio Benatti, pede “firmeza no cumprimento da lei” por parte da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).


No comunicado, a entidade contesta a representatividade do movimento grevista.

“As manifestações contrárias à legislação têm sido de uma minoria oportunista”, informou a nota. O texto afirma ainda que a paralisação é “lockout”, ou seja, um movimento organizado por empresários e não por empregados.

“Não temos dúvidas de que a ANTT seguirá atuando na defesa da regulamentação e modernização do transporte rodoviário de cargas no Brasil”, concluiu a nota da NTC&Logística.


Motivo dos protestos

Os caminhoneiros reivindicam a revisão das normas e regras estabelecidas pela Agência Nacional do Transporte Terrestre (ANTT). Elas incluem o cumprimento de intervalo de 30 minutos a cada quatro horas ao volante.

A categoria também quer reduções no preço do óleo diesel e aumento da segurança nas estradas. A falta de pontos seguros para descanso nas estradas, o que facilitaria o roubo de cargas e a violência contra os motoristas é outra justificativa para o protesto.

As manifestações em SC fazem parte de movimento nacional dos caminhoneiros. A categoria quer revisar a a Lei 12.619/2012, que entrou vigor na sexta-feira, dia 27, e regulamenta a profissão dos motoristas de transporte rodoviário interestadual.

De acordo com proposta, depois de quatro horas de trabalho, os motoristas têm direito a 30 minutos de descanso. Eles ainda podem fazer uma hora de intervalo para as refeições e a cada 24h de trabalho devem descansar outras onze horas.

No sábado, dia 28, a Justiça Federal proibiu os caminhoneiros de bloquearem as rodovias federais em Santa Catarina. A multa para o descumprimento foi estipulada de R$ 100 mil. A justificativa é que as manifestações propostas pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro impedem o trânsito livre e seguro nas BRs, ou seja, interferindo no direito do cidadão de ir e vir.

O Movimento União Brasil Caminhoneiro alega que algumas normas são impossíveis de cumprir. A ANTT mantém a negociação.


DIÁRIO CATARINENSE



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27 jul08:54

Caminhoneiros fecham a BR-282 em Catanduvas

Daisy Trombetta | daisy.trombetta@diario.com.br

Cerca de 100 caminhoneiros trancaram a BR-282 durante duas horas na noite desta quinta-feira em Catanduvas, no Meio-Oeste catarinense. O tráfego foi liberado por causa da neblina e do perigo de acidentes. Mas, a rodovia será trancada novamente a partir das 7h desta sexta-feira.

A paralisação deve marcar as reivindicações da categoria, que pede a revisão das normas e regras estabelecidas pela Agência Nacional doe Transporte Terrestre (ANTT), que incluem o cumprimento de intervalo de 30 minutos a cada quatro horas ao volante, incluindo punições para quem desobedecer a ordem.

Os caminhoneiros devem permanecer no trevo de acesso a Catanduvas por tempo indeterminado, até que as negociações com a ANTT avancem. Somente carros e motos serão autorizados a trafegar pelo local, através de uma estrada paralela à BR-282.

O bloqueio está sendo organizado pelos próprios motoristas uma vez que o Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos (Sindicam) do Estado não aderiu à mobilização incentivada pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro (MBCU), que começou ainda na quarta-feira mas teve baixa adesão nas estradas catarinenses.

O Sindicam está orientando as transportadoras a segurarem seus caminhões, já que não há previsão de liberação do tráfego na rodovia, que é uma das principais do Estado e o maior corredor de ligação entre o Oeste e o Litoral.

Entre os argumentos da categoria, também estão a falta de pontos seguros para descanso nas estradas, o que facilitaria o roubo de cargas e a violência contra os motoristas. Os caminhoneiros alegam que precisariam gastar para fazer as paradas exigidas pela ANTT, já que a maioria dos locais é privada, incluindo postos de gasolina que cobram pelos serviços.

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26 jul18:11

Motoristas trancam a BR 163 entre Dionísio Cerqueira e Barracão/PR

A BR 163 entre Dionísio Cerqueira e Barracão/PR está trancada para a passagem de caminhões desde a quarta-feira, dia do Motorista. Caminhoneiros não conseguem passar pelo local. Carros de passeio, motos e demais veículos estão liberados.

A rodovia foi trancada por caminhoneiros que não aceitaram a Lei 12.619, sancionada pela presidente da República Dilma Rousseff, que regulamenta a profissão de motorista do transporte de cargas e de passageiros. A Lei entra em vigor nesta sexta-feira.

Na prática, as regras proíbem os profissionais de dirigir por um período superior a quatro horas sem descanso mínimo de 30 minutos. Além disso, a nova lei também obriga os motoristas a ter repouso diário de 11 horas a cada 24 horas e descanso semanal de 30 horas para motoristas empregados.

Os caminhoneiros dizem que a lei tem pontos importantes, porém querem uma flexibilização da Lei e temem perder espaço para motoristas argentinos.

A mobilização deve continuar nesta sexta-feira. A rodovia deverá ficar fechada das 8h às 16h.


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