Carne Suína

29 jun12:02

Sabores do Oeste: Lombinho a Porto Alegre

Desmistificar e quebrar tabus. Isso é o grande desafio da carne suína. O consumo dessa carne ainda é considerado baixo no Brasil, principalmente, por causa dos mitos.

Antigamente os suínos eram criados em chiqueiros, com pouca higiene e cuidados na alimentação. Mas nos últimos 40 anos, foram realizadas inúmeras melhorias genéticas e tecnológicas, que deixaram a carne suína com 53% menos gordura. Hoje toda a produção passa por controle sanitário, os locais de criação dos animais são limpos e inspecionados e a alimentação dos animais é todo com ração própria para eles. Essas informações são da nutricionista e gerente do Restaurante Superalfa de Chapecó, Patrícia Rewell Garcia.

Segundo ela, no Brasil a carne suína é pouco consumida mas em países da Europa, o consumo é grande. Com relação ao custo, a nutricionista comenta que o preço é considerado mais barato em comparações com as carnes de frango e gado. A nutricionista destaca que é preciso sair do tradicional, não consumir somente o torresmo e os embutidos, tem inúmeras outras formas de preparo.

- A carne suína pode ser assada e cozida, usada até mesmo para recheio e em carne ao molho – explicou.

Patrícia destaca que 70% da gordura na carne suína fica embaixo da pele e é bem fácil para ser retirada. – Só para citar um exemplo, a carne suína, quando a gordura é retirada e a carne é bem preparada ela fica com menos gordura e colesterol até mesmo em comparação com o peito de frango e a coxa sem pele – destacou.

A nutricionista comenta ainda sobre os benefícios da carne suína. Segundo ela, a carne tem proteínas de alto valor biológico, facilmente absorvidas pelo organismo; potássio, selênio, vitaminas do complexo B e ferro.

- A carne suína é muito importante para as crianças, na fase de crescimento, inclusive ela está sendo incorporada a merenda escolar – destacou.

A dica da nutricionista é incluir mais a carne de suíno na alimentação diária. – A única orientação é usar cortes mais magros, retirar a camada de gordura que fica sobre a carne e utilizar temperos naturais para o preparado da carne – enfatizou.


Dicas de temperos para carne suína:

Alecrim, Manjericão, Osmarim, Cebola, Alho.

A orientação é usar pouco sal. Além de não fazer bem à saúde, o sal pode deixar a carne pouco suculenta.

Acompanhamentos para carne suína:

Salada, farofa e frutas diversas.



Receita: Lombinho a Porto Alegre

Ingredientes:

• Uma peça de lombo suíno de aproximadamente 2kg;

• Alho, alecrim, sal à gosto;

• Vinho branco seco – 1 copo (300ml);

• 1 lata de abacaxi em calda;

• Palmito picado 300gr;

• Cereja 200gr;

• Amido de milho- uma colher de sopa


Modo de Fazer:

Tempere o lombo suíno com uma mistura de alho, alecrim e sal (à gosto) e um copo de vinho branco (300ml).

Deixe repousar por aproximadamente 3 horas.

Após devidamente temperado, coloque para assar por aprox. 40 minutos (até atingir um tom dourado).

Fatiar o lombo, colocar em um recipiente e reservar.


Molho:

Coloque a calda do abacaxi em uma panela e deixe ferver por aprox. 10 minutos e então misture o abacaxi, palmito e cereja picados.

Engrosse este molho com uma colher de sopa de amido de milho.

Derrame o molho sobre as fatias do lombo suíno.


Fonte: Relatec Comunicação


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22 mai12:31

Festival Regional da Carne Suína foi realizado em Concórdia

O Festival Regional da Carne Suína, realizado pelo Rotary Club de Concórdia em parceria com o Instituto Nacional da Carne Suína, uniu a fome com a vontade de comer. Além do objetivo beneficente, de repassar o dinheiro arrecadado a instituições sociais, o almoço realizado no sábado, dia 19, de meio dia, deu oportunidade para os quatro frigoríficos que buscam o selo de Indicação Geográfica (IG) divulgar as marcas e produtos respectivos. Cada um ficou responsável pela doação da carne suína e a elaboração do cardápio. O evento contou com a participação de mais de 500 pessoas, estimativa do Rotary Club.

Os frigoríficos participantes foram o Afrib e o Frigolaste, ambos de Seara – SC, o Friprando, de Jaborá – SC, e o Figorífico Varpi, de Concórdia – SC. O Afrib serviu sobre paleta recheada com temperos naturais e linguicinha sabor queijo. O Frigolaste fez lombinho de suíno e barriga de suíno recheada. O Friprando inovou com o porco pizza, um suíno assado inteiro com cobertura de queijo, presunto, milho, ervilha, entre outros condimentos. O Frigorífico Varpi seguiu a linha tradicional da região e serviu o famoso porco a paraguaia.

A gerente administrativa do Friprando, Cláudia Prando, afirmou que o Festival Regional da Carne Suína foi muito proveitoso para o frigorífico, uma oportunidade de abertura de mercado no município de Concórdia. – O nosso porco pizza fez sucesso e foi o primeiro prato a terminar. Acho que assim como os outros ficamos satisfeitos com o resultado e conseguimos divulgar a merca em um mercado em potencial e que queremos entrar já há algum tempo – afirmou Cláudia.

Para o presidente do INCS, Wolmir de Souza, foi mais uma oportunidade de mostrar que o setor tem que buscar unidade e ações integradas para fortalecer e aumentar a demanda por carne suína.

- A união dos frigoríficos do IG mostram que a suinocultura precisa fortalecer os laços para juntos buscar o crescimento do setor, principalmente neste momento de crise – disse de Souza.

Entidades Beneficiadas

Os recursos arrecadados no Festival Regional da Carne Suína serão revertidos para três instituições comprometidas em realizar ações sociais e de inclusão. São elas: o Lar Recanto do Idoso, Associação de Cadeirantes Águias de Concórdia e Fundação Rotária.

O presidente do Rotary Club Concórdia, Sérgio Rogério Silva de Vargas, afirmou que o evento foi bom. – A comunidade mais uma vez atendeu o pedido de solidariedade do Rotary e teve a oportunidade de degustar um delicioso almoço a base de carne suína. Esperamos que a parceria com o Instituto Nacional da Carne Suína continue – destacou Vargas.


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09 nov14:35

Projeto Piloto

O Instituto Nacional da Carne Suína – INCS com a participação das empresas Cugnier Inspections e a Top Carnes estão desenvolvendo o Selo de Qualidade da Carne Suína.  Projeto Piloto será implantado no Oeste.

O selo consiste na implantação de ações para o desenvolvimento sustentável da cadeia suinícola, demonstrando de modo transparente que os envolvidos as legislações sanitárias legais para boas práticas na produção de alimentos. A proposta do projeto da certificação é colaborar com as indústrias e produtores, no atendimento das exigências de mercado, integrando-os ao varejo e consumidor final. – Os consumidores estão mais exigentes e por isso estão optando por produtos que ofereçam garantia de qualidade, diferencial que agrega valor as carnes comercializadas – disse o presidente do INCS, Wolmir de Souza.

Para o consultor de frigoríficos da Top Carnes, Dilnei Echevenguá, esta será uma oportunidade de crescimento não só para a empresa mas sim para toda cadeia suinícola. – Vamos viabilizar economicamente toda a cadeia produtiva, todos terão o mesmo espaço, principalmente as pequenas e médias indústrias – disse Echevenguá.

Segundo a representante do Departamento Comercial da Cugnier Danielle Schwarzbach, o processo consiste na realização de auditorias para avaliação da conformidade nos frigoríficos e produtores através de um cronograma de auditorias periódicas em um processo sistemático de avaliação das instalações, cumprimento de legislações higiênico-sanitárias, auditoria documental, análises laboratoriais dos produtos coletados diretamente no mercado e envio a laboratórios credenciados, entre outros requisitos do Regulamento Técnico do Programa de Certificação do INCS, bem como os padrões estabelecidos de acordo com os Requisitos para Organismos que Oferecem Auditoria e Certificação de Sistemas de Gestão.

- As empresas que forem certificadas irão receber um Selo de Qualidade Controlada, o qual certifica que o estabelecimento cumpre com todos os requisitos Técnicos, Higiênicos e Sanitários verificados nas auditorias, garantindo a qualidade dos produtos e o desenvolvimento sustentável da cadeia – explicou Danielle.

A Cugnier irá fornecer a avaliação da conformidade através de processos de auditorias independentes e emissão dos respectivos relatórios para concessão do selo de qualidade aos estabelecimentos participantes do programa. Os itens de controle trabalhados serão os programas de auto controle do estabelecimento, inspeção visual da instalações e estrutura, Boas Práticas de Fabricação (BPF), Procedimento Padrão Higiênico Operacional (PPHO), análises laboratoriais, entre outros requisitos do regulamento técnico do INCS.

Para dar início ao processo de certificação um projeto piloto será implantado. De acordo com Danielle, o projeto visa verificar a aplicação do programa em campo. – Vamos conhecer eventuais ajustes e melhorias nos processos de implantação, auditoria e certificação do programa do INCS, bem como possibilitar apresentação de case ao público interessado – destacou ela. Após a conclusão, o projeto piloto, que será realizado de acordo com o cronograma do INCS, passará por uma aprovação.


Entenda os passos em relação ao selo de qualidade:

1. Empresa – Decide pela obtenção do Selo e informa INCS por meio de termo de adesão.

2. INCS – Recebe termos de adesão e agenda visita da Gerenciadora à Empresa.

3. Gerenciadora – Realiza avaliação da Empresa e auxilia nos preparativos para auditoria.

4. Certificadora – Fornece proposta de trabalho.

5. INCS – Agenda a auditoria da Certificadora.

6. Certificadora – Realiza a auditoria nas instalações da empresa, recolhe amostra do produto ou instrui o envio desta à Gerenciadora. Emite atestado de conformidade.

7. Gerenciadora – Recebe Atestado de conformidade da Certificadora e envia amostras para Laboratório credenciado.

8. Laboratório – Realiza análises microbiológicas.

9. Gerenciadora – Recebe dados do Laboratório, avalia o relatório de auditoria da empresa e encaminha à Comissão de Certificação.

10. INCS – Realiza Comissão de Certificação e aprova concessão do Selo de Qualidade.

11. Empresa – Recebe Selo da Qualidade INCS.



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