Carne

25 set09:28

Operário morre ao cair em misturador de carne em Chapecó

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

O operador Atamis Itamar Bedin, 28 anos, morreu na madrugada desta terça-feira, em Chapecó, ao cair em um misturador de carne de um frigorífico de Chapecó. Ele trabalhava na limpeza do maquinário na hora do acidente. Ele, que era natural de Caxambu do Sul, será velado na funerária da cidade e o enterro será às 16h no cemitério municipal.

Segundo Lenoir Rolim de Moura, primo da vítima, Atamis trabalhava de dia em uma empresa de telefonia e durante a noite no frigorífico. Ele estava morando em Chapecó há quase três anos e com a namorada há menos de dois meses.

Os pais de Atamis estão abalados com a morte do único filho homem. A irmã dele, que mora em Porto Alegre, está vindo para o enterro.

- Ele era muito batalhador e queria terminar de pagar o carro e comprar uma casa – disse Lenoir.

De acordo com o Corpo de Bombeiros de Chapecó o acidente foi por volta das 00h30 no bairro Saic. Ao chegar no local encontraram a vítima sem vida no interior da máquina.

O corpo foi encaminhado para o Instituto Geral de Perícias (IGP) de Chapecó que comprovou a morte por politraumatismo. Exames serão realizados para saber se ele teve um mal súbito. O laudo deve sair em 30 dias.


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19 set19:46

Galeria casa de carnes em Concórdia

Pensando em incentivar o consumo de carne suína o Instituto Nacional da Carne Suína (INCS) em Concórdia apresenta uma proposta diferente de casa de carnes. A Galeria Casa de Carnes, inaugurada nesta quarta-feira, tem como proposta trazer para a população cortes e derivados exclusivos de carne suína.

No mix de produtos, o destaque é para marcas de pequenos frigoríficos da região do Alto Uruguai Catarinense, que oferecem produtos de qualidade, com sabor artesanal, e que fazem parte de um grupo que busca para seus produtos uma certificação de qualidade e o Selo de Indicação Geográfica da Carne Suína do Meio Oeste Catarinense, ambos os projetos em parceria com INCS.

O Afrib e Frigolaste de Seara, Friprando de Jaborá e Varpi de Concórdia, são os frigoríficos que vão oferecer cortes suínos temperados, recheados, defumados e embutidos. Todos produtos que vão fazer da refeição uma verdadeira experiência de sabor e mostrar que a carne suína é um alimento saudável, de fácil preparo, que pode ganhar a mesa dos brasileiros no dia-a-dia.

O conceito da Galeria Casa de Carnes, porém, ainda vai além da carne suína e também oferece uma gama de produtos sem lactose, que levam a marca Casa da Ovelha. Carnes bovinas e de cordeiro, queijos finos e temperados, geleias e antepastos requintados, cremes balsâmicos, molhos, temperos e conservas também estão a disposição dos clientes. Para acompanhar a refeição, apresenta também uma carta de vinhos nacionais e importados, licores, sucos orgânicos e sucos.


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17 set09:06

Selo de certificação da carne suína foi apresentado

O Presidente do Instituto Nacional da Carne Suína, Wolmir de Souza, juntamente com representantes da Cugnier Certificadora, participaram de uma reunião com o presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, e com o gerente de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Sérgio Borges. O objetivo do encontro foi buscar o apoio do órgão governamental para efetivar a certificação da carne suína brasileira.

O gerente de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Sérgio Borges, afirma que a Cidasc reconhece o projeto de certificação como uma ideia muito boa. O Selo de Qualidade da Carne Suína pretende certificar as plantas frigoríficas que atenderem aos requisitos técnicos de controle de segurança alimentar.

- A Cidasc está avaliando os requisitos do projeto e pensando em como validar o Selo de certificação. As empresas que obtêm o selo são empresas diferenciadas, pois além de atender a mais requisitos do que os solicitados pela Inspeção Estadual, elas demonstram preocupação com a qualidade alimentar e o fazem por iniciativa própria – afirmou Borges.

Para o representante da Cugnier Certificadora, Dante Dauer, o interesse e aval positivo da Cidasc para a certificação da carne suína é muito importante.

Wolmir de Souza, presidente do INCS, frisa que é muito importante este espaço conquistado junto a Cidasc.

- Esperamos que nosso projeto de certificação da carne suína, assim como o regulamento técnico que o acompanha, sejam referência no estado e no Brasil. E uma ação que vai valorizar as pequenas plantas frigoríficas e mostrar que elas são tão qualificadas quanto as grandes marcas para oferecer segurança alimentar e produtos saborosos – afirmou o presidente.


Carne Suína de Qualidade

O projeto de certificação da carne suína é carro chefe do Instituto Nacional da Carne Suína. Esta ação pretende qualificar as plantas frigoríficas de pequenas agroindústrias dentro de normas técnicas rígidas que garantam a segurança alimentar do produto, além de agregar valor a cortes e derivados de carne suína, que irá impactar diretamente para a geração de renda e crescimento destes frigoríficos e dos suinocultores independentes.

O trabalho de certificação já foi realizado em um Frigorífico paranaense. O Primaz Alimentos, localizado em Rio Negrinho, será o primeiro a carregar o selo nas embalagens dos produtos. Em dezembro de 2011 a planta passou por uma auditoria piloto realizada pela Cugnier Certificadora. O resultado foi positivo e a planta atendeu a mais de 70% dos requisitos técnicos para receber o Selo. Agora, o INCS e o Primaz aguardam o parecer do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento sobre a adequação do selo ao rótulo das embalagens dos produtos.

Com o primeiro frigorífico certificado, o INCS começou a implantar o projeto no Oeste catarinense. Quatro frigoríficos da região já concluíram a primeira etapa do projeto, que é a consultoria e preparação para a auditoria da Cugnier. Em breve estes frigoríficos também poderão receber em seus produtos o selo de certificação de qualidade da carne suína.


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10 set20:31

Concentração é tendência e previsão é de alta nas carnes

A fusão e incorporação de empresas é uma tendência de mercado, lembra o economista da Universidade do Oeste do Estado de Santa Catarina (Unoesc), Odair Balen.

Ele afirmou que as empresas precisam ganhar em escala para comprar insumos com menor custo e assim competir no mercado globalizado. No entanto ele avalia que a concentração é ruim para o consumidor, que tem suas opções reduzidas.

O presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, considera que a incorporação da Aurora pela Bondio é boa para os produtores, que poderiam ficar desamparados em caso de agravamento da crise. Mas ele considera que os consumidores vão pagar mais caro pela carne.

-Com esse custos de produção inevitavelmente as carnes vão subir- disse Barbieri.

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28 ago08:44

Carne suína de SC recebe sinal verde para exportação ao Japão

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Santa Catarina deve iniciar ainda em 2012 os embarques de carne suína para o Japão, principal importador mundial, que já chegou a comprar 1,3 milhão de toneladas do produto em um ano, e mercado cobiçado pelo Estado há pelo menos duas décadas.

Nesta segunda-feira, dia 27, às 8h, o governador Raimundo Colombo recebeu a ligação do embaixador do Brasil no Japão, Marcos Bezerra Galvão, informando que o Estado tinha sido avaliado positivamente na reunião da Comissão de Avaliação de Risco de Sanidade Animal, do Ministério da Agricultura, Pesca e Florestas do Japão.

Colombo esteve em setembro de 2011 em missão no Japão para estreitar os laços. Os japoneses também visitaram SC no ano passado, onde conferiram unidades da Aurora, BRF Brasil Foods, Marfrig, Pamplona e Sul Valle. A expectativa é que essas plantas sejam habilitadas para venda ainda neste ano.

— Nossa expectativa é para outubro. Isso muda tudo. SC passa a ter um mercado estável e que remunera melhor — avalia o governador.

O secretário da Agricultura, João Rodrigues, também prevê agilidade na liberação. E considera que a notícia é a redenção da suinocultura catarinense, que vem enfrentando forte crise principalmente pelo aumento de custos.

O presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri, destacou que a conquista é resultado de um trabalho de quase 30 anos de produtores, indústrias e governo do Estado. SC conquistou, em 2007, o Certificado de Zona Livre de Aftosa Sem Vacinação. Ele acredita que a presença das indústrias catarinenses na venda de frango vai facilitar os contatos.

— Nossa expectativa é de vender 130 mil toneladas de carne no primeiro ano e, depois, chegar a 30% a 40% (do mercado japonês) — disse Barbieri.

Para ele, a notícia vai representar a retomada de investimentos em SC. Barbieri afirmou que neste ano houve um aumento de produção de 50 mil toneladas em SC, já com a expectativa de vendas para o Japão, e que isso acabou contribuindo para a crise. Só a unidade da BRF Brasil Foods em Campos Novos, inaugurada no ano passado, tem capacidade para abate de 7,2 mil suínos por dia.

— Nossa perspectiva é dobrar as exportações catarinenses a partir de 2013 — projetou a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

O diretor de agropecuária da Aurora Alimentos, Marcos Zordan, afirmou que a unidade de Chapecó situada na saída para Guatambu e a planta de São Miguel do Oeste foram visitadas pelos japoneses e poderiam exportar. Zordan informou ainda que estão sendo investidos R$ 45 milhões na unidade de Joaçaba, com capacidade de 1,5 mil suínos/dia, com foco na exportação. Empresários japoneses que compram de empresas de SC já vinham sondando sobre a abertura do mercado.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados de SC, Cléver Pirola Ávila, comparou a aprovação japonesa à conquista de um troféu. Mas ele é mais cauteloso nas avaliações. Ele ressaltou que ainda é necessário redigir um documento que é o Certificado Sanitário Internacional, que vai definir as regras para a compra. Os suínos terão que ser nascidos em SC e a ração precisa ser livre de ractopamina, aditivo que aumenta a produtividade.

Ávila prevê investimentos no aumento da capacidade de produção das unidades em SC. Mas avalia que neste ano apenas alguns embarques serão efetivados, pois as indústrias terão que se adaptar aos cortes exigidos pelos japoneses.

O vice-presidente de relações institucionais da Marfrig, João Sampaio, disse que a notícia é muito boa mas também é cedo para falar em números.

— Nós vamos ter que disputar em preço com outros mercados que já fornecem para o Japão — pondera.

Ele considera que SC já tem uma estrutura capaz de atender a demanda do Japão. Para Zordan, há opção de trocar mercados que remuneram menos pelo Japão, tanto internamente como externamente. Ele projeta que é possível um aumento de preço da carne para o consumidor. Ela deve subir 5% em breve, não em função da abertura dos japoneses, mas pelo aumento do custo de produção.

O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, disse que a notícia é boa mas prefere aguardar os primeiros embarques para comentar a respeito.

— Outra vezes já ocorreram anúncios que acabaram não se confirmando — destacou.

Ele lembra que o setor ainda enfrenta o alto custo de produção e a falta de milho, que não foi resolvida pelo governo federal.

— Até agora atenderam apenas 10% do necessário — calculou.

Antes de vender para o Japão, o setor precisa receber milho do Centro-Oeste.


DIÁRIO CATARINENSE



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27 ago13:38

Exportação de carne suína para o Japão deve iniciar ainda em 2012

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As vendas de carne suína para o Japão devem iniciar ainda em 2012. A expectativa é do secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, e do presidente da Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Enori Barbieri.

O governador do Estado, Raimundo Colombo, recebeu informação da embaixada do Japão no Brasil, de que foi concluída a avaliação de risco sanitário e ela foi favorável a Santa Catarina. No ano passado uma missão japonesa esteve no estado avaliando frigoríficos da Aurora, Marfrig, Pamplona, BR Foods, Sul Vale.

João Rodrigues acredita que Santa Catarina pode abocanhar parte da fatia que os Estados Unidos vendem para os japoneses. Barbieri afirmou que há 30 anos essa venda é aguardada. Na opinião do presidente da Cidasc, a proximidade dos japoneses com as indústrias de Santa Catarina, que já exportam carne de frango há três décadas, facilitará o embarque de suínos.

- Já existe uma relação de confiança – afirmou Barbieri.

O Japão é o maior importador mundial de carne suína, comprando em média 1,2 milhão a 1,3 milhão de toneladas por ano. Barbieri estima que Santa Catarina poderá vender 130 a 140 mil toneladas para o Japão nos primeiros 12 meses. É quase o volume total que Santa Catarina exportou no ano passado, que foi de 153 mil toneladas no ano passado, num volume de US$ 452 milhões.

O próximo passo é negociar um Certificado Sanitário Internacional que vai garantir o cumprimento dos requisitos sanitários. Enquanto isso as empresas já devem começar a negociar as vendas.



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27 jul16:15

MercoAgro 2012: negócios devem ultrapassar US$ 160 milhões

Programada para ocorrer entre os dias 18 e 21 de setembro, a 9ª Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne – MercoAgro 2012 – movimentará a economia catarinense. O evento reunirá cerca de 650 expositores no Parque de Exposições Tancredo de Almeida Neves, em Chapecó, das 14 às 21 horas.

Mais de 35 mil profissionais são aguardados para a segunda maior feira da indústria mundial de processamento de carnes, vindos de vários Estados do Brasil e de Países como a Alemanha, Argentina, Áustria, Bolívia, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Holanda, Paraguai, Uruguai e Venezuela.

Os mais de 15 mil metros quadrados de área do Parque serão ocupados por empresas dos setores de refrigeração, automação industrial, ingredientes e aditivos, embalagens e tripas, transporte e armazenagem, equipamentos e acessórios, produtos e serviços, entre outros produtos e serviços para atender a indústria da carne.

De acordo com o presidente da entidade promotora, Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), Maurício Zolet, a expectativa é que os negócios ultrapassem os 160 milhões de dólares.

- Além das novidades e tendências do setor, os eventos paralelos atrairão muitos profissionais para a feira, tornando mais uma vez a MercoAgro referência em todo o mundo – enfatiza.

Durante os quatro dias do evento acontecerá o 9º Seminário Internacional de Industrialização da Carne, com nove palestras de especialistas do Brasil e do exterior, e a Clínica Tecnológica, sob a coordenação do SENAI Chapecó.

O credenciamento para a feira é gratuito e está disponível no site oficial: www.mercoagro.com.br.


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13 jun09:38

Santa Catarina a dois passos de abrir o mercado do Japão para carne suína

Janaína Cavalli | janaina.cavalli@diario.com.br

Na fila há 30 anos, Santa Catarina está muito perto de entrar no maior mercado importador de carne suína do mundo.

O Ministério da Agricultura do Japão aprovou, esta semana, a compra do produto catarinense. Faltam apenas duas etapas para um acordo oficial, mas o setor está otimista e acredita que fará os primeiros embarques dentro de dois meses.

Enori Barbieri, presidente da Cidasc, órgão de estímulo à agroindústria do Estado, projeta exportações de 10 mil toneladas e um incremento de US$ 50 milhões em faturamento mensal.

Uma boa medida do impacto da entrada no mercado japonês está nos números da carne suína catarinense no primeiro quadrimestre: a média mensal de embarques foi de 14,9 mil toneladas e o faturamento girou em torno de US$ 39 milhões.

A agroindústria local ainda contaria com uma vantagem logística, já que 90% frango consumido no país asiático é produzido em SC.

— A participação de mercado que alcançamos com o frango no Japão nos dará credibilidade para o aumento das vendas da carne suína.

Barbieri acredita que o Estado poderia conquistar 10% do mercado japonês de imediato. Mas, em uma década, poderia chegar aos patamares da carnde de frango. O país asiático tem um consumidor exigente, com demanda por cortes nobres e caros. Além disso, seu mercado é gigante também em volume. Apenas este ano, deve importar em torno de 1,3 milhão de toneladas.

Esta virada poderia mudar o rumo da suinocultura catarinense, que enfrenta uma crise. O baixo preço do suíno, aliado à alta de matérias-primas, traz prejuízos aos produtores. E, desde fevereiro, a Argentina, quinto maior mercado global para SC, impôs barreiras à carne do Estado. O país vizinho comprava 3 mil toneladas mensais. Hoje, praticamente não importa mais nada.

Mário Lanznaster, presidente da Cooperativa Aurora, segunda maior produtora do Brasil, diz que o setor está no fundo do poço. A principal razão é o preço dos insumos.

— Vínhamos pagando muito caro pelo milho e, agora, o quilo do farelo de soja subiu de R$ 0,60 para R$ 1. É impraticável — disse.

Lanznaster enxerga a abertura do mercado japonês como uma grande notícia para a suinocultura catarinense também porque os países asiáticos costumam ser cautelosos e demorados em relação à exportação de carne. Na sua análise, o Japão abrirá as portas de outros mercados do continente, como a Coreia do Sul. De imediato, a Aurora espera exportar 300 toneladas por mês para o Japão.

A liberação da carne catarinense ainda depende do sinal verde de uma comissão de risco, que regulamentará o acordo, e uma audiência pública.

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22 mai11:41

Exportações crescem 66% pela Aduana de Dionísio Cerqueira

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Mesmo com as dificuldades impostas pela Argentina para a entrada de produtos brasileiros as exportações pela aduana de Dionísio Cerqueira aumentaram 66% no primeiro quadrimestre, em relação aos quatro primeiros meses do ano passado. Em 2012 as exportações movimentaram US$ 138 milhões nesse período, contra US$ 83 milhões no ano passado.

O inspetor chefe da Receita Federal em Dionísio Cerqueira, Arnaldo Borteze, desde 2005 a Aduana não registrava superávit nas exportações. O motivo do crescimento é a venda de carne bovina para o Chile, que estava interrompido desde os focos da aftosa no Mato Grosso do Sul e Paraná, em 2005, e foram retomadas no ano passado. Essa carne é proveniente de São Paulo e Centro Oeste, apenas passando pela aduana catarinense.

Borteze destacou que diariamente 30 caminhões saem do Brasil carregados, sendo 80% para o Chile. No ano passado, mais de 70% das vendas eram para a Argentina, que caíram cerca de 60% após a adoção de algumas medidas como licenças prévias de exportação e autorização da Receita Federal de Buenos Aires, que antes não existiam. Com isso as cargas que demoravam três dias agora levam 10 a 15 dias para serem liberadas.

Com isso houve uma redução no movimento de caminhões, mas o valor das cargas de carne, que é de US$ 100 mil para contêineres de 22 a 27 toneladas, é bem maior que os US$ 3 mil a US$ 4 mil por uma carga de banana.

O motorista Ivolnei dos Santos, confirma o aumento das viagens para o Chile. –Aumentou 20 a 25%- calculou. Antes ele fazia 1,5 a duas viagens por mês. Agora, faz pelo menos 2,5 viagens. Ele leva carne bovina do Mato Grosso para Santiago do Chile. A viagem dura uma semana para percorrer mais de quatro mil quilômetros. Mas compensa na melhor remuneração.

Borteze disse que a tendência é fechar um ano em superávit mantida a atual tendências nas vendas, mesmo com os problemas com a Argentina. Além da carne o Chile compra bobinas de papel. Já a Argentina compra produtos como carnes bovina, suína e de frango; banana, abacaxi e tomate.

O Brasil importa dos dois países frutas, inseticidas, cosméticos, enlatados, farinha, cebola e vinhos.


Obras em aduana causa filas

As obras da nova aduana de Dionísio Cerqueira, que iniciaram no ano passado, tem gerado filas na fronteira. Na semana passada mais de 200 caminhões estavam na fila no lado argentino e 30 no lado brasileiro. A aduana libera em média 80 cargas por dia. Hélio Boito, que estava levando pera do Chile para Pato Branco-PR, estava há oito dias na fila. –Antes das obras levava dois a três dias- lembrou. Ele reclamou que os motoristas ficam na beira da estrada sem banheiro e local de alimentação.

O inspetor chefe da Receita Federal em Dionísio Cerqueira, Arnaldo Borteze, disse que há um movimento grande por causa da safra de cebola e o pátio de estacionamento da aduana foi reduzido de 190 para 80 vagas, com as obras.

Ele afirmou que a previsão de conclusão é agosto ou setembro. O novo pátio de estacionamento será entregue em duas semanas. O galpão de conferência, que antes não existia, está quase concluído. Também estão em fase final os banheiros. A nova sede administrativa está nas fundações. O investimento total é de R$ 10 milhões.

Borteze disse que a nova obra vai trazer mais conforto e agilidade para os funcionários e motoristas. Além de gerar filas, as obras e as restrições burocráticas da argentina reduziram o movimento de caminhões na aduana.

Nos primeiros quatro meses do ano passaram pela aduana 5.513 caminhões, contra 7.743 no mesmo período do ano passado.


MOVIMENTO NA ADUANA DE DIONÍSIO CERQUEIRA

EXPORTAÇÃO

2003: US$ 175 milhões

2004: US$ 220 milhões

2005: US$ 177 milhões

2006: US$ 59 milhões

2007: US$ 76 milhões

2008: US$ 95 milhões

2009: US$ 88 milhões

2010: US$ 211 milhões

2011: US$ 340 milhões

2012*: US$ 138 milhões

*janeiro a abril


IMPORTAÇÃO

2003: US$ 60 milhões

2004: US$ 76 milhões

2005: US$ 118 milhões

2006: US$ 177milhões

2007: US$ 226 milhões

2008: US$ 287 milhões

2009: US$ 286 milhões

2010: US$ 371 milhões

2011: US$ 415 milhões

2012*: US$ 118 milhões

*janeiro a abril


Fonte: Inspetoria da Receita Federal de Dionísio Cerqueira


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11 mai09:10

Exportação de carne suína para a Argentina cai 10%

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As exportações de carne suína de Santa Catarina para a Argentina caíram 10% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, em virtude de restrições adotadas pelo país vizinho.

No primeiro trimestre do ano passado os catarinenses venderam 2,6 mil toneladas para a Argentina e, neste ano, apenas 2,3 mil toneladas. O faturamento caiu de US$ 8,1 milhões para US$ 7,3 milhões. E a maior parte desse volume, US$ 6,4 milhões, foi em janeiro. A partir de fevereiro os argentinos começaram a impor licenças para importar alguns produtos de seus parceiros do Mercosul. A intenção é proteger os produtores locais.

As vendas do Brasil como um todo foram ainda mais afetadas. No primeiro trimestre do ano passado as vendas de carne suína para os hermanos foi de 8,2 mil toneladas, contra 4,9 mil neste ano. Isso reduziu em US$ 10 milhões o faturamento, que caiu de US$ 26,3 milhões para US$ 16,2 milhões.

Como a Argentina era um dos cinco principais mercados de Santa Catarina, responsável por 10% das vendas, a crise do setor aumentou ainda mais.

– Isso agrava a nossa situação que já é difícil – lamentou o presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio Di Lorenzi.

Ele afirmou que os suinocultores estão enfrentando problemas de baixa remuneração do produto e baixo preço. Insumos como soja e milho aumentaram e o quilo do suíno, que estava em R$ 2,60 no ano passado, caiu para R$ 1,90. Enquanto isso o custo de produção está em R$ 2,65.

Lorenzi comparou que o preço da carne de suíno está menor que o da banana, que custa R$ 2,50 nos supermercados do Oeste.

– Os produtores não conseguem nem mais empréstimo pois estão com sua capacidade de endividamento esgotada – explicou. Ele pede que o Governo subsidie o transporte de milho para Santa Catarina para diminuir o custo dos produtores.


Suinocultor Clair Dariva.

O suinocultor Clair Dariva, que tem 500 matrizes, disse que tirando dinheiro de outras atividades, como a produção de leite, para cobrir o prejuízo na suinocultura.


– Hoje perco R$ 60 por suíno gordo – calculou.

Dariva disse que o Governo Federal teria que ser mais duro na relação com os vizinhos, que além de não comprar suíno ainda exportam leite para o Brasil, prejudicando também o setor leiteiro.

O presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, também considera que o Brasil precisa exigir uma postura mais equilibrada na relação com a Argentina.

– O Brasil precisa contra-atacar – reclamou. Pedrozo disse que os produtores brasileiros estão sendo penalizados pela estratégia do Governo argentino.


Exportações catarinenses no primeiro trimestre de 2012

Total: 36,7 mil toneladas (US$ 101 milhões)

Ucrânia: 7,8 mil toneladas (US$ 22,7 milhões)

Rússia: 7,5 mil toneladas (US$ 22,1 milhões)

Hong Kong: 6,4 mil toneladas (US$ 17 milhões)

Cingapura: 3,8 mil toneladas (US$ 11,3 milhões)

Argentina: 2,3 mil toneladas (US$ 7,3 milhões)


OBS: No primeiro trimestre do ano passado Santa Catarina exportou 2,6 mil toneladas para a Argentina, totalizando US$ 8,1 milhões


Exportações brasileiras no primeiro trimestre de 2012

Total: 102 mil toneladas (US$ 278 milhões)

Argentina: 4,9 mil toneladas (US$ 16,2 milhões)

OBS: No ano passado o Brasil exportou para a Argentina 8,2 mil toneladas no primeiro trimestre, totalizando R$ 26 milhões


Fonte: ACCS


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