Carne

22 nov17:13

Agroindústria do Oeste conquista mercado da China

Mercado cobiçado há muitos anos, a China está, finalmente, comprando carne diretamente do Brasil – e não mais via Hong Kong. Por enquanto, carnes de aves, mas, em breve, comprará carne suína. A Coopercentral Aurora,  uma das poucas empresas brasileiras de processamento de carnes de aves e suínos habilitadas a vender para aquele país asiático – já embarcou 30 milhões de dólares em produtos de frango neste ano e em janeiro inicia os embarques de carne suína.

O presidente Mário Lanznaster e o gerente de mercado internacional Dilvo Casagranda expõem em entrevista o novo e promissor relacionamento comercial com a China.


A China não comprava carne brasileira de forma direta?

A China somente consumia a carne brasileira através das importações de Hong Kong, que repassa a carne para a China. A partir de 2009 passou a comprar diretamente frango e, em abril de 2011, com o acordo firmado pela presidente Dilma Rousseff, a exportação de carne suína direta Brasil/China foi autorizada. Isso é bom para os dois países: para a China, porque vai comprar sem atravessador, a preço menor e, para o Brasil, porque poderá incrementar as vendas, oferecer cortes mais nobres e entrar num país com população de renda emergente que, certamente, aumentará o consumo de carne progressivamente nas próximas décadas. O consumo da carne de frango confirma essa expectativa: em 2009, a China importou do Brasil 20 mil toneladas e, em 2010, pulou para 120 mil toneladas.


Quando iniciaram as exportações da Coopercentral Aurora Diretamente para a China?

Iniciamos no ano de 2009, quando as plantas de aves de Maravilha e de Quilombo receberam a aprovação para a exportação para a China Continental, após anos de negociação entre o Brasil e China, que culminou com a habilitação de 23 plantas brasileiras à exportar para aquele mercado.


Quais os produtos exportados?

Os principais são: Asa inteira, asa porcionada (ponta, meio e coxinha da asa) e pés de frango.


Qual o volume físico e valor financeiro de cada produto exportado?

Em 2011 foram exportadas até o mês de outubro 12.500 toneladas de produtos de aves, diretamente para a China, com faturamento aproximado de 30 milhões de dólares.


Essas vendas foram feitas diretamente pela Aurora ou foram via ABIPECS, APEX etc?

As vendas foram feitas diretamente pela equipe comercial do mercado externo da Coopercentral Aurora, que buscou atuar diretamente junto aos clientes chineses. As instituições Apex, Ubabef e Abipecs serviram de canais de prospecção, mas todos os negócios foram conduzidos exclusivamente pela Aurora .


Qual a projeção de vendas para 2012?

A Aurora espera incrementar as vendas para o continente asiático e principalmente para a China, já que as relações comerciais têm crescido significativamente entre Brasil e China, contando agora também com o início das exportações de carne suína para aquele país.


O mercado chinês pode também comprar produtos de alto valor agregado ou só cortes de segunda linha?

As características de consumo da China são de produtos resfriados, sendo que para as importações a demanda é pelos produtos congelados que servirão de matéria prima para a elaboração de produtos finais industrializados e ou para pratos em cadeias de restaurantes. Mas, como a China tem disponibilidade de mão de obra, é natural que importe matérias-primas para utilizar em indústria local. Os países têm um certo protecionismo que dificulta a entrada de produtos elaborados, além das características peculiares de sabor e costumes que dificultam a chegada ao mercado com o produto pronto.


Na área de carne suína, quando iniciou a aproximação definitiva com a China?

Em outubro de 2010, uma comitiva chinesa visitou oficialmente 13 agroindústrias no Brasil e três foram classificadas para exportação de carne suína: Coopercentral Aurora (SC), Cotrijuí (RS) e Rio Verde – BRF (GO). Outras 10 foram condicionadas a melhorias internas ou de controle e serão liberadas quando o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) aprovar as adequações.


Quando a Coopercentral Aurora inicia a exportação de carne suína?

Em janeiro faremos o primeiro embarque.


Qual é o status da suinocultura chinesa no mundo?

A China é o maior produtor mundial de suínos, com plantel de 446 milhões de cabeças. No mundo inteiro são 774,5 milhões de cabeças e no Brasil o plantel é de 33,5 milhões de cabeças. Já em termos de produção, a China produz metade da carne suína do mundo com 48,7 milhões de toneladas e consome 100% de volume. O Brasil produz 3 milhões de toneladas e exporta 600 mil toneladas de carnes suínas. Dentro desse cenário está Santa Catarina que produz 750 mil toneladas e exporta 170 mil toneladas de carnes suínas.


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15 nov18:08

Brasil terá metade do mercado de carne em 2020

O crescimento da população mundial, que ultrapassou 7 bilhões, impõe a necessidade de dobrar a produção de alimentos até 2050, quando deverão ser mais de 9 bilhões de pessoas. A combinação desse fenômeno com a urbanização e a alta da renda nos países em desenvolvimento aponta um desafio ainda maior na produção de carne e abre uma grande oportunidade comercial para o Brasil.

De acordo com estimativas da FAO, a organização para alimentação das Nações Unidas, para alcançar o crescimento acelerado do consumo de carnes em países como China, Índia e Brasil, será preciso elevar a oferta global dos atuais 228 milhões para 463 milhões de toneladas anuais até 2050. Nesse processo, o rebanho de bovinos saltará de 1,5 bilhão para 2,6 bilhões.

O Brasil já é o maior produtor mundial de carne bovina desde 2008, quando ultrapassou a marca de US$ 14 bilhões com a exportação de proteína animal. Projeções do Ministério da Agricultura indicam que o país deverá ampliar a fatia atual de 20,7% do mercado mundial para 44,5% até 2020, quando também dominará quase 50% do comércio de aves. A demografia cria uma demanda futura firme para produtos cuja competitividade é elevada no Brasil, mas o próprio governo vê entraves para que o país aproveite ao máximo essa oportunidade.

Em visita ao Congresso no mês passado, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, defendeu uma estratégia integrada de apoio à pecuária. Ele diagnosticou uma capacidade ociosa nos frigoríficos que não condiz com o aumento da oferta de proteína para atender à demanda externa.

— Precisamos fomentar a pequena pecuária para que ela possa aumentar a produtividade. Isso requer programas de expansão de matrizes, de recuperação de pastagens e um programa fitossanitário para escapar das barreiras — disse.


AGÊNCIA ESTADO

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30 out13:36

Mercado da carne suína fica aquecido com a chegada do final do ano

A carne suína está ganhando cada vez mais espaço na mesa dos brasileiros. Com a proximidade das festas de final do ano a expectativa dos pequenos e médios frigoríficos é de crescimento de até 30% de aumento no mercado interno. Segundo o sócio gerente de um frigorífico da região oeste de Santa Catarina, Ricardo Secchi, levando em conta, o faturamento bruto dos meses de janeiro a novembro de 2010, a empresa teve em dezembro de 2010 um acréscimo em torno de 25%”.

Ainda de acordo com Secchi os itens mais procurados nesta época de ano são os produtos in natura com ou sem tempero, linguiças frescais e em especial o pernil. – A carne suína está presente na maioria das festas de final de ano, principalmente na noite da virada. Por isso, precisamos aproveitar essa boa fase para elevar as nossas vendas – disse Secchi.

Com o acréscimo na produção de final do ano, a tendência é de que o preço da carne suína pago pelos consumidores fique 5% a 10% mais caro. De acordo com o empresário e analista de um supermercado da cidade de Concórdia, Márcio Simioni, os cortes mais vendidos nos últimos três meses que antecedem as datas comemorativas são os mais nobres, como o pernil e o lombo. – As vendas nesta época de ano servem de estímulo para nós supermercadistas, os frigoríficos e principalmente para os produtores que passam a ganhar mais. Sabemos das dificuldades enfrentadas pelo setor, por isso estimulamos o consumo de carne suína em nosso supermercado – disse Simioni.

Segundo o presidente a Associação Catarinense de Criadores de Suínos – ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi, os produtores estão começando a se programar, mas os resultados só poderão ser vistos a partir da segunda semana de novembro. – Esperamos uma melhora significativa para o produtor que sempre se prepara o ano todo para esta época do ano – acredita Lorenzi.

- Precisamos impulsionar a produção e o consumo, depois de tantos meses de crise. Nossos pequenos e médios produtores que até pensaram em desistir da atividade precisam ver a criação de suínos como algo rentável, e para que isso ocorra é preciso que os preços e os gastos compensem. Por isso, os preços dos insumos como o milho precisam estar estáveis – explica o presidente do INCS, Wolmir de Souza.


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28 out15:28

Rastreabilidade da carne suína

RBSTV CHAPECÓ

A certificação e validação da carne suína para o mercado externo é uma constante luta e desafio para o Oeste. Agora a região sai na frente e é a primeira a desenvolver um projeto piloto no Brasil, para rastrear a carne suína. O sistema de rastreabilidade é uma ferramenta essencial na busca pela qualidade e competitividade no mercado.

O método de rastreamento da carne suína ainda é novidade no brasil. Por enquanto apenas 54 produtores do Oeste de Santa Catarina estão trabalhando com o novo sistema.

A diferença entre esse novo modelo rastreabilidade e o antigo, é que agora é possível ter acesso a todo histórico do animal, desde o nascimento até a comercialização do animal.

Para isso, além do acompanhamento através das planilhas, os animais recebem um brinco de identificação. Todas as informações obtidas desde o nascimento do leitão vão acompanhá-lo em todo processo. Os dados são coletados em cada propriedade e depois são colocados em um programa de computador pelos técnicos da cooperativa.

No frigorífico, o produto já embalado, pronto para venda, recebe etiquetas usadas para exportação e para o mercado interno. Nelas estão contidos os números que darão acesso ao histórico da carne.

Para o diretor agropecuário da Cooperativa, Marcos Zordan, o processo iniciou em 2006 e só agora em 2011 foi colocado em pratica.

- Esse processo dá segurança tanto para a empresa, mas principalmente para o consumidor que sabe de onde vem o produto que está consumindo – disse Zordan.


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26 out09:12

Coreia do Sul deve apresentar até dia 10 decisão sobre sanidade da carne de SC

Renato Igor

A Agência Sanitária da Coreia do Sul deve apresentar ao governo catarinense, no dia 10 de novembro, sua avaliação sobre a análise de risco sanitário de comprar carne suína do Estado. A informação foi dada nesta terça-feira pelo diretor da agência Lee Kuen-Seong, em reunião com o governador Raimundo Colombo em Seul.


Os sul-coreanos receberam no dia 4 um documento do Ministério da Agricultura do Brasil respondendo aos questionamentos sobre a qualidade sanitária de Santa Catarina.

Um fato que pesa a favor dos catarinenses é o certificado de área livre de febre aftosa sem vacinação. No final do ano passado, houve um surto de aftosa na Coreia do Sul, o que provocou o sacrifício de praticamente todos os porcos do país. Por isso a necessidade de importar. Os sul-coreanos compram 400 mil toneladas por ano, o que representa um potencial de até R$ 1 bilhão em negócios.

Caso a resposta seja positiva, o próximo passo será formalizar um acordo sanitário entre Brasil e Coreia do Sul. Para o presidente da Cidasc, Enori Barbieri, a promessa de data da agência sul-coreana resultou da confiança dada pelo governo catarinense na questão sanitária.

O diretor-executivo da Associação Brasileira de Produtores de Carnes, Abipecs/SC, Jurandi Soares Machado, ressalta a importância da presença dos catarinenses no país.

— O governo assumiu a responsabilidade pela nossa qualidade sanitária. E isso tem valor para os sul-coreanos.

O diretor-executivo do Sindicato da Indústria da Carne e Derivados de Santa Catarina, Ricardo de Gouvêa, disse que o Estado mostrou que pode garantir um produto de qualidade.

No início do mês, Estados Unidos e Coreia do Sul aprovaram diversos acordos de livre comércio, que preveem aumento nas transações de carne bovina, suína e de frango.

A próxima etapa da comitiva liderada pelo governador Raimundo Colombo é o Japão. Lá, o objetivo é obter recursos para realização de obras obras de contenção das enchentes nos municípios do Vale do Itajaí e, também, abrir o mercado para exportação de carne suína.

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15 set14:31

Instituto Nacional da Carne Suína presente na Efapi

O Instituto Nacional da Carne Suína (INCS) participa pela primeira vez da maior feira multissetorial do estado a Efapi, que será realizada de sete a 16 de outubro em Chapecó.

A convite do secretário de Agricultura, João Rodrigues, o INCS ficará instalado no estande da Secretária de Estado da Agricultura e da Pesca, localizado próximo a Comissão Central Organizadora (CCO). O estande com aproximadamente 1.600 mil metros vai abrigar uma Mostra de Produtos da Agricultura Familiar, um auditório para palestras temáticas, associações e instituições do setor.

Para o presidente do INCS, Wolmir de Souza, a feira oferece oportunidades de divulgação.

- Nossos produtores precisam de incentivo, principalmente no momento em que o mercado segue instável. A Efapi vai abrir portas onde o INCS será o mediador – disse.

O foco do INCS no evento será a divulgação dos critérios técnicos do Selo de Qualidade da Carne Suína Brasileira que deve ser lançado ainda neste ano. – O processo de certificação da carne será de extrema importância para o setor. Uma nova alternativa que deve abranger todo o segmento de produção, proporcionando assim resultados satisfatórios para toda a cadeia – explica ainda o presidente.

Segundo o secretário da Agricultura a participação do INCS na feira representa a força da entidade diante dos frigoríficos, pequenos e médios produtores.

A feira pretende atrair um público estimado de 520.000 mil pessoas. A Efapi terá 650 expositores e deve movimentar em termos econômicos mais de 125 milhões de reais.


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09 set15:43

Carne Suína Brasileira terá Selo de Qualidade

Pensando na garantia de qualidade para o consumidor brasileiro, na valorização do produto feito por frigoríficos e no aumento do consumo interno, o INCS deve lançar ainda neste ano o Selo de Qualidade da Carne Suína Brasileira.



Nesta semana representantes do instituto se reuniram em Concórdia, berço da suinocultura brasileira, para tratar do processo de certificação. O presidente do INCS, Wolmir de Souza, explica que a criação do Selo exige muita cautela e normas técnicas.

- Já estamos na segunda etapa da proposta, a primeira foi a estruturação do selo, agora efetivamente estamos colocando em prática o projeto, acredito que o Selo seja a melhor alternativa para viabilizar o segmento de produção como um todo, propondo resultados para a toda a cadeia – destaca.

A intenção do INCS é incentivar os pequenos, médios e até grandes frigoríficos, que estão fora do grande conglomerado agroindustrial, quanto à ampliação das vendas. Para Souza, esses frigoríficos são os que fomentam o consumo interno e a produção de suínos que oferece resultados.

Na prática, a suinocultura brasileira possui dois sistemas de produção, integrada e independente. Mas para Souza, o independente já possui outro perfil, que merece ser reconhecido pela qualidade de produção. – Isso o Selo oferecerá, e o consumidor é quem terá essa garantia – declara.


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31 ago16:35

Apreendidas seis toneladas de alimentos impróprios para o consumo em Chapecó

Operação conjunta do Ministério Público de Santa Catarina, Polícia Militar, Cidasc, Conselho Regional de Medicina Veterinária, Vigilância Estadual e de Chapecó e Ministério da Agricultura resultou na apreensão de cerca de 6 toneladas de alimentos impróprios para o consumo. A ação, iniciada na terça-feira, 30, terminou nesta quarta-feira, em Chapecó.


De acordo com a Assessoria do MPSC, a operação tem como objetivo a proteção da saúde e do direito de informação dos consumidores. Além disso, a ação combate outros tipos de irregularidades, como fraudes às barreiras sanitárias e crimes contra a ordem tributária. As apreensões fazem parte do Programa de Proteção Jurídico Sanitária dos Consumidores de Produtos de Origem Animal, conduzido pelo MPSC.


Os produtos com prazo de validade vencido e sem indicação de procedência foram encontrados no mercado público, em quatro supermercados, duas casas de carne e dois restaurantes.  Os alimentos serão  incinerados.


A ação dirige-se a todos os envolvidos no processo,desde a produção, transporte, armazenamento e comercialização – mercados, abatedouros e açougues. Para o promotor de Justiça, Jackson Goldoni, a ação não visa prejudicar os pequenos produtores, do contrário, ainda preserva os interesses de todos aqueles que trabalham conforme as normas sanitárias.


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