Catarinenses

27 ago11:34

Vida de Fronteira em Dionísio Cerqueira

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Já pensou morar em Santa Catarina, almoçar no Paraná e ir fazer umas compras na Argentina. Para os moradores de Dionísio Cerqueira, no Extremo Oeste de Santa Catarina, isso é algo rotineiro. Tanto que essa união já se refletiu até em vários casamentos entre moradores dos dois países.

É que a cidade Catarinense está praticamente emendada com Barracão-PR e Bernardo de Irigoyen (Argentina). São quase 40 mil pessoas que convivem entre dois países, dois estados e uma província e três municípios.

Apenas uma calçada divide os dois países - o lado esquerdo é Argentina e o direito é o Brasil.

Muitas vezes é difícil para as pessoas identificarem se estão em Santa Catarina ou no Paraná. –nem eu sei direito- afirma a cabeleireira Judite Campos. O comerciante Adelino Lourenço explica que um dos indicativos é que no Paraná os postes de iluminação são quadrados e com as cores branca, verde e azul, da bandeira paranaense. Em Dionísio Cerqueira os postes são redondos e com as cores verde e amarela.

Mas esse critério só é válido em algumas ruas centrais das duas cidades e nem sempre o padrão é obedecido. Já o que separa o Brasil da Argentina em Santa Catarina é o Rio Peperi Guaçu. Ele pode ser cruzado pela Aduana Turística de Dionísio Cerqueira, onde mil carros passam por dia. Existe também a Aduana de Cargas, com onde em média 80 caminhões entram o saem do país diariamente.

Na parte fronteiriça de Barracão o que separa as ruas entre os dois países é apenas um barranco com três metros de largura. A diferença é que o nome das lojas do lado argentino normalmente estão em espanhol. E a língua falada no outro lado é espanhol, embora eles entendam bem o português.

Por lá centenas de pessoas passam de um lado para o outro diariamente. A dona de casa argentina Carolina Mello vem para o Brasil comprar carne, açúcar, arroz e derivados de lácteos. E matriculou sua filha de seis anos num curso de dança no Brasil. –Aqui no hay nada- diz, sobre a falta de escolas desse tipo no lado argentino.

Por outro lado a brasileira Maria Rodrigues vai para a Argentina com frequência para comprar farinha, que é mais barata. O fluxo é reflexo das políticas econômicas e cambiais dos dois países.

Há quase duas décadas muitos argentinos vinham fazer compras no Brasil. Mas, nos últimos anos, o fluxo sempre foi maior de brasileiros indo comprar na Argentina. Produtos como vinhos, desodorante e outros produtos de higiene custavam metade do preço. Muitos aproveitavam para abastecer o carro.

Mas, com a inflação argentina, as compras em Bernardo de Irigoyen não estão mais tão vantajosas. Tanto que o fluxo de carros, que chegava a três mil por dia, baixou para mil.

A relação entre os municípios ficou tão intensa que eles resolveram se unir, formando o Consórcio Intermunicipal da Fronteira, reunindo os três municípios mais Bom Jesus do Sul, cidade paranaense que fica a oito quilômetros de Barracão. Os municípios brasileiros criaram até uma patrulha mecanizada conjunta, receberam investimentos federais para transformar o hospital de Dionísio Cerqueira num hospital regional e, em conjunto com a Argentina, estão construindo o Parque Turístico Ambiental, que deve ser concluído ainda neste ano, com investimento de R$ 13 milhões.

-Antes as cidades se viam como rivais, hoje trabalham em conjunto- concluiu o presidente da Associaçaõ Comercial e Industrial de Barracão, Dionísio Cerqueira e Bom Jesus do Sul, Carlos Vanderley Porfírio. O resultado é que a fronteira está ficando mais bonita.



Irmãos de sangue, mas com nacionalidades diferentes

Ramon Mendoza, 62 anos é argentino e tem um comércio em Bernardo de Irigoyen. Davi Mendonça, 55 anos é brasileiro e mora em Dionísio Cerqueira. O que os dois têm em comum? Eles são irmãos de pai e mãe. O pai, Eduardo Aleixo Mendonça, que era natural de Campo Erê ficou um tempo sem trabalho fixo e, durante as andanças pela fronteira, encantou-se pela argentina Maximina Ramalho, com quem teve cinco filhos. –Ele vivia um tempo no Brasil, um tempo na Argentina- explicou Ramon. Ele e Antonia, já falecida, foram morar na Argentina, onde nasceram. Davi, Luiz Carlos e Maria, que são brasileiros, moram em Santa Catarina.

Ramon chegou a morar no Brasil por quase 20 anos, quando o pai foi trabalhar na Polícia Militar de Barracão, onde chegou a ser comandante do Destacamento. Mas, quando chegou a hora de prestar serviço militar, Ramon foi defender as cores de seu país natal. Daí ficou morando no lado de lá da fronteira. E, como não poderia deixar de ser, torce para a seleção argentina nos jogos contra o Brasil. – Mas é uma rivalidade boa- brinca. Quando o Brasil joga com outras seleções, ele se une aos irmãos. Ramon sabe falar bem o português. Por outro lado, Davi não sabe muitas palavras em espanhol.

Mas isso não impede que eles se reúnam com frequência. Afinal, o churrasco é apreciado dos dois lados da fronteira.


Amor com sotaque

O amor não respeita os limites geográficos e políticos. Tanto que é comum casamentos entre brasileiros e argentinas e, principalmente de brasileiras com argentinos.

– As brasileiras estão invadindo o lado de cá, no cassino e no boliche- confirmou a dona de casa argentina Carolina Mello.

No cartório de registros civis de Dionísio Cerqueira são registradas anualmente quatro uniões internacionais. Mas as funcionárias garantem que existem bem mais, só que não são oficializadas. Um dos casos é da dentista Michelli Costa, 30 anos, e do corretor de Seguros, Hector Oscar Ponce, de 29 anos.

Eles se conheceram no início de 2007, num show musical num cassino de Bernardo de Irigoyen. Há um ano estão noivos e já convivem em união estável. Mas pretendem em breve oficializar o relacionamento.

O casal resolveu fixar residência no lado brasileiro pois no Norte argentino sofre com alguns problemas de infraestrutura, como as frequentes quedas de energia.

Para Hector, as brasileiras se arrumam melhor, usam roupas mais estampadas. –Elas são mais alegres- avaliou. Já o que atraiu Michelli, foi justamente o contrário. No outro lado da fronteira, os homens usam estampas mais lisas, manta e boina.

–Os argentinos são mais certinhos, eu sou mais pilhada e ele é mais tranquilo- explicou. O carisma, charme argentino também marcaram ponto.

Outra coisa que atraiu Michele foram os costumes. Na gastronomia, os argentinos têm alguns pratos, como tripa assada, eu não tem no Brasil. Na música, o ritmo predominante é a “cumbia” e o rock argentino também é diferente.

A dentista lembra que no início não foi fácil se comunicar com os parentes do namorado. –Todo mundo ria do que eu falava- lembrou. Por isso teve que aprender a falar espanhol.

Hector ainda fala poucas palavras em português e também já passou das suas. Ele não conhecia o strogonofe e quando foi convidado para comer este prato criou uma expectativa enorme. –Veio arroz, carne com molho e salsa e batata palha e eu pensei, cadê o strogonofe?-lembrou.


Cozinhando em Santa Catarina e dormindo no Paraná

A aposentada Vera Janete Motta Barreiro lava a roupa e cozinha em Santa Catarina mas assiste televisão e dorme no Paraná. É que o apartamento do prédio onde mora fica exatamente na divisa entre os dois estados. Ela lembra que no terreno que seu pai comprou há 52 anos, a divisa foi estabelecida pela queda de água. Por isso a frente do prédio ficou no Paraná e os fundos em Santa Catarina. O IPTU do Apartamento e o endereço das cartas é de Barracão. O IPTU da garagem é de Dionísio Cerqueira.

A água é fornecida pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), que abastece os dois estados. A energia elétrica é fornecida por uma empresa do Paraná. E o prefixo do telefone é o mesmo de Dionísio Cerqueira.

Janete já votava em Santa Catarina mas agora é eleitora do Paraná. Mas quando manda cartas e encomendas para familiares em Florianópolis, vai na agência dos Correios em Dionísio Cerqueira. Senão os envelopes viajam até Curitiba antes de chegarem ao destino, demorando mais.

Parece confuso, mas ela já está acostumada. –Para nós é normal-disse. Afinal, várias vezes ao dia ela está com um pé em Santa Catarina e outro no Paraná.


Associação Comercial une dois estados mas sofre com burocracia

Desde que foi fundada, há 37 anos, a Associação Comercial e Empresarial de Dionísio Cerqueira e Barracão representas as cidades paranaense e catarinense. Recentemente também adotou o município paranaense de Bom Jesus do Sul. A sede da Associação, fica exatamente na divisa entre os dois estados. Na sala de reuniões, parte das pessoas fica num estado e a outra parte no outro.

O presidente, Carlos Vanderlei Porfírio, é paranaense. E a secretária executiva, Andressa Stamm, é catarinense.

Mesmo com o objetivo de integrar, a associação enfrenta algumas dificuldades. Recentemente, numa feira em Dionísio Cerqueira, alguns expositores de Barracão não puderam passar para Santa Catarina com seus produtos, como queijo, devido a barreiras sanitárias.

Por isso a próxima feira deve ser realizada na divisa. Já houve casos que técnicos de Santa Catarina estiveram na associação e não puderam dar o curso para empresários do Paraná. Por isso os eventos contam com representantes de entidades dos dois estados, para ninguém ser discriminado.

Porfírio disse que já teve contratempos burocráticos por morar no Paraná e ter escritório em Santa Catarina. Também não teve reconhecido no Brasil o Mestrado que fez em Posadas, na Argentina.

Apesar da proximidade, a secretária executiva conta que as características culturais são mantidas. Andressa disse que sabe diferenciar um brasileiro de um argentino pelo cabelo e o jeito de se vestir. A erva-mate dos vizinhos é mais grossa e geralmente bebida com água fria, o chamado tererê, diferente da água quente do chimarrão brasileiro. –Alguma coisa é comum, mas geralmente é cada um na sua- explicou.



COMO FUNCIONAM AS REGRAS NA FRONTEIRA

FLUXO DE PESSOAS- De acordo com informações da Polícia Federal de Dionísio Cerqueira, o cidadão “fronteiriço” pode atravessar a fronteira quantas vezes quiser durante o dia, sem necessidade de documentação de imigração. A regra vale para os dois lados. O que eles não podem é sair dos limites dos municípios de fronteira, sob pena de deportação. O argentino que quiser ir a Chapecó, por exemplo, precisa da tarjeta de imigração.

CARGAS- É obrigatório o despacho aduaneiro e passagem pela aduana de cargas COMPRAS PESSOAIS- Os brasileiros podem comprar na Argentina dentro da cota de US$ 300 e há um limite por produtos. No caso do vinho, uísque e espumante, que é mais barato no país vizinho, há um limite de 12 litros por pessoa. Produtos de origem animal e vegetal não podem ser trazidos, além de partes e peças de veículos.

IRREGULARIDADE- O inspetor chefe da Receita Federal em Dionísio Cerqueira, Arnaldo Borteze, disse que o único local alfandegário para cruzar a fronteira é pela aduana. Ele afirmou que a prática de fazer compras e atravessar a fronteira pelo barranco, como é comum, não é autorizada e é passível de apreensão. Só que os órgãos fiscalizadores acabam não tendo estrutura e pessoal para impedir essa prática.


Fonte: Delegacia da Polícia Federal e Receita Federal




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24 ago09:00

Disputa entre dois candidatos a prefeito ocorre em 71% das cidades catarinenses

Natália Viana | natalia.viana@diario.com.br

Na maior parte dos municípios catarinenses, os eleitores assistem a uma disputa polarizada. Em 210 cidades, ou 71% do total, apenas dois nomes concorrem à prefeitura. O número é superior à média nacional.

Um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que em 2.850 municípios brasileiros (51% do total) apenas dois candidatos disputam a prefeitura. O levantamento foi feito com base nas informações divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em Santa Catarina, a maior cidade catarinense a assistir a uma eleição polarizada é Chapecó, onde PSD e PT protagonizam a disputa pela prefeitura. O atual prefeito José Claudio Caramori (PSD) conta com o apoio de mais 15 partidos, enquanto que o deputado federal Pedro Uczai (PT) lidera uma coligação de nove siglas.

Para o coordenador do Programa de Mestrado em Gestão de Políticas Públicas da Univali, Flávio Ramos, uma eleição polarizada não é necessariamente benéfica ou prejudicial para o eleitor. Mas, segundo ele, a principal questão a ser observada são as coligações que sustentam estas candidaturas.

Havendo um leque reduzido de opções, partidos políticos com perfis muito distintos podem acabar se unindo em torno de um candidato, confundindo o eleitor.

— Fica difícil para o eleitor compreender a forma nebulosa como estas coligações são constituídas, já que o arco ideológico é muito amplo e partidos com formação distinta acabam lado a lado. Apesar da chamada crise de ideologias políticas, ainda existem diferenças de propostas e projetos. Por isso, o fato de haver partidos muito diferentes em uma coligação pode aumentar o descrédito do eleitor — avalia Ramos.

Analisando os confrontos, em Santa Catarina a polarização mais recorrente é do PMDB contra PSD, ocorrendo em 50 cidades. O fato chama a atenção, pois coloca o novato PSD, do governador Raimundo Colombo, como o principal adversário ao PMDB, do vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Essa polarização ocorre, por exemplo, em Rio do Sul, onde a aliança entre os partidos foi rompida.

O atual prefeito, Milton Hobus (PSD), apoia o colega de partido Jorge Teixeira, enquanto que o vice-prefeito Garibaldi Ayroso (PMDB) resolveu se lançar como candidato da oposição. O “apetite” pessedista também pode ser observado em nível nacional e o confronto PMDB x PSD é o terceiro mais recorrente. Para o presidente estadual do PMDB, Eduardo Pinho Moreira, a eleição municipal tem características diferentes da composição estadual.

Além disso, ele destaca que o PSD é um partido novo e que lançou mais candidaturas, ficando atrás somente do PMDB, sendo natural que eles protagonizem mais embates.

— Se tivermos maturidade política, não haverá problemas. O que acontece é que o governador e eu temos um nível de entendimento que algumas vezes não acontecem em baixo. Mas o governador vem atuando muito bem, como um magistrado — destaca Pinho Moreira.

O presidente do PSD, deputado Gelson Merisio, tem opinião semelhante. Ele diz que a maior parte dos confrontos polarizados entre PSD e PMDB ocorrem em cidades pequenas, onde é necessário respeitar a realidade local. Segundo Merisio, o PSD é um partido novo e, muitas vezes, buscou lideranças novas que fazem contraponto a lideranças mais tradicionais, como o caso do PMDB.

— Mas esta é uma situação natural e passada a eleição tudo volta ao normal — afirma o pessedista.


DIÁRIO CATARINENSE



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16 ago10:55

Antes da Liga Nacional Chapecoenses do Voleibol Masculino participam dos Jogos Universitários Catarinenses

Desde a quarta-feira, dia 15 de agosto, Aprov/Unoesc/Chapecó encara um os dos principais eventos da temporada 2012. São os Jogos Universitários Catarinense – JUC´s, que estão sendo realizados pela Unoesc, em Joaçaba. A competição que reúne as principais universidades de Santa Catarina classifica o campeão de cada modalidade para os Jogos Universitários Brasileiros – JUB´s, que serão realizados no mês de outubro, em Foz do Iguaçu/PR.

A equipe de voleibol masculino de Chapecó vai representar a Unoesc, um dos principais patrocinadores do clube. Além da Unoesc, também estão na briga pelo título dos JUC´s as equipes da UFSC, de Florianópolis, e a Esucri, de Criciúma. Os chapecoenses estreiam nesta quarta-feira contra a equipe da capital e depois enfrentam o time do sul do estado.


Liga Nacional

Além de classificação para os JUB´s, a Aprov/Unoesc/Chapecó também aproveitará os Jogos Universitários Catarinense como preparação para a fase final da Liga Nacional. A competição, onde Chapecó será a sede, acontece na próxima semana, entre os dias 20 e 25 de agosto, no Ginásio Ivo Silveira.

O campeão da Liga Nacional garante presença da Superliga B, em 2013.


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09 ago15:13

Futsal feminino de Chapecó estreia com empate nos Jogos Universitários Catarinenses

Começaram os Jogos Universitários Catarinenses. E a abertura contou com uma grande partida de futsal feminino. Unochapecó/Nilo Tozzo/Aurora e Uniarp/Kindermann protagonizaram mais um belo Clássico do Oeste. Ao fim, empate em 3 a 3. A partida foi realizada na noite da quarta-feira, dia 8 de agosto, no Centro de Eventos da Unoesc, em Joaçaba.

Foi o sétimo confronto entre as duas equipes neste ano, somando todas as categorias – e o sexto empate. Ambas começaram a competição na vice-liderança do turno único, com um ponto cada. No jogo de fundo da rodada de abertura, a Uniasselvi/Brusque goleou a UFSC/Florianópolis por 22 a 0 e largou com três pontos ganhos. A Unesc/Criciúma folgou na jornada.

Nesta quinta Chapecó vai atrás da primeira vitória, enfrentando Brusque, às 18h. As 19h30, Caçador enfrenta Criciúma. A competição acaba no próximo domingo, dando ao campeão a vaga na Olimpíada Universitária Brasileira – JUBs.


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07 ago11:40

Equipe catarinense vence Campeonato Brasileiro de Seleções de Bocha Masculino

Chapecó foi sede no último final de semana do Campeonato Brasileiro de Seleções de Bocha Masculino. O evento contou com a participação de equipes de Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso.

Todos os estados jogaram nas modalidades simples, duplas e trios. A equipe catarinense sagrou-se campeã dos jogos. Os gaúchos ficaram vice-campeões. A terceira posição ficou com o estado de São Paulo. O 4º, 5º e 6º lugares ficaram, respectivamente, com as equipes do Paraná, Mato Grosso e Minas Gerais.

Junto com o evento foi realizado o Campeonato Brasileiro de Tiro Precisão, sendo que o resultado foi o seguinte: campeão e vice – Rio Grande do Sul; 3º lugar – Santa Catarina; 4º colocado – Mato Grosso.


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08 mai18:29

Agricultores atingidos pela estiagem em SC devem receber sementes de milho

Nesta terça-feira o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues esteve reunido em Brasília com o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro. O objetivo do encontro foi discutir medidas de auxiliar os agricultores familiares atingidos pela estiagem no Estado.

No encontro, Rodrigues pediu apoio do Ministério para o fornecimento de sementes de milho, azevém, aveia e adubo para a safra 2012/2013, principalmente para o Oeste de Santa Catarina. O levantamento feito pela Secretaria da Agricultura e Epagri mostra que mais de 135 municípios foram atingidos pela estiagem, abrangendo 95,2 mil propriedades agrícolas e 391 mil pessoas ligadas ao meio rural, com prejuízo de aproximadamente R$ 778 milhões.

>> Segundo a Defesa Civil do Estado 138 municípios estão em situação de emergência devido a estiagem

Segundo o Ministro Mendes Ribeiro, a Conab deverá liberar 58 mil toneladas de semente de milho ao preço de R$ 21 a saca para 19 municípios catarinense. O milho deve chegar a Santa Catarina em 72 horas. Os municípios beneficiados serão: Campo Erê; Pinhalzinho; São Miguel do Oeste; Descanso; Itapiranga; Palmitos; Coronel Freitas; Maracajá; Braço do Norte; Quilombo; Tangará; Herval do Oeste; Mondaí e Palmitos.

- Nosso pedido tem o intuito de auxiliar os pequenos produtores mais prejudicados pela estiagem em Santa Catarina – destacou João Rodrigues. O secretário disse que a liberação das sementes será bem vinda para amenizar o drama dos agricultores atingidos pela estiagem e dar maior segurança, produtividade e rentabilidade nas lavouras e criações.


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12 fev14:11

Exportações catarinenses feitas em janeiro registram alta de 15,6%

Alessandra Ogeda  | alessandra.ogeda@diario.com.br

Décimo estado em exportações no país, Santa Catarina começou o ano aumentando o volume de mercadorias vendidas no exterior. As exportações catarinenses em janeiro somaram US$ 610 milhões, um crescimento de 15,6% em relação ao primeiro mês de 2010.

O aumento no volume de exportações de SC foi maior do que o resultado registrado pelo Brasil, que elevou em 6% as vendas de mercadorias e matérias-primas para o exterior.

Mas de acordo com a Federação das Indústrias de SC (Fiesc), que divulgou os dados sexta-feira, mesmo com o resultado positivo, a balança comercial do Estado continua negativa. As importações em janeiro somaram US$ 1,23 bilhão, uma alta de 18,2% em relação a 2010, o que deixa a balança desfavorável em US$ 623,8 milhões.

As exportações de carne de frango continuam liderando a pauta do Estado, com embarques que somaram US$ 184,4 milhões em janeiro _ 30,2% do total. Em seguida, aparecem as vendas para o exterior de fumo, com US$ 48,3 milhões; motocompressores herméticos, com US$ 38,6 milhões; blocos fundidos, com US$ 37,6 milhões; e carne suína, com US$ 35,4 milhões e um aumento de 37,8% nas vendas se comparado com janeiro de 2010.

Os principais destinos das exportações catarinenses foram os Estados Unidos, Argentina, Países Baixos, China e Japão.

O produto que mais entrou no Estado em janeiro foi o catodo de cobre refinado e seus elementos, que somaram US$ 118 milhões. Em seguida, aparecem as importações de laminados de ferro e aço, com US$ 36,8 milhões; polietilenos, com US$ 35,2 milhões; e fios de fibra e poliésteres, com US$ 31,5 milhões. SC importou mais da China, seguida de Chile, Argentina e Estados Unidos.


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