Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório

09 jul19:43

Vistoria não foi realizada no Casep de Concórdia

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

A vistoria técnica marcada para a segunda-feira, dia 9 de julho, no Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep) de Concórdia não foi realizada. O motivo é que dois novos adolescentes deram entrada na instituição e caso a vistoria fosse feita os quartos seriam interditados e os adolescentes ficariam impossibilitados de ficar no local.

- Eles vieram com ordem judicial e fomos obrigados a recebê-los – disse o diretor da ONG Betânia, Ismael Batista, que administra a instituição.

Agora o Centro conta com sete adolescentes e continua com três quartos interditados.

Ainda não foi definida uma nova data para a vistoria.


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09 jul12:30

Mais dois quartos do Casep de Concórdia podem ser interditados

Juliano Zanotelli |juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Mais dois quartos do Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep) de Concórdia podem ser interditados. Segundo o diretor da ONG Betânia, Ismael Batista, que administra a instituição, uma equipe técnica fará uma vistoria no local nesta segunda-feira

- A vistoria foi solicitada na quinta-feira, dia 5 de julho – disse Ismael.

O diretor disse ainda que se houver mesmo uma nova interdição o Centro terá apenas a metade da capacidade, ou seja, cinco quartos, que já estão ocupados por cinco adolescentes que continuam cumprindo medidas socioeducativas.

– O Estatuto da Criança e Adolescente não permite que os quartos sejam compartilhados – disse Batista.

Os quartos foram interditados porque na última fuga, ocorrida no dia 10 de junho, cinco adolescentes renderam e prenderam em um quarto dois monitores que faziam a segurança no local. Eles danificaram a porta de mais dois quartos que estão recebendo pequenas reformas.

Neste ano já foram registradas duas fugas do Casep, a primeira foi em fevereiro.

Dez funcionários mantêm as atividades no Casep de Concórdia. São cinco monitores homens e apenas uma mulher que dividem as atividades em turnos de 12 por 36 horas. Cada um recebe em média um salário de R$ 850. Segundo o diretor o ideal seria R$ 1,3 mil.

Outros funcionários se dividem em atividades burocráticas e atendimento interno como alimentação dos adolescentes.


ONG deixará de prestar serviço

Além dos problemas nos quartos, o pagamento de salário dos funcionários está atrasado. De acordo com Ismael, a ONG ainda não recebeu o repasse do Governo do Estado referente ao mês de junho.

– O Governo disse que não teve tempo hábil de publicar o aditamento e repassar o valor para os Centros do estado – disse.

Ismael disse que a Organização deixará de prestar serviços no Casep de Concórdia a partir do dia 4 de agosto. Ele informou que um aviso prévio foi encaminhado para o Departamento de Administração Socioeducativo (Dease) no início de junho.

A ONG que tem sede em São José do Cedro, no extremo-oeste, presta serviços para o estado há oito anos e é responsável pelo Casep de São José do Cedro, Xanxerê, Concórdia e da Casa de Semi-liberdade, também em Concórdia.


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