Chile

22 mai11:41

Exportações crescem 66% pela Aduana de Dionísio Cerqueira

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Mesmo com as dificuldades impostas pela Argentina para a entrada de produtos brasileiros as exportações pela aduana de Dionísio Cerqueira aumentaram 66% no primeiro quadrimestre, em relação aos quatro primeiros meses do ano passado. Em 2012 as exportações movimentaram US$ 138 milhões nesse período, contra US$ 83 milhões no ano passado.

O inspetor chefe da Receita Federal em Dionísio Cerqueira, Arnaldo Borteze, desde 2005 a Aduana não registrava superávit nas exportações. O motivo do crescimento é a venda de carne bovina para o Chile, que estava interrompido desde os focos da aftosa no Mato Grosso do Sul e Paraná, em 2005, e foram retomadas no ano passado. Essa carne é proveniente de São Paulo e Centro Oeste, apenas passando pela aduana catarinense.

Borteze destacou que diariamente 30 caminhões saem do Brasil carregados, sendo 80% para o Chile. No ano passado, mais de 70% das vendas eram para a Argentina, que caíram cerca de 60% após a adoção de algumas medidas como licenças prévias de exportação e autorização da Receita Federal de Buenos Aires, que antes não existiam. Com isso as cargas que demoravam três dias agora levam 10 a 15 dias para serem liberadas.

Com isso houve uma redução no movimento de caminhões, mas o valor das cargas de carne, que é de US$ 100 mil para contêineres de 22 a 27 toneladas, é bem maior que os US$ 3 mil a US$ 4 mil por uma carga de banana.

O motorista Ivolnei dos Santos, confirma o aumento das viagens para o Chile. –Aumentou 20 a 25%- calculou. Antes ele fazia 1,5 a duas viagens por mês. Agora, faz pelo menos 2,5 viagens. Ele leva carne bovina do Mato Grosso para Santiago do Chile. A viagem dura uma semana para percorrer mais de quatro mil quilômetros. Mas compensa na melhor remuneração.

Borteze disse que a tendência é fechar um ano em superávit mantida a atual tendências nas vendas, mesmo com os problemas com a Argentina. Além da carne o Chile compra bobinas de papel. Já a Argentina compra produtos como carnes bovina, suína e de frango; banana, abacaxi e tomate.

O Brasil importa dos dois países frutas, inseticidas, cosméticos, enlatados, farinha, cebola e vinhos.


Obras em aduana causa filas

As obras da nova aduana de Dionísio Cerqueira, que iniciaram no ano passado, tem gerado filas na fronteira. Na semana passada mais de 200 caminhões estavam na fila no lado argentino e 30 no lado brasileiro. A aduana libera em média 80 cargas por dia. Hélio Boito, que estava levando pera do Chile para Pato Branco-PR, estava há oito dias na fila. –Antes das obras levava dois a três dias- lembrou. Ele reclamou que os motoristas ficam na beira da estrada sem banheiro e local de alimentação.

O inspetor chefe da Receita Federal em Dionísio Cerqueira, Arnaldo Borteze, disse que há um movimento grande por causa da safra de cebola e o pátio de estacionamento da aduana foi reduzido de 190 para 80 vagas, com as obras.

Ele afirmou que a previsão de conclusão é agosto ou setembro. O novo pátio de estacionamento será entregue em duas semanas. O galpão de conferência, que antes não existia, está quase concluído. Também estão em fase final os banheiros. A nova sede administrativa está nas fundações. O investimento total é de R$ 10 milhões.

Borteze disse que a nova obra vai trazer mais conforto e agilidade para os funcionários e motoristas. Além de gerar filas, as obras e as restrições burocráticas da argentina reduziram o movimento de caminhões na aduana.

Nos primeiros quatro meses do ano passaram pela aduana 5.513 caminhões, contra 7.743 no mesmo período do ano passado.


MOVIMENTO NA ADUANA DE DIONÍSIO CERQUEIRA

EXPORTAÇÃO

2003: US$ 175 milhões

2004: US$ 220 milhões

2005: US$ 177 milhões

2006: US$ 59 milhões

2007: US$ 76 milhões

2008: US$ 95 milhões

2009: US$ 88 milhões

2010: US$ 211 milhões

2011: US$ 340 milhões

2012*: US$ 138 milhões

*janeiro a abril


IMPORTAÇÃO

2003: US$ 60 milhões

2004: US$ 76 milhões

2005: US$ 118 milhões

2006: US$ 177milhões

2007: US$ 226 milhões

2008: US$ 287 milhões

2009: US$ 286 milhões

2010: US$ 371 milhões

2011: US$ 415 milhões

2012*: US$ 118 milhões

*janeiro a abril


Fonte: Inspetoria da Receita Federal de Dionísio Cerqueira


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16 mai09:27

Exportação para a Argentina cai

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As exportações do Brasil para a Argentina pela aduana de Dionísio Cerqueira caíram 60 a 70% no primeiro quadrimestre de 2012, segundo o inspetor chefe da Receita Federal local, Arnaldo Borteze.

Ele afirmou que o movimento de caminhões com destino ao exterior baixou de 2.126 para 1.765. Esse número só não foi maior devido ao aumento da venda de carne bovina para o Chile. – No ano passado cerca de 60% das cargas eram para Argentina, hoje 80% vai para o Chile – disse Borteze.

O motivo da queda foram as novas exigências de licenças adotadas pelo país vizinho desde o início do ano. A liberação das cargas, que antes era automática ao passar pela aduana, agora depende de uma aprovação vinda da Secretaria de Comércio Exterior, em Buenos Aires. Essa licença demora de uma semana a 10 dias.

Borteze disse que cargas perecíveis, como banana e tomate, chegaram a estragar. Por isso as empresas exportadoras não estão nem mandando as cargas para a aduana. No ano passado, eram 10 a 15 cargas de banana passavam por Dionísio Cerqueira e entravam na Argentina. Agora, passa no máximo uma carga por dia.

Diariamente são exportadas 30 cargas mas quase todas para o Chile. Borteze disse que o movimento da aduana só não diminuiu no primeiro quadrimestre porque as cargas de carne bovina são bem mais valiosas. Enquanto uma carga de banana custa US$ 3 mil a US$ 4 mil, uma carga com 22 a 25 tonelada de carne custa US$ 100 mil.

A Aduana como um todo movimentou US$ 256 milhões no primeiro quadrimestre. Disto, US$ 138 milhões foram de exportações. O movimento total de caminhões, entre importação e exportação, foi 5.513 no primeiro quadrimestre, contra 7.463 do mesmo período do ano passado. Além dos problemas com a Argentina a reforma na aduana também está atrapalhando o movimento.

Mesmo com os problemas com a Argentina as filas são de apenas 30 caminhões no lado brasileiro, pois as empresas nem mandam mais cargas de produtos perecíveis para a aduana. No lado argentino a fila é maior, entre 100 e 150 caminhões, em virtude da safra de cebola argentina.


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07 mar15:26

Judoca de Chapecó ganha Sul Americano no Chile

Notícia boa para o judô de Chapecó, a judoca Patrícia Marques ganhou em Santiago, no Chile a etapa do Sul Americano da modalidade. Ela foi indicada pela Federação Catarinense de Judô para participar da competição.

O treinador Adenildo Alves e a judoca Patrícia Marques.

A integrante da Associação de Pais e Amigos do Judô – Apaj, vai disputar ainda a Copa de Judô no Chile.


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