Chiqueiro

03 jul14:25

Chiqueiro vira loja de roupas em Concórdia

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A estrutura de uma propriedade modelo na criação e suínos na década de 70, na linha Fragosos, em Concórdia, atualmente serve para outro tipo de criação: roupas de moda. A granja foi desativada há mais de duas décadas, em outra crise da suinocultura. Até que em 2008 o casal de administradores Odílio Lins Júnior e Mônica Brancher Lins, decidiu transformar as pocilgas numa fábrica de roupas. Eles tinham uma indústria e quatro lojas em Florianópolis onde pagaram R$ 12 mil de aluguel por mês.

Foi então que Odílio decidiu utilizar os chiqueiros abandonados pelo seu pai, para produzir novamente. Onde era a maternidade dos porquinhos foram retiradas as baias e instalada uma loja. A estrutura das paredes e o teto permanecem, o que alia o rústico à leveza e delicadeza das peças que são vendidas no local.

– Os clientes adoram- conta Mônica. Tem pessoas que vão até o local só para conhecer.

Parte da madeira das divisórias foi aproveitada para os cabides, chamados “araras”. Em outro galpão que servia para a criação, foi instalada a sala de cortes, não de carnes, mas sim de tecidos. O piso é o mesmo onde circulavam os porquinhos. Mas as canaletas de escoamento dos dejetos foram fechadas. Os troféus que o sogro de Mônica conquistou na produção agropecuária, agora servem de peso para os moldes de papel.

>> Suinocultor transfere criação para o Centro-Oeste

>> Crise assombra o Oeste catarinense

O que foi considerado loucura por amigos e professores do casal, só trouxe benefícios. Como eles moram ao lado da indústria, podem atender melhor os dois filhos e a produção, em vez de minguar, triplicou. O Grupo Lemon, que tinha 11 colaboradores em Florianópolis, agora conta com 24. E neste mês deve abrir uma loja da marca Maria Catarina em Chapecó. Se o porco não estava mais dando lucro a produção de roupas vai muito bem.





1 comentário
02 nov11:38

Empreendimento ousado em Concórdia

RBSTV CONCÓRDIA

Uma granja em Fragosos, interior de Concórdia, onde antes eram criados suínos, hoje são confeccionadas roupas de grife. Os empresários Odílio Lins Junior e Mônica Brancher Lins transformaram a propriedade, que chegou a ser considerada uma granja modelo, em um empreendimento de sucesso.

A decisão de instalar a fábrica no local foi uma alternativa encontrada por Odílio e Mônica para driblar as dificuldades que enfrentavam na capital do estado, onde a empresa surgiu. No local são produzidas roupas para três diferentes marcas.

- Em Florianópolis pagávamos R$ 4 mil em aluguel, enfrentávamos o trânsito e estava ficando complicado. E isso motivou com que viéssemos para cá – disse Especialista em Moda, Mônica Brancher Lins.

Nas prateleiras do escritório da empresa estão inúmeros troféus do tempo em que a granja dos pais de Odílio era considerada uma propriedade padrão. Isso nos anos 70. Na década seguinte, descontente com algumas mudanças na forma de criar os suínos, o pai de Odílio decidiu abandonar a suinocultura e a estrutura foi desativada.

- O galpão que hoje abriga parte da fábrica e loja e o setor administrativo era uma maternidade de criação de suínos. Ele ficou 20 anos desativado. Quando chegamos ainda existiam as parideiras, nos removemos e tivemos que reformar piso eo telhado – lembra Odílio Lins Junior,  administrador da empresa.

O casal fez questão de manter o aspecto rústico do local. O telhado continua o mesmo. Não há forro e nem vai ser colocado. Os suportes dos cabides, por exemplo, foram feitos reaproveitando a estrutura das baias. Na sala de corte pouca coisa foi alterada.

A transferência da confecção para Concórdia foi em 2008. Odílio conta que foi bastante criticado por esta decisão. – As pessoas diziam que éramos loucos em trocar a capital e se instalar numa cidade do interior.

Trabalham para a empresa 20 profissionais que produzem cerca de duas mil peças por mês. O casal comemora os resultados obtidos com a mudança.

- A demanda está cada vez maior. Estamos vendendo para São Paulo, Nordeste e também na região Sul e a expectativa é crescer, melhorar cada vez mais – disse Mônica.


Comente aqui