Chuva

06 jan09:03

Torneiras secas em Seara

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Os efeitos da estiagem no Oeste já começam a ser sentidos também nas torneiras dos moradores da zona urbana. Quatro municípios estão fazendo rodízio no abastecimento de água: Seara, Anchieta, Guaraciaba e São Miguel do Oeste.

Seara ontem decretou situação de emergência aumentando para 56 o número no Estado. A cidade foi dividida em duas partes e cada uma recebe água apenas 12 horas por dia. De acordo com o chefe da agência local da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), Marcelo Cozer, o rio Caçador, que abastece a cidade, diminuiu a vazão em 70%. Com isso a produção de água tratada está em apenas metade da demanda de 120 litros por hora.

>> Governador anuncia R$ 1,25 milhão para municípios atingidos com a estiagem

Com isso a água acaba não chegando nas partes mais altas da cidade. A Casan está abastecendo cerca de 50 famílias com caminhão-pipa. O problema se agravou em virtude de um problema no poço profundo que tem vazão suficiente para atender toda a cidade. Em dezembro uma bomba queimou e, quando foram trocá-la, a tubulação e a bomba caíram a uma profundidade de 103 metros.

O superintendente regional de negócios da Casan no Oeste, Écio Bordignon, disse que uma empresa deve ser contratada hoje para fazer a retirada do material para poder colocar o poço novamente em funcionamento.

Em São Miguel do Oeste o Rio Cambuim secou e a cidade está sendo abastecida apenas com um poço profundo do Aqüífero Guarani, que produz 130 mil litros por hora, pouco mais da metade da demanda da cidade. O fornecimento foi dividido em 12 horas para a parte alta da cidade e 12 horas para a parte baixa.

O esquema é o mesmo em Anchieta, onde também secaram os mananciais que abastecem a cidade. Em Guaraciaba o problema é a vazão dos poços artesianos que diminuem o fornecimento de água nesse período. A Casan aumentou a perfuração de dois poços, de 150 para 300 metros, e conseguiu aumentar um pouco a vazão. Mesmo assim são efetuadas manobras de registro em que os moradores ficam de seis a oito horas sem água por dia

-Nossa avaliação é que a cada dia a situação preocupa mais- disse Bordignon. Ele informou que a Casan está adotando algumas medidas emergenciais que são a perfuração de poços em Iporã do Oeste, Modelo, Anchieta, Guaraciaba, Videira, Palmitos, São Domingos e Descanso.


Aproveitando a água da chuva

Sem receber água da rede, muitos moradores de Seara aproveitaram para guardar um pouco de água da chuva de ontem em baldes e bacias. Lourdes Antunes, moradora do bairro Bela Vista, colocou o balde na goteira e começou a esfregar a calçada. Afinal, ela tem que aproveitar cada gota. Ela ficou três dias sem água e ontem recebeu um pouco do caminhão pipa da Casan. Seu marido, Domingo Antunes, disse que chegou a ficar sem banho em alguns dias. O filho, Gilmar Antunes, foi nos vizinhos. Para lavar a louça e beber a família vai no centro da cidade e enche litros usados de refrigerante.

O vizinho Décio Gasperin chegou a comprar uma caixa de água nova para tentar construir a cisterna. Mas ele não tinha montado o sistema até a chuva de ontem e conseguiu armazenar muito pouco. A torneira da rede da Casan geralmente está sem água. Desde segunda-feira passada ela jorrou o líquido só no sábado e no domingo. –Chegamos a tomar banho com regador- disse Janice Gasperin. E a água do banho ainda é captada numa bacia, para ser utilizada no vaso sanitário. A família não recebeu água nem do caminhão-pipa. –A gente paga só o vento- reclama Janice. A roupa suja ela leva para a casa dos pais, que moram distante 10 quilômetros, no interior de Seara.

O agricultor Ernesto Tochetto também recolheu um pouco de água com um balde. Para ele a chuva até que foi boa. É que ele tem uma fonte na propriedade e, com a chuva, deve melhorar a vazão. –Vai resolver por uns três a quatro dias- explicou. Mas, na lavoura de milho, a chuva não recupera as perdas de 30 a 40%.





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05 jan16:56

Granizo danifica propriedades em Xaxim

Segundo informações do Corpo de Bombeiros de Xaxim uma forte chuva com granizo danificou propriedades e lavouras nas linhas Tigre e Pilão de Pedra, no interior do município.

A chuva que durou cerca de 10 minutos trouxe prejuízos para a propriedade de Maria Bosquetti. – Tivemos problemas na plantação de milho, árvores caíram e o telhado do chiqueirão furou com as pedras – disse ela.

Foram atingidas também plantações de soja, parreirais de uva, e a rede elétrica e telefônica foi danificada. Casas e barracões ficaram destelhados.

O Corpo de Bombeiros de Xaxim prestou atendimento no local e fez  a cobertura de casas com lonas.

Os números de propriedades atingidas ainda não foram levantados pela Defesa Civil.





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04 jan20:35

Estiagem se agrava no Oeste

[atualizado 11h48]

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br*

Mais seis municípios decretaram situação de emergência ontem em virtude da estiagem que atinge o Oeste Catarinense: Riqueza, Descanso, Campo Erê, Santiago do Sul, Tigrinhos  e Xanxerê. Com isso já são 47 cidades nessa situação. E o número deve aumentar há previsão de chuva abaixo da média até março.

A Prefeitura de Seara reuniu nesta quarta-feira a Defesa Civil e definiu que vai decretar situação de emergência a partir desta quinta-feira. O município está em sistema de rodízio de abastecimento em virtude de problemas com a bomba do poço profundo perfurado. Além disso, a vazão do rio Caçador, que também é reservatório da cidade, está com o nível baixo. Outras cidades como Anchieta e São Miguel do Oeste também estão em sistema de rodízio.

Em Chapecó a Casan suspendeu o rodízio após instalação de uma estação de tratamento compacta no bairro Efapi e o auxílio de água tratada da BR Foods nos finais de semana, além da ativação de alguns poços profundos. Além disso iniciou a captação complementar de água na Barragem Santa Terezinha, no Rio Tigre, em Guatambu, para não depreciar o lago da Barragem Engenho Braun, no Lajeado São José, em Chapecó.

Mas na maioria dos municípios o problema maior é no interior, onde algumas famílias dependem de abastecimento com caminhões pipa. O governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira, viaja para o Oeste na sexta-feira onde fará reuniões nas regionais de Chapecó, Maravilha e São Miguel do Oeste.

O Governo do Estado fará o levantamento dos caminhões pipa disponíveis no Estado, que devem ser deslocados para os municípios mais atingidos. A Epagri vai realizar os laudos de perdas para que os agricultores possam acessar o segurol. Os prejuízos nas lavouras já chegam a R$ 400 milhões.


47 Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Chapecó

Coronel Freitas

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Guaraciaba

Guarujá do Sul*

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Maravilha

Jardinópolis

Marema

Nova Itaberaba

Ouro Verde

Palma Sola

Palmitos*

Passos Maia

Planalto Alegre

Pinhalzinho

Ponte Serrada

Quilombo

Romelândia

Riqueza

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Carlos

São Domingos

São José do Cedro*

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

União do Oeste

Xanxerê


*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios.


*Colaborou Juliano Zanotelli

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03 jan14:14

Dezembro foi o mês menos chuvoso de 2011 em Concórdia

O mês de dezembro foi o menos chuvoso de 2011 em Concórdia segundo a estação agrometeorológica da Embrapa Suínos e Aves, empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Nos últimos 31 dias do ano foram registrados apenas 62,4 milímetros de precipitação. Até então, o mês menos chuvoso do ano havia sido maio, com 87 milímetros. No ano, o acumulado chegou a 2.369 milímetros.

A chuva em dezembro foi pouca e mal distribuída. Nos primeiros 16 dias de dezembro foram apenas quatro milímetros, enquanto que nos últimos 15 dias chegou a 58,4 milímetros, precipitação que se concentrou entre os dias 24 e 28.

Já 2012 começou com chuva. No primeiro dia do ano, a estação agrometeorológica registrou 6,7 milímetros. Na segunda-feira, dia 02, a precipitação não passou de 0,5 milímetros.

A estação agrometeorológica da Embrapa Suínos e Aves funciona desde 1985 seguindo normatização do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Na internet, estão disponíveis para consulta as informações a partir de 1987. São mais de nove mil dias que podem ser consultados quanto às temperaturas máxima, mínima, média e amplitude, umidade relativa do ar, precipitação, ventilação e horas de sol. A página pode ser acessada no site www.cnpsa.embrapa.br no link “produtos e serviços”, clicando em “serviços” e depois “dados meteorológicos”, ou diretamente em www.cnpsa.embrapa.br/meteor.


Chuva em dezembro [mm/dia]

01 – 3

02 – 0

03 – 0

04 – 0

05 – 0

06 – 0

07 – 0

08 – 0

09 – 0

10 – 1

11 – 0

12 – 0

13 – 0

14 – 0

15 – 0

16 – 0

17 – 2,7

18 – 3,8

19 – 0

20 – 0

21 – 0

22 – 0

23 – 0

24 – 18,5

25 – 0

26 – 3,3

27 – 8,9

28 – 5,6

29 – 0

30 – 0

31 – 15,6

Total – 62,4


Chuva em 2011 [mm/mês]

Janeiro – 208

Fevereiro – 254

Março – 281

Abril – 127

Maio – 87

Junho – 209

Julho – 350

Agosto – 208

Setembro – 202

Outubro – 258

Novembro – 123


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30 dez07:28

Perdas com estiagem já chegam a R$ 400 milhões

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br*

A falta de chuva forte nos últimos 40 dias no Oeste está causando prejuízos milionários no Oeste. Somente no milho, a principal cultura atingida, o prejuízo é de cerca de R$ 400 milhões. Segundo o secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, a quebra no cereal é de 30 a 40% no Oeste e deve chegar a 25% em todo o estado. Isso representa 950 mil toneladas (15,8 milhões de sacas) a menos na previsão inicial de 3,8 milhões de toneladas.

Em Pinhalzinho o prejuízo é de R$ 5 milhões segundo o prefeito Fabiano da Luz. A perda é de 40% no milho e 10% no leite e 30% no feijão.

Em alguns municípios a perda é ainda maior. Em São Carlos o prefeito Élio Godoy informou que há uma quebra de 60% na lavoura de milho. É o caso do agricultor Célio Boniatti que plantou 16 hectares do cereal. Ele esperava colher 150 sacas por hectare e agora prevê algo em torno de 60 sacas.

– As espigas cresceram mas faltou água na hora da formação do grão- explicou. –O prejuízo deve ficar entre R$ 32,5 mil e R$ 35 mil – calculou.

O secretário de Agricultura do Estado, João Rodrigues, disse que suspendeu o recesso da Epagri previsto para janeiro nos municípios do Oeste. Tudo para que os agricultores possam solicitar aos técnicos do Estado que façam os laudos de perdas. Esses laudos são necessários para que os agricultores acessem o seguro.

– A partir de segunda-feira os técnicos estarão no campo- assegurou Rodrigues.

Ele informou que a quebra no milho representa perda na renda dos agricultores e mais custos para produção de suínos, aves e leite. Isso também aumenta o déficit do estado, que é de dois milhões de toneladas. Para o secretário o aumento do custo também pode acabar pesando no preço final ao consumidor.

Rodrigues afirmou que o Estado também está aberto a negociações de dívidas dos produtores com a secretaria, com possibilidade de prorrogar o pagamento de programas como o de troca-troca de sementes.

Além disso as prefeituras estão auxiliando os produtores no transporte de água. O secretário de agricultura de Planalto Alegre, Carlos Panho, informou que diariamente são levadas oito cargas de seis mil litros cada. São 20 famílias que já dependem do município.

Um deles é o agricultor Leonir Fiabani. As fontes secaram e a reserva de um milhão de litros que tinha no açude, se transformou em poucas poças de água em 15 dias.

–Tentei tirar o barro mas não choveu mais- explicou. Agora ele recebe no caminhão pipa o líquido para matar a sede de frangos, suínos e vacas de leite. Mesmo assim a produção de leite já caiu de 840 litros/dia para 460 litros dia. – As vacas já estão perdendo peso- lamentou.

Até o final da tarde de ontem, 25 municípios do Oeste já tinham decretado situação de emergência. E, segundo previsões do Ciram/Epagri, a estiagem deve continuar até o mês de fevereiro.


Cidades em situação de emergência

Águas de Chapecó*

Águas Frias*

Anchieta

Coronel Freitas

Formosa do Sul

Guaraciaba*

Guarujá do Sul

Ipuaçu*

Iraceminha

Maravilha*

Marema*

Nova Itaberaba

Ouro Verde

Palmitos*

Passos Maia

Planalto Alegre

Pinhalzinho

Ponte Serrada

São Carlos

São José do Cedro

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste*

Saudades

Sul Brasil

União do Oeste*


*Defesa Civil ainda não recebeu a documentação dos decretos destes municípios.

*Colaborou Juliano Zanotelli



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28 dez07:40

Frangos morrendo, vacas sem água e milho seco

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A falta de água já está começando a mudar o cenário no Oeste. As lavouras de milho, que antes eram verde escuras, agora estão amareladas. André Baggio, de Coronel Freitas, estima em 50% o prejuízo nos dois hectares de milho que plantou. Alguns pés não formaram nem espigas. Outros tem espigas pequenas e poucos grãos. Ele pretendia colher mais de 300 sacas e vender metade da produção. Agora não sabe se vai colher o suficiente para alimentar os suínos, bezerros e ovelhas que tem na propriedade.

Seu vizinho, Antonio Trentin, enfrenta situação ainda pior. Ele não tem água suficiente para os animais. Mesmo recebendo diariamente 6 mil litros de um caminhão pipa da Prefeitura, estão morrendo 25 frangos por dia, devido ao calor. Ele não consegue fazer a nebulização dos dois aviários senão fica sem água para as aves beberem. –É muito triste- lamentou o produtor.

As aves começaram a morrer há uma semana. Mas a falta de água já começou há 20 dias, quando secaram as fontes da propriedade. Ele tem que dividir a água do caminhão pipa com as vacas. Nilce Trentin disse que a produção de leite já diminuiu 20%, de 230 litros/dia para 180 litros/dia.

>> Nove cidades em situação de emergência, devido a estiagem, no Oeste

>> Prefeito de Caxambu do Sul pode decretar situação de emergência devido a estiagem nos próximos dias

Até para o consumo humano o líquido já começa a escassear. –Temos água de poço artesiano mas não é sempre que ela vem- disse Nilse. O jeito é economizar para lavar roupa e fazer a limpeza.

O responsável pela distribuição de água da Prefeitura, Ricardo Martins, disse que diariamente são distribuídas 10 a 12 cargas de 6 mil litros cada no município. São 30 famílias que são abastecidas para o abastecimento humano e animal. Se não chover forte nos próximos dias, esse número deve aumentar.



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27 dez17:59

Prefeito de Caxambu do Sul pode decretar situação de emergência devido a estiagem nos próximos dias

Caxambu do Sul já está em situação de emergência, mas em decorrência das fortes chuvas que atingiram o município no mês de outubro. Foram contabilizados prejuízos no valor de R$ 1 milhão. As áreas mais atingidas foram na malha viária do interior. Segundo o secretário de administração Ivan Bellei, bueiros e pontilhões foram danificados. – Até uma ponte foi levada pela enxurrada. No centro da cidade a água invadiu residências e causou estragos em ruas e calçadas – disse.

Agora a cidade sofre com a estiagem que castiga a região Oeste. A prefeitura deve se reunir com a Defesa Civil para avaliar a possibilidade ou não de decretar situação de emergência devido a estiagem.


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27 dez17:32

Nove cidades em situação de emergência, devido a estiagem, no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

O número de cidades em situação de emergência aumenta no Oeste. Depois de Planalto Alegre, Ipuaçu, Guaraciaba, Coronel Freitas, Marema e São Miguel do Oeste, Águas Frias, Águas de Chapecó e São Carlos também assinaram o decreto.

A produção de melancia é a mais prejudicada em Águas Frias. Segundo o secretário de agricultura Antoninho Testa, os agricultores já tem perdas de mais de 50%. No milho chega aos 40%, 30% na plantação no fumo e 25% na soja.

Ainda não está faltando água para o consumo humano no interior do município. E para evitar que isso aconteça a prefeitura esta realizando a limpeza das fontes de águas.

Em Águas de Chapecó as perdas passam de 50% no milho e na produção leiteira e aos 30% no fumo. Para amenizar a situação a prefeitura fez, até a semana passada, o abastecimento de água para o interior da cidade.

– Como o reservatório não está mais dando conta, tivemos que parar de abastecer as propriedades – disse o secretário de agricultura André Tormen. Ele acrescentou ainda que a alternativa encontrada é a abertura de fontes de água nas propriedades rurais.


Água do Balneário abastece o interior

Após reunião com a Comissão Municipal de Defesa Civil, o prefeito de São Carlos, Elio Godoy, assinou o decreto de situação de emergência. Na cidade as lavouras de milho e fumo são as áreas mais atingidas pela falta de água.


Milho é uma lavouras mais atingidas pela falta de água e São Carlos.


Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Nelci Endler, a produção leiteira teve uma redução de 45% devido as pastagens estarem escassas.

Para tentar amenizar a situação, moradores do interior estão utilizando água mineral do poço de Balneário de Pratas. – Os agricultores estão alugando caminhões e puxando água para suas propriedades – disse o prefeito. Ainda segundo, deve ser encaminhado para a Câmara Municipal de Vereadores um projeto de lei sugerindo que os agricultores tenham cisternas em suas propriedades.

Em São Carlos a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento – Casan, está realizando a limpeza de um poço que estava em desuso. Segundo o Superintendente Regional da Casan, Nilso Macieski o investimento no local poderá amenizar a situação do abastecimento na cidade. – Estamos usando medidas como esta para evitar que seja realizado um rodízio de água na cidade – disse.


Em Ipuaçu prejuízos passam dos 50%

Mesmo com as chuvas do final de semana na região, a agricultura não vai recuperar as perdas nas lavouras com a estiagem em Ipuaçu. A prefeitura ainda está disponibilizando toda a estrutura necessária para o transporte de água para os agricultores.

Segundo o secretário de agricultura Eduir Ceron, mais de 50% do milho plantado já foi perdido. – O interior já esta sem água. Os córregos secaram e se não chover o suficiente, ficaremos sem água na cidade também – declarou o secretário.


>> Sobe para seis o número de cidades em situação de emergência, devido a estiagem, no Oeste

>> Quatro cidades em situação de emergência no Oeste

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27 dez11:48

Sobe para seis o número de cidades em situação de emergência, devido a estiagem, no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Mais duas cidades do Oeste, Marema e São Miguel do Oeste, decretaram situação de emergência devido a falta de chuvas regulares na região. Há mais de 45 dias não é registrada uma chuva significativa.

Na produção de milho as perdas chegam a 25%.

O secretário de administração Denilso Brancalione disse que a chuva do final de semana amenizou um pouco a situação, mas ainda falta água para consumo humano e animal de propriedades do interior. – Um caminhão pipa está levando água para sete comunidades há uma semana. Estamos abastecendo também diversos aviários, e criação de animais, como bovinos e suínos – relata Brancalione.

Na produção agrícola as perdas são significativas, segundo Brancalione, já foram perdidos 20% na soja, 25% no milho e 30% da produção de leiteira.

Em São Miguel do Oeste os prejuízos, segundo dados levantados pela Epagri e Secretaria Municipal de Agricultura, passam de R$ 3,6 milhões no campo. – Se não chover nos próximos cinco dias esse número pode aumentar – disse o secretário de administração e coordenador da Defesa Civil de São Miguel do Oeste, Moacir Fogolari.

A produção mais castigada é o milho, as perdas ficam entre 25% e 30%. A produção leiteira também está afetada.

Dois caminhões pipa estão abastecendo o interior, mas como o cascalho está solto em função da estiagem os veículos tem dificuldade de transitar. – Assim que chover vamos ter que patrolar e arrumar as estradas – disse Fogolari.


Se não chover Xanxerê pode decretar nos próximos dias

Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira em Xanxerê ficou decidido que o município vai aguardar até a primeira semana de janeiro para definir se assina o decreto ou não.

– Como no final de semana tivemos uma chuva de 36 mm, decidimos aguardar até o início de janeiro para ver se a chuva ameniza a situação – disse o prefeito Bruno Bortoluzzi.

Desde a primeira quinzena do mês de dezembro não são registradas chuvas significativas na região e a previsão não é das melhores para os próximos dias. Segundo o meteorologista Leandro Puchalski o fenômeno La Ninã segue atuando e mudando os sistemas meteorológicos ao longo do verão.


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26 dez19:11

Quatro cidades em situação de emergência no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

A estiagem tem deixado produtores da região Oeste preocupados. Desde a primeira quinzena do mês de dezembro não são registradas chuvas significativas na região e a previsão não é das melhores para os próximos dias. Segundo o meteorologista Leandro Puchalski o fenômeno La Ninã, que é o aquecimento das águas do Oceano Pacífico, segue atuando e mudando os sistemas meteorológicos ao longo do verão. – A tendência é trazer menos volume de chuva que o padrão da estação – disse.

Depois de Planalto Alegre, Ipuaçu e Guaraciaba, Coronel Freitas também decreta situação de emergência devido a estiagem. O Decreto foi assinado pelo prefeito Mauri José Zucco.


Caminhão pipa leva água para comunidades do interior em Coronel Freitas.


Segundo o diretor de agricultura, Roberto Cordazzo, a chuva que caiu no último final de semana amenizou, mas não resolveu a situação de diversas famílias que enfrentam problemas com a falta de água nas propriedades rurais. – Dois caminhões pipa estão fazendo o transporte de água para cerca de 30 propriedades rurais – disse Cordazzo.

A agricultura é a que mais sofre com a estiagem. De acordo com um levantamento feito pela Secretária Municipal de Agricultura, as lavouras de milho e as pastagens são as áreas mais castigadas. Os dados apontam perdas de 30% na produção de milho e 25% na produção de leite no município.

Preocupada com a situação a prefeitura está disponibilizando toda a estrutura necessária para o transporte de água para os agricultores.


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