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29 ago13:34

Projeto Rios Voadores chega a Chapecó

Há três décadas cientistas brasileiros estudam os rios voadores, aprofundam o conhecimento sobre esse fenômeno e provam que é possível a água da Amazônia chegar a Chapecó.

Entre os dias 29 de agosto e dois de setembro, o Projeto Rios Voadores fará sua exposição no Mezanino do Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes em Chapecó. A exposição ficará disponível para visitação de estudantes e toda a população que queira conhecer um pouco mais sobre a influência da Amazônia em nossa região.

O projeto, idealizado pelo aviador Gérard Moss e patrocinado através

"Uma cena que deve sempre provocar alegria. A água doce caindo do céu, literalmente. Um presente dos deuses", Gérard.

do Programa Petrobras Ambiental, une pesquisa científica à educação ambiental. A exposição trará para o público fotografias, textos sobre a pesquisa, animações digitais que serão transmitidas no local em telas de TV, para explicar como acontece a formação do fenômeno meteorológico. Além disso, será apresentado um vídeo com depoimentos de especialistas em hidrologia, meteorologia, geofísica e ciências atmosféricas.

Para chamar a atenção do público visitante, a equipe do projeto pretende inflar um balão usado para as pesquisas na Amazônia, se as condições climáticas permitirem, no estacionamento do Centro de Eventos. O balão subirá amarrado por cordas, o chamado voo cativo.

Rios Voadores

O termo é usado para descrever um fenômeno real. Refere-se as massas de ar úmido trazidas da Amazônia pelos ventos que sopram em direção às regiões sul, sudeste e centro-oeste do Brasil.

São cursos de água atmosféricos, invisíveis, que transportam umidade e vapor de água da bacia Amazônica. O fenômeno envolve muitos fatores como a chuva sobre a floresta tropical, a evapotranspiração das árvores que lança a umidade de volta para a atmosfera, e um acidente geográfico na forma da cordilheira dos Andes que desvia os ventos rumo ao sul.

Esses rios voadores, carregados de vapor de água, passam em cima de nossas cabeças e podem ser responsáveis pelo transporte de mais água, na forma de vapor, do que a vazão do maior rio do mundo, o Amazonas, com 200 mil m3 de água por segundo.

Além de colaborar com a pesquisa científica, o projeto tem forte cunho educativo. Para isso, foram selecionadas seis cidades que sofrem o impacto dos rios voadores, sendo Chapecó a escolhida para representar Santa Catarina.

Segundo o pesquisador, a ocorrência mais recente de um rio voador em Chapecó foi no dia 9 de agosto.

O projeto

Rios Voadores é idealizado por Gérard Moss, em colaboração com o professor Enéas Salati. A pesquisa está na sua segunda fase. Na primeira, realizada entre 2007 e 2009, foram coletadas 500 amostras de vapor de água de várias regiões do Brasil, principalmente da Amazônia. As amostras foram analisadas pelo Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) da USP de Piracicaba, em São Paulo.

Gérard Moss, idealizador do projeto, pilota o avião monomotor para coletar as amostras de vapor de água.

Gérard Moss

Piloto privado com cerca de 5 mil horas de voo, ficou conhecido em

todo o Brasil ao acumular a experiência rara de ter pilotado um pequeno avião duas vezes ao redor do mundo, nas condições mais diversas e adversas – feitos que receberam ampla cobertura do programa Fantástico, da Rede Globo.

Apaixonado pela aviação, ele concilia seus voos com a curiosidade técnica de engenheiro, para idealizar projetos ambientais, nos quais, considera um avião muito mais eficaz para realizar certos trabalhos do que uma pessoa em terra. Uma vantagem a mais num país do tamanho do Brasil.

Programação em Chapecó:

>> 29 de Agosto às 19 horas – Abertura da Exposição Rios Voadores

Local: Mezanino do Centro de Eventos Plínio Arlindo De Nes.

A exposição segue com entrada franca até o dia 2 de setembro.

>> 31 de Agosto às 19 horas – Palestra com Gérard Moss, idealizador do projeto

Tema: Fenômeno Rios Voadores

Local:  Sala Welcy Canals no Centro de Eventos Plínio Arlindo De Nes.

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25 ago10:31

Prefeitura realiza obras em Maravilha

Foram colocados tubos no Rio Iracema para evitar alagamentos.

Na quarta-feira,(24), a equipe de urbanismo da Secretaria Municipal de Transportes e Obras, realizou uma limpeza no Rio Iracema, próximo ao Centro de Educação Infantil Branca de Neve. No local, onde a água das chuvas tem causado transtornos há décadas, foi colocado uma carreira de tubos para evitar novos alagamentos.

Segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura, o trabalho foi acompanhado pelo prefeito em exercício Aldocir Seiffert, o diretor de urbanismo Luiz Robert e o empresário Renato Bauerman.

- Essa obra vai resolver os problemas de alagamentos por até 10 anos – disse o prefeito.

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