Chuva

10 set20:46

Chuva volta depois de 41 dias no Oeste

Darci Debona/darci.debona@diario.com.br

Há pelo menos 41 dias não chovia tanto no Oeste como o que ocorreu entre sábado e ontem na região. O observador meteorológico da Epagri de Chapecó, Franscisco Schervinski, registrou 10 milímetros até ontem à tarde, o que significa 10 litros por metro quadrado. No mês de agosto foram apenas 2,3 milímetros.

Sirli Freitas/Agência RBS

A última chuva significativa, com mais de 50 milímetros, havia sido no dia 29 de julho. –Não foi muita coisa, mas já ajuda na pastagem e no plantio- disse Schervinski.

O agricultor Nilson Luiz Girardi estava feliz ontem à tarde. Apesar do volume de chuva não ser muito, ele mediu 20 milímetros em seu pluviômetro, já era o suficiente para recuperar a pastagem e plantar o milho.

-O pasto estava seco, murcho, e agora está com brotos novamente- mostrou. Girardi temia ficar sem pasto. Mesmo com 25 hectares de aveia. Ele até colocou à venda 50 dos 130 animais, pois tinha que complementar a alimentação com ração, o que aumentou os custos. A produção de leite, que era de 1,1 mil litros por dia, tinha caído entre 15 e 20%.

Além disso ele vai conseguir plantar os 13 hectares de milho que já deveriam estar na terra há um mês. –As máquinas estavam prontas só esperando a chuva- mostrou. Hoje mesmo ele vai começar a semear o milho. E espera que a chuva seja mais frequente, para não perder parte da produção, como na safra passada, quando teve uma quebra de 40%.

O presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Marcos Zordan, disse que a chuva interrompe uma quebra na produção de leite, que já estava em 10%.

Além de ajudar na agricultura a chuva também ajudou a diminuir a tempertura, que na sexta-feira chegou a 32 graus e, ontem à tarde, estava em 19 graus.

O meteorologista da RBS, Leandro Puchalski, informou que a chuva de ontem foi bem distribuída pelo estado, com mais intensidade nas cidades do Oeste, Serra e Sul. Em alguns municípios, como Timbé do Sul, foram registrados 61 milímetros até o final da manhã de ontem. O meteorologista prevê que as chuvas sejam normalizadas a partir da segunda quinzena de setembro.

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10 set14:22

Depois de 39 dias, volta a chover em Concórdia

O período de maior estiagem no município de Concórdia já registrado pela Estação Agrometeorológica da Embrapa Suínos e Aves, empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, chegou ao fim no domingo, dia 9. Foram 39 dias sem chuva.

A estação da Embrapa, localizada no distrito de Tamanduá, registrou 16 milímetros de chuva no domingo e mais 7 milímetros até o início da manhã desta segunda-feira, totalizando 23 mm em setembro.

>> Chuva veio tímida no Oeste

As temperaturas máximas também caíram com a chuva. De 35ºC no feriado da Independência, na sexta-feira, para 31ºC no domingo.

A Estação Agrometeorológica da Embrapa Suínos e Aves funciona desde 1985, seguindo normatização do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Na internet, estão disponíveis para consulta as informações a partir de 1987.


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10 set10:43

Chuva veio tímida no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

A chuva veio, mas de maneira tímida no Oeste Catarinense. Em Chapecó, segundo o observador metereológico da Epagri, Franscisco Schervinski o acumulado do domingo, até as 9 horas desta segunda-feira, foi de 8,6 milímetros. Esta foi a primeira chuva do mês registrada na cidade, que tem a média histórica de 182,1 milímetros para setembro.

O metereologista do Grupo RBS, Leandro Puchalski disse que a segunda-feira será de nuvens e chuva em Santa Catarina.

- No Oeste e Norte a chuva pode aumentar de intensidade entre tarde e noite – disse Puchalski. Ele disse ainda que há chance de chuva forte para as cidades da Serra e Sul que estão próximas ao estado gaúcho.

Na terça-feira o tempo segue com nuvens, porém na faixa do Oeste para o Centro do estado o tempo está seco e com aberturas de sol durante o dia.


Acumulado da chuva entre domingo e segunda-feira na região Oeste:

Chapecó – 8,6 mm

Dionísio Cerqueira: 21,2 mm

São Miguel do Oeste: 25,8 mm

Xanxerê – 9,8 mm

Dados: Inmet/Ciram


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07 set17:54

Nem parece inverno em Chapecó

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Nem parece que estamos na estação mais fria do ano. Na tarde desta sexta-feira, de inverno, em Chapecó, os termômetros do centro da cidade registraram 31º C. Além de beber água para se hidratar, muita gente aproveitou para tomar sorvete.

Mesmo com o feriado de Sete de Setembro algumas lojas de departamentos abriram na Avenida Getúlio Vargas. O movimento era de pessoas aproveitando para conferir as promoções e é claro curtir o ar gelado dentro dos estabelecimentos. No Shopping o movimento também foi intenso.

O casal Dionathan Freitas, 21 e Daiane Dornel, 21 anos, como muitos chapecoenses, aproveitaram a tarde quente para passear pela Avenida Getúlio Vargas.


E a chuva?

O que muita gente no Oeste está se perguntando é: Quando vai chover? Desde o dia 30 de julho não é registrada uma chuva significativa em Chapecó.

De acordo com o meteorologista do Grupo RBS, Leandro Puchalski até a metade de setembro os moradores de Santa Catarina ainda vão conviver com a falta de chuva.

- Há uma massa de ar seco que funciona como um bloqueio atmosférico desviando as massas de ar frio, que vem da Argentina, para o Oceano Atlântico – disse Puchalski.

Leandro disse ainda que a falta de chuva não é uma estiagem nova e que as chuvas devem normalizar a partir da segunda quinzena de setembro.


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05 set09:08

Estiagem amplia prejuízos de agricultores no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Santa Catarina mal acabou de sair de um período de estiagem, que trouxe prejuízos de R$ 777 milhões, e a falta de chuva já começa a trazer problemas no estado, principalmente na região Oeste. Ontem houve uma reunião da Defesa Civil de Chapecó para tomar algumas medidas de fornecimento de água, que já está faltando em algumas propriedades do interior.

Agosto, com 2,3 milímetros, foi o mês com menor chuva já registrado na Estação Meteorológica da Epagri em Chapecó. Isso em 43 anos de registro, segundo o observador meteorológico Francisco Schervinski.

De acordo com o secretário de Agricultura de Chapoecó, Altair Silva, a produção de leite no município já caiu 30%, devido às pastagens secas, e o plantio das lavouras de milho está atrasado cerca de 15 dias.

O produtor Flávio Fonseca, por exemplo, deveria ter plantado 20 hectares de milho.

– Já deveria estar nascido – explicou. Ele lamenta que teve prejuízo na safra passada, onde perdeu 70% das lavouras de milho e soja.

– Deixei de colocar no bolso R$ 600 mil.  Agora está preocupado pois novamente falta água para as plantas. Pelo menos ele conseguiu um desconto R$ 17 mil no financiamento de R$ 30 mil do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf).

Outro produtor que teve perdas na safra passada e agora novamente amarga prejuízo é Claudemir Laval. Ele perdeu 50% da safra de milho e de soja. Agora já tem quebra de 50% nos 43 hectares de trigo e, nos 26 hectares de milho, não germinaram 35% das plantas.

– Já é uma lavoura estragada – explicou.

Se chover nos próximos dias ele vai tentar replantar manualmente nos espaços onde o milho não nasceu. Ele afirmou que o ano de 2012 não está favorável ao agricultor.

– Às vezes dá vontade de vender tudo e ir para o Mato Grosso – desabafou.

O funcionário da Agropecuária Locatelli, Paulo Kreibich, aguarda a chuva para plantar os 150 hectares de milho, que já deveriam estar na terra.

– Estamos com as máquinas prontas e paradas há duas semanas – explicou. O solo chega a estar rachando de tão seco.

O secretário adjunto de Agricultura do Estado, Airton Spies, afirmou que as perdas são mais concentradas na região Oeste. Mas ainda não tem um levantamento de quanto é o prejuízo. Spies disse que a falta de chuva já começa a comprometer a próxima safra. E lembrou que a estiagem passada, que causou perda de 900 mil toneladas de milho no Estado, é um dos fatores que está agravando a crise na suinocultura e avicultura, causada pelo alto custo de produção.

Ele lembrou que, no início do ano, a saca de milho de 60 quilos estava em R$ 24 ou R$ 25. Atualmente, está em R$ 35. Se não chover, o problema pode se estender para a próxima safra.

>> 33 municípios seguem em situação de emergência em Santa Catarina

Previsão de chuva a partir da segunda quinzena de setembro

Até metade de setembro os moradores de Santa Catarina ainda vão conviver com a falta de chuva. Segundo o meteorologista do Grupo RBS, Leandro Puchalski, há uma massa de ar seco que funciona como um bloqueio atmosférico desviando as massas de ar frio, que vem da Argentina, para o Oceano Atlântico. Puchalski disse que a falta de chuva não é uma estiagem nova e nem continuidade da ocorrida no verão passado.

– É uma condição pontual – explicou.

A boa notícia é que as chuvas devem normalizar a partir da segunda quinzena de setembro. As chuvas podem até ser acima do normal se confirmar o fenômeno El Niño, que é o aquecimento das águas do Oceano Pacífico na altura da linha do Equador.

–Há uma expectativa de El Niño – disse Puchalski. O efeito deste fenômeno é o contrário do La Niña, que provocou estiagem em Santa Catarina.

O secretário adjunto da Agricultura, Airton Spies, disse que a Epagri/Ciram também prevê normalização das chuvas a partir da segunda quinzena de setembrol. Em outubro as chuvas podem passar de 200 milímetros no Oeste e Meio Oeste, com volume de 140 a 180 milímetros do Planalto ao litoral.

Em Chapecó 375 famílias do interior já estão recebendo água em caminhões pipa. O volume transportado é de 65 mil a 80 mil litros por dia. No verão passado esse volume chegou a 350 mil litros/dia.


Oito meses de chuva abaixo da média

Em Chapecó, nos últimos 10 meses, houve chuva abaixo da média em oito, segundo registro da Epagri. Apenas em abril e julho o volume superou a média.


2011

Novembro: 91,1 milímetros (média de 166,7 mm)

Dezembro: 56,7 milímetros (média de 167,5 mm)

2012

Janeiro: 86,2 milímetros (média de 182,5 mm)

Fevereiro: 98,5 milímetros (média de 184,8 mm)

Março: 85 milímetros (média de 125,9 mm)

Abril: 197,4 milímetros (média de 167,9 mm)

Maio: 47 milímetros (média de 167,6 mm)

Junho: 101,6 milímetros (média de 170,7 mm)

Julho: 180.4 milímetros (média de 155,9 mm)

Agosto: 2,3 milímetros (média de 142,5 mm)


Observação: Um milímetro é um litro de água por metro quadrado


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04 set16:54

33 municípios seguem em situação de emergência em Santa Catarina

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Dos 152 municípios catarinenses que encaminharam decreto de situação de emergência devido à estiagem, 48 solicitaram prorrogação por mais 90 dias e 33 estão vigentes.

Segundo a Defesa Civil do Estado 826.815 mil pessoas foram afetadas com a estiagem, que durou cerca de setes meses em Santa Catarina. Conforme avaliação de danos da Defesa, os prejuízos na agricultura e pecuária passaram de R$ 728.292 milhões.




Rios em Belmonte, no Extremo-Oeste, estavam com nível baixo em janeiro deste ano. (12/01/2012)



Agosto seco no Oeste

Chapecó nunca registrou um mês de agosto tão seco quanto o de 2012. Além do calor acima do normal foram registrados apenas 2,3 milímetros de chuva, bem distante da média histórica para o mês, que é de 146 milímetros.

A estiagem já prejudica a agricultura no Oeste, que responde por 37% do valor bruto da agropecuária catarinense. A situação, que se estende desde novembro de 2011, é preocupante e pode comprometer a economia da região.

De acordo com o gerente da Epagri em Chapecó, Ivan Baldissera, a estiagem afeta a cultura de trigo, as pastagens de inverno, do milho e a produção leiteira.

- O milho começaria a ser plantado nos próximos dias, mas a orientação é que os produtores não façam, pois o solo está praticamente seco – disse Baldissera.


Chuva só depois do dia 15

A primeira semana de setembro vai se configurando mais seca do que o normal no estado. De acordo com o levantamento feito pela Epagri/Ciram,órgão que monitora as condições meteorológicas de Santa Catarina, os volumes de chuva devem ficar próximo da média climatológica até o final do mês.

Na região Oeste a chuva está prevista somente para depois do dia 15 de setembro.

- O mesmo bloqueio atmosférico que favoreceu o predomínio de uma massa de ar seco no estado no mês de agosto persiste sobre a região na primeira quinzena do mês – disse o observador metereológico da Epagri em Chapecó, Francisco Schervinski.



Municípios com decreto de estiagem vigente

Água Doce

Agrolândia

Alto Bela Vista

Armazém

Arroio Trinta

Balneário Gaivota

Brunópolis

Campos Novos

Capinzal

Catanduvas

Criciúma

Erval Velho

Herval D’Oeste

Ibicaré

Içara

Joaçaba

Lacerdópolis

Luzerna

Macieira

Maracajá

Meleiro

Palmitos

Rio das Antas

Salto Veloso

Santa Rosa do Sul

Santa Terezinha

São João do Sul

Sombrio

Timbé do Sul

Turvo

Vargem

Videira


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31 ago14:56

Há 24 anos não era registrada uma estiagem tão forte no mês de agosto em Chapecó

[Atualizado 15h12]

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Chapecó não tinha registrado um mês de agosto tão seco desde 1988. Neste ano, além do calor acima do normal foram registrados apenas dois dias de chuva neste mês, dia 7 e 14. Foram apenas 2,3 milímetros, bem distante da média histórica para o mês, que é de 146 milímetros.

– Esse número é recorde. Desde 1988, quando foram registrados 21 milímetros, não era registrado um número tão baixo de chuva – disse o observador metereológico da Epagri em Chapecó, Francisco Schervinski. O volume de chuva na cidade é registrado diariamente desde 1969.

Francisco disse ainda que a última chuva significativa registrada em Chapecó foi no dia 30 de julho, quando choveu 57 milímetros.

De acordo com o levantamento feito pela Epagri/Ciram,órgão que monitora as condições meteorológicas de Santa Catarina, esta anormalidade registrada durante agosto se deu por um bloqueio atmosférico que favoreceu o predomínio de uma massa de ar seco no estado. Este bloqueio estava previsto para os primeiros 15 dias do mês, mas se estendeu pela segunda quinzena.

Para os últimos vinte dias do inverno, a previsão é de que as temperaturas fiquem ainda mais elevadas.

Setembro, normalmente, registra mais chuva do que agosto. Apesar de o mês começar sob a influência da massa de ar seco, a Epagri/Ciram indica um período de chuva que deve começar no dia sete, se estendendo até o fim da primeira quinzena.



Chuva registrada no mês de agosto em Chapecó

2012 – 2,3 mm

2011 – 266 mm

2010 – 66 mm

2009 – 240 mm

1988 – 21 mm

1969 – 93 mm

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28 ago08:45

Chuva fina e baixas temperaturas em SC

A terça-feira é mais um dia de baixas temperaturas em Santa Catarina. Em Bom Jardim da Serra, por exemplo, fez 4ºC nas primeiras horas da manhã. Em Chapecó, no Oeste, o termômetro amanheceu na casa dos 9°C. Além do frio, o dia terá predomínio da nebulosidade em todas as regiões.

::: Confira mais detalhes do tempo no Blog do Puchalski


Veja outras temperaturas registradas ao amanhecer:


— Chapecó: 9°C

— Criciúma: 11°C

— Florianópolis: 15°C

— Blumenau: 15°C

— Joinville: 16°C

(Dados das estações meteorológicas da RBS às 7h45min)


Instabilidade

A chuva fraca marcou o início da manhã desta terça-feira. E essas condições devem permanecer até o fim do dia na Grande Florianópolis, Vale do Itajaí, Litoral Norte e Planalto Norte.

A chance de aberturas de sol ocorre a partir do Oeste e Sul de Santa Catarina.


DIÁRIO CATARINENSE


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24 ago16:24

Quase um mês sem uma chuva significativa em Chapecó

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Ainda é inverno e o calor fora de época, que chegou aos 26 graus em Chapecó nesta semana, fez com que as flores dessem um colorido especial na cidade antes da primavera chegar. Isso só deveria acontecer na segunda quinzena de setembro.

De acordo com o observador metereológico da Epagri em Chapecó, Francisco Schervinski, além do calor acima do normal foram registrados apenas dois dias de chuva neste mês, dia 7 e 14. Foram apenas 2,3 milímetros, bem distante da média histórica para o mês, que é de 146 milímetros. Além da falta de chuva a umidade também está baixa e chegou a 34%. O normal seria entre 55 e 80%.

- A última chuva significativa registrada em Chapecó foi no dia 29 de julho – disse Francisco.

A previsão indica que no domingo e segunda-feira o tempo pode mudar na região.

– Além da queda na temperatura, com mínima de oito graus na segunda-feira pode chover até 25 milímetros a partir de domingo – adiantou Schervinski.


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20 ago09:21

Chuvas isoladas podem ocorrer durante o dia em todo Estado

O tempo nesta segunda-feira continuará com sol entre muita nuvens e temperaturas elevadas. A nebulosidade e chuvas isoladas predominam até o início da noite.

Uma frente fria no Rio Grande do Sul influencia as condições do tempo no Oeste e região central de Santa Catarina. Os ventos de nordeste a noroeste, seguem de fraco a moderado com rajadas.


::: Confira mais detalhes no Blog do Puchalski

DIÁRIO CATARINENSE



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