Chuva

04 jun08:55

Vendaval destelha 50 casas no Oeste

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Uma semana depois de sofrer um temporal de granizo o município de Campo Erê foi atingido por um temporal que destelhou 50 casas. No Bairro São Cristóvão três casas tiveram queda até de paredes. As famílias tiveram que se abrigar na casa de familiares ou parentes Na linha Santa Lúcia, interior do município, um aposentado também teve a casa destruída e teve que procurar abrigo num vizinho.

-Foi um vento muito forte, a gente não tem confirmação científica mas foi tipo um tornado- avaliou o coordenador da Defesa Civil do Município, Edson de Melo. Na área urbana além do São Cristóvão foram atingidos os bairros Jardim Esperança e Industrial.

Ele destacou que a força do vento oscilou e o estrago foi maior nas casas de construção mais precária. No interior houve destelhamento de galpões, estrebarias e pocilgas.

Dezenas de árvores caíram e outras foram arrancadas com raiz e tudo. Até as antenas de internet e de televisão foram pro chão. –Estou sem internet e sinal de tevê- afirmou o empresário Jandir Sabedot, que registrou os estragos por fotografia. –O vento pegou uma parte da cidade e foi levando tudo- completou.

>> Fotos do Vendaval que destelhou 50 casas em Campo Erê

De acordo com os Bombeiros da cidade o temporal começou por volta das 3 horas. O vendaval durou cerca de 15 minutos. Mas a chuva, que atingiu 100 milímetros o equivalente a metade da média de um mês, foi até às 6 horas da manhã.

Bombeiros e Defesa Civil e outros órgãos do município auxiliaram no atendimento à população. Foram distribuídos oito rolos de lona com 100 metros de comprimento e oito metros de largura cada.

Não houve registro de mortes e feridos no temporal. No entanto algumas pessoas tiveram ferimentos leves tentando arrumar os telhados. A Defesa Civil informou que o município já estava em situação de Emergência devido ao granizo.

Um levantamento das perdas será feito hoje e encaminhado para a Defesa Civil do Estado para tentar auxílio às famílias atingidas.


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25 mai10:00

Chuva é bem-vinda mas não muda quadro

A chuva que quase não tinha dado as caras em maio foi muito bem vinda em Santa Catarina, entre a noite de quarta-feira e a manhã de quinta-feira. De acordo com o meteorologista Leandro Puchalski a instabilidade se concentrou ontem no Oeste, Serra e Sul. Em alguns municípios, como Novo Horizonte, foram registrados 43 milímetros, o que representa cerca de 1/3 da média mensal.

Em Chapecó foram registrados 23 milímetros, segundo o observador meteorológico Francisco Schervinski. O acumulado do mês é 28 milímetros, para uma média mensal de 170 milímetros. E a previsão é de que o mês de maio fique também abaixo da média, pois choveu apenas 16% do normal e há previsão de apenas uma chuva fraca até o final de semana. Desde novembro apenas abril ficou acima da média mensal.

O engenheiro agrônomo da Epagri de Chapecó, Ivan Baldissera, disse que a chuva ajuda apenas para a recomposição das pastagens mas não altera o quando de fontes e rios, que continuam baixos.

As perdas nas lavouras, que somam R$ 711 milhões, já estão consolidadas. Mas a umidade de ontem vai ajudar no início da recuperação da produção de leite. –Essa chuva ajuda na produção de leite mais falta muito ainda para recuperar a umidade do solo- avaliou o gerente comercial da Cooperativa Regional Alfa, Lourenço Lovatel.

Em compensação ela evita agravar a situação. O superintendente regional da Casan no Oeste, Écio Bordignon, disse que desde a chuva forte do final de abril o abastecimento nas cidades está normal.

Havia alguns problemas pontuais de abastecimento em algumas cidades, mas são casos isolados.

Mesmo assim o número de municípios em emergência não pára de crescer. Ontem Turvo e Timbé do Sul entraram na lista da Defesa Civil. O número de catarinenses em situação de emergência é de 748 mil pessoas, em 145 cidades.

Nesta semana agricultores fizeram protestos em Chapecó solicitando mais apoio dos governos federal e estadual, no combate aos efeitos da estiagem. Algumas medidas já foram anunciadas mas os produtores consideram que foram insuficientes, pelo volume de prejuízo.


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24 mai09:20

Temperaturas amenas e chuva no Oeste

A quinta-feira deve ser mais um dia de tempo instável em Santa Catarina. A previsão da Epagri indica que a temperatura deve chegar a 25ºC no Norte. A passagem de massa de ar frio também pode provocar chuva em todas as regiões do Estado.

::: Confira mais detalhes no Blog do Puchalski

Na Grande Florianópolis, a máxima deve chegar a 23ºC e no Litoral pode atingir 22ºC. Na Serra, os termômetros devem oscilar entre 9ºC e 13ºC nesta quinta-feira.

Segundo o metereologista Leandro Puchalski a chuva que cai no Oeste desde a noite da quarta-feira tem intensidade fraca na maior parte das cidades. – A quinta terá muitas nuvens, pouco sol e chance de chuva a qualquer hora. Porém, é importante destacar que a chuva é mal distribuída, ou seja, enquanto boa parte do estado terá intensidade fraca, somente de maneira isolada essa chuva deverá ser significativa – disse.

As temperaturas da tarde não sobem tanto ficando entre 18 e 20ºC boa parte das cidades do Oeste.

Apesar de menor, o órgão que monitora as condições climáticas indica que o risco de temporal isolado ainda existe, principalmente na madrugada e início da manhã e entre a Serra e o Litoral. Esta condição deve melhorar no decorrer do dia.

As temperaturas devem começar a entrar em declínio no período da noite a partir da divisa com o RS, devido a aproximação de uma nova massa de ar frio e seco ao Sul do Brasil, o que também deve fazer com que os ventos cheguem a 70 Km/h na região. Nas demais regiões, os ventos podem alcançar os 50 Km/h.


>> A previsão completa no clicTempo

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10 mai09:00

Governo investe no combate à estiagem

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A notícia de que o Governo do Estado vai buscar R$ 52 milhões do BNDES para obras de combate à estiagem, aprovadas ontem pela Assembléia Legislativa, repercutiu bem em lideranças do Oeste.

O prefeito de São Carlos, Élio Godoy (PMDB), que é vice-presidente da Associação dos Municípios do Oeste de Santa Catarina, defende que esse dinheiro seja aplicado na captação de água de rios maiores, levando até reservatórios no alto dos morros para atender comunidades rurais.

Godoy disse que nesta estiagem o maior problema das prefeituras foi a falta de água no interior. Somente a prefeitura de São Carlos gastou R$ 750 mil em transporte de 6,3 mil cargas de água, com média de 12 mil litros cada. Foram 300 famílias beneficiadas.

Rio Jacutinga em Concórdia.

Como existem atualmente 138 municípios em situação de emergência o dinheiro em média seria de R$ 400 mil a R$ 500 mil por município. Godoy disse que com esse volume de recursos seria possível atender cerca de 200 famílias do interior com rede de água.

Para o coordenador da Federação dos Trabalhadores na Agricultura da Região Sul, Fetraf-Sul, Alexandre Bergamin, o recurso é bom mas deve ser aplicado em políticas estruturantes, para instalação de cisternas em todas as propriedades, preservação de fontes, sistemas de irrigação, pequenas barragens em rios e equipamentos meteorológicos para prever alterações no clima.

Além disso ele afirmou que seria necessária um crédito emergencial para os agricultores, de cerca de R$ 10 mil por família, com subsídio de 50%, para pagar em 10 anos. O motivo são as perdas que chegam a R$ 770 milhões em Santa Catarina.

O secretário de Agricultura João Rodrigues disse que uma das prioridades da pasta será na construção de açudes de cisternas, pois é uma ação que deu bom resultado nessa estiagem. –Vamos investir em armazenagem de água- disse. As famílias que guardaram água da chuva praticamente não tiveram problema de falta de água. Cada cisterna custa cerca de R$ 20 mil a R$ 30 mil. O governo do Estado já paga o valor do juro para famílias que fazem o financiamento para esse fim. Mas, com o recurso do BNDES, essa medida será intensificada.

Outra medida a ser adotada, segundo o secretário, é investimento em redes de água e irrigação. Ele afirmou que a forma de viabilizar a aplicação de recursos e quanto será investido em cada ação ainda vai passar por avaliações dos técnicos da secretaria e outros órgãos do Governo.

A Secretaria de Defesa Civil do Estado também está elaborando um projeto de medidas para amenizar os efeitos da estiagem. Em estiagens anteriores foi relizada uma proposta, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, que previa 555 ações. No entanto uma verba de R$ 10 milhões liberada em 2009 pelo Governo Federal para esse fim, acabou sendo rateada entre as prefeituras e o projeto foi engavetado. Agora ele está servindo de base para atualização de um novo projeto.

As chuvas do final de abril amenizaram a falta de água no campo tanto para lavouras quanto para o consumo humano e animal. No entanto ela ainda é visível nas hidrelétricas. Em Machadinho á operação foi interrompida no mês passado por falta de água. Em Itá o lago baixou 5,4 metros e o reservatório tem apenas 8% do volum útil para geração. Com isso rios que ficavam represados, como Jacutinga, estão com extensas faixas de terra que antes ficavam debaixo d’água.

-Desde que tem a barragem nunca ficou tão baixo- disse Marcelo Hann, que mora na margem do rio Jacutinga, no interior de Concórdia.


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03 mai09:22

Fenômeno responsável pela estiagem em Santa Catarina, La Niña chega ao fim

Agora, é definitivo. O boletim divulgado na segunda-feira, dia 30, pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), a repartição do governo dos EUA para estudos meteorológicos e climáticos, jogou a pá de cal sobre a mais recente ocorrência do La Niña. O fenômeno provoca o resfriamento das águas do Pacífico Central e responde por uma série de distúrbios no clima de todo o planeta — incluindo a estiagem que atinge Santa Catarina.

— Apesar de o fenômeno ter terminado, a chuva deve chegar gradativamente a Santa Catarina nos próximos meses — explica o meteorologista do Grupo RBS Leandro Puchalski.

O La Niña (faixa em azul) em ação no Pacífico Central numa imagem de satélite do fim do ano passado: fenômeno provoca estiagem em SC.

Embora a temperatura das águas oceânicas esteja dentro da normalidade, a atmosfera não reage instantaneamente e ainda pode apresentar um “comportamento de La Niña” durante as próximas semanas. Isso porque, explica Puchalski, ainda há ventos fortes na região equatorial do Oceano Pacífico.

Segundo o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometereologia de Santa Catarina (Ciram/Epagri), desde novembro de 2011 a mal distribuição das chuvas pelo Estado gerou o cenário de estiagem, que provocou mais de R$ 777 milhões de prejuízos à agricultura. A região mais atingida é o Oeste do Estado, mas ao longo dos meses o fenômeno chegou ao Litoral Sul catarinense e Alto Vale do Itajaí. Já são 135 munícipios em situação de emergência no estado.

O Ciram calcula que entre março e os primeiros dias de abril choveu entre 25% a 80% abaixo da média prevista para estes meses. A previsão, de acordo com o Centro, é de que até junho as chuvas não alcancem a média nas regiões Oeste e Meio Oeste.

Mesmo que o La Niña tenha terminado, a cada boletim do NOAA, parece crescer a possibilidade do ressurgimento, já no segundo semestre deste ano, de outro vilão climático: o El Niño.

Primo-irmão do La Niña, esse evento provoca um efeito inverso no Pacífico Equatorial, aquecendo suas águas. O resultado também é um grave dessarranjo no clima planetário. Em algumas regiões do Brasil pode chover acima do normal, causando enchentes.

Por enquanto, das quatro regiões monitoradas no Oceano Pacífico (chamadas de Niño 1+2, Niño 3, Niño 3+4 e Niño4 ), apenas uma, a Niño 1+2, que fica na costa da América do Sul, tem apresentado aquecimento de 1,6°C acima do padrão normal. Segundo Estael, para que se configure um El Niño, é necessário que as quatro áreas estejam com temperatura pelo menos 0,5°C acima do normal, além da atmosfera apresentar comportamento correspondente a esse aquecimento. O processo pode iniciar entre o fim do inverno e começo da primavera de 2012.


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27 abr10:10

Tempo permanece instável nesta sexta-feira em SC

A previsão é de mais chuva no final de semana em Santa Catarina. De acordo com o gerente de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil, Frederico Rudorff, a expectativa é de uma boa chuva, principalmente no Litoral Sul, onde as nuvens não foram generosas na quarta e quinta-feira.

Rudorff disse que está prevista uma reunião a partir das 14 horas de hoje com meteorologistas no Centro de Informações de Recursos Ambientais e Hidrometeorologia da Epagri, para avaliar a previsão de chuva nos próximos meses.

A previsão inicial é de pouca chuva ainda em mais o junho. A partir dessa reunião a Defesa Civil do Estado vai reavaliar as estratégias de combate à estiagem. A tendência é de redução das demandas. No entanto o órgão vai trabalhar em medidas permanentes de combate à falta de água.

O meteorologista Leandro Puchalski, da Central RBS de Meteorologia, também informa que maio deve começar com tempo seco. Mas depois a tendência é de ir normalizando.


Previsão do Tempo para o Estado

O tempo deve permanecer instável em SC nesta sexta-feira, apesar da possibilidade de menos chuva, segundo previsão da Epagri. O órgão que monitora as condições climáticas ainda aponta que as temperaturas podem chegar a 22ºC entre o Extremo-Oeste e o Oeste e 21ºC na Grande Florianópolis.

Para esta sexta, a previsão é de que seja grande a presença de nuvens em todas as regiões, com maior possibilidade de chuva nas cidades litorâneas. Esta condição climática ocorre em função da passagem de uma frente fria que provocou instabilidade e está se afastando do sul do Brasil.


>> Mais detalhes no Blog do Puchalski


Com isso, há chance de chuva em pontos no Leste e Norte do Estado, mas com baixos volumes. Nas demais regiões o dia será de tempo seco, com sol entre nuvens.

Os ventos sopram de sudeste a leste, com intensidade fraca a moderada com rajadas que podem chegar a 40 Km/h.

A previsão da Epagri ainda indica risco de chuvas fortes em Santa Catarina neste fim de semana para várias regiões.


DIÁRIO CATARINENSE


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27 abr09:48

Chuva começa a diminuir efeitos da estiagem

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

A estiagem começa a dar sinais de que está indo embora. A chuva que ocorreu entre quarta-feira e ontem já trouxe alívio para grande parte de Santa Catarina. Em algumas cidades como Chapecó e São Miguel do Oeste choveu mais de 100 milímetros, o que representa o volume de quase um mês inteiro.

De acordo com o meteorologista Leandro Puchalski, da Central de Meteorologia da RBS, há 10 meses não chovia tanto em São Miguel do Oeste. O volume foi tão bom que resolveu momentaneamente o abastecimento de água nas áreas urbanas.

-O nível dos rios aumentou e o abastecimento está normal- informou o superintendente regional da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) no Oeste, Écio Bordignon. A Casan parou de puxar água de caminhão-pipa em Xaxim e Caxambu do Sul. Além disso outras cidades que estavam em risco, como Pinhalzinho, Dionísio Cerqueira e São Miguel do Oeste, a situação foi normalizada.

Até em Chapecó, onde a situação começava a preocupar, a barragem do Engenho Braunn, no Lajeado São José, recuperou cerca de dois metros e transbordava ontem à tarde. O mesmo ocorreu com a barragem do rio Caçador, em Seara.

O secretário de Defesa do Cidadão de Chapecó, Sérgio Wallner, disse que os 122 milímetros registrados na cidade praticamente normalizaram a situação. A chuva encheu as cisternas de cinco mil litros e 10 mil litros instaladas em sete comunidades do interior. O número de caminhões pipa, que eram oito, transportando 300 mil litros de água por dia, baixou para três, que devem transportar de 20 a 30 mil litros.

Para o gerente de Monitoramento e Alerta da Secretaria da Defesa Civil do Estado, Frederico Rudorff, o impacto da chuva no Estado foi bem positivo, pois foi acima do esperado. –Já começa a reverter o quadro- avaliou. Apenas no Litoral Sul a chuva foi insuficiente, ficando em menos de cinco milímetros em vários municípios.

No campo, apesar das prejuízos que já atingem R$ 777 milhões, a situação começa a melhorar. O agricultor Ivaldino Zarpelon, morador da Colônia Cella, em Chapecó, disse que o açude que chegou a ficar 60 centímetros abaixo do normal, acabou recuperando o nível com as duas últimas chuvas. –Só ontem acho que subiu uns 30 centímetros- calculou.

Zarpelon disse que a chuva foi boa e vai permitir o replantio da pastagem. No entanto a produção de leite, que caiu 25 a 30%, vai levar pelo menos dois meses para recuperar.


Hidrelétrica segue sem gerar energia

Mesmo em boa quantidade a chuva ainda não interrompe os efeitos da estiagem, como os prejuízos na lavoura e a interrupção de geração de energia. Em Machadinho o nível da barragem que estava 14 metros abaixo do nível máximo tinha recuperado apenas 15 centímetros até o início da tarde de ontem, segundo o gerente de operações das hidrelétricas de Machadinho e Itá, Elinton Chiaradia. –Precisa chover muito ainda para normalizar- disse Chiaradia. A hidrelétrica tem potencial de geração de 1140 megawatts, o suficiente para atender 45% da demanda de energia de Santa Catarina. Mas está parada desde o dia cinco de abril.

No entanto a chuva afastou o risco de paralisação da hidrelétrica de Itá, que é a maior de Santa Catarina, com 1450 megawatts. Itá foi inaugurada em 2000 e nunca tinha parado de gerar energia. Mas a falta de chuva já estava ameaçando seu funcionamento.

O número de municípios com decreto de situação de emergência subiu para 134. O último município a entrar na lista da Defesa Civil foi Vargem Bonita. Esse era o número que a Defesa Civil do Estado trabalhava no início da estiagem como o quadro mais grave, pois é a região onde historicamente há problemas com falta de chuva.

De acordo com o gerente de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil do Estado, Frederico Rodorff, a situação deve melhorar mesmo nos munícipios que decretaram situação de emergência recentemente, mas não estão descartados novos decretos, já que maio também é um mês de pouca chuva.


CHUVA ACUMULADA DE QUARTA-FEIRA E ONTEM

Porto União: 122 mm (mais que o normal do mês que é 90 a 100 mm)

São Miguel do Oeste: 117 mm (normal 160 a 180 mm)

Rio do Campo: 115 mm (mais que o normal do mês que é 90 a 100 mm)

Irineópolis: 103 mm (mais que o normal do mês que é 90 a 100 mm)

Novo Horizonte: 102 mm (normal 160 a 180 mm)

Rio Negrinho: 101 mm

Água Doce: 96 mm

Major Vieira: 90 mm

Blumenau: 63 mm

Florianópolis: 28,9 mm

Criciúma: 1,8 mm

Itajaí: 65,2 mm

Porto União: 126 mm


Fontes: Ciram/Epagri e Central de Meteorologia da RBS



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26 abr10:36

Chuva chega a 117 mm em São Miguel do Oeste e deve amenizar estiagem no Oeste

O volume de chuva registrado nas últimas 24 horas em Santa Catarina está próximo da média mensal em várias cidades, segundo a Epagri. O órgão que monitora as condições climáticas registrou 117 mm entre 7h de quarta e 7h desta quinta-feira em em São Miguel do Oeste. O volume representa aproximadamente 68% da média para o mês de março na cidade, que é de 170 mm.

A instabilidade no tempo ocorre em função de um sistema de baixa pressão que se formou entre o Paraguai e o Sul do Brasil, e vem se deslocando pelo Estado. Na média estadual, a chuva acumulada em 24 horas atingiu aproximadamente 40 mm, mas superou este valor em alguns municípios. É o caso de São Miguel do Oeste e Rio do Campo. A região da Grande Florianópolis e Litoral sul foram as menos afetadas pelas fortes chuvas.

>> Sobe para 132 o número de municípios em situação de emergência em SC

Segundo o meteorologista Marcelo Martins, como não houve registro de temporais, a chuva foi muito bem vinda paras os catarinenses, em função da escassez de chuva deste ano e pelo quadro de estiagem que SC atravessa.

— O volume de chuva é suficiente para criar uma reserva de umidade no solo que pode durar entre sete e 10 dias — avalia.

A previsão da Epagri é que a chuva permaneça em todas as regiões até o próximo fim de semana no Estado, como volumes mais expressivos entre a Serra e o Litoral.


Preciptação acumulada entre 7h do dia 25/04 até às 7h do dia 26/04 (em mm)


Região: Alto Vale do Itajaí

Ituporanga – 43,2

Rio do Campo – 103,2

Lontras – 57,0

Aurora – 42,0

Vidal Ramos – 40,7


Região: Grande Florianópolis

Florianópolis – 17,9

São José – 19,0

Racho Queimado – 25,4


Região: Litoral Norte e Médio Vale

Itajaí – 44,2

Indaial – 55,0

Itapoá – 63,2


Região: Litoral Sul

Criciúma – 1,8

Timbé do Sul – 2,4

Forquilhinha – 3,4


Região: Planalto Sul

Bom Jardim da Serra – 11,8

Urupema – 30,2

Forquilhinha – 3,4

São Joaquim – 25,0


Região: Meio Oeste

Água Doce – 90,1

Caçador – 73,6

Campos Novos – 52,9

Rio das Antas – 70,8

Tangará – 69,7

Lebon Régis – 59,6


Região: Oeste

Dionísio Cerqueira – 51,6

Novo Horizonte – 99,6

São Miguel d’Oeste – 117,0

Xanxerê – 79,6

Chapecó – 62


Região: Planalto Norte

Major Vieira – 76,6

Canoinhas – 53,6

Irineópolis – 89,4

Porto União – 107,8

Monte Castelo – 66,0


Fonte: Epagri


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26 abr09:51

Quinta-feira deve ser de chuva no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

O tempo deve ficar instável em todas as regiões de Santa Catarina ao longo desta quinta-feira, de acordo com a Epagri. As temperaturas se mantém amenas no Estado. A máxima prevista é de 25ºC para o Extremo-Oeste e 21ºC na Grande Florianópolis.

O responsável é um centro de baixa pressão que vem se formando a partir do Paraná avançando para o mar. A condição melhora ao longo do dia, devendo ficar mais firme a partir do fim da tarde no Oeste.

Em algumas regiões, o volume de chuva pode ser próximo do esperado para todo o mesmo, de acordo com o meteorologista do Grupo RBS Leandro Puchalski.

Em Chapecó, entre a noite desta quarta-feira até as 9 horas da manhã desta quinta, foram registrados 62 milímetros de chuva. Segundo o observador meteorológico da Epagri, Francisco Schervinski o registrado no mês está próximo da média histórica para a cidade.

– Até a manhã desta quinta-feira choveu em Chapecó 159,7 mm, quase o mesmo volume da média histórica  do mês de abril que é de 167,2 – disse o observador que frisou ainda que há previsão de chuva para a tarde e para o final de semana na região.

No mesmo período foram registrados 116,8 milímetros em São Miguel do Oeste, em Xanxerê o volume chegou a 79,2.

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A instabilidade no tempo também ocorre na circulação de ventos, que podem chegar a 70 Km/h no Sul de SC e 60 Km/h na Serra do Estado.


DIÁRIO CATARINENSE


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25 abr09:33

Tempo deve ficar instável em Santa Catarina nesta quarta-feira

A quarta-feira será de tempo instável em Santa Catarina, de acordo com a Epagri, órgão que monitora as condições climáticas no Estado. Ao longo do dia, predomínio de nuvens e, como tem sido durante a semana, temperaturas mais amenas. Na Grande Florianópolis, a máxima é de 23º C, enquanto na Serra não deve passar dos 21ºC.

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À noite, a previsão é que os fãs de Paul McCartney acompanhem o show com chuva no Estádio da Ressacada, em Florianópolis.

Do Oeste ao Planalto há chance de aberturas de sol e chuva, com trovoadas isoladas entre a tarde e a noite, começando pelas áreas mais próximas do Paraná. No Vale do Itajaí, o dia será mais nublado, com chuva ocasional fraca.

Os ventos devem soprar de sudoeste a sudeste, com intensidade moderada, com velocidade de até 40 Km/h.


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