Chuva

21 fev10:33

Chance de chuva aumenta em SC após o Carnaval com a chegada de frente fria

Depois do Carnaval, onde predominou o calor, o sol forte e as altas temperaturas, o tempo deve mudar a partir desta quarta-feira em Santa Catarina. A previsão indica que a chegada de uma frente fria combinada com a umidade vinda da Amazônia deve provocar o aumento da presença de nuvens e aumentar a possibilidade de chuvas, pelo menos até a próxima segunda-feira.

>> Acompanhe as informações sobre o tempo no Blog do Puchalski

A imagem de satélite desta manhã já mostra uma frente fria chegando ao Rio Grande do Sul, representadas por nuvens coloridas ao sul do Estado.

De acordo com o meteorologista do Grupo RBS Leandro Puchalski, esta frente fria deve avançar pelo mar entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina a partir da próxima quarta-feira.

—Esta condição traz muitas nuvens, menos sol e chance de chuva em momentos do dia em todas as cidades na quarta-feira. As temperaturas sobem, mas já um pouco menos do que nos dias anteriores — explica.

Puchalski explica ainda que a sequência de dias instáveis deverá trazer nesse final de fevereiro volumes elevados de chuva, sobretudo a partir do próximo fim de semana.

— Se confirmada essa previsão, poderemos ter volumes de chuva no Oeste catarinense como há um bom tempo não ocorre, inclusive com tendência de dar um gradativo alívio na estiagem — adianta o meteorologista.


DIÁRIO CATARINENSE



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16 fev10:48

Moradores correm atrás da água em Seara

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Em virtude da redução no volume de água na bacia do Rio Uruguai as hidrelétricas de Machadinho e Itá estão operando em média com 33% da capacidade nos últimos 45 dias, segundo dados do gerente em exercício das duas usinas, Diego Collet.

Mesmo gerando menos energia o lago de Itá está 2,36 metros abaixo do nível máximo e, Machadinho, com 4,23 metros abaixo do nível máximo. No Lago de Itá é visível a borda de terra que apareceu no lago, provocada pela redução do reservatório. Próximo das torres da igreja da antiga cidade, que foi inundada, dá para ver parte das pedras que ficavam submersas.

Collet disse que é normal uma redução da geração nesse período. Ele explicou que não há risco de desabastecimento, pois a menor geração no Sul é compensada pela geração maior em outras regiões, já que o sistema nacional de distribuição de eletricidade é interligado.


>> Seara decreta calamidade e tem 70% do abastecimento feito com caminhões pipa

>> Blog do Puchalski: Estiagem no Oeste


Moradores correm atrás da água em Seara

Com a falta de água na cidade os moradores de Seara tem que buscar alternativas por conta própria. Moradores do bairro esperança recorrem a um poço no meio do mato. Outros vão buscar água nas torneiras de um poço na praça do Bairro Industrial. É o caso de Etelvino Junges, morador do bairro Garguetti. Ele estava sem receber água pela rede da Casan desde domingo. Com isso ele pegou litros de refrigerante, tambores e outros vasilhames para buscar água na praça.


Etelvino Junges busca água em fonte no centro da cidade.


–Venho aqui quase todos os dias- explicou.

Na sua casa moram seis pessoas e o consumo é grande. Por isso a família tem que administrar o volume que junta na caixa de água, com o que é buscado em outros locais. –Temos que economizar bastante- disse o auxiliar de produção, que trabalha numa agroindústria da cidade.

Sidiane Fátima, que trabalha na mesma agroindústria, é moradora nova na cidade e descobriu o poço da praça há dois dias. Desde então frequentemente vai buscar água com os litros de refrigerante para ter o que beber. Antes seus pais traziam água do interior do município. Para tomar banho, ela está utilizando a água de um poço que é imprópria para o consumo.

–Não sei se daria para usar, mas não temos outra- explicou.


93 Municípios em situação de emergência

Os últimos decretos foram de Ipumirim, Iomerê, Jaborá e Piratuba. Concórdia também decretou, porém a documentação ainda não foi recebida pela Defesa Civil do Estado.


Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Alto Bela Vista

Anchieta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Concórdia*

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iomerê

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Ipumirim

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jaborá

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Piratuba

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Presidente Castelo Branco

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 15de fevereiro de 2012, pela Defesa Civil.

*A Defesa Civil do Estado ainda não recebeu a documentação do município.

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16 fev07:42

Estiagem se agrava no Oeste Catarinense

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br*

A estiagem que havia dado uma amenizada em meados de janeiro, quando ocorreu uma chuva de 70 milímetros em Chapecó, voltou a se intensificar neste mês, principalmente a partir da semana passada. Sete municípios decretaram emergência nesta semana: Alto Bela Vita, Presidente Castelo Branco, Ipumirim, Iomerê, Jaborá, Piratuba e Concórdia.

Além disso Seara, que já estava em Emergência, decretou Estado de Calamidade Pública, em virtude de que a cidade estava no início da semana com apenas 25% da água necessária para atender o município, que consome dois milhões de litros por dia.

- Está um caos- chegou a declarar o responsável do escritório local da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), Marcelo Cozer. Os moradores nem tinham mais previsão de receber água.

A situação foi amenizada com a chegada de dois caminhões dos Bombeiros, a partir de terça-feira, um de São José e um de Chapecó. Um deles tem capacidade para 26 mil litros/dia e outro tem capacidade de 20 mil litros dia. – Eles estão disponíveis o tempo que for necessário- disse o comandante do 6º Batalhão de Bombeiros de Chapecó, Luiz Carlos Balsan.

Os caminhões estão buscando água no rio Uvá, a 16 quilômetros de distância, e a despejam na barragem de captação do Rio Caçador, que foi desassoreada. Cada caminhão faz cerca de 10 viagens por dia.

Além disso a Casan está com quatro caminhos puxando água da Estação de Tratamento de Itá, a 18 quilômetros, que é distribuída em casas nas partes mais altas e nos reservatórios.

- Hoje 70% do nosso abastecimento é feito com caminhão Pipa- disse Cozer. São cerca de 800 mil litros transportados por dia. Com essas medidas o fornecimento de água subiu para um milhão de litros/dia, que é metade do consumo normal. –Ainda não é o suficiente- explicou o representante da Casan.

O presidente da Defesa Civil do município, Fábio Stocco, disse que algumas famílias que estavam há dois ou três dias sem água, começaram a ser atendidas. –Atualmente 100% da área urbana está com dificuldade no abastecimento- afirmou Stocco. No interior a Prefeitura também está fornecendo água para 35 famílias. A Defesa Civil do município vai solicitar ao Estado mais caminhões ou então recursos para contratação de mais veículos.

Além disso a unidade da Seara Alimentos, controlada pelo grupo Marfrig, também iniciou o transporte de água nesta semana, para não paralizar os abates. São seis carretas que transportam mais de dois milhões de litros de água por dia, captadas no rio Uvá.


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15 fev14:22

Estiagem atinge 60% das propriedades em Abelardo Luz

Os agricultores afetados pela estiagem estão recebendo atenção redobrada em Abelardo Luz. A falta de chuva fez com que a prefeitura a contratasse a terceirização do serviço de máquinas para fazer bebedouros para os animais em diversas propriedades do interior do município.

São cinco máquinas empenhadas diretamente na abertura de bebedouros e buracos para guardar a silagem produzida a partir do milho afetado pela estiagem. – Além de três máquinas da prefeitura, temos mais duas terceirizadas e mesmo assim o serviço aumenta a cada dia – disse o diretor de agricultura, Edivar Turossi.

A estiagem prolongada já afeta mais de 60% das propriedades rurais do município. A abertura de bebedouros é uma das soluções imediatas encontradas para conter em parte os efeitos da seca e evitar que falte água aos animais. – Já foram abertos mais de 100 bebedouros e 80 buracos para armazenamento da silagem em poucas semanas em diversas comunidades – ressalta Turossi.

O município está em situação de emergência e os prejuízos na produção agrícola devem passar de R$ 30 milhões. A queda maior é na produção de leite com 40% de perdas, lavouras de milho, fumo e feijão registram 40% de prejuízos e soja 10% por hectare.

As propriedades rurais mais prejudicadas estão localizadas nas comunidades de Alegre do Marco, Canhadão, Passo das Antas, Nova Aurora, Roseli Nunes, Juruá, José Maria e Papuan. – A secretaria de Agricultura vai ficar monitorando os locais e dando todo suporte necessário aos agricultores afetados – afirma Turossi.


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15 fev09:23

Previsão para o Oeste é de sol e tempo seco

Nessa quarta-feira esse tipo de massa de ar comanda as condições do tempo deixando o litoral, vale do Itajai, norte e parte da serra e do sul com nuvens que tanto permitem aberturas de sol quanto provocam chuva em forma de pancadas ao longo do dia.

A imagem dessa manhã já mostra essas regiões, o leste de SC, coberto por uma boa quantidade de nuvens que vão continuar ao longo do dia:

Os pontos coloridos pelo litoral, mais ou menos entre Governador Celso Ramos e Bombinhas, vão aparecer aleatoriamente pelo leste ao longo do dia trazendo momentos de chuva forte.

No oeste, o sol predomina com tempo seco em praticamente toda a quarta-feira que poderá ter alguma chuva de verão do meio da tarde em diante, mas no geral fraca e mal distribuída, ou seja, poucas cidades da região.

As temperaturas sobem durante à tarde chegando a casa dos 28 a 30ºC principalmente no oeste e sul onde até podem subir 1 a 3ºC a mais.


QUINTA-FEIRA

O ar quente e úmido segue influenciando o tempo que deverá ter nuvens, no leste mais de manhã, e aberturas de sol ao longo do dia em todas as cidades. Há chance de chuva de verão passageira, mas em poucas cidades e no geral fraca. As temperaturas vão seguir elevadas como hoje.


Blog do Puchalski

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10 fev17:50

Rodízio de água em Seara

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Os moradores de Seara, que antes ficavam 12 horas sem receber água, em esquema de rodízio, a partir de hoje ficarão até 24 horas sem o fornecimento. O gerente da Casan em Seara, Marcelo Cozzer, disse que isso acontece porque a vazão do rio Caçador diminuiu ainda mais e é preciso buscar complemento na barragem de Itá. Com isso é preciso esperar mais tempo para tratar água e assim abastecer o município.

- E caso não chova nos próximos dias a tendência é que o período sem água aumente – comentou Marcelo.

O racionamento por falta de água, provocada pela estiagem, se deve porque o poço profundo que poderia abastecer a cidade, está com uma bomba e tubulação entalados desde dezembro. A bomba queimou no dia 15 de dezembro e, na troca, dia 20 de dezembro, o equipamento com 22 toneladas caiu mais de 100 metros dentro do poço, que tem 589 metros.

A barragem do Rio Caçador, que seria a alternativa, não tem volume de água suficiente. Para tentar acumular mais água foi realizado durante 10 dias um trabalho de desassoreamento na barragem de captação. – Agora está tudo limpo, só falta chover – disse Marcelo.

O Superintendente Regional da Casan, Écio Bordignon disse que, além de Seara, outros municípios estão com rodízio no abastecimento: Jardinópolis, Formosa do Sul, Caxambu do Sul e São Miguel do Oeste.


Caminhões puxam água

A população de 17 mil habitantes consome uma média 1,8 mil litros por dia. Para amenizar a situação três caminhões da Prefeitura buscam cerca de 200 mil litros de água por dia na estação de tratamento da Casan em Itá, distante 18 Km da cidade. – São cerca de 20 viagens diárias – disse o presidente da Defesa Civil em Seara, Fabio Stocco.

A prefeitura estuda também a possibilidade da contratação de mais três caminhões para buscar água. –Devemos iniciar o trabalho com esses caminhões a partir da segunda-feira – acredita Stocco. O custo diário para a locação e transporte para o poder municipal será de aproximadamente R$ 4,5 mil.

Na manhã desta sexta-feira o presidente da Defesa Civil se reuniu com diretores da Seara Alimentos. A empresa, que utiliza 5,4 mil litros de água por dia, vai disponibilizar a estrutura de captação no Rio Uvá. – A ideia é colocar a nossa estrutura a disposição da Prefeitura – disse Neri Cosmann, gerente geral da Unidade em Seara.


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09 fev11:07

Falta de água em Seara

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

Enquanto a bomba e a tubulação do poço profundo não são consertadas e não chover o suficiente para encher a barragem do rio Caçador a população de Seara vai sofrendo com a falta de água nas torneiras. A Casan e a Prefeitura tentam abastecer o interior e as partes altas da cidade com caminhões pipa. Mesmo assim eles só conseguem amenizar a situação.

Um dos locais mais problemáticos é na Vila Esperança. O auxiliar de lavagem Írio Oliveira chegou a buscar água com um balde num poço no mato. Como a água turva ele só a utilizava para tomar banho e lavar a louça. O banho era de bacia.

Paulo Cesar Oliveira armazenou água em baldes depois de ficar 5 dias sem.

- Só me lavava com a mão- explicou. A água potável era trazida em litros de refrigerante, pela irmã. Ele chegou a ficar cinco dias sem receber água na rede. Írio mora com a família do irmão, Paulo César Oliveira. Paulo César, que é auxiliar de produção, tomava banho no trabalho. E a roupa e louça ficaram acumulados até ontem, quando chegou um caminhão pipa. Oliveira aproveitou para encher o tanque, tambores e panelas.

>> Limpeza na barragem para acumular água em Seara

A família de Elisama de Oliveira teve mais sorte. Eles ficaram “apenas” dois dias sem água. Ontem ela chegou a mãe de Elisama aproveitou para lavar a roupa. Ela ficou de “guarda” perto da torneira para encher 19 litros de refrigerante, com a ajuda do irmão Elizeu. Assim eles conseguiram um estoque para os próximos dias. Ela também aproveitou para lavar a louça que estava acumulada.

- Falta dois dias daí vem um pouco – relata.

Essa rotina da família desde dezembro. Ela relata que às vezes o pai chega cansado do trabalho e não tem água para tomar banho. A solução é esperar até meia-noite ou então ir na casa dos avós.


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02 fev08:59

Sem chuva, situação se complica no Oeste

Juliano Zanotelli | juliano.zanotelli@rbsonline.com.br

Enquanto no Litoral a onda de calor é motivo de alegria para turistas e veranistas, no Oeste do Estado a notícia trouxe ainda mais preocupação. A região sofre com uma forte estiagem desde novembro, que provoca perdas nas lavouras e deixa milhares de moradores sem água na torneira. São 86 municípios em situação de emergência.

Uma frente fria, que traria a chuva para o Oeste está na Argentina e não consegue chegar na região devido a uma massa de ar quente localizada sobre o Estado. Segundo o observador meteorológico da Epagri de Chapecó, Roque Sulzbacher, a umidade está baixa e segue a previsão de calor na região.

— Podem acontecer chuvas isoladas, mas a umidade está baixa, perto dos 46%. Para chover precisaria estar em 70% — explicou.


1,5 mil pessoas afetados

Uma das situações mais críticas é em Planalto Alegre, que encaminhou um ofício para a Defesa Civil solicitando o envio de 50 mil litros de água potável por dia e kits de distribuição de água. São 1,5 mil pessoas afetadas.

— Só assim poderemos manter o atendimento normal — afirma o prefeito em exercício Sadi Dallacorte.

O gerente de operação e assistência da Defesa Civil, Fabiano de Souza, acredita que deve ser encaminhado um kit com quatro tanques de 5 mil litros para armazenamento de água, duas motobombas, conjunto de acessórios e água engarrafada em vasilhames de 5 litros.

— Os materiais devem ser encaminhados a partir da semana que vem — completou.

Tereza mostra o pouco de água que conseguiu armazenar.

Enquanto a ajuda não chega, os moradores se viram como podem. A aposentada Tereza Klaus mora com o marido em uma casa no centro da cidade, e como fica em um lugar alto, a água potável vem em pouca quantidade. E quando vem, Tereza aproveita para armazenar no tanque e em panelas.

— Sem luz até dá para ficar, mas sem água não tem como — comentou a aposentada.


Situação complicada no interior

No interior a situação é ainda mais complicada. Muitas propriedades estão sem acesso à água potável. E o recurso existente serve apenas para tratar os animais.

— Estamos sem água desde domingo — contou o agricultor Valdemar Voiticoski, que mora na Linha Caroba. Ele tem três caixas d´água na propriedade, mas as três estão vazias.


Iracema Chiarello distribui água para os vizinhos.


Doze famílias da Linha Caroba buscam água na casa da agricultora Iracema Chiarello. A água que vem de uma fonte natural, que consegue manter o nível de 30% da caixa de 20 mil litros.

— Uso dessa água apenas para beber e comer. Para lavar roupa e limpar a casa utilizo a água do Lageado dos Porcos — disse.

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30 jan14:50

À espera de mais chuva

A esperança para o fim da estiagem agora está em fevereiro. A chuva de janeiro ficou bem abaixo do esperado na maioria das cidades do oeste.

Em São Miguel do Oeste, no Extremo-Oeste, choveu 119 milímetros em janeiro, no mesmo período foi registrado apenas 86 mm em Chapecó, bem distante da média histórica para o período que é de 184 milímetros. Já em Concórdia, no Meio-Oeste, foram registrados 189 milímetros.


O agricultor Natalino Bortoli comemorou a chuva do dia 13 de janeiro. – Mais oito a 10 dias as plantas iriam secar e ia perder tudo - observou.



>> Chuva traz a alegria de volta ao campo

Em dezembro a falta de chuva foi parecida nas três cidades. Em São Miguel do Oeste foram 24 dias sem chuva, 22 em Chapecó e 21 em Concórdia. Situação que afetou diretamente as lavouras de milho, soja, melancia e a produção de leite. Já são 86 municípios em Situação de Emergência, segundo a Defesa Civil do Estado. E mais de R$ 510 milhões em prejuízos.


La Niña

O fenômeno responsável pela estiagem deve permanecer na região no mês de fevereiro. E segundo o metereologista do Grupo RBS, Leandro Puchalski, os volumes de chuva devem continuar abaixo do normal.

- Os números da chuva devem normalizar no mês de março – disse Puchalski.

Muitas cidades acumulam um déficit de mais de 200 mm, desde a segunda quinzena de novembro.


86 municípios em Situação de Emergência

Com o decreto de Celso Ramos, sobe para 86 o número de municípios em Situação de Emergência em Santa Catarina. A informação é do relatório divulgado pela Defesa Civil do Estado.


Abelardo Luz

Águas de Chapecó

Águas Frias

Anchieta

Arvoredo

Bandeirante

Barra Bonita

Belmonte

Bom Jesus

Bom Jesus do Oeste

Caibi

Campo Erê

Caxambu do Sul

Celso Ramos

Chapecó

Cordilheira Alta

Coronel Freitas

Coronel Martins

Cunhataí

Cunha Porã

Descanso

Dionísio Cerqueira

Entre Rios

Faxinal dos Guedes

Formosa do Sul

Flor do Sertão

Galvão

Guaraciaba

Guarujá do Sul

Guatambu

Iporã do Oeste

Ipuaçu

Iraceminha

Irati

Irani

Itá

Itapiranga

Jardinópolis

Jupiá

Lajeado Grande

Lindóia do Sul

Maravilha

Marema

Modelo

Mondaí

Nova Erechim

Nova Itaberaba

Novo Horizonte

Ouro Verde

Paial

Palma Sola

Palmitos

Paraíso

Passos Maia

Peritiba

Pinhalzinho

Planalto Alegre

Ponte Serrada

Princesa

Quilombo

Riqueza

Romelândia

Saltinho

Santa Helena

Santa Terezinha do Progresso

Santiago do Sul

São Bernardino

São Carlos

São Domingos

São João do Oeste

São José do Cedro

São José do Cerrito

São Lourenço do Oeste

São Miguel da Boa Vista

São Miguel do Oeste

Saudades

Seara

Serra Alta

Sul Brasil

Tigrinhos

Tunápolis

União do Oeste

Vargeão

Xanxerê

Xavantina

Xaxim


Lista atualizada em 27 de janeiro de 2012, pela Defesa Civil.




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25 jan17:19

Chuva fraca ajuda lavoura, mas não resolve estiagem

Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

As pancadas de chuva que atingiram o Oeste entre o final da tarde de terça-feira e a manhã de quarta-feira ocorreram de forma irregular e serviram apenas para amenizar a situação nas lavouras, sem interromper a estiagem.

-Isso ajuda as pastagens mas não resolve o problema da água- avaliou o gerente regional da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) em São Miguel do Oeste, João Carlos Biasibetti.

Quem também está feliz são os agricultores que semearam a segunda safra de milho, pois a umidade já ajuda na germinação.

No entanto Biasibetti avaliou que a chuva não foi uniforme. Em São Miguel do Oeste foram registrados 15,2 milímetros na estação da Epagri e cerca de 30 milímetros no centro da cidade. No entanto em regiões do interior de São José do Cedro e Guarujá do Sul a chuva foi menor do que a registrada em São Miguel do Oeste.



Chuva caiu fraca pela manhã.



Em Chapecó foram apenas quatro milímetros segundo o observador meteorológico Roque Sulzbacher.

–Só molhou a poeira- lamentou. No acumulado do mês são 86,2 milímetros, para uma média de 184 milímetros. Desde novembro vem chovendo abaixo da média na região.

>> 85 municípios em Situação de Emergência em SC.

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